Apr 29

Mais de 3 mil membros da colônia japonesa de Bauru e região se reuniram ontem, no Recanto Tenri, para o tradicional Undokai, a festa de confraternização que, ao mesmo tempo que mantém viva a tradição de costumes japoneses, é sinônimo de confraternização entre nipônicos e brasileiros. Neste ano, a festa teve como tema o centenário da imigração japonesa.

De acordo com o presidente do Clube Nipo-Brasileiro de Bauru, Julio Akio Kosaka, a festa tem atraído mais participantes a cada ano, com destaque para a juventude. “Apesar de muita gente ainda estar indo para o Japão, muitos jovens têm se interessado cada vez mais pela cultura japonesa”, destacou.

O Undokai começou a ser realizado em Bauru em 1951, no Horto Floretal. De lá para cá, passou por vários locais e se estabilizou nos últimos dois anos no Recanto Tenri, que ontem se transformou em um pedaço do Japão. Várias gerações estavam presentes à festa, que tem como marca registrada as gincanas realizadas todos os anos, é também um evento que apresenta danças folclóricas e shows de músicas orientais.

Kosaka destacou também que a festa deste ano teve um significado especial por conta do centenário da imigração. Esse tema, aliás tem muito a ver com o objetivo do Undokai, já que atualmente há uma grande integração entre brasileiros e orientais, algo que não ocorria nos primórdios da imigração japonesa no País.

Kosaka lembrou, por exemplo, que vários integrantes do Nipo são brasileiros, alguns sem ligação alguma com os japoneses, mas que gostam dos costumes e da cultura nipônica. “Tanto é que faltou camiseta para os voluntários, porque a procura para trabalhar na festa foi muito maior do que o número de camisetas”, disse.

Miscigenação

Um dos traços marcantes do Undokai, este ano, foi o grande número de brasileiros participando da festa. Vários casais de namorados misturando as raças eram encontrados passeando pelo recanto. Sem falar nas famílias, que uniram as duas culturas em casamento e já levam as novas gerações para o Undokai.

É o caso da família de Shigueo Mário Kawashima, 44 anos. Nissei, ele casou com a brasileira Silvia Kawashima e teve dois filhos, Augusto e Jessica, que já fazem parte de uma nova geração de descendentes.Ontem, a família teve a companhia da irmã de Shigueo, Kazuko K. Kawashima Soares.

Terceiro de sete irmãos, sendo ele o único homem, Shigueo explicou que seus pais chegaram ao Brasil por volta de 1928, sendo o pai da região de Fukuoka e a mãe da região de Tóquio. Ele destacou que hoje em dia a mistura é natural, mas antigamente era muito mais difícil um japonês ou descendente se unir com brasileiros. “Conforme vão passando as gerações, essa integração vai sendo maior”, disse. A esposa de Shigueo faz coro ao marido e diz que não há muita dificuldade em se adaptar à cultura japonesa. “No começo você até estranha os hábitos alimentares, mas depois se acostuma”, salientou.

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru

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Apr 19

Eu podia contar, mas achei uma explicação tão boa que vou é citar:

Undokai

Uma das melhores traduções que conheço para Undokai é gincana esportiva familiar. Familiar porque participam desde as crianças que já sabem andar até o avô mais idoso. Esportiva porque envolve atividade física - embora não o que primeiro vem à mente quando se menciona “esporte”: nada de futebol, aeróbica, etc. As atividades são aquelas que servem mais para relaxar e se divertir como corrida do ovo na colher, cabo de guerra, rolar no tambor, às vezes um baseball ou softball… E gincana porque são distribuídos prêmios. Geralmente para todo mundo que participa, porque esse é o espírito: confraternização.

O Undokai dura um dia inteiro e costuma ter lugar em maio, quando ainda não faz muito frio e o sol já não é tão forte. As famílias levam o bentô [farnel] de casa como se fosse um piquenique ou compram a comida no local mesmo: sushis, espetinhos, pastel, qualquer coisa que dê para comer com a mão. Bandeirinhas coloridas são estendidas por toda a extensão do campo e várias competições acontecem ao mesmo tempo, então o barulho é razoável ;o) E apitos e criançada correndo e música…

Na minha época [*caham! cof cof cof*] os preparativos começavam meses antes, pra organizar. Correr o Livro de Ouro nas empresas, comprar papel de seda colorido, mandar pra gráfica pra gulhotinar as bandeirinhas, comprar barbante e cola, montar as bandeirinhas, ver quem ia ficar no som, no caixa [onde eu ficava sempre], vixi.
fonte: Pensamentos de uma batata transgênica

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Apr 19

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Por Ademir Médici
A Associação Cultural Nipo-Brasileira de Pedreira, em Mauá, realiza no próximo domingo o 46º Festival Poli-Esportivo Undokai. São provas e disputas individuais e coletivas que reúnem pessoas de todas as idades. A Undokai do Centenário da Imigração Japonesa ao Brasil está marcada para começar às 9h no campo do Jardim Maringá (altura do nº 300 da Avenida Benedita Franco da Veiga).

A Nipo-Brasileira de Pedreira tem uma história que começa antes de a cidade ser elevada a município. Foi fundada em 9 de novembro de 1952, e neste mesmo ano recebeu protocolo de funcionamento da escola junto à Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, iniciando a atividade da escola de ensino da língua e dos costumes japoneses aos filhos dos seus associados.

A Nipo-Brasileira de Pedreira é a mais antiga de Mauá. Reúne hoje 75 famílias japonesas e seus descendentes. Além da Undokai, a entidade promove – ano sim, ano não – o Engueikai, festival de folclore.

O calendário anual da Nipo-Brasileira é completado com atividades do Departamento de Esportes, como tênis de mesa, futebol de salão e gate-ball (idosos), além de excursões, bazar de pechincha e encontros de confraternização com os alunos e familiares, promovendo oficinas de origami, ikebana, brinquedos tradicionais do Japão para manter a união entre familiares e também a milenar cultura japonesa. A antiga escola de ensino do japonês permanece na ativa.

ASSOCIAÇÃO CULTURAL NIPO-BRASILEIRA DE PEDREIRA – Endereço: Rua Dr. João Carlos de Azevedo, 330, Jardim Maringá, altura do nº 3.000 da Avenida Barão de Mauá.

DO JAPÃO AO BRASIL, 100 ANOS DE HISTÓRIA

Kiyoshi Roberto Nagayama (Mauá, 25/10/1952) – Engenheiro-mecânico formado pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial) e com cursos secundários realizados no Ginásio Industrial e Estadual Júlio de Mesquita e ETI Lauro Gomes. Trabalha na Yoki, indústria de alimentos de São Bernardo. Fez carreira de 32 anos na Nakata, de Diadema, onde chegou ao posto de diretor industrial. Há sete anos preside a Associação Cultural Nipo-Brasileira de Pedreira, em Mauá.

Seus pais são japoneses. Hikaru Nagayama nasceu em Fukushima e veio para o Brasil em 1940, diretamente para Mauá. Aqui já residia um irmão de Hikaru , Shinji e Shiguenobu Nagayama. Kiyoko, mãe de Roberto, residia com os familiares na Alta Mogiana, de onde veio para Mauá.

Hikaru e Kiyoko Nagayama casaram-se em Mauá e têm nove filhos: Yuuki, Yuuji, Paulo, Rosa, Maria, Kiyoshi, Lúcia, Tereza e Luiz. Kiyoshi é casado com Odinete Keiko Yano Nagayama. O casal tem dois filhos: Kouki e Nobuyuki, estudantes da FEI.

fonte: Diário do Grande ABC

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