Jun 16 2008
Centenário tem registro histórico em jornal
Série de cinco suplementos vai contar a história da imigração japonesa no Paraná
Imin 100
Para documentar a data, a Gazeta do Povo e o Jornal de Londrina lançam, a partir de amanhã, cinco suplementos que enfocam aspectos históricos desse movimento que marcou o Paraná. No primeiro número, a chegada ao Brasil. Nos próximos, a vinda ao estado, o caminho rumo ao Norte do estado e o recente fenômeno dekassegui.
Além do caminho percorrido, os suplementos tratam ainda de conteúdos fundamentais presentes na cultura japonesa, religião, gastronomia, idioma, teatro, ikebana, origami, sua relação peculiar com a tecnologia e a questão da disciplina e das virtudes. O leitor também vai encontrar explicações sobre algumas das simbologias mais marcantes, como o Sol, o Monte Fuji, a Garça e a Tartaruga e entender um pouco as superstições e as manifestações artísticas deste povo.
Se para os leitores irão saltar aos olhos a multiplicidade e o colorido da cultura japonesa, a publicação pelos jornais da RPC apenas confirma a tradição do grupo, como explica o diretor de Redação da Gazeta do Povo, Nelson de Souza Filho. “Sempre destacamos os grandes acontecimentos que tiveram impacto no Paraná, como a imigração japonesa, que contribuiu sobremaneira para o desenvolvimento do estado”, diz ele, sublinhando o caráter histórico dos suplementos. “Eles não se esgotam no dia, devido ao conteúdo perene podem ser consultados em qualquer época.”
Nas escolas
Além de ser encartado nas edições diária da Gazeta do Povo e do Jornal de Londrina desta semana, os suplementos sobre a imigração japonesa serão entregues às 743 escolas que participam do projeto Ler e Pensar, promovido pelo Instituto RPC. Mais de 210 mil crianças e 8,8 mil professores em 39 municípios paranaenses – Curitiba e região metropolitana, litoral, municípios do segundo planalto (Ponta Grossa e região), Jaguariaíva e Wenceslau Braz, ao Norte Velho – receberão exemplares, que servirão como base para a aprendizagem sobre o tema nas salas de aula.
Além de informar os leitores, os suplementos históricos têm valor agregado quando o público é composto de pequenos leitores. “Esta é uma maneira de contribuir objetivamente na qualificação da discussão sobre a imigração nas escolas”, explica a diretora do Instituto RPC, Clarice Lopez de Alda. “Neste ano de comemoração, todas as escolas têm em suas diretrizes curriculares a determinação de trabalhar o conteúdo. Ficamos felizes da Gazeta do Povo, do Jornal de Londrina e do projeto Ler e Pensar serem os intermediários dessa interlocução”, finaliza Clarice.
Dica da Simone Zelner de matéria do RPC.
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