Jun 16 2008
Um pulinho do outro lado do mundo
Campanha do Canal Futura:
A cultura japonesa é vasta e riquíssima, mas, além de sua culinária e da mítica figura das gueixas, o que mais conhecemos das milenares artes orientais?
Em homenagem aos 100 anos da imigração japonesa no Brasil, em meio a uma programação especial, o Canal traz três novas séries de interprogramas — vídeos curtos que ilustram as mais diversas e inusitadas expressões culturais vindas do país do sol nascente.
Uma viagem ao outro lado do mundo
No dia 16, segunda-feira, começa a série Haicais do Brasil. Em dez vídeos de 30 segundos cada, belas imagens, gestos sutis e ideogramas compõem a atmosfera zen ideal para representar a dança, as lutas marciais e a arte japonesas.
Os interprogramas falam de ikebana e jardim japonês, judô, origami, preparo de sushi, a tradição das geixas, a cerimônia do chá, a arte do mangá e do anime, o teatro dramático e extremamente colorido kabuki e a música extraída dos enormes tambores taikô.
As locuções foram gravadas pelo ator e apresentador Carlos Takeshi e a trilha sonora composta em uma parceria entre músicos brasileiros e japoneses, com a participação de Fernando Moura, do Brasil, e Miyazawa Kazufumi, Claudia Oshiro e Imafuku Kenji, todos japoneses.
A partir do dia 17, terça-feira, a série de interprogramas Que Beleza volta ao ar para falar dos diferentes aspectos do conceito de “belo”, em manifestações com origem na cultura nipônica. São cinco vídeos curtos que falam da customização de roupas para teatro, dos tradicionais kimonos, dos calçados, dos cabelos e da maquiagem japonesa.
Participaram destas duas produções a Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, a Aliança Cultural Brasil Japão, a Associação Brasileira de Taikô, o Grupo de Estudos de Origami de São Paulo, a Federação Paulista de Judô, a Associação de Ikebana do Brasil, o Centro de Chado Urasenke do Brasil e o grupo de teatro Hibiki Family.
Tem Brasil dentro do Japão
E para investigar a adaptação ao Brasil dos hábitos e costumes trazidos pelos imigrantes, a Universidade de Ribeirão Preto, parceira do Futura em São Paulo, produziu uma série de sete vídeos. Eles mostram como interagimos com esta mistura.
Através de depoimentos e imagens de ocidentais praticando a arte japonesa, os vídeos mostram o Butoh, tradicional teatro nipônico, a prática do origami, da ikebana, do mangá e do Kenjutsu, estilo de arte marcial praticado com espadas. A série mostra também o preparo de suhis e as dificuldades de adaptação à língua oriental.
As séries de interprogramas vão ao ar durante os intervalos da programação.
Confira também o relato escrito no blog pessoal de Alexandre Nagado, ilustrador especialista em arte japonesa que participou da série Haicais do Brasil, no vídeo sobre Mangá e Anime, estilos de quadrinhos que fazem muito sucesso no Japão.
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O Alexandre Sakai aproveitou o ensejo e fez um
a história de duas irmãs separadas na infância por uma fatalidade: no porto de Kobe, no momento do embarque para o Brasil, um exame médico revela que Natsu está com tracoma ocular, o que a impede de viajar. Assim, a família Takakura, que foge da fome na província de Hokkaido, é obrigada a embarcar sem a filha caçula. Mesmo contrariada, Haru, a mais velha, segue com os pais rumo a um país desconhecido, e as duas irmãs se despedem às lágrimas, com a promessa de se reencontrarem. O ano é 1934 e marca o início de um drama que só teria um desfecho quase sete décadas depois.


Setenta anos depois, Haru finalmente consegue dinheiro para voltar ao Japão e tenta uma difícil reaproximação com sua irmã.

