Archive for the 'Japão' Category

May 27 2008

Bono Vox planta árvores no Japão

Published by samegui under Japão, cotidiano no Japão


O roqueiro Bono Vox, líder da banda irlandesa U2, auxilia estudantes no plantio de árvores em um aterro em Tóquio, Japão. Ele está no país para participar da Conferência Internacional sobre o Desenvolvimento Africano, que contará com a participação de 44 países.

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May 27 2008

Economista alerta para interesse do Japão no Brasil

Published by samegui under Japão, Uncategorized, economia

O economista e professor Paulo Yokota disse que o Japão está interessado em fornecer equipamentos e financiamentos voltados para a exploração de petróleo ao Brasil. “O Japão está fortemente interessado em efetuar grandes investimentos no Brasil, não só porque atingimos o “investment grade” como também por dispormos de reservas petrolíferas, ainda que grandes profundidades. Os japoneses estão constatando que, além de fornecedores de matérias primas, temos tecnologias avançadas como da Petrobras e da Embraer”, disse Yokota.

Segundo Yokota, os investimentos japoneses são interessantes, pois geram acordos de longo prazo, com financiamentos baratos, de 1% ao ano, e incluindo também a compra de nossa produção”.

Yakota retornou recentemente do Japão para lançar, amanhã, o seu livro “O olhar dos nisseis paulistanos”, em meio às festividades dos 100 anos da imigração japonesa. A renda obtida com o livro será destinada a reforma e ampliação do Hospital Santa Cruz e para permitir a ampliação de novos serviços de intercâmbio com o Japão.

Fonte: Agência Estado/ A Tarde

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Nov 07 2007

Trabalho fora das fábricas

Published by Samantha under Japão, bolsas de estudo

Se você não se enquadra no visto de descendente ou quer uma vaga fora das indústrias, pode tentar encontrar um emprego especializado no Japão.

Nem sempre é fácil conseguir emprego no Japão. Fique atento as dicas do Portal do Intercâmbio:

Encontrar trabalho no Japão pode ser uma difícil tarefa para estrangeiros.
A princípio, uma das melhores opções de trabalho no Japão é como professor de inglês. Para ensinar o idioma inglês no Japão é exigido graduação universitária ou títulos como o TOEFL.
Brasileiros com ascendência japonesa têm maior facilidade em obter empregos em indústrias e empresas nipônicas.
Sites de ofertas de emprego

  • www.manpower.co.jp
  • www.daijob.com/wij/ - site específico para estrangeiros que vivem no Japão e estão em busca de uma oportunidade de trabalho
  • http://job.japantimes.com/
  • www.i-jobshop.net
  • www.careercross.co.jp
  • www.adeccocareer.co.jp

Estágio
Para pesquisar vagas e oportunidades de estágio, consulte o seguinte site:

  • www.yamasa.org/internships

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Nov 03 2007

Calçados sobre tatami

Published by Samantha under Japão

Vitruvius / Minha Cidade

Calçados sobre tatami. A ilegibilidade das cidades japonesas
Simone Neiva
No ocidente a preocupação com simetria, perspectivas impressionantes, monumentos, ruas e praças sempre existiu. E foi a rua, ou pelo menos a experiência linear, o elemento essencial sobre o qual a paisagem da cidade moderna se desenvolveu. Desde a Antiguidade a noção de cidade como uma estrutura coletiva de espaços lineares está arraigada na cultura ocidental e continua a funcionar como matriz para a noção de boa forma no planejamento de grande parte das cidades contemporâneas. Entretanto, essa noção se mostra como antítese da noção japonesa. Equivale a dizermos que se as cidades analisadas por Lynch em The Imagem of the City seguem uma lógica predominantemente linear, em que o tráfego e a arquitetura monumental são privilegiados, segundo o conceito de path-and-land mark, as cidades japonesas, por outro lado, têm poucas linhas retas, praças e monumentos, e parecem seguir uma lógica de node-and-district.

Com exceção de Nara, Quioto e Saporo – as quais adotaram o sistema cartesiano no desenho de suas ruas –, as cidades japonesas são essencialmente orgânicas e constantemente consideradas ilegíveis por visitantes ocidentais. Tóquio, por exemplo, a despeito de sua importância no cenário mundial, parece uma colcha de retalhos mal cortados e envolvidos por ruas tortuosas, nada similar a outras metrópoles contemporâneas. Aos olhos dos americanos, por exemplo, acostumados a traçados tipo tabuleiro de xadrez, como o de Manhattan, o desenho de Tóquio parece pouco lógico e funcional. Já para os japoneses é a linha reta que surge como o elemento estrangeiro.

Segundo o arquiteto Ashihara, a imagem caótica e ilegível que os visitantes têm de Tóquio deve-se provavelmente ao fato de a percepção linear ocidental ser imprecisa para a leitura do espaço japonês. Contudo, o simples hábito de tirar os sapatos ser a primeira coisa que o japonês faz ao chegar em casa revela a primazia do território sobre a linha na percepção espacial japonesa, definindo o espaço da casa tradicional e talvez nos esclarecendo algo mais sobre a resistência ao traçado linear no Japão.

Adaptada ao calor dos típicos verões úmidos, a casa nipônica tradicional teve seu piso elevado para permitir maior ventilação. No entanto, o hábito de tirar os sapatos não se justifica apenas pela diferença de nível entre a rua e a casa. Para o japonês, a despeito de razões religiosas, manter o piso de tatami incontaminado pela sujeira da rua também significa resguardar a superfície onde ele se assenta, faz as refeições e dorme, atividades que no ocidente são separadas do piso por cadeiras, mesas e camas. Na casa japonesa o tatami é o elemento espacial permanente e crucial. É ele que demarca claramente o território. As paredes, por sua vez, móveis e removíveis, feitas de painéis de madeira e papel – soji e fusuma –, são consideradas elementos temporários e secundários na formação do espaço.


Mapa de Tóquio. Masai, Yasuo, Atlas Tokyo, Ed. Heibonsha Ltd., Tokyo, 1986.


Mapa de Manhattan. Fragner, Benjamin, The Ilustrated History of Architecture, Sunburst Books, London, 1994.


Casa tradicional japonesa. Process Architecture, Japan: Climate, Space and Concept, nº 25, Process Architecture Publishing Co., Tokyo, 1981.


Casa tradicional europeia. Ashihara, Yoshinobu, The Aesthetic Townscape, The MIT Press, Cambridge, 1979

De outro modo, em lugares como Itália e Grécia, onde nasceu a arquitetura ocidental, a casa tradicional, paralela à rua, teve como elemento fundamental a parede. Na Europa, os verões quentes, mas secos, permitem que os espaços ladeados por pedras sejam agradáveis, ao contrário do que acontece nos úmidos verões asiáticos. Para os habitantes da “arquitetura da parede”, os pisos do espaço interno e do espaço externo possuem uma mesma ordem espacial, e a ação de tirar o sapato ao entrar em casa não existe. Na casa européia a parede recebe maior atenção e respeito que o piso. É ela, e não o piso, que acentua a linearidade dos espaços e claramente diferencia interior de exterior.

Para Ashihara a ilegibilidade das cidades japonesas, aclamada por visitantes ocidentais, pode estar, entre outras razões, associada aos diferentes valores atribuídos à linha e ao território, ou ao modo como cada cultura define o que vem a ser dentro e fora no espaço da casa e da cidade. Para se ler o “texto” das cidades japonesas é necessária uma gramática não linear, pouco difundida e ainda estranha no ocidente. Tão estranha para um europeu que desconhece a cultura japonesa quanto o motivo de tirar os sapatos ao entrar num restaurante em Osaka.

De acordo com Sorensen, historicamente o traçado cartesiano implantado nas cidades de Nara e Quioto, por volta do ano 700, não teve um impacto duradouro sobre a urbanização de outras cidades japonesas. E mesmo as tentativas mais modernas de implantação de um sistema cartesiano, como em Saporo, não se tornaram populares. Segundo Funahashi, a maior parte dos japoneses ainda resiste à implantação de um modelo ocidental linear “mais legível” no Japão contemporâneo. Assim, a adoção do traçado linear sobre a milenar malha urbana das cidades japonesas, ainda que as tornasse mais “legíveis”, significaria a imposição de um sistema absolutamente estranho à mentalidade espacial nipônica. Aparentemente, algo tão difícil de ser assimilado por um japonês quanto andar calçado sobre o tatami.

Referências

Ashihara, Yoshinobu, The Aesthetic of Tokyo, The Ichigaya Publishing Co., Ltd., Tokyo, 1998.

Ashihara, Yoshinobu, Exterior Design in Architecture, Van Nostrand and Reinhold, New York, 1970.

Funahashi, Kunio, Addressing System: Spatial Structure and Wayfinding in Japanese Towns, In: Current issues in Enviromental Behavior ResearchProceedings of the third JapaneseUnited States Seminar Held in Kyoto, Japan, July 19-20,1990, Ed. University of Tokyo, Tokyo, 1990.

Lynch, Kevin, The Image of the City, MIT Press, Cambridge, 1960.

Sorensen, Andre, The Making of Urban Japan, Cities and Planning from Edo to 21st Century, Nissan Institute/Routledge Japanese Studies Series, Tokyo, 2002.

Simone Neiva é arquiteta e urbanista pela UFES, pós-graduada em História da Arte e História da Arquitetura pela PUC/RIO e mestre em Environment Behavior Studies pela Universidade de Tóquio

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Sep 17 2007

Crianças são vítimas das sandálias da moda no Japão

Published by Samantha under Japão, tecnologia e compras


do ipcdigital.com<!– Publicado em 14/9/2007 Calçado de plástico que fez grande sucesso neste verão é apontado como causa de 40 acidentes no país Uma menina de cinco anos teve fratura em um dedo no pé. Além dela, pelo menos mais 39 pessoas sofreram acidente por causa da sandália de plástico da marca norte-americana Crocs e outros calçados semelhantes, entre junho e agosto deste ano. Conforme o levantamento feito pelo Instituto Nacional de Tecnologia e Avaliação (Nite, sigla em inglês), os acidentes aconteceram devido ao enroscamento da sandália no vão entre o degrau e a parede lateral da escada rolante. O Ministério da Economia e Indústria alerta os usuários sobre o risco e os aconselham a tomar cuidado na hora de subir pela escada rolante. Dos 40 acidentes ocorridos em 11 províncias, entre elas, Tokyo, Kanagawa, Aichi e Fukuoka, que chegaram ao conhecimento do instituto, houve sete casos com ferimentos. Outros 33 casos não chegaram a ferir os usuários. O acidente mais grave aconteceu no dia 28 de agosto na estação de Tokyo da JR. A vítima de cinco anos estava subindo de escada rolante, quando a ponta do tamanco de um pé ficou preso entre o degrau e a parede lateral. A garota estava na no canto de um dos degraus. Devido ao enroscamento, ela teve as unhas de três dedos do pé esquerdo arrancadas, além de sofrer uma fratura. No mesmo dia, outra menina de 4 anos foi vítima de um acidente semelhante na estação de Tachikawa (Tokyo), da JR, e teve a unha do dedão do pé esquerdo arrancada. Segundo o Nite, grande parte das vítimas são crianças pequenas. Dos casos registrados por idade, houve 26 acidentes que envolviam crianças de 2 a 10 anos. Cerca de 80% das vítimas estavam com o calçado de plástico da marca Crocs ou imitações. O Ministério da Economia e Indústria está investigando a relação das sandálias com os acidentes.

Suspeita-se que a causa esteja nas resinas utilizados na fabricação das sandálias , por serem materiais que se enroscam facilmente nas cavidades da escada rolante. O instituto alerta para as pessoas não ficarem nos cantos dos degraus para evitar o enroscamento das sandálias.
A sandália Crocs foi desenvolvida nos Estados Unidos em 2002 e hoje é vendido em mais de 40 países do mundo. Este calçado feito de um tipo de resina com alta aderência e famoso pela grande variedade de cores chegou ao mercado japonês no final de 2005. O produto se tornou um fenômeno no Japão este ano, vendendo cerca de 2 milhões de pares. Além da sandália, a marca produz outros tipos de sapatos com o mesmo material. O modelo mais popular chamado Cayman para adulto custa ¥ 3.990. Tamanhos menores, para crianças, são vendidos por ¥ 2.980.

Segundo informou o jornal Yomiuri, a Crocs Asia Private Ltd., que comercializa as sandálias no Japão, confirmou que dos 40 acidentes registrados pelo Nite, 18 envolviam os autênticos da marca. A empresa promete estudar as medidas para diminuir o risco de acidentes, mas nega a possibilidade de recolher os produtos.

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Aug 31 2007

Kofu homenageia cultura brasileira com evento de seis dias

Published by Samantha under Japão

Primeira “Brasil Week in Yamanashi” conta com uma movimentada agenda de shows, palestras e mostras

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Na semana que marca o aniversário da Independência, a cultura “verde e amarela” ganha destaque no Japão com a Brazil week in Yamanashi, que também abre as comemorações prévias pelo centenário da imigração japonesa em terras brasileiras. A perspectiva dos organizadores é que a primeira edição do evento - que começa na próxima terça-feira ( 4) e vai até o domingo (9) - leve cerca de mil pessoas até o Yamanashi International Center, em Kofu.

Para atrair esse público, a Yamanashi International Association, responsável pelo projeto, preparou uma movimentada agenda cultural para agitar a província em seis dias, com a exibição de documentários, mostras fotográficas, palestras e shows, com acesso gratuito. “A proposta é fazer principalmente com que os japoneses aprendam mais sobre a nossa cultura, que eles vejam que o Brasil não é só samba”, ressalta Érica Tanaka, coordenadora para Relações Internacionais da entidade.

Entre as atrações já programadas estão a exibição com legendas em português do primeiro episório da série “Haru to Natsu - Todokanakatta Tegami”, da emissora NHK, a mostra “Identidades”, da fotógrafa venezuelana Irene Carolina Herrera, e recitais de piano e violão, com Jon Smith e Nanamari. Oficinas gratuitas de maculelê e capoeira também farão parte do evento, além dos shows de música sertaneja e pagode dos Grupos Moriaki e Dilema, marcados para o domingo (09).

O destaque das palestras ficará por conta de participações como a do premiado escritor e ensaísta japonês Kosaburo Arashiyama, que no sábado (08) apresentará aos expectadores o tema “O meu encontro com os japoneses genuínos do Brasil”. O cônsul-adjunto do Brasil em Tóquio, João Pedro Costa, também participará do encontro com a palestra intitulada “A comunidade brasileira no Japão: de dekassegui a emigrante”, no dia 7 de setembro. A programação completa do evento pode ser conferida no site www.yia.or.jp .

:: Serviço::

Brazil Week in Yamanashi
4 a 9 de setembro
Yamanashi International Center (Kofu)

Informações: www.yia.or.jp ou 055-228-5419

fonte: ICP Digital

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Aug 06 2007

Hiroshima como você nunca viu

Published by Samantha under Japão, outros blogs

Li este texto em outro blog e não vou tentar escrever meu próprio texto neste dia em que nos lembramos da Rosa de Hiroshima. Só não postarei as fotos, muito duras, mas quem quiser pode clicar aqui e ir ao post original.

Do blog Connection World

hiroshimaddd.jpg

As Bombas Atômicas que atingiram Hiroshim e Nagasaki mataram mais de 250.000 pessoas, e se tornou o maior massacre de civis da história moderna. Os nomes de Hiroshima e Nagasaki ficaram em nossas mentes, aqui estão algumas fotos que acompanham elas. Todos os dias, as imagens são uma mistura da devastação das terras e prédios. Imagens chocantes das ruínas, mas quanto as vítimas ?

As forças de ocupação Americana censurou as fotos das cidades bombardiadas. As fotos foram classificadas como secretas por muitos anos. Algumas imagens foram publicadas depois por diferentes meios, mas não sempre vistas juntas. Esse é o horror que eles não queriam que nós vissemos, e que não NUNCA devemos esquecer:

1. Os Sinais

Todos os relógios encontrados estavam parados às 8:15 am, a hora da explosão

Dentro de uma certa distância do centro da explosão, o calor foi tão intenso que praticamente tudo foi vaporizado. As sombras dos parapeitos foram imprimidas no chão da ponte Yorozuyo, meio kilometro ao sul do hipocentro. Em Hiroshima, tudo o que sobrou de alguns humanos, sentados em bancos de pedras próximos ao centro da explosão, foram as suas silhuetas.

A fotografia abaixo mostra escadas de pedra de um Banco, onde uma pessoa foi incinerada pelos raios de calor.

2. O massacre

Em 6 de Agosto de 1945 às 8:15am, uma bomba atômica carregada de Urânio explodiu 580 metros acima da cidade de Hiroshima com um grande Flash brilhante, criando um gigante bola de fogo, a temperatura no centro da explosão chegou aos 4,000ºC. Mandando raios de calor e radiação para todas as direções, soltando uma grande onda de choque, vaporizando em milisegundos milhares de pessoas e animais, fundindo prédios e carros, reduzindo uma cidade de 400 anos à pó.

Adultos e crianças foram incinerados instantaneamente ou paralisados em suas rotinas diárias, os seus organismos internos entraram em ebulição e seus ossos carbonizados.

No centro da explosão, as temperaturas foram tão quentes que derreteram concreto e aço. Dentro de segundos, 75,000 pessoas foram mortas ou fatalmente feridas.

As mortes causadas pela radiação ainda aconteceram em grandes números nos dias seguintes. “Sem aparente motivo as suas saúdes começaram a falhar. Eles perderam apetite. Seus cabelos cairam. Marcas estranhas apareceram em seus corpos. E eles começaram a ter sangramentos pelas orelhas, nariz e boca”.

Médicos “deram aos seus pacientes injeções de Vitamina A. Os resultados foram horríveis. E buracos começaram a surgir em seus corpos causado pela injeção da agulha. Em todos os casos as vítimas morreram”.

A foto acima mostra o olho de uma vítima que olhou a explosão. O olho ficou opaco próximo à pupila.3. Hibakusha

Hibakusha é o termo usado no Japão para se referir as vítimas das bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki. A tradução aproximada é “Pessoa afetada por explosão”.

Eles e suas crianças foram (e ainda são) vítimas da falta de conhecimento sobre as consequências das doenças causadas por radiação.

Muitos deles foram despedidos de seus empregos. Mulheres Hibakusha nunca se casaram, muitos deles tinham medo de dar a vida para uma criança deformada. Os homens também sofreram discriminação. “Ninguém quis se casar com alguém que poderia morrer em poucos anos”.

4. Yamahata, o fotógrafo de Nagasaki

Em 10 de Agosto de 1945, o dia depois dos ataques à Nagasaki, Yosuke Yamahata, começou a fotografar a devastação. A cidade estava morta. Ele caminhou através da escuridão das ruinas e corpos mortos por horas. Mais tarde, ele fez as suas últimas fotos próximas a estação médica, ao norte da cidade. Em um único dia, ele completou o único registro fotografico logo após às bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki.

“Um vento quente começou a soprar - ele escreveu depois - Aqui e lá a uma distância eu vi muitos incêncios. Nagasaki foi completamente destruida”.

As fotografias tiradas por Yamahata são o mais completo registro das bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki tiradas logo após os ataques. O The New York Times chamou as fotografias de Yamahata, “um pouco das imagens mais poderosas já feitas”. Mr. Yamahata foi diagnosticado com câncer em estágio terminal, causado pelos efeitos da radiação recebida em Nagasaki em 1945. Ele morreu no dia 18 de Abril de 1966, e ele foi enterrado no Tama Cemetery em Tóquio.

Mais informação e fontes: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9

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Aug 06 2007

Apareceram os feridos do acidente nuclear

Published by Samantha under Japão

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do blog do Paneta - 03/08/2007

O acidente nuclear provocado pelo terremoto do mês passado no Japão acaba de ganhar vítimas. Depois de duas semanas negando que houvesse algum ferido, a empresa que controla a usina nuclear de Kashiwazaki-kariwa , a Tokio Eletric Power Company (Tecpo) afirmou ontem que nove trabalhadores sofreram queimaduras “leves”. A informação foi passada hoje pelo porta-voz da Tecpo, por email, repondendo a perguntas enviadas na segunda-feira por ÉPOCA. Nem a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), sabia da existência de vítimas do acidente.Um grupo da AIEA chegou ao Japão no final dessa semana para fazer uma avaliação do risco das usinas nucleares japonesas. O acidente aconteceu há duas semanas, quando um terremoto de 6,8 na escala Ritcher destruiu a cidade de Niigata, a dez quilômetros da usina.

As queimaduras relatadas pela Tecpo podem ser um indício de contaminação por radiação. Como houve o vazamento de 1,2 mil litros de água do reator para o mar e um incêndio que colocou em risco a usina por mais de duas horas, é possível que alguns trabalhadores tenham sido expostos a materiais radioativos. “Com todos os danos que podemos ver no local. Já esperavamos que alguns trabalhadores tivessem sido expostos a materiais com índices elevados de radioatividade”, afirmou a Rianne Teule, especialista em energia nuclear do Greenpeace da Holanda. A ativista foi uma das poucas pessoas que visitaram a usina depois do terremoto.

Todas semana cresce o grau de seriedade do acidente. A Tepco que, a princípio negou qualquer tipo de problema com a usina, já aumentou de 51 para 65 os danos na estrutura da instalação. A falta de transparência pode ser uma alerta de que a situação em Kashiwazaki-Kariwa não seja tão confortável quanto as autoridades japonesas afirmam. A princípio, a Tepco negou que o tremor de terra tivesse afetado o local. Uma semana depois a empresa admitiu que houve vazamento de água do reator para o mar. Cerca de 465 tambores com lixo radioativo de baixa contaminação também romperam e ficaram expostos ao ar livre.

A dificuldade de obter informações confiáveis sobre o acidente aumenta a insegurança da população japonesa. O Japão é um dos paises mais dependentes de energia nuclear do mundo. São 55 usinas que geram 33% da energia nacional. O país está em uma das região com mais abalos sísmicos do planeta. O governo local sempre garantiu que as usinas eram resistentes a terremotos, mas não foi o que o mundo viu há duas semanas atrás em Niigata.

O país tem histórico de desinformação sobre a situação das suas usinas nucleares. Em 2002, depois de falsificar laudos de inspeção de segurança a Tepco teve 17 de seus reatores desligados. A falta de transparência é um dos fatores que faz do programa nuclear japonês um risco para todo o mundo. Essa foi uma das causas do desastre nuclear de Chernobyl, na Ucrânia em 1986. Estima-se que milhares de pessoas foram contaminadas por radiação. O temor da população que vive em volta de Kashiwazaki-Kariwa e da AIEA é que aconteça algo similar no Japão.

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Jul 31 2007

Melhora da economia neutraliza a incerteza política no Japão

Published by Samantha under Japão, economia

Do site Ultimo Segundo, editoria de Economia

31/07 - 04:48 - EFE

Gonzalo Robledo Tóquio, 31 jul (EFE).- A melhora do emprego no Japão e a alta da despesa das famílias, anunciadas hoje, se somam às previsões otimistas da Bolsa de Valores de Tóquio e neutralizam a incerteza da cena política após a derrota do Governo nas urnas.

Hoje o Governo anunciou que o desemprego no Japão ficou em 3,7% em junho, com uma queda de 0,1 ponto percentual em relação a maio. O nível é o mais baixo em nove anos. Os analistas previam que a taxa se manteria em 3,8%.

A evolução, que representa 530 mil pessoas empregadas a mais, elevando o total a 64,91 milhões, foi mais forte entre os jovens. À medida que os “baby boomers”, nascidos após a Segunda Guerra Mundial, se aposentam, a nova geração toma as rédeas da economia.

O aumento do emprego beneficiou a indústria, o varejo e os atacadistas. E o índice também se refletiu na despesa das famílias.

A despesa média das famílias japoneses subiu 0,1% em junho em relação ao mesmo mês do ano anterior, até ¥ 280.587 (US$ 2.340). Foi o sexto mês consecutivo de melhora, levando os analistas a identificar um avanço lento mas sustentado.

No entanto, para parte dos analistas a alta foi “insuficiente” para incentivar uma elevação dos juros. O Banco do Japão mantém a taxa básica em 0,5%, o nível mais baixo do mundo industrializado.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei atravessa uma seqüência de baixa, atribuída às quedas em Wall Street. Mas os analistas prevêem uma recuperação gradual, que leve aos 19 mil pontos até o fim do ano.

Os investidores japoneses, segundo os analistas, vão se concentrar nos bons resultados das empresas do país, beneficiadas pela expansão global. Assim, o Nikkei deverá entrar numa curva de alta.

A Bolsa mostra otimismo num momento em que o Governo de coalizão acaba de perder a maioria no Senado, após as eleições de domingo passado. O primeiro-ministro, Shinzo Abe, continua sob pressão para renunciar.

A possibilidade fortaleceria as esperanças do mercado financeiro de um adiamento da alta do imposto sobre o consumo, proposta pelo governante.

Alguns analistas políticos, porém, descartam uma renúncia de Abe, citando a falta de candidatos viáveis entre os dois partidos da coalizão governante. Eles acreditam que a derrota na Câmara Alta vai acelerar as reformas econômicas.

A imprensa financeira acusa a Abe de atrasar as reformas, tirando competitividade da economia japonesa, enquanto a população envelhece e o Japão apresenta o maior déficit fiscal dos países desenvolvidos.

Uma análise do jornal “Nikkei” afirma que a falta de clareza de Abe despertou críticas no eleitorado das zonas rurais, que considera que suas reformas polarizam a economia das diversas regiões. Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro sofre a rejeição dos eleitores urbanos, que temem que as mudanças não sejam suficientes.

A perspectiva da continuidade de Abe no Governo e o bloqueio de suas leis por parte da oposição levou os diretores das patronais a pedir ao Partido Democrático, que controla agora o Senado, que situe a economia acima dos interesses partidários.

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Jul 29 2007

Estudantes estrangeiros podem recorrer a bolsas

Published by Samantha under Japão, bolsas de estudo

O Nippon Foundation é uma das entidades que financia os estudos de descendentes de japoneses

Do IPC Digital - ipcdigital.com

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Ser bom aluno é pré-requisito ( )

Ser bom aluno é pré-requisito





No Japão, mesmo as universidades públicas são pagas. Dependendo do curso escolhido, a anuidade chega a custar até ¥ 10 milhões, como acontece em medicina. Por essa razão, os japoneses costumam planejar a economia da família enquanto os filhos nem começaram os estudos, já pensando na faculdade. No entanto, as famílias que não tiverem condições de assumir os custos da universidade podem recorrer às bolsas de estudo que são oferecidas no país.

O Nippon Foundation é uma das entidades que oferece bolsas de estudo para os descendentes de japoneses que tenham nascido em países da América Latina e Central, como é o caso dos nipo-brasileiros. Por ano, a associação disponibiliza cinco bolsas para os estudantes que tem interesse em cursar a universidade, pós-graduação ou fazer estágio no Japão.

O objetivo principal da entidade é promover o intercâmbio cultural e intelectual entre os países latinos e o Japão, dessa forma os alunos que querem vir para o país estudar ganham prioridade na disputa pela bolsa de estudo. “Dependendo do número de inscrições feitas por pessoas lá fora, fica disponível apenas uma bolsa para os nikkeis que vivem no Japão”, conta Hernan Kitsutani, que é ex-bolsista da associação.

O Nippon Foundation surgiu em 1996, criado pela Nihon Senpaku Shinkookai (Associação de Barcos do Japão). Por lei, parte do valor arrecado em ingressos e apostas realizadas nas competições de lanchas devem ser destinados a atividades educativas, culturais e esportiva. Assim, surgiu a fundação, para promover o desenvolvimento dos projetos sócio-culturais da entidade.

Para se candidatar a bolsa de estudos da Nippon Foundation é indispensável que o candidato tenha ascendência japonesa, idade entre 18 a 35 anos e conhecimento da língua japonesa suficiente para viver no Japão e acompanhar as aulas do curso em que foi aprovado.

A escolha da instituição de ensino é feita pelo próprio aluno, assim como os trâmites da matrícula. “O benefício cobre qualquer faculdade e curso que o candidado escolher”, explica Kitsutani. A bolsa tem duração máxima de 5 anos, sendo que, em caso de repetência, o benefício é cancelado.

As inscrições para concorrer às bolsas deste ano já estão abertas. O prazo final segue até o final do mês de julho. O formulário de inscrição está disponível no site da entidade (www.jadesas.or.jp/kenshu/scholarship/index_p.html) e pode ser preenchido no próprio idioma. Para aqueles que vivem no Japão, a bolsa cobre as despesas escolares e subsídios gerais, como moradia, passe escolar, seguro médico e gastos extras, como participação de estágios coletivos e congressos.

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