Archive for the 'educação' Category

Jun 22 2008

A jornada dos dekasseguis no Japão

Na quarta reportagem da série sobre o centenário da imigração japonesa, nossos repórteres apresentam os dekasseguis. Os nipo-brasileiros que foram tentar a vida no Japão.

A vida que todo aposentado pediu a Deus. Morar na praia e ainda ter um negócio para complementar a renda.

“Eu levo a fama, mas quem faz é ela”, conta o aposentado Hiroshi Wassano.

A casa e o barzinho em Boracéia, litoral norte de São Paulo, foram construídos com o dinheiro que a família Wassano ganhou no Japão.

Foram duas temporadas. Primeiro, pai e mãe sofreram 11 meses em uma metalúrgica. Quando as filhas cresceram, foram mais dois anos e meio de trabalho duro, montando marmitas de madrugada.

“Para quem tem um emprego bom no Brasil, não compensa o sacrifício”, afirmou Hiroshi Wassano.

Mas vá dizer isso para o povo que vive na ponte aérea São Paulo-Tóquio. “Bate saudades, mas tem que trabalhar”, disse o ferroviário Pedro Higashi.

E assim, brasileiros vão aterrissando na segunda maior economia do mundo. Com um poderoso parque industrial, o Japão não tem desemprego e a inflação não chega a 1% ao ano.

A maioria dos brasileiros que veio para o Japão tem uma historia parecida. Vieram pensando em ficar pouco tempo e juntar dinheiro para realizar um sonho em comum. Comprar um carro, por exemplo. Alguns foram ficando e chegaram muito além do próprio sonho.

Quando o comerciante Alexandre Seki chegou, só queria um carrinho. Dez anos depois, tem mais de 30 no estoque. Montou uma loja de automóveis em Hamamatsu, a cidade que mais tem brasileiros no Japão.

No país inteiro, são 300 mil pessoas fechando negócios em português. “Dos nossos clientes, 95% é brasileiro. É como se estivesse no Brasil. Não muda nada, só o poder aquisitivo do brasileiro aqui é diferente. O que ele quiser comprar, ele pode comprar”, afirmou Alexandre.

O regresso à terra dos avós começou no final dos anos 80, ainda no tempo da inflação galopante no Brasil. Sem emprego nem perspectivas, muitos descendentes adotaram a saída dos antepassados, mas na contramão e emigraram em busca de oportunidade.

O Brasil iria aprender mais uma palavra japonesa: dekassegui. “Originariamente, é um termo que japoneses usavam para os trabalhadores que saíam do sul que era pobre e ia para o norte para trabalhar temporariamente. Então, associaram: são os dekasseguis, que vieram do Brasil”, explica a pesquisadora Lili Kawamura.
Vida de dekassegui não é fácil. As fábricas reservam para os estrangeiros as funções que o japonês não quer. São os trabalhos definidos como três K, por causa das iniciais das palavras em japonês. Kitanai (sujo), kiken (perigoso) e kitsui (sofrido).

Quem viaja sozinho, ainda tem que enfrentar o isolamento e a saudade da família. Quando os pais de Osvaldo Asakawa chegaram ao Brasil, uma reunião seria impossível. Faz quatro anos que o assessor parlamentar que virou metalúrgico só vê a mulher e os filhos que ficaram em São Paulo através da internet.

“A única opção que eu tive para sustentar a família foi exatamente isso, fazer o caminho inverso do meu pai”, afirmou Osvaldo.

“A nossa intenção é estar toda a família reunida lá no Japão”, revelou Vanderléia Asakawa, mulher de Osvaldo.

Quem sabe, a família de Osvaldo não tenha o mesmo sucesso da tradutora Lourdes Tiemy Takano e do supervisor de fábrica Moacyr Tadashi Takano. Ele viajou primeiro e depois trouxe a mulher. Lá se vão 18 anos. Tiveram filhos, que hoje não sabem mais falar português.

“Ainda temos a intenção de, um dia, voltar. Temos casa lá, família, mas compramos a casa para eles, eles não querem voltar para o Brasil”, disse Lourdes.

Na casa de dekassegui, o cardápio dá a volta ao mundo em uma refeição, mas é um momento raro. Moacyr não pára em casa. É a rotina pesada de um brasileiro no Japão. “Trabalhava todo dia, hoje também, de segunda a domingo, mas domingo é na parte da manhã. Mas ainda está normal trabalhar os 30 dias”, conta Osvaldo.

Na década de 90, quase 200 mil brasileiros foram trabalhar no Japão. Em 2006, no último levantamento do consulado em São Paulo, foram emitidos pouco mais de 20 mil vistos.

Os paulistanos Viviane e Ricardo Moki Yabiko preparam os passaportes. Cem anos depois da primeira imigração de lá para cá, o jovem casal renova a aposta em um futuro do outro lado do mundo.

“Você é filho de um pai que veio fazer esforço no Brasil. Tem orgulho de seu pai?”, pergunta o repórter.

“Bastante. Da luta que eles tiveram”, respondeu Ricardo. “Espero que meus filhos tenham orgulho quando souberem que eu fui para o Japão fazer isso”.

Fonte: Jornal Nacional onde se pode ver o video inteiro.

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Jun 19 2008

Interesse pela cultura pop leva jovens aos cursos de japonês

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Professor Nataniel Shirai dá aulas de japonês no Rio. (Foto: Divulgação)

O fascínio pela cultura pop do Japão motiva jovens brasileiros a aprenderem a falar a língua do país do sol nascente. Os animês e os mangás, respectivamente as animações e as histórias em quadrinhos, são a principal fonte de inspiração para que pessoas que não possuem nenhum laço familiar com o Japão se identifiquem com o país.

A paixão pela cultura contemporânea nipônica levou Rafael dos Santos, de 23 anos, a prestar vestibular para o curso de Letras Português-Japonês da Universidade Estadual do Rio de Janeiro: “Desde pequeno eu tenho interesse em mangás e animês. Quando cresci, comecei a gostar também da música.” O estudante põe em prática as lições que aprende no curso superior dando aula nas turmas do Licom, o centro de ensino de línguas da instituição.

Quando fala sobre o mangá que o ajudou a escolher a profissão de professor, ele lembra de um dos maiores fenômenos criados pela TV japones: “o desenho que me fez gostar de cara do Japão foi ‘Cavaleiros do Zodíaco’. Embora não seja totalmente japonês, pois tem influência da mitologia grega, fez com que eu me interessasse pela cultura.”

Cursos

Além da UERJ, a UFRJ também oferece no Rio de Janeiro o curso universitário de Letras com especialização em japonês. As duas instituições dão oportunidades para quem se interessa em aprender o idioma, mas não quer se profissionalizar no assunto. Os cursos abertos à comunidade oferecem aulas dadas por estudantes do ensino superior a preços baratos. No caso da UERJ, a lotação faz com que, muitas vezes, a disputa por vagas nas turmas seja decidida por meio de um sorteio.

Em São Paulo, a USP também conta com a especialização em japonês no curso de Letras. Por ano, são oferecidas 27 vagas no turno da manhã e outras 28 vagas no período noturno. Em Brasília, a UnB tem 22 vagas para estudantes que buscam a formação de professores da língua.

O professor Nataniel Shirai, de 26 anos, dá aulas de japonês há nove. Aprendeu o idioma com os avós, imigrantes que vieram morar no Brasil. Ele conta que a maioria de seus alunos é jovem. “A maior parte dos estudantes tem idade entre os 10 e os 26 anos. Eles se interessaram por causa dos animês e dos mangás.”

O professor estima que apenas 10% das pessoas que buscam aulas de japonês são descendentes. A admiração pela cultura japonesa provoca situações curiosas nas aulas: “Alguns alunos participam de eventos de cosplay e, às vezes, vão vestidos com adereços de personagens. É um clima diferente de uma turma de inglês ou de qualquer outra língua”.

Bolsa de estudos

Outra importante motivação da procura por cursos de japonês é a busca por incentivos do governo do Japão. “Muitos também se interessam pela língua por causa das bolsas oferecidas pelo Consulado Japonês, que são muito vantajosas”, diz Shirai.

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Bruna Gama (ao centro) estuda o idioma. (Foto: Arquivo Pessoal)

A brasileira Bruna Gama decidiu aprender a língua graças ao fascínio que nutria pelos animês durante a adolescência. “Eu comecei a me interessar pelo idioma vendo desenho. Eu fui vendo tanto que, uma hora, decidi aprender a língua.”

Bruna acredita que a maior dificuldade dos brasileiros é assimilar os mais de três mil ideogramas : “A escrita é a maior dificuldade. Eu não achei a gramática da língua japonesa muito difícil. O vocabulário é mais fácil do que o de muitas línguas.” Suas maiores influências foram os desenhos ‘Yu Yu Hakusho’ e ‘Samurai X’. Para aperfeiçoar a pronúncia do idioma e entrar em contato com nativos, a jovem de 25 anos chegou a cantar no Coral Nipo-Brasileiro e a participar do encontro nacional de corais japoneses, que acontece todo ano no bairro da Liberdade, em São Paulo.

Apesar do crescimento deste mercado, o aprendizado de uma língua tão distante do português ainda causa estranheza em muita gente. “A maioria das pessoas acha bem exótico. Muitos pensam que é um tanto inútil e outros dizem que eu vi desenho animado demais.”, afirma Bruna.

Ela acredita que seu universo cultural se tornou mais amplo: “Cada vez que você se propõe a aprender uma língua, você amplia os seus horizontes. Principalmente com uma língua tão diferente da sua. Eu acho que valeu, tanto como cultura como uma coisa mais prática como pegar um gibi no original e ler um pouco. Eu me sinto um pouquinho mais realizada em conseguir fazer uma coisa tão diferente da minha vida normal.”

Fonte: G1

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Jun 19 2008

Escola infantil mantém tradições alfabetizando em japonês

A maioria dos imigrantes japoneses tenta manter viva a cultura dos seus ancestrais. A nova geração aprende na escola a tradição e a língua da pátria dos avós. Em uma escola de educação infantil na Vila Mariana, na Zona Sul da capital, o japonês é o idioma mais ouvido na sala de aula. Tanto nas músicas quanto nos ensinamentos: a alfabetização é feita em português e também em japonês.
A escola tem 90 alunos, de quatro meses a 6 anos de idade. São quase todos descendentes de japoneses, ou nasceram no Japão e vieram com os pais para o Brasil. Apenas um aluno foge desse padrão. Com dois anos, Victor é a única criança que não tem descendência oriental da escolinha.

“Escolhi uma escolinha japonesa por causa da cultura, da disciplina, em especial. Eu acho que a educação e o respeito aos mais velhos na cultura japonesa, ela é muito forte. Então eu acho que além da segunda língua é o respeito, o respeito acima de tudo”, conta a arquiteta Lizandra Selecrodi, mãe do menino.

Para a maioria dos pais, o que vale é manter a tradição. “Como descendente de japoneses eu acho muito importante que ela conheça a cultura japonesa, e aqui ela tem oportunidade de ter contato com as tradições, com a escrita japonesa. Eu acho que é legal ela manter as raízes”, explica Regina Miura, assistente de comércio exterior, mãe de uma das alunas.

A coordenadora da escola, Saniy Yoshinaga, acredita que quanto mais cedo as crianças começarem a aprender o idioma e a cultura japoneses, melhor. “A criança tem muita facilidade de aprender, não só línguas, mas muitas coisas”.

Toda essa facilidade é bem vinda na hora de estudar uma língua tão diferente do português. O japonês usa três sistemas de escrita. O hiragana e o katakana representam os sons. Ao todo são 92 fonogramas. Além deles, há os kanjis de origem chinesa que representam palavras e somam mais de 2 mil símbolos. Para complicar, as três formas são usadas ao mesmo tempo.

É difícil, mas não impossível. As crianças da escola atestam o desafio, ao contarem que não preferem um ou outro idioma, mas gostam dos dois.

Fonte G1

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Jun 19 2008

Filhos de dekasseguis terão aula de reforço na rede pública de SP

Crianças filhas de dekasseguis (brasileiros que foram morar no Japão) terão aulas de reforço nas escolas da rede pública estadual de São Paulo por meio de um projeto inédito que será realizado entre a Secretaria de Estado da Educação e o Instituto de Solidariedade Educacional e Cultural (Isec). A idéia é identificar essas crianças para facilitar a adaptação delas na escola, quando elas retornam para o Brasil.
De acordo com a psicóloga Kyoko Nakagawa, coordenadora do projeto no Isec, dados do Ministério da Justiça do Japão apontam que em dezembro de 2007 havia 317 mil brasileiros morando no Japão. Além disso, estima-se que cerca de 20 mil brasileiros retornem para o Brasil todos os anos e, entre eles, estão cerca de cinco mil crianças. “E pelo que a gente sabe, 70% dessas crianças vão estudar na rede pública”, disse.

“As crianças muitas vezes não dominam a língua portuguesa e não conhecem a cultura brasileira. A partir de agora iremos identificar estes alunos e atuar na adaptação deles. Temos a estrutura e iremos contar com profissionais específicos para este trabalho”, afirma a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

No entanto, o projeto vai começar de maneira tímida em cidades próximas de São Paulo e a expectativa é atender cerca de 60 crianças. “Essas crianças estão pulverizadas pelo estado e, por enquanto, não temos como atendê-las em todas as cidades. Por isso, o projeto-piloto será em cidades próximas a São Paulo onde sabemos que a comunidade japonesa tem uma presença forte”, disse Kyoko.

Como funcionará

O projeto será tanto para alunos japoneses quanto brasileiros que passaram algum tempo no Japão. Segundo o professor Hiroyuki Hino, coordenador do projeto dentro da secretaria, o primeiro passo do governo será mapear todas as escolas da rede para identificar onde está a demanda para esse tipo de atividade.

Após identificadas, as crianças terão apoio psicopedagógico para continuarem os estudos e se adaptarem à nova vida escolar. “Quando essas crianças voltam para o Brasil elas sofrem um choque muito grande, elas são quase um imigrante. A cultura é muito diferente e a língua também e isso faz com que elas tenham um descompasso muito grande com relação às outras crianças e tenham mais problemas escolares”, disse Kyoko.

Para isso, os profissionais especializados irão desenvolver técnicas com essas crianças para amenizar essa defasagem escolar, com aulas de português, matemática e outras disciplinas necessárias. Os atendimentos serão fora do horário das aulas. Segundo Kyoko, a idéia é criar multiplicadores do projeto para as escolas do interior.

A assinatura do convênio será nesta quarta-feira (11). A parceria entre secretaria e Isec será de dois anos, prorrogável por mais dois anos. A estimativa de gasto é de cerca de R$ 150 mil por ano, com transporte, estadia, alimentação, produção de materiais específicos e equipamentos, por exemplo.

Inclusão na rede estadual

Um parecer do Conselho de Educação dispõe que, mesmo sem visto ou histórico escolar, o aluno estrangeiro tem o direito e deve ser matriculado na rede estadual. Movimentos de imigrantes encontram hoje acesso à rede pública mesmo sem a documentação regularizada.

Fonte: G1

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Jun 19 2008

Cultura brasileira atrai japoneses para faculdade de português

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Música brasileira, o contato com dekasseguis (brasileiros que vivem no Japão) e até o futebol atraem japoneses para as faculdades de português. E ao contrário do que se pode imaginar, a maioria dos estudantes não tem parentes no Brasil ou em Portugal.

“Hoje temos 272 alunos no curso de graduação e seis no de pós. A maioria dos alunos é japonesa e apenas 5% são descendentes de brasileiros”, afirmou ao G1 por telefone Ikunori Sumida, professor e diretor do Departamento de Estudos Luso-Brasileiros da Universidade de Estudos Estrangeiros de Kyoto, no Japão.

Segundo o Consulado Geral do Japão no Brasil, pelo menos outras três universidades japonesas também oferecem a graduação em português. São as universidades de estudos estrangeiros Sofia, de Tóquio e de Osaka.

FotoRieko
Rieko Yoshiura e seu dicionário de português (Foto: Arquivo pessoal)

“Nosso curso de português existe há 44 anos e antigamente vinham estudantes interessados em música, futebol. Atualmente temos alunos que já moraram no Brasil porque o pai foi transferido e outros que conviveram com brasileiros em suas cidades”, informou por e-mail Helena Toida, professora-assistente do Departamento de Estudos Luso-brasileiros da Faculdade de Estudos Estrangeiros da Universidade Sofia, em Tóquio.

De acordo com Helena, tem aluno que faz o curso para trabalhar no Brasil e outros que querem se dedicar a ONGs, jornais e TV brasileiros, agências de viagem ou bancos brasileiros operando no Japão. “O que se nota é que há um interesse pela comunidade brasileira cada vez maior, principalmente no que diz respeito à educação dos filhos de dekasseguis”, diz a professora.

Música e alegria brasileira

Rieko Yoshiura, hoje com 29 anos e formada há cinco, não sabia nenhuma palavra de português quando escolheu o curso da Universidade Sofia. “Eu tinha simplesmente interesse na cultura brasileira, como futebol e música. Já pensava em aprender alguma língua estrangeira, então optei pelo português”, conta ela que trabalha na produção de um programa em português para a NHK, uma rádio pública japonesa.

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Sumida foi aluno da 1ª turma do curso da Universidade de Kyoto (Foto: Arquivo pessoal)

Rieko veio ao Brasil pela primeira vez neste ano para fazer um estágio. “Adorei o coração aberto do povo brasileiro, que deixou minha vida no Brasil bem confortável. Profissionalmente, gostei da habilidade em resolver as coisas de forma improvisada, ou seja, do jeitinho brasileiro”, diz em português fluente.

Professor de português básico, história do Brasil, cultura brasileira e estudos lusos na Universidade de Kyoto, Sumida, 59 anos, foi aluno da primeira turma do curso de português da mesma instituição em que leciona e, depois, fez pós-graduação na Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro.

Sumida diz que em 1967, quando ingressou na faculdade, queria conhecer bem a América Latina, que parecia “pacífica e alegre”, e aprender português para se comunicar com os brasileiros. “Durante os meus anos do ensino médio acontecia a Guerra do Vietnã e eu sentia o clima de guerra na Ásia. Sou de Hiroshima de onde muitos saíram para morar no Brasil. Apesar de nenhum dos meus parentes ter ido para o Brasil, senti forte simpatia pelo país como terra de esperança dos meus vizinhos”, diz.

Descendentes de brasileiros também fazem o curso

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Mariângela Ay kagami (de preto) e a prima brasileira (Foto: Arquivo pessoal)

Mariângela Ay kagami, 22 anos, é a única dos cerca de 70 alunos do terceiro ano do curso de português da Universidade de Kyoto que é descendente de brasileiros. Ela é filha de uma nipo-brasileira com um professor de música brasileira japonês e conta que resolveu fazer o curso para poder falar com a família que mora no Brasil.

“Minha mãe falava português e eu entendia muito pouco. Como tenho dupla nacionalidade - brasileira e japonesa - não achava bom não falar português, por isso quis estudar. Além disso, queria me comunicar com meus primos e família no Brasil”, diz Mariângela.

A estudante está desde fevereiro no Brasil hospedada na casa dos tios e estudando na Universidade de São Paulo (USP) em um intercâmbio. Apesar de reclamar do trânsito paulistano e da falta de pontualidade dos ônibus, ela está aproveitando a estadia. “Gosto da alegria das pessoas, os brasileiros são muito simpáticos”, diz.

Fonte: G1

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Jun 05 2008

Programas de bolsas de estudo no Japão

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O Programa Monbukagakusho de bolsas de estudos para estrangeiros no Japão está com inscrições abertas até o dia 4 de julho. Entre as opções oferecidas estão cursos de graduação, escolas técnicas e profissionalizantes. Cada modalidade apresenta detalhes específicos para candidatura. O Universia reuniu todas as informações para que os interessados possam efetivar sua participação no processo seletivo.

O conteúdo do Portal informa que pré-requisitos como nacionalidade brasileira, idade entre 17 e 21 anos e bom conhecimento das línguas inglesa ou japonesa são necessários para as três modalidades.

Mais informações sobre as bolsas do Programa Monbukagakusho podem ser conferidas neste link. Outros programas de bolsas de estudo e financiamentos estudantis estão no Canal Mobilidade, em www.universia.com.br/mobilidade.

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Jan 09 2008

JET Programme tem inscrições até 18/01

Published by Samantha under bolsas de estudo, educação

O JET Programme, programa de intercâmbio e ensino que leva jovens estrangeiros para atuar em repartições públicas japonesas, está com inscrições abertas para o ano de 2008 para as províncias de Nagano, Shizuoka e Shiga e para a cidade de Iwata, em Shizuoka. O prazo vai até dia 18 de janeiro.

Os selecionados, que trabalharão como coordenadores de relações internacionais, irão atuar em escritórios do governo local ou em instituições correlatas. Entre outras funções, podem ser responsáveis pelo aconselhamento de crianças brasileiras em escolas japonesas, pela assistência a trabalhadores brasileiros residentes na região e no auxílio do planejamento de atividades de grupos locais.

Entre os requisitos necessários, estão: fluência na língua japonesa (escrita e conversação), nacionalidade brasileira (quem tem dupla nacionalidade precisará renunciar à nacionalidade japonesa) e ter formação universitária ou conclusão até a data de partida a ser determinada pelo governo japonês.

O Brasil participa do JET Programme desde 1995. Até 2007, 84 brasileiros participaram do programa. Mais informações sobre os requisitos, as funções do coordenador de relações internacionais e os documentos necessários para a inscrição, podem ser encontradas no site do consulado.

Serviço:

  • Inscrições para o JET Programme 2008
  • Onde: Vagas nas províncias de Nagano, Shizuoka e Shiga e no município de Iwata, em Shizuoka
  • Inscriçoes: para quem mora em SP, MT, MS e Triângulo Mineiro devem ser feitas no Consulado Geral do Japão em São Paulo (avenida Paulista, 854, 3º andar), das 9h às 12h ou das 14h às 17h. Para outras localidades, consultar o site do consulado
  • Quando: Inscrições até 18 de janeiro
  • Contato: Tel.: (11) 3254-0100
  • E-mail: cgjcultural4@arcstar.com.br
  • Site: http://www.sp.br.emb-japan.go.jp/pt/cultura_jeta.htm

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Dec 27 2007

Escolas sofrem para obter reconhecimento

Benefícios como redução de impostos e verba do governo atraem escolas brasileiras no Japão a tentar o registro de “miscellaneous school”
por Redação Tudo Bem

Governo de algumas prefeituras estão dificultando o reconhecimento de algumas instituições de ensino brasileiras e peruanas para serem registradas como miscellaneous school

Em todo o Japão, apenas cinco instituições de ensino brasileiras foram reconhecidas como miscellaneous school. Os benefícios que essas escolas recebem atraem outras a solicitar o pedido ao governo japonês. Porém, colégios brasileiros e peruanos estão sofrendo com a relutância do governo local em abandonar seus antigos padrões de aprovação, apesar das mudanças nas regras já aprovadas pelo Ministério da Educação do Japão.

Segundo reportagem do jornal Mainichi, uma pesquisa recente do Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia descobriu que as cidades de Saitama, Tochigi e Yamanashi não revisaram seus padrões para reconhecerem essas escolas que atendem estudantes sulamericanos, apesar do relaxamento do critério feito pelo ministro em 2004.

Aluguel
Por esse decreto, prefeitos podem fazer melhorias em escolas cujas construções e dependências sejam alugadas.

O decreto do ministro veio em resposta à dificuldade dessas escolas em adquirir locais adequados para ministrar aulas.

Baseado nesse decreto, prefeitos da região de Tokai, onde há muitas escolas para estudantes sulamericanos, assim como Shiga, Ibaraki e outras prefeituras, suavizaram seus padrões de reconhecimento dessas escolas.

Entretanto, o governo da prefeitura de Saitama ignorou o pedido de três unidades para estudantes sulamericanos que entraram com pedidos em 2005. “Nós apenas autorizamos escolas cujo prédio e dependências são emprestadas pelo governo central ou organizações públicas.”

Tochigi e Yamanashi também exigiram que escolas para estrangeiros tenham seus próprios prédios.

Reações
As reações das prefeituras variaram de promessas – com Tochigi se oferecendo para examinar pedidos através de uma base flexível, seguida por Saitama, que disse estar analisando as novas regras – ao incerto, com a Yamanashi pedindo para que as mudanças dos padrões sejam feitos em “hora mais apropriada”.

Um representante do ministro disse: “nós não podemos dizer que as reações sejam inapropriadas porque as condições para cada governo local são diferentes. Entretanto, nós esperamos que eles sustente o efeito de nossa regulamentação o mais rápido possível”.

Atualmente, há 86 escolas que atendem brasileiros e peruanos em todo o Japão. Dessas, apenas cinco foram reconhecidas como miscellaneous.

A presidente da Associação das Escolas Brasileiras no Japão, Julieta Yoshimura disse: “a menos que nossas escolas sejam autorizadas, nós não podemos reivindicar taxas de dedução ou passes de transporte”. Esses são alguns dos benefícios adquiridos pelas escolas especializadas – encaixam-se nesse perfil escolas internacionais, vocacionais, de habilitação e outras, como a miscellaneous. Elas podem receber verba do governo, ter redução no valor dos impostos e ainda oferecer bolsas de estudos aos alunos carentes. Os estudantes também são beneficiados com carteirinha que dá descontos de 20% a 50% nos transportes coletivos, e receberão um diploma válido no Brasil e no Japão, possibilitando que eles prestem vestibular como qualquer japonês.

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Dec 27 2007

Estude japonês em português

Published by Samantha under educação, nihongo

do ipcdigital.com

Editora japonesa lança livros de estudo para o exame de proficiência com tradução em português

As provas de proficiência em língua japonesa acontecem no dia 2 de dezembro em todo o Japão e em diversos países, inclusive no Brasil. Para os brasileiros que vivem no Japão e se inscreveram para o exame, a editora japonesa Ask, acaba de lançar dois livros com tradução em português e inglês dos exercícios e dicas de estudo para os exames de nível 3 do nooryoku shiken.

A editora Naoko Takahashi, uma das responsáveis pelo projeto, explica que esses são os primeiros livros publicados pela empresa com tradução em língua portuguesa. Ela acredita que um dos motivos do crescente número de brasileiros interessados em estudar a língua japonesa pode estar relacionado ao comentário que surgiu no ano passado, de que a entrada de estrangeiros no Japão seria limitada para pessoas que entendessem o básico do idioma. “Acho que após esse episódio, aumentou o número de brasileiros interessados em estudar japonês, por isso a procura por material em português”, avalia.

A primeira edição, publicada no mês de agosto, traz questões para praticar a gramática e a leitura básica da língua japonesa. Já o segundo livro, lançado em setembro, oferece exercícios e explicações sobre a escrita de 290 kanji, ideogramas da escrita japonesa, além de vocabulários que poderão ser cobrados na prova de nível 3.

O custo de cada livro é de ¥ 1.350 (mais o imposto) e está disponível nas principais livrarias do Japão. O material é vendido apenas em território japonês. A editora Ask ainda não tem previsão de lançar outras versões traduzidas para o português. “Primeiro queremos ver como vai ser a aceitação do público para então pensarmos em outros projetos nesse idioma”, ressalta o editor-chefe da editora Tsutomu Umesaki

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Dec 27 2007

Idioma japonês pode abrir portas para o futuro

Published by Samantha under educação, nihongo

do ipcdigital.com

Brasileiros se preparam para fazer o teste de proficiência do idioma japonês e conquistar o sonhado diploma

O Teste de Proficiência em Língua Japonesa, organizado pela Japan Educational Exchanges and Service (http://www.jees.or.jp/jlpt/en/index.htm), acontece no próximo domingo (2). O teste, chamado em japonês de Nihongo Nooryoku Shiken, é realizado uma vez a cada ano, dentro e fora do Japão. Este ano, a 23ª edição do teste será realizada em 46 países e mais de 127 cidades. No Japão, 37 cidades de 20 províncias servirão como locais de prova. Todos os anos, cresce o número de candidatos que prestam o exame, que visa avaliar a capacitação do candidato em língua japonesa de três formas: no domínio de vocabulário e ideogramas (moji / goi), compreensão auditiva (chookai) e leitura, interpretação de texto e gramática (dokkai / bunpoo).

Portadores de deficiência física, auditiva ou mesmo visual, também podem fazer a prova. Para eles, são feitas algumas adaptações, como ampliação da prova em até 141% para os que possuem deficiência visual parcial, extensão no tempo de duração da prova para os deficientes físicos e até prova em braile para os candidatos com problemas de visão.

O certificado

Obter o diploma do teste de proficiência é mais do que simplesmente um certificado. A aprovação é válida para atestar o nível de conhecimento que uma pessoa tem da língua japonesa, sem ter que expressar em porcentagem, como é comum em classificados de emprego.

“Para procurar emprego vai ser bom”, disse Erick Mazer Yamashita, 18, que resolveu parar de trabalhar para se dedicar ao estudo do idioma. O brasileiro que vive em Yokohama (Kanagawa) quer trabalhar com design gráfico. Ele vai prestar o nível 1, o mais difícil. “Prestar o nível 1 é um desafio e quero ver o quanto eu sei”, comentou. Yamashita estuda todos dias. “Kanji, eu pratico escrevendo várias vezes”, revelou. Para leitura, ele confessa utilizar métodos nada ortodoxos. “Aprendo muita coisa jogando videogame”, confessa. “Também gosto de ficar lendo as propagandas no trem”, completa.

O diploma vai ser útil para outro brasileiro. Fhabio Locatelli Jarno, 23, se formou em design gráfico e já trabalha em uma empresa de mangá, mas segundo ele, ter o certificado do teste de proficiência é bom para constar no currículo. “Quero continuar estudando e trabalhar em uma empresa maior um dia”, disse. “Quem sabe uma Gibli (produtora de clássicos desenhos animados japoneses como Tonari no Totoro)”, sonha.

Saiba mais:

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