Jun 19 2008

Beer for kids?

Vi no rec 6 do blog Super Pérolas.

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Jun 19 2008

Interesse pela cultura pop leva jovens aos cursos de japonês

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Professor Nataniel Shirai dá aulas de japonês no Rio. (Foto: Divulgação)

O fascínio pela cultura pop do Japão motiva jovens brasileiros a aprenderem a falar a língua do país do sol nascente. Os animês e os mangás, respectivamente as animações e as histórias em quadrinhos, são a principal fonte de inspiração para que pessoas que não possuem nenhum laço familiar com o Japão se identifiquem com o país.

A paixão pela cultura contemporânea nipônica levou Rafael dos Santos, de 23 anos, a prestar vestibular para o curso de Letras Português-Japonês da Universidade Estadual do Rio de Janeiro: “Desde pequeno eu tenho interesse em mangás e animês. Quando cresci, comecei a gostar também da música.” O estudante põe em prática as lições que aprende no curso superior dando aula nas turmas do Licom, o centro de ensino de línguas da instituição.

Quando fala sobre o mangá que o ajudou a escolher a profissão de professor, ele lembra de um dos maiores fenômenos criados pela TV japones: “o desenho que me fez gostar de cara do Japão foi ‘Cavaleiros do Zodíaco’. Embora não seja totalmente japonês, pois tem influência da mitologia grega, fez com que eu me interessasse pela cultura.”

Cursos

Além da UERJ, a UFRJ também oferece no Rio de Janeiro o curso universitário de Letras com especialização em japonês. As duas instituições dão oportunidades para quem se interessa em aprender o idioma, mas não quer se profissionalizar no assunto. Os cursos abertos à comunidade oferecem aulas dadas por estudantes do ensino superior a preços baratos. No caso da UERJ, a lotação faz com que, muitas vezes, a disputa por vagas nas turmas seja decidida por meio de um sorteio.

Em São Paulo, a USP também conta com a especialização em japonês no curso de Letras. Por ano, são oferecidas 27 vagas no turno da manhã e outras 28 vagas no período noturno. Em Brasília, a UnB tem 22 vagas para estudantes que buscam a formação de professores da língua.

O professor Nataniel Shirai, de 26 anos, dá aulas de japonês há nove. Aprendeu o idioma com os avós, imigrantes que vieram morar no Brasil. Ele conta que a maioria de seus alunos é jovem. “A maior parte dos estudantes tem idade entre os 10 e os 26 anos. Eles se interessaram por causa dos animês e dos mangás.”

O professor estima que apenas 10% das pessoas que buscam aulas de japonês são descendentes. A admiração pela cultura japonesa provoca situações curiosas nas aulas: “Alguns alunos participam de eventos de cosplay e, às vezes, vão vestidos com adereços de personagens. É um clima diferente de uma turma de inglês ou de qualquer outra língua”.

Bolsa de estudos

Outra importante motivação da procura por cursos de japonês é a busca por incentivos do governo do Japão. “Muitos também se interessam pela língua por causa das bolsas oferecidas pelo Consulado Japonês, que são muito vantajosas”, diz Shirai.

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Bruna Gama (ao centro) estuda o idioma. (Foto: Arquivo Pessoal)

A brasileira Bruna Gama decidiu aprender a língua graças ao fascínio que nutria pelos animês durante a adolescência. “Eu comecei a me interessar pelo idioma vendo desenho. Eu fui vendo tanto que, uma hora, decidi aprender a língua.”

Bruna acredita que a maior dificuldade dos brasileiros é assimilar os mais de três mil ideogramas : “A escrita é a maior dificuldade. Eu não achei a gramática da língua japonesa muito difícil. O vocabulário é mais fácil do que o de muitas línguas.” Suas maiores influências foram os desenhos ‘Yu Yu Hakusho’ e ‘Samurai X’. Para aperfeiçoar a pronúncia do idioma e entrar em contato com nativos, a jovem de 25 anos chegou a cantar no Coral Nipo-Brasileiro e a participar do encontro nacional de corais japoneses, que acontece todo ano no bairro da Liberdade, em São Paulo.

Apesar do crescimento deste mercado, o aprendizado de uma língua tão distante do português ainda causa estranheza em muita gente. “A maioria das pessoas acha bem exótico. Muitos pensam que é um tanto inútil e outros dizem que eu vi desenho animado demais.”, afirma Bruna.

Ela acredita que seu universo cultural se tornou mais amplo: “Cada vez que você se propõe a aprender uma língua, você amplia os seus horizontes. Principalmente com uma língua tão diferente da sua. Eu acho que valeu, tanto como cultura como uma coisa mais prática como pegar um gibi no original e ler um pouco. Eu me sinto um pouquinho mais realizada em conseguir fazer uma coisa tão diferente da minha vida normal.”

Fonte: G1

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Jun 19 2008

Escola infantil mantém tradições alfabetizando em japonês

A maioria dos imigrantes japoneses tenta manter viva a cultura dos seus ancestrais. A nova geração aprende na escola a tradição e a língua da pátria dos avós. Em uma escola de educação infantil na Vila Mariana, na Zona Sul da capital, o japonês é o idioma mais ouvido na sala de aula. Tanto nas músicas quanto nos ensinamentos: a alfabetização é feita em português e também em japonês.
A escola tem 90 alunos, de quatro meses a 6 anos de idade. São quase todos descendentes de japoneses, ou nasceram no Japão e vieram com os pais para o Brasil. Apenas um aluno foge desse padrão. Com dois anos, Victor é a única criança que não tem descendência oriental da escolinha.

“Escolhi uma escolinha japonesa por causa da cultura, da disciplina, em especial. Eu acho que a educação e o respeito aos mais velhos na cultura japonesa, ela é muito forte. Então eu acho que além da segunda língua é o respeito, o respeito acima de tudo”, conta a arquiteta Lizandra Selecrodi, mãe do menino.

Para a maioria dos pais, o que vale é manter a tradição. “Como descendente de japoneses eu acho muito importante que ela conheça a cultura japonesa, e aqui ela tem oportunidade de ter contato com as tradições, com a escrita japonesa. Eu acho que é legal ela manter as raízes”, explica Regina Miura, assistente de comércio exterior, mãe de uma das alunas.

A coordenadora da escola, Saniy Yoshinaga, acredita que quanto mais cedo as crianças começarem a aprender o idioma e a cultura japoneses, melhor. “A criança tem muita facilidade de aprender, não só línguas, mas muitas coisas”.

Toda essa facilidade é bem vinda na hora de estudar uma língua tão diferente do português. O japonês usa três sistemas de escrita. O hiragana e o katakana representam os sons. Ao todo são 92 fonogramas. Além deles, há os kanjis de origem chinesa que representam palavras e somam mais de 2 mil símbolos. Para complicar, as três formas são usadas ao mesmo tempo.

É difícil, mas não impossível. As crianças da escola atestam o desafio, ao contarem que não preferem um ou outro idioma, mas gostam dos dois.

Fonte G1

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Jun 19 2008

Filhos de dekasseguis terão aula de reforço na rede pública de SP

Crianças filhas de dekasseguis (brasileiros que foram morar no Japão) terão aulas de reforço nas escolas da rede pública estadual de São Paulo por meio de um projeto inédito que será realizado entre a Secretaria de Estado da Educação e o Instituto de Solidariedade Educacional e Cultural (Isec). A idéia é identificar essas crianças para facilitar a adaptação delas na escola, quando elas retornam para o Brasil.
De acordo com a psicóloga Kyoko Nakagawa, coordenadora do projeto no Isec, dados do Ministério da Justiça do Japão apontam que em dezembro de 2007 havia 317 mil brasileiros morando no Japão. Além disso, estima-se que cerca de 20 mil brasileiros retornem para o Brasil todos os anos e, entre eles, estão cerca de cinco mil crianças. “E pelo que a gente sabe, 70% dessas crianças vão estudar na rede pública”, disse.

“As crianças muitas vezes não dominam a língua portuguesa e não conhecem a cultura brasileira. A partir de agora iremos identificar estes alunos e atuar na adaptação deles. Temos a estrutura e iremos contar com profissionais específicos para este trabalho”, afirma a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

No entanto, o projeto vai começar de maneira tímida em cidades próximas de São Paulo e a expectativa é atender cerca de 60 crianças. “Essas crianças estão pulverizadas pelo estado e, por enquanto, não temos como atendê-las em todas as cidades. Por isso, o projeto-piloto será em cidades próximas a São Paulo onde sabemos que a comunidade japonesa tem uma presença forte”, disse Kyoko.

Como funcionará

O projeto será tanto para alunos japoneses quanto brasileiros que passaram algum tempo no Japão. Segundo o professor Hiroyuki Hino, coordenador do projeto dentro da secretaria, o primeiro passo do governo será mapear todas as escolas da rede para identificar onde está a demanda para esse tipo de atividade.

Após identificadas, as crianças terão apoio psicopedagógico para continuarem os estudos e se adaptarem à nova vida escolar. “Quando essas crianças voltam para o Brasil elas sofrem um choque muito grande, elas são quase um imigrante. A cultura é muito diferente e a língua também e isso faz com que elas tenham um descompasso muito grande com relação às outras crianças e tenham mais problemas escolares”, disse Kyoko.

Para isso, os profissionais especializados irão desenvolver técnicas com essas crianças para amenizar essa defasagem escolar, com aulas de português, matemática e outras disciplinas necessárias. Os atendimentos serão fora do horário das aulas. Segundo Kyoko, a idéia é criar multiplicadores do projeto para as escolas do interior.

A assinatura do convênio será nesta quarta-feira (11). A parceria entre secretaria e Isec será de dois anos, prorrogável por mais dois anos. A estimativa de gasto é de cerca de R$ 150 mil por ano, com transporte, estadia, alimentação, produção de materiais específicos e equipamentos, por exemplo.

Inclusão na rede estadual

Um parecer do Conselho de Educação dispõe que, mesmo sem visto ou histórico escolar, o aluno estrangeiro tem o direito e deve ser matriculado na rede estadual. Movimentos de imigrantes encontram hoje acesso à rede pública mesmo sem a documentação regularizada.

Fonte: G1

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Jun 19 2008

Imigração japonesa comemora centenário com palestras sobre cultura

Imagem conceitual

A Associação para Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil promove até o dia 21 de junho a Semana Cultural Brasil-Japão. “Artes do design” é um dos módulos da semana. Hoje, o webdesigner e empreendedor Claudio Sampei fala sobre ‘Mottainai, uma economia para o futuro’, baseado na campanha mundial Mottainai, expressão japonesa que significa desperdício.

Na quinta-feira, dia 19, a designer Sofia Nanka Kamatani demonstrará as técnicas de embalagens tradicionais japonesas como propostas econômicas e renováveis, e a ceramista Hideko Honma falará sobre a cerâmica como objeto utilitário, suas necessidades e a poética que envolve a atividade. Na sexta-feira, dia 20, é a vez da passarela da moda. O estilista Kenzo Takada, precursor da moda do Japão no Ocidente, conta um pouco da sua trajetória no mundo fashion. E para encerrar a semana, Bassy Machado, arquiteta e empresária, mostrará as técnicas de origami aplicadas em embalagens.

Mais informações no site www.centenario2008.org.br. A entrada é gratuita.

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Jun 19 2008

Cultura brasileira atrai japoneses para faculdade de português

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Música brasileira, o contato com dekasseguis (brasileiros que vivem no Japão) e até o futebol atraem japoneses para as faculdades de português. E ao contrário do que se pode imaginar, a maioria dos estudantes não tem parentes no Brasil ou em Portugal.

“Hoje temos 272 alunos no curso de graduação e seis no de pós. A maioria dos alunos é japonesa e apenas 5% são descendentes de brasileiros”, afirmou ao G1 por telefone Ikunori Sumida, professor e diretor do Departamento de Estudos Luso-Brasileiros da Universidade de Estudos Estrangeiros de Kyoto, no Japão.

Segundo o Consulado Geral do Japão no Brasil, pelo menos outras três universidades japonesas também oferecem a graduação em português. São as universidades de estudos estrangeiros Sofia, de Tóquio e de Osaka.

FotoRieko
Rieko Yoshiura e seu dicionário de português (Foto: Arquivo pessoal)

“Nosso curso de português existe há 44 anos e antigamente vinham estudantes interessados em música, futebol. Atualmente temos alunos que já moraram no Brasil porque o pai foi transferido e outros que conviveram com brasileiros em suas cidades”, informou por e-mail Helena Toida, professora-assistente do Departamento de Estudos Luso-brasileiros da Faculdade de Estudos Estrangeiros da Universidade Sofia, em Tóquio.

De acordo com Helena, tem aluno que faz o curso para trabalhar no Brasil e outros que querem se dedicar a ONGs, jornais e TV brasileiros, agências de viagem ou bancos brasileiros operando no Japão. “O que se nota é que há um interesse pela comunidade brasileira cada vez maior, principalmente no que diz respeito à educação dos filhos de dekasseguis”, diz a professora.

Música e alegria brasileira

Rieko Yoshiura, hoje com 29 anos e formada há cinco, não sabia nenhuma palavra de português quando escolheu o curso da Universidade Sofia. “Eu tinha simplesmente interesse na cultura brasileira, como futebol e música. Já pensava em aprender alguma língua estrangeira, então optei pelo português”, conta ela que trabalha na produção de um programa em português para a NHK, uma rádio pública japonesa.

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Sumida foi aluno da 1ª turma do curso da Universidade de Kyoto (Foto: Arquivo pessoal)

Rieko veio ao Brasil pela primeira vez neste ano para fazer um estágio. “Adorei o coração aberto do povo brasileiro, que deixou minha vida no Brasil bem confortável. Profissionalmente, gostei da habilidade em resolver as coisas de forma improvisada, ou seja, do jeitinho brasileiro”, diz em português fluente.

Professor de português básico, história do Brasil, cultura brasileira e estudos lusos na Universidade de Kyoto, Sumida, 59 anos, foi aluno da primeira turma do curso de português da mesma instituição em que leciona e, depois, fez pós-graduação na Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro.

Sumida diz que em 1967, quando ingressou na faculdade, queria conhecer bem a América Latina, que parecia “pacífica e alegre”, e aprender português para se comunicar com os brasileiros. “Durante os meus anos do ensino médio acontecia a Guerra do Vietnã e eu sentia o clima de guerra na Ásia. Sou de Hiroshima de onde muitos saíram para morar no Brasil. Apesar de nenhum dos meus parentes ter ido para o Brasil, senti forte simpatia pelo país como terra de esperança dos meus vizinhos”, diz.

Descendentes de brasileiros também fazem o curso

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Mariângela Ay kagami (de preto) e a prima brasileira (Foto: Arquivo pessoal)

Mariângela Ay kagami, 22 anos, é a única dos cerca de 70 alunos do terceiro ano do curso de português da Universidade de Kyoto que é descendente de brasileiros. Ela é filha de uma nipo-brasileira com um professor de música brasileira japonês e conta que resolveu fazer o curso para poder falar com a família que mora no Brasil.

“Minha mãe falava português e eu entendia muito pouco. Como tenho dupla nacionalidade - brasileira e japonesa - não achava bom não falar português, por isso quis estudar. Além disso, queria me comunicar com meus primos e família no Brasil”, diz Mariângela.

A estudante está desde fevereiro no Brasil hospedada na casa dos tios e estudando na Universidade de São Paulo (USP) em um intercâmbio. Apesar de reclamar do trânsito paulistano e da falta de pontualidade dos ônibus, ela está aproveitando a estadia. “Gosto da alegria das pessoas, os brasileiros são muito simpáticos”, diz.

Fonte: G1

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Jun 18 2008

Chegada dos imigrantes japoneses no navio Kasato Maru faz 100 anos hoje

Foto“Kasato Maru no tootyaku wa kyou de 100 shunen” - Chegada do Kasato Maru completa 100 anos hoje (Foto: Reprodução)

Com ou sem contradições, a data existe. 18 de junho de 1908 é considerado o marco da chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao Brasil. Eles viajaram 52 dias no navio Kasato Maru e atracaram na cidade de Santos, em São Paulo. Reza a lenda que logo que os 781 imigrantes desembarcaram, fogos de artifício pipocavam no céu.

Na verdade, o barulho todo seria de rojões, tão tradicionais na época de festas juninas pelo país. A ‘comemoração’ logo deu lugar às dificuldades na adaptação com o clima, trabalho e costumes do Brasil.

As 165 famílias foram distribuídas em seis fazendas paulistas, a maioria de café. A pele e os rostos das mulheres ficavam vermelhos por conta da colheita, as mãos machucadas pelo trabalho. Muitas se revoltaram contra os maridos que aceitaram a “aventura” de ir ganhar dinheiro do outro lado do mundo.

Os imigrantes realmente acreditavam que conseguiriam ficar ricos por aqui e voltar para o Japão tão logo fizessem suas economias. Ledo engano. As famílias mais acumulavam dívidas do que conseguiam ter lucro e o plano de ir embora ficou distante. O resultado da história é conhecido: a presença nipônica no Brasil não desapareceu, só cresceu e deixou suas marcas na cultura, culinária, economia e tantos outros pontos.

“Jeitinho” e contribuição japonesa

No Japão, o idioma e a escrita são originários da China e foram adaptados. A comida também tem grande influência chinesa. Palavras usadas atualmente, como “resutoran” (restaurante), vêm de outras línguas (no exemplo, do inglês “restaurant”). Ou seja, os japoneses também sabem dar um “jeitinho” em alguns pontos de sua cultura.

Foi isso que eles também fizeram por aqui. Adaptaram seus costumes e tradições e hoje tomam saquê com sal ou comem arroz do tipo japonês (”gohan”) com feijão. Na Amazônia, para se adequar ao solo, introduziram a plantação de pimenta-do-reino e da juta.

A contribuição dos japoneses na agricultura, com técnicas próprias, é das mais importantes na história da imigração. Os produtores hortifrutigranjeiros do Cinturão Verde, que fica a leste de São Paulo, são em sua maioria de origem nipônica.

Mas o ponto que tem sido o maior laço de integração entre Brasil-Japão nos últimos anos é a culinária. Os restaurantes japoneses chegam a ser comparados a churrascarias devido ao número de estabelecimentos.

A aversão ao peixe cru, que os imigrantes comiam no início do movimento migratório, hoje passa longe de muitos brasileiros. E, sim, também houve adaptação. No Japão, o tamanho do sashimi costuma ser maior e quando é feito na frente do cliente, é moldado de acordo com o tamanho de sua boca.

Nas artes e moda, nomes como Tomie Ohtake e Jum Nakao não soam mais tão estranhos aos ouvidos. Da mesma forma que os nomes de personagens de mangas e animes são pronunciados e citados como se fossem pessoas próximas dos fãs da cultura pop japonesa. O movimento inverso também acontece. Artistas, esportistas e muito da cultura brasileira chegam a ser tão cultuados no Japão quanto são por aqui. Samba e futebol nem é preciso comentar. Na leva, vêm a admiração e o fanatismo pelo cantor João Gilberto e tudo o que é música popular brasileira.

Dekasseguis

Japão no Brasil. Brasil no Japão. Os dois mundos existem nos dois países. São mais de 300 mil brasileiros vivendo em terras japonesas e trabalhando em fábricas. Em algumas cidades não parece que você está do outro lado do mundo: tem padaria, restaurante, lojas, escolas e bancos brasileiros.

O movimento dekassegui, que explodiu no começo dos anos 90 e é o inverso ao que os primeiros imigrantes fizeram em 1908, trouxe a oportunidade dos descendentes entenderem mais de onde vêm e como é a cultura que seus antepassados trouxeram para cá. Ao mesmo tempo, aumentou o dilema sobre a identidade.

No Brasil, que tem olho puxado é japonês, mas quando um descendente vai ao Japão, ele é estrangeiro, não é um “legítimo”. Agora, da mesma forma que os imigrantes japoneses trouxeram e fincaram parte de sua cultura por aqui, os dekasseguis fazem isso por lá. Só que dessa vez esses costumes e tradições são mesclados com o que seus antepassados aprenderam no Brasil. É tudo uma grande mistura.

FotoSushi e sashimi se popularizaram na mesa dos brasileiros. (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Frases em japonês

Em homenagem ao centenário da imigração, o G1 publica nesta quarta-feira (18) frases escritas no idioma nipônico. São traduções similares (não são literais) aos títulos de cada reportagem. Por exemplo:

Titulo da reportagem: Sushiman nordestino faz sucesso no Rio e em SP

Frase em japonês: Norudesutinoga washokuni seikou
Tradução: O sucesso do nordestino na culinária japonesa

Titulo da reportagem: Cultura brasileira atrai japoneses para faculdade de português

Frase em japonês: Porutogarugo wo benkyosuru nihonjin tachi

Tradução: Japoneses que estudam português

Titulo da reportagem: Chegada dos imigrantes japoneses no navio Kasato Maru faz 100 anos hoje

Frase em japonês: Kasato Maru no tootyaku wa kyou de 100 shunen

Tradução: Chegada do Kasato Maru completa 100 anos hoje

As frases vão estar nas fotos que ilustram as reportagens na página principal do G1.

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Jun 18 2008

Os pioneiros no futebol santista

É hoje o dia da imigração. Um colega de profissão, Kako Ferreira, me avisou que fez um post em homenagem aos japoneses n seu blog de futebol. Brasileiro, ele namora uma sansei.

Pedi autorização e posto abaixo o texto legal dele, do blog PontaPé.

Hoje fazem 100 anos que os primeiros Japas desembarcaram no Brasil, aqui mesmo na cidade que nascí, vivo e amo, em Santos. Também não é novidade nenhuma a imensa ligação que tenho com esse país, vide os olhos puxados da minha namorada e que se tudo der certo me dará filhos com esses olhos também.

Fazem 100 anos que esse povo ajudou a construír a historia desse país e minha homenagem aqui no Pontape.Net só poderia ser ligada ao futebol.

Vocês sabem quem foi o primeiro Japonês imigrar em nosso futebol? Não?

Vou apresentá-lo:

Kazuyoshi Miura mais conhecido aqui como Kazu.

Kazu, nasceu em Shizuoka em 26 de fevereiro de 1967, assim como seus antepassados veio pra Santos e jogou no time da Vila em 1986.

**

Aproveitando o assunto, aqui vai a postagem que fiz em meu outro blog o Peixepalhaco.Net, homenagendo os Japas que passaram pelo Santos.

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Jun 18 2008

Imigrantes relembram origens durante festejos típicos em São Paulo

Apresentações culturais e artísticas, além de praças de alimentação com comidas típicas, atraíram no domingo 15/06 centenas de pessoas para as comemorações da 13ª Festa do Imigrante, na antiga hospedaria dos estrangeiros e atual Memorial do Imigrante, no bairro do Brás, Zona Leste de São Paulo. Durante os festejos, além de danças folclóricas da Alemanha, Paraguai e Hungria, ocorreu o lançamento de um livro sobre os 120 anos da hospedaria.

O livro, da historiadora Soraya Moura, relata um pouco das aventuras dos imigrantes que cruzaram o oceano em busca de uma vida mais promissora em terras brasileiras. A escritora lembra, por exemplo, que a hospedaria não serviu apenas de abrigo para os recém-chegados do Exterior. Foi também um local de prisão dos estrangeiros de países inimigos, durante a Segunda Grande Guerra. “Nesse período da guerra, o litoral passou por uma devassa e muitos japoneses, alemães e italianos vieram parar em celas neste local”.

De acordo com ela, o livro narra ainda episódios de grandes epidemias. “Muitos imigrantes ficavam suscetíveis a doenças que não conheciam, como a febre amarela ou a chamada tosse comprida”, destaca Soraya Moura. Ela calcula que, entre 1887 e 1978, passaram pela hospedaria mais de 2,5 milhões de pessoas de 75 nações.

Da antiga hospedaria, hoje apenas 30% é ocupada pelo Memorial do Imigrante. O restante sedia uma entidade social, a Associação Internacional para o Desenvolvimento-Núcleo São Paulo (Assimdes-SP), que atende a homens sem moradia, a maioria migrantes pobres, vindos do Nordeste do país e também refugiados políticos.

A festa também lembrou o centenário da imigração japonesa. Durante as comemorações, chegaram ao local, no início da tarde, os participantes de uma caminhada, que começou no último dia 12, no Porto de Santos para conhecer a tocha da Amizade, trazida do Japão e que ficará 10 dias no Memorial. O roteiro da caminhada foi traçado com o objetivo de repetir a trajetória dos primeiros imigrantes daquele país. A primeira grande leva desembarcou no Porto de Santos, em 18 de junho de 1908, no navio Kasato Maru, depois de uma viagem de 52 dias desde o porto de Kobe.

Por isso, o grupo – formado em grande parte por turistas vindos do Japão – fez uma parada no município. “Tivemos, inclusive,a participação de um senhor de 90 anos na subida da Serra do mar, pela estrada velha. E quando chegamos a São Bernardo, uma família com três gerações, incluindo bebês, fez questão de se unir a nós”, contou Luis Hanada, o organizador do grupo.

O ponto alto do centenário da imigração japonesa deve ocorrer, na próxima quarta-feira (18), quando o príncipe herdeiro Nahirito, será recebido, em Brasília, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O Brasil tem a maior colônia de nipônicos do mundo, com 1,5 milhão de descendentes de japoneses nascidos em terras brasileiras. No próximo sábado (21), será a vez de São Paulo receber o príncipe Hahirito. No dia seguinte, domingo (22), ele viajará para o Paraná.

Fonte: Agência Brasil, matéria de Marli Moreira.

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Jun 17 2008

Miss Nikkei é eleita no RS

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Miss Nikkei conquistou prêmio de R$ 10 mil (Foto: Divulgação)

Luciana Hikari Kuamoto, 20 anos, foi eleita a nova Miss Nikkei do Rio Grande do Sul. Ela e outras 14 candidatas encantaram o público com um desfile de quimonos. As candidatas também usaram vestidos de gala na noite do evento, realizado sábado (14).

Além do concurso, os convidados puderam assistir a apresentações de danças, de karaokê e a um show de percussão.

O título de primeira-princesa ficou com Thyelli Yogui, 19 anos. A segunda-princesa é Aida Mayumi Menezes, 20 anos, e Clarissa K. Rodrigues Taniguchi, 22 anos, foi eleita Miss Simpatia. A melhor torcida foi a da candidata Tainara Tamy Yoshimoto.

A Miss Nikkei 2008, Luciana Kuamoto, filha de mãe japonesa e pai nissei, nasceu em Porto Alegre. Além do título, ela conquistou um prêmio de R$ 10 mil.

De acordo com Guilherme Takeda, presidente do Nikkei-RS, há 13 anos o concurso não era realizado no estado.

*Fonte: G1 com informações do Zero Hora

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