Archive for the 'escola' Category

Jun 19 2008

Interesse pela cultura pop leva jovens aos cursos de japonês

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Professor Nataniel Shirai dá aulas de japonês no Rio. (Foto: Divulgação)

O fascínio pela cultura pop do Japão motiva jovens brasileiros a aprenderem a falar a língua do país do sol nascente. Os animês e os mangás, respectivamente as animações e as histórias em quadrinhos, são a principal fonte de inspiração para que pessoas que não possuem nenhum laço familiar com o Japão se identifiquem com o país.

A paixão pela cultura contemporânea nipônica levou Rafael dos Santos, de 23 anos, a prestar vestibular para o curso de Letras Português-Japonês da Universidade Estadual do Rio de Janeiro: “Desde pequeno eu tenho interesse em mangás e animês. Quando cresci, comecei a gostar também da música.” O estudante põe em prática as lições que aprende no curso superior dando aula nas turmas do Licom, o centro de ensino de línguas da instituição.

Quando fala sobre o mangá que o ajudou a escolher a profissão de professor, ele lembra de um dos maiores fenômenos criados pela TV japones: “o desenho que me fez gostar de cara do Japão foi ‘Cavaleiros do Zodíaco’. Embora não seja totalmente japonês, pois tem influência da mitologia grega, fez com que eu me interessasse pela cultura.”

Cursos

Além da UERJ, a UFRJ também oferece no Rio de Janeiro o curso universitário de Letras com especialização em japonês. As duas instituições dão oportunidades para quem se interessa em aprender o idioma, mas não quer se profissionalizar no assunto. Os cursos abertos à comunidade oferecem aulas dadas por estudantes do ensino superior a preços baratos. No caso da UERJ, a lotação faz com que, muitas vezes, a disputa por vagas nas turmas seja decidida por meio de um sorteio.

Em São Paulo, a USP também conta com a especialização em japonês no curso de Letras. Por ano, são oferecidas 27 vagas no turno da manhã e outras 28 vagas no período noturno. Em Brasília, a UnB tem 22 vagas para estudantes que buscam a formação de professores da língua.

O professor Nataniel Shirai, de 26 anos, dá aulas de japonês há nove. Aprendeu o idioma com os avós, imigrantes que vieram morar no Brasil. Ele conta que a maioria de seus alunos é jovem. “A maior parte dos estudantes tem idade entre os 10 e os 26 anos. Eles se interessaram por causa dos animês e dos mangás.”

O professor estima que apenas 10% das pessoas que buscam aulas de japonês são descendentes. A admiração pela cultura japonesa provoca situações curiosas nas aulas: “Alguns alunos participam de eventos de cosplay e, às vezes, vão vestidos com adereços de personagens. É um clima diferente de uma turma de inglês ou de qualquer outra língua”.

Bolsa de estudos

Outra importante motivação da procura por cursos de japonês é a busca por incentivos do governo do Japão. “Muitos também se interessam pela língua por causa das bolsas oferecidas pelo Consulado Japonês, que são muito vantajosas”, diz Shirai.

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Bruna Gama (ao centro) estuda o idioma. (Foto: Arquivo Pessoal)

A brasileira Bruna Gama decidiu aprender a língua graças ao fascínio que nutria pelos animês durante a adolescência. “Eu comecei a me interessar pelo idioma vendo desenho. Eu fui vendo tanto que, uma hora, decidi aprender a língua.”

Bruna acredita que a maior dificuldade dos brasileiros é assimilar os mais de três mil ideogramas : “A escrita é a maior dificuldade. Eu não achei a gramática da língua japonesa muito difícil. O vocabulário é mais fácil do que o de muitas línguas.” Suas maiores influências foram os desenhos ‘Yu Yu Hakusho’ e ‘Samurai X’. Para aperfeiçoar a pronúncia do idioma e entrar em contato com nativos, a jovem de 25 anos chegou a cantar no Coral Nipo-Brasileiro e a participar do encontro nacional de corais japoneses, que acontece todo ano no bairro da Liberdade, em São Paulo.

Apesar do crescimento deste mercado, o aprendizado de uma língua tão distante do português ainda causa estranheza em muita gente. “A maioria das pessoas acha bem exótico. Muitos pensam que é um tanto inútil e outros dizem que eu vi desenho animado demais.”, afirma Bruna.

Ela acredita que seu universo cultural se tornou mais amplo: “Cada vez que você se propõe a aprender uma língua, você amplia os seus horizontes. Principalmente com uma língua tão diferente da sua. Eu acho que valeu, tanto como cultura como uma coisa mais prática como pegar um gibi no original e ler um pouco. Eu me sinto um pouquinho mais realizada em conseguir fazer uma coisa tão diferente da minha vida normal.”

Fonte: G1

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Jun 19 2008

Escola infantil mantém tradições alfabetizando em japonês

A maioria dos imigrantes japoneses tenta manter viva a cultura dos seus ancestrais. A nova geração aprende na escola a tradição e a língua da pátria dos avós. Em uma escola de educação infantil na Vila Mariana, na Zona Sul da capital, o japonês é o idioma mais ouvido na sala de aula. Tanto nas músicas quanto nos ensinamentos: a alfabetização é feita em português e também em japonês.
A escola tem 90 alunos, de quatro meses a 6 anos de idade. São quase todos descendentes de japoneses, ou nasceram no Japão e vieram com os pais para o Brasil. Apenas um aluno foge desse padrão. Com dois anos, Victor é a única criança que não tem descendência oriental da escolinha.

“Escolhi uma escolinha japonesa por causa da cultura, da disciplina, em especial. Eu acho que a educação e o respeito aos mais velhos na cultura japonesa, ela é muito forte. Então eu acho que além da segunda língua é o respeito, o respeito acima de tudo”, conta a arquiteta Lizandra Selecrodi, mãe do menino.

Para a maioria dos pais, o que vale é manter a tradição. “Como descendente de japoneses eu acho muito importante que ela conheça a cultura japonesa, e aqui ela tem oportunidade de ter contato com as tradições, com a escrita japonesa. Eu acho que é legal ela manter as raízes”, explica Regina Miura, assistente de comércio exterior, mãe de uma das alunas.

A coordenadora da escola, Saniy Yoshinaga, acredita que quanto mais cedo as crianças começarem a aprender o idioma e a cultura japoneses, melhor. “A criança tem muita facilidade de aprender, não só línguas, mas muitas coisas”.

Toda essa facilidade é bem vinda na hora de estudar uma língua tão diferente do português. O japonês usa três sistemas de escrita. O hiragana e o katakana representam os sons. Ao todo são 92 fonogramas. Além deles, há os kanjis de origem chinesa que representam palavras e somam mais de 2 mil símbolos. Para complicar, as três formas são usadas ao mesmo tempo.

É difícil, mas não impossível. As crianças da escola atestam o desafio, ao contarem que não preferem um ou outro idioma, mas gostam dos dois.

Fonte G1

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Dec 27 2007

Escolas sofrem para obter reconhecimento

Benefícios como redução de impostos e verba do governo atraem escolas brasileiras no Japão a tentar o registro de “miscellaneous school”
por Redação Tudo Bem

Governo de algumas prefeituras estão dificultando o reconhecimento de algumas instituições de ensino brasileiras e peruanas para serem registradas como miscellaneous school

Em todo o Japão, apenas cinco instituições de ensino brasileiras foram reconhecidas como miscellaneous school. Os benefícios que essas escolas recebem atraem outras a solicitar o pedido ao governo japonês. Porém, colégios brasileiros e peruanos estão sofrendo com a relutância do governo local em abandonar seus antigos padrões de aprovação, apesar das mudanças nas regras já aprovadas pelo Ministério da Educação do Japão.

Segundo reportagem do jornal Mainichi, uma pesquisa recente do Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia descobriu que as cidades de Saitama, Tochigi e Yamanashi não revisaram seus padrões para reconhecerem essas escolas que atendem estudantes sulamericanos, apesar do relaxamento do critério feito pelo ministro em 2004.

Aluguel
Por esse decreto, prefeitos podem fazer melhorias em escolas cujas construções e dependências sejam alugadas.

O decreto do ministro veio em resposta à dificuldade dessas escolas em adquirir locais adequados para ministrar aulas.

Baseado nesse decreto, prefeitos da região de Tokai, onde há muitas escolas para estudantes sulamericanos, assim como Shiga, Ibaraki e outras prefeituras, suavizaram seus padrões de reconhecimento dessas escolas.

Entretanto, o governo da prefeitura de Saitama ignorou o pedido de três unidades para estudantes sulamericanos que entraram com pedidos em 2005. “Nós apenas autorizamos escolas cujo prédio e dependências são emprestadas pelo governo central ou organizações públicas.”

Tochigi e Yamanashi também exigiram que escolas para estrangeiros tenham seus próprios prédios.

Reações
As reações das prefeituras variaram de promessas – com Tochigi se oferecendo para examinar pedidos através de uma base flexível, seguida por Saitama, que disse estar analisando as novas regras – ao incerto, com a Yamanashi pedindo para que as mudanças dos padrões sejam feitos em “hora mais apropriada”.

Um representante do ministro disse: “nós não podemos dizer que as reações sejam inapropriadas porque as condições para cada governo local são diferentes. Entretanto, nós esperamos que eles sustente o efeito de nossa regulamentação o mais rápido possível”.

Atualmente, há 86 escolas que atendem brasileiros e peruanos em todo o Japão. Dessas, apenas cinco foram reconhecidas como miscellaneous.

A presidente da Associação das Escolas Brasileiras no Japão, Julieta Yoshimura disse: “a menos que nossas escolas sejam autorizadas, nós não podemos reivindicar taxas de dedução ou passes de transporte”. Esses são alguns dos benefícios adquiridos pelas escolas especializadas – encaixam-se nesse perfil escolas internacionais, vocacionais, de habilitação e outras, como a miscellaneous. Elas podem receber verba do governo, ter redução no valor dos impostos e ainda oferecer bolsas de estudos aos alunos carentes. Os estudantes também são beneficiados com carteirinha que dá descontos de 20% a 50% nos transportes coletivos, e receberão um diploma válido no Brasil e no Japão, possibilitando que eles prestem vestibular como qualquer japonês.

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Dec 27 2007

No Japão, escolas reservam um dia para pais irem à escola

do ipcidgital.com

Através da visita ao colégio, os pais podem se preparar melhor para ajudar os filhos na carreira escolar

Na escola primária Mizuho, em Hamamatsu, freqüentam mais de cem alunos estrangeiros

O costume de os pais dos alunos visitarem a escola em um dia normal de aula é chamado de sankanbi. Nesse dia, é possível presenciar na sala de aula como seus filhos se relacionam com os demais colegas, como atuam as professoras e seus métodos de ensino, enfim, como “pais-participantes”, nesse dia eles terão uma avaliação sobre como os estudantes se comportam em classe, sendo também uma oportunidade para conhecer os demais pais dos alunos.

A Escola Primária Mizuho é uma das que reúne mais estrangeiros em seu quadro de alunos. Do total de 856 alunos, 102 são estrangeiros entre os quais, 78 são brasileiros. Os primeiros alunos brasileiros a se matricularem na Mizuho, ocorreu a partir de 1989.

Nair Mikino Saito, brasileira formada em licenciatura, trabalha desde 1998 na Escola Mizuho. Sua função atual é de professora de apoio de estudos. “A escola antes não tinha estrutura para apoiar os alunos que não entendiam o idioma japonês, mas hoje temos um apoio muito bom e os avisos importantes são traduzidos para a língua-pátria”, afirma Nair. “Os alunos que necessitam de aula de apoio freqüentam de três a seis aulas semanais, em pequenos grupos, para aprender o idioma japonês e acompanhar as aulas normais. A essa classe especial chamamos de nakayoshi kyooshitsu e são ministradas durante o período normal das aulas”.

As dificuldades maiores, conta Nair, são enfrentadas pelos alunos que começaram a estudar no Brasil e depois se transferiram para o Japão. “Há 10 ou 15 anos, os pais brasileiros pensavam que era impossível seus filhos avançarem para o colegial ou universidades do Japão”, afirma a professora. “Mas dados recentes, apontam para um número crescente de alunos que prestam exames de admissão para o colegial e, provavelmente, vários desses alunos prosseguirão para as universidades”, acredita a professora.

“O que mais ouvimos dos pais dos alunos é que, por serem brasileiros e não entenderem o idioma japonês, não podem ajudar seus filhos nos estudos. Mas se formos verificar esses estudantes do ginasial e colegial, a grande maioria dos pais também não conhecem o idioma. Portanto, depende muito da força de vontade do próprio aluno. O apoio dos pais é muito importante, mas esse não é o fator essencial. O aluno tem que querer aprender”, avalia Nair.

Panelinha e ijime

Os pais dos alunos estão instruídos para entrarem em contato com a escola, caso os filhos reclamarem de brigas ou maus-tratos (ijime). “Nem sempre o que os filhos falam em casa corresponde à verdade. Muitas vezes são atitudes infantis, mas os pais dão outra dimensão ao assunto. Nesse caso, buscamos um entendimento entre os pais dos alunos envolvidos e se for o caso de pedir desculpas, tomaremos essa providência”, garante a professora de apoio.

O inevitável nas escolas com muitos brasileiros são as panelinhas. “Nos recreios e outras atividades, é comum formar panelinhas entre os brasileiros. Por essa razão, deixam de desenvolver a parte da conversação em japonês, então sempre aconselhamos a integração independente da nacionalidade”.

O próximo passo da Escola Mizuho é adaptar o sistema de envio de informativos e outros comunicados de emergência aos pais estrangeiros, no idioma deles, por meio de email. Esse sistema já vem operando no idioma japonês para os casos de emergências, como saída mais cedo da aula, tufão etc.

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Jun 11 2007

MEC avalia escolas brasileiras no Japão

do IPC on line

Uma realidade preocupante detectada nesse estudo foi a inadimplência dos alunos, estimada em 30%

São Paulo - Flávio Nishimori/IPCJAPAN

Um relatório do Ministério da Educação do Brasil (MEC) mostra a evolução do número das escolas brasileiras no Japão. O estudo, ao qual o ipcdigital.com teve acesso, analisou 75 estabelecimentos de ensino em funcionamento em dezembro de 2005 e traça um panorama desse segmento voltado à comunidade brasileira. Revela, por exemplo, que as primeiras escolas se estabeleceram no ano de 1995. Na época, eram cinco instituições. Em dez anos, houve um aumento de mais de dez vezes deste número.

A pesquisa também delineou o mapa de localização das escolas. De acordo com o MEC, existem estabelecimentos de ensino brasileiros em funcionamento em 12 províncias, com maior concentração em Shizuoka (15), Aichi (14), Nagano (12) e Gunma (9).

Um dado interessante apontado na pesquisa é que a maioria das escolas brasileiras era de pequeno porte. Dezoito tinham entre 1 e 50 alunos e 19 agrupavam de 51 a 100 estudantes. No entanto, observou-se também que dois estabelecimentos mantinham de 400 a 450 estudantes.

Uma realidade preocupante detectada nesse estudo foi a inadimplência dos alunos, estimada em 30%. Uma escola, por exemplo, em função dessa falta de pagamento, estaria arcando com um prejuízo de cerca de ¥ 6 milhões anuais na época.

Dados preocupantes

Um outro levantamento recente realizado pelas autoridades japonesas e encaminhado para o MEC no Brasil também contém dados para uma reflexão tanto do governo brasileiro quanto do Japão.

O número de brasileiros no ensino fundamental no país gira em torno de 26 mil crianças, entre 5 e 14 anos. Seis mil estão em escolas brasileiras e sete mil em instituições japonesas onde há algum tipo de reforço para os brasileiros. Aliás, foi por esse motivo que se conseguiu catalogar esses números. Com relação aos restantes 13 mil, e nesse particular reside a grande questão, não se sabe ao certo se estão em escolas japonesas ou se não freqüentam nenhum tipo de estabelecimento.

“É um motivo de grande preocupação, pois se fizermos uma projeção otimista diríamos que 50% desse total esteja mesmo estudando. Mesmo assim, a quantidade de alunos fora das escolas é expressiva. A nossa principal dificuldade é saber onde estão essas pessoas para tentar estabelecer alguma estratégia a fim de ajudar a solucionar essa problemática”, afirma a assessora do MEC Claudia Soares.

foto: Blog do acessa SP

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