May 5

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, visita hoje às 14h, o prédio do antigo Colégio Campos Salles, no bairro da Liberdade, em São Paulo. Lá será instalado o “Museu da Arte Moderna Nipo-Brasileira Manabu Mabe”. O projeto para criação do Museu foi apresentado ao Ministério do Turismo pelo deputado federal Walter Ihoshi. E agora o Ministério do Turismo estuda a proposta de apoio à iniciativa, tendo em vista que congrega as culturas brasileira e japonesa, em pleno Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. O projeto já tem o patrocínio da Nossa Caixa, Standard Bank, Companhia Energética de São Paulo (CESP) e ABC Brasil (Arab Banking Corporation), por meio da Lei Rouanet, de incentivo à cultura.

A restauração do Colégio Campos Salles, para se transformar no Museu Manabu Mabe, teve início em 2006. A obra tem por objetivo devolver ao prédio as características do estilo eclético Liberty, que tinha quando foi construído, em 1911, pelo arquiteto italiano Giovanni Batista Bianchi.

Manabu Mabe (1924-1997) foi um destacado artista plástico. Com 10 anos, imigrou com a família do Japão para o Brasil. Começou a pintar aos 18. E, aos 35 anos de idade, em 1959, recebeu, durante a V Bienal de São Paulo, o Prêmio de Melhor Pintor Nacional das mãos do Presidente Juscelino Kubitschek. A partir de então, Mabe foi muitas vezes homenageado, inclusive com o Prêmio Braun, na I Bienal de Jovens de Paris.

Suas obras estão expostas em importantes espaços no Brasil e no exterior, como, por exemplo, no MASP, MAM-SP, Museu de Arte Contemporânea da USP, Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAM-RJ, Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. E no The Museum of Contemporany Art, em Boston, e Walker Art Center, Minneapolis, nos Estados Unidos. No Japão, há obras expostas no The National Museun of Art, em Kioto, no The Kumamoto Museun of Art, em Kumamoto, e The National Museun of Art, em Osaka, entre outros.

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Mar 6


Abril no Centenário da Imigração Japonesa | Agenda | Tokyogaqui leva butô, culinária e o Japão pop para a Paulista

Kunihiko Hataseb/Divulgação
O grupo japonês Yubiwa Hotel

Durante oito semanas, o projeto “Tokyogaqui”, que abre no dia 15 de março, no Sesc Avenida Paulista, traz ao público elementos da tradição, do pop, do consumo e da arte contemporânea japonesas por meio de performances, instalações, danças e debates. A proposta é mostrar diferentes imagens da capital japonesa na cidade São Paulo. Os eventos acontecem em três andares do prédio e vão até o dia 4 de maio.

No espaço “Tradição pop”, no quinto andar do prédio, os visitantes poderão conhecer as culturas tradicional e pop japonesas, suas conexões e distanciamentos. Grupos contemporâneos japoneses, como o Yubiwa Hotel (15, 16, 18 e 19 de março), e artistas brasileiros, como Letícia Sekito (22 e 23 de março) e Elisa Ohtake (29 e 30 de março), mostram seus trabalhos nesse espaço. Ali também haverá exposições de mangás, filmes, games e ikebanas digitais, além de apresentações de teatro nô e kabuki e da dança parapara (ritmo nascido no Japão, que se assemelha ao movimento disco).
O nono andar, batizado de “Ohno 101+Kusuno”, faz homenagem à dança butô, aos 101 anos do mestre Kazuo Ohno e ao coreógrafo Takao Kusuno, introdutor do butô no Brasil. Em um espaço de sombras e chão irregular, que obriga o visitante a caminhar devagar e com atenção, atores brasileiros percorrem o espaço como fantasmas, emergindo da penumbra. Dentre as apresentações, destaque para o espetáculo “Kuu”, de Yoshito Ono (filho de Kazuo) (15 e 16 de março), e “Foi Carmem”, com Emilie Sugai (22 e 23 de março).
Um Bia Gaden (“beer garden”) será montado no último andar do prédio. A idéia é reproduzir os “jardins de cerveja” que os japoneses costumam freqüentar no verão para beber, cantar e se divertir. Ainda no decorrer do projeto “Tokyogaqui”, o andar vai revelar alguns segredos do bairro da Liberdade, como doces de casamento fabricados artesanalmente, esculturas gastronômicas, design de alimentos e embalagens. Tudo para pontuar e ressaltar a importância e o universo da comida japonesa.
Também estão previstos shows com a funkeira japonesa Tigarah e espetáculos da bailarina de kabuki Heidi Durning, mas estes ainda aguardam confirmação.

Serviço:

  • Tokyogaqui
  • 0nde: Unidade Provisória SESC Avenida Paulista
  • endereço: Avenida Paulista, 119 – Estação Brigadeiro – São Paulo
  • quando: De 15 de março a 4 de maio. A bilheteria funciona de terça a sexta-feira, das 9h às 22h; sábados domingos e feriados, das 10h às 19h
  • quanto: O valor muda de acordo com a apresentação
  • contato:Tel.: (11) 3179-3700

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Mar 4
Urashima Taro
icon1 Samantha | icon2 cultura, livro, teatro | icon4 03 4th, 2008| icon3No Comments »

Acabo de ver que a historinha do Urashima Taro está sendo apresentada no Sesc Ipiranga. Esta história, como outras muito tradicionais da cultura japonesa, me foram contadas e cantadas (cantadas mesmo, com palmas de lado, bem japonesinhas) pela minha Batian, na sala de casa, com todos sentadinhos em volta dela no chão. Ai, que saudade!
Para ajudar, Enzo adora esta história. Minha sogra, muito atenciosa, presenteou-o com um livro do Urashima Taro há alguns anos.
Olhe, os dois videos do youtube que achei com uma paródia da historinha que fala da saudade que o pescador sentiu da sua terra e o fez abandonar o reino submerso no qual vivia feliz.


Abril no Centenário da Imigração Japonesa | Agenda | Cia. Pé no Canto conta a história do pescador Urashima Taro
Cia. Pé no Canto conta a história do pescador Urashima Taro

Os conceitos e valores universais encontrados na clássica história japonesa do pescador que viaja nas costas de uma tartaruga foi o ponto de partida para a Cia. Pé no Canto, da Cooperativa Paulista de Teatro, montar a peça “As Aventuras de Urashima Taro – Uma História do Pescador” com música ao vivo, máscaras, bonecos e ilusionismo.

O grupo recebeu prêmio PAC (Programa de Apoio à Cultura) de projetos inéditos da Secretaria de Estado da Cultura em 2007. A peça estra em cartaz no SESC Ipiranga, em São Paulo, do dia 2 de março a 27 de abril.

O espetáculo é baseado na história de um jovem pescador chamado Urashima Taro, que ganha uma aventura mágica ao tomar uma atitude que mostra simpatia e responsabilidade – no caso, ele salva uma tartaruga. Ele é então levado ao fundo do mar, para os domínios da Princesa Dragão. Ali, toma um lanchinho com a soberana e acaba estendendo a visita por mais tempo do que deveria.
Após um período de experimentações, o pescador lembra-se da vila onde vivia e, especialmente, da mãe. Resolve, então, retornar para contar as novidades e avisar que voltaria ao mar. Mas Urashima Taro, agora um homem, assusta-se ao descobrir que, enquanto estivera fora, 300 anos haviam se passado na terra.
O SESC Ipiranga fica na rua Bom Pastor, 822, Ipiranga, São Paulo. A censura é livre e a peça tem duração de 50 minutos.

Serviço

  • As Aventuras de Urashima Taro – Uma História de Pescador
  • Onde: Sesc Ipiranga
  • Endereço: R. Bom Pastor, 822, Ipiranga, São Paulo (SP)
  • Quando: De 2 de março a 27 de abril. Aos domingos, às 16h
  • Quanto: R$ 3 (trabalhador no comércio e serviços matriculados e dependentes), R$ 4,50 (usuário matriculado, estudante e 3° idade) e R$ 9 (outros)
  • Contato: Tel.: (11) 3340-2000 ou 0800-118220
  • Site: www.sescsp.org.br

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Mar 4

chirashi, kokeshiSe não fosse a Herika, do °o.O Fragmentos O.o°, eu teria esquecido completamente do Hina Matsuri. E adoro este festival, apesar de não ter tido uma “herdeira” para minhas bonecas!

O festival das bonecas ou das meninas, como também é chamada a data, é celebrada no dia 3 de março. Como cheguei no Japão no dia 06 de fevereiro, foi a primeira data comemorativa que acompanhei, ainda muito perdida e super curiosa. Lembro nitidamente de um altar (hinadan) de bonecas (hinaningyo) da Hello Kitty que vi à venda no Jusco e até hoje tenho arrependimento de não ter comprado - na época eu pensava que seria para uma filha. Teria sido igual ao meu kimono (presente da Batian quando eu era bebê) que guardei e também não tem herdeira.
Bom, neste dia, as bonecas são dispostas na casa junto com flores de pessegueiro, repetindo a idéia nascida de um costume chinês (sempre os chineses a criar e os japoneses a aprimorar e popularizar a cultura, mas isso é outro papo). A tradição chinesa dizia que a má sorte era transferida para as bonecas e os donos podiam se livrar da má sorte largando as bonecas no rio. A Renata Shimura contou esta história no post dela. E a Chiaki, do Blog da Redação (do Abril no Centenário da Imigração) lembrou que as bonequinhas do Hinamatsuri tomam vida no filme Sonhos, de Akira Kurosawa. Eu falei sobre meu carinho por este filme no post Sonhos (Yume) de Hinamatsuri.

“Depois do dia de Hina matsuri, os pais têm que levar as bonecas o mais longe possível, porque a tradição diz que se não fizerem isso, suas filhas não serão capazes de se casar ou se casarão bem tarde.” (Leia todo o post aqui)

No Hina Matsuri soma-se sake adocicado e come-se chirashi sushi, como o da imagem ao lado, do post chirashi for hina-matsuri.
No Jornal Tudo Bem soube que alunos da Universidade de Aichi foram até a escola Alegria de Saber de Toyohashi mostrar às crianças brasileiras como é o Hina Matsuri. Lá tem fotos do encontro.

Para completar, colo abaixo parte do post da Herika sobre o tema e deixo o convite para conhecerem o blog dela. :)

Hina matsuri e ano bissexto
Hinadan
Comemorado no terceiro dia do terceiro mês do ano, o Hina Matsuri simboliza o dia das meninas. E como é época das flores do pessegueiro desabrocharem também é conhecido como Momo no Sekku (Festival do Pêssego).
É montada uma plataforma no formato de escada coberta com pano vermelho onde são colocadas bonecas, as Hina Ningyo vestidas com roupas da corte do Perído Heian

(794-1185), representando o imperador (Odairisama), a imperatriz (Ohinasama), 3 senhoras da corte (San’nin Kanjo) e 5 músicos (Go’nin Bayashi). Também são dispostos miniaturas diversas (ferramentas, carruagens, etc), 2 ministros (Zuishin), 3 servos (Eji), flores de cerejeira, de pessegueiro, comida (Hina arare e Hishimochi) e Shirozake (sake não alcoólico feito a partir do arroz fermentado podendo ser consumido por crianças).

Leia mais aqui.

Outras vozes, mesmo tema:

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Feb 23

Creio que os nikkeis que têm relacionamento mais íntimo com os dekasseguis ou que ainda têm Batian e Ditian ouviram falar da novela Haru e Natsu, produzida pela NHK. De Hashida Sugako, conhecida por aqui (na comunidade nikkei) pela novela “Oshin”, foi transmitida por aqui no programa Imagens do Japão nos anos 1980.
Minha expectativa com Haru e Natsu é grande. Duas pessoas já me ofereceram para emprestar o Dvix e as inúmeras gravações me chamaram atenção. Pois agora não tenho mais a desculpa da falta de legenda para acompanhar esta história de duas irmãs que foram separadas pela migração e que usaram correspondência como forma de extravasar os sentimentos e tentativa de reduzir a distância. A história me lembra muito minha Batian que manteve (com sucesso) contato com uma prima por toda a sua vida brasileira - ela veio ao Brasil com 14 anos e faleceu aos 84 - e através de suas cartas e fotos podemos reunir a história de gerações dos descendentes das famílias Sudô (como se grafou no Brasil) e Sutou (como se grafa romanizado lá).
O Alexandre Sakai aproveitou o ensejo e fez um texto em homenagem a Haru, Natsu e Rosa Miyake, vale a pena conferir e relembrar.
(foi no blog dele, Armazén 14, que vi este trailler do youtube. Arigatô)


Band exibe superprodução da NHK e inicia comemorações do Centenário da Imigração Japonesa

A minissérie gravada em alta definição conta a história de duas irmãs separadas na infância. Saga é exemplo de drama real vivido por muitas famílias no inicio da imigração japonesa.

No ano do centenário da Imigração Japonesa a Band exibe Haru e Natsu - As cartas que não chegaram, uma superprodução da NHK, maior emissora de tv do Japão. A minissérie gravada em alta definição (HD) no Brasil e no Japão conta a história de duas irmãs separadas na infância por uma fatalidade: no porto de Kobe, no momento do embarque para o Brasil, um exame médico revela que Natsu está com tracoma ocular, o que a impede de viajar. Assim, a família Takakura, que foge da fome na província de Hokkaido, é obrigada a embarcar sem a filha caçula. Mesmo contrariada, Haru, a mais velha, segue com os pais rumo a um país desconhecido, e as duas irmãs se despedem às lágrimas, com a promessa de se reencontrarem. O ano é 1934 e marca o início de um drama que só teria um desfecho quase sete décadas depois.

Grande parte das cenas gravadas no Brasil tiveram como cenário uma fazenda de Campinas, no interior do Estado. A minissérie mostra as dificuldades que os primeiros imigrantes japoneses enfrentaram ao desembarcar em terras brasileiras. Todos vinham movidos pelo sonho de ganhar dinheiro e voltar alguns anos mais tarde para a terra natal com boa situação financeira, já que as lavouras de café pereciam promissoras.
Mas, ao chegar ao Brasil, a realidade era completamente diferente. A colheita era escassa, as despesas maiores que a renda, as moradias precárias e havia o preconceito em razão das diferenças culturais.

“A imigração japonesa produziu muitas histórias dramáticas e emocionantes como a retratada na minissérie. Haru e Natsu é especial porque pela primeira vez na tevê aberta o público poderá conhecer de perto a saga dessas famílias. Com a exibição dessa produção, a Band celebra a importante parceria iniciada há cem anos entre os dois países”, afirma Elisabetta Zenatti, diretora de programação e artístico da Band.

Haru e Natsu reproduz o drama vivido por muitas famílias separadas pela imigração: Haru Takakura, a irmã mais velha, cumpre o destino de milhares de japoneses que vieram ao Brasil em busca de uma vida melhor. Trabalha em plantações de café e se habitua ao cotidiano das colônias. Mas apesar das privações no país distante de sua terra natal, se mantém rodeada pela família.
Enquanto isso no Japão, a solitária Natsu enfrenta as privações da guerra, presencia a reconstrução de seu país e vive a fase de crescimento econômico, se transformando em empresária de sucesso. Houve uma tentativa de contato. Por vários anos as irmãs escrevem cartas que nunca chegaram ao seu destino final, selando de vez a separação. Setenta anos depois, Haru finalmente consegue dinheiro para voltar ao Japão e tenta uma difícil reaproximação com sua irmã.

“O romance mostra o contraste entre uma mulher dentro de uma grande família e uma mulher solitária. Eu achei que escrevendo sobre o longínquo Brasil, poderíamos ter uma visão melhor do Japão”, afirma a autora da minissérie, Sugato Hashida, de 80 anos e uma das mais renomadas roteiristas de teledramaturgia do Japão.

  • HARU E NATSU ESTRÉIA DIA 25/02, ÀS 22h, NA TELA DA BAND. A minissérie será exibida em oito capítulos.

Sobre NHK
Com 83 anos de existência, a NHK (Japan Broadcasting Corporation) é uma das mais antigas emissoras orientais é também a maior televisão japonesa. Líder em novas tecnologias, transmite 80% de sua programação em alta definição (HDTV system). A NHK tem desenvolvido pesquisas avançadas como a Super Hi-Vision, um sistema de ultradefinição com resolução 16 vezes melhor que o sistema HDTV.

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Feb 21

Li no blog Identidade Própria sobre esta homenagem de Teatro no Sesc e posto abaixo o texto da produtora Francys Oliva.

JAPÃO-BRASIL 100 ANOS Teatro de Bonecos - Yukiza
SESC Consolação - Dia(s) 27/02, 28/02
Quarta, às 17 e 21h. Quinta, às 21h.

O teatro de bonecos de Edo, grupo Yukiza, foi fundado por Yuki Magosaburo, durante a era Edo, em 1635 e sua história vem se estendendo por mais de 370 anos. Yukiza é o único grupo de teatro de marionetes de tradição no Japão designado Patrimônio Cultural Intangível do Governo Metropolitano de Tóquio e reconhecido como Patrimônio Folclórico Cultural. Espetáculos: Shinpan Utazaimon Nozakimura no Dan (A vila Nozaki) (60min) e Tsuna-Yakata (casa de Tsuna) (30 min).

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Feb 18
Um recado no meu perfil do site Abril no Centenário da Imigração me levou ao site Imigração Japonesa. Muito interessante, com informações de interesse da comunidade. Uma delas me chamou atenção de imediato:
Lançamento de livro com história da Imgiração Japonesa em mangá. Infelizmente o site não está bem atualizado, a nota que divulgo abaixo diz que o lançamento seria em novembro de 2007 e na página inicial do site está 19/03/2008. Farei contato para me certificar e depois faço update aqui.

O movimento imigratório de japoneses para o Brasil começou em 1908, com a chegada ao Porto de Santos do navio Kasato Maru. De Santos até a hospedaria dos imigrantes, no Brás, o transporte dos imigrantes foi feito de trem. Depois de alguns dias, os imigrantes, divididos em grupos, foram levados para as fazendas de café.
Com a comida totalmente diferente, sem entender o idioma, e principalmente, sem ganhar o que esperavam, os imigrantes passaram por muitas dificuldades. Alguns fugiram das fazendas sem condições de cumprirem os contratos e se dirigiram para as grandes cidades. Depois chegou a Segunda Guerra Mundial, e a situação ficou ainda mais difícil pelas leis restritivas adotadas pelo Brasil.
Para contar essa história de luta e perseverança, que também é uma parte da história do Brasil, está em edição o livro “Banzai – A História da Imigração Japonesa em Manga”.
A publicação, que é uma iniciativa da Associação Cultural e Esportiva Saúde, faz parte das atividades comemorativas do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, e conta com o apoio da Fundação Kunito Miyasaka. Coordenado e preparado pelo jornalista Francisco Noriyuki Sato, também autor de História do Japão em Mangá, o trabalho foi revisado por uma equipe liderada pelo professor da USP, dr. Masato Ninomiya.
O veterano desenhista Julio Shimamoto cuidou dos desenhos. O interessante é
que todos os envolvidos têm forte ligação com a história que foi escrita e viveram parte de suas vidas na comunidade japonesa de alguma região do País. “Essas experiências pessoais enriqueceram muito a história, principalmente nos
detalhes”, conta Sato. O livro, que contou ainda com o auxílio de outro veterano, Paulo Fukue, e do carioca Adauto Silva, deverá ser lançado em novembro
deste ano.

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Feb 15

Valentine´s Day é uma das datas “estrangeiras” comemoradas com mais entusiasmo no Japão. O calendário japonês tem feriados bem diferentes dos nossos porque tem outra cultura e não é permeada de datas cristãs, mas o dia de São Valentino se tornou uma data simbólica para mostrar sua gratidão (ô coisa japonesa, não? Até imagino a pessoa curvada falando “arigatô gozaimasu”) e eventualmente seus sentimentos.

Mas lá, mais do que dia de dar presentes, é dia do chocolate. Como não tem Páscoa (data cristã, não é feriado), São Valentino acaba sendo um Coelhinho. Um não, dois. Explico: nesta data as moças oferecem chocolate aos rapazes. Se o homem corresponder ao sentimento, seja ele de gratidão, amor ou dever (já explico abaixo), ele retribui com chocolates brancos um mês depois, no dia 14 de março, o White Day.

As lojas ficam cheias de chocolates de todos os preços, com enfeites de corações, como mostro acima. Não é feriado e, como acontece no nosso Dia dos Namorados, há quem discuta a data afirmando que é só comercial. Ainda assim, as mulheres se esmeram e há muitos programas de TV para ensinar a preparar o chocolate caseiro (tezukuri), que é o melhor presente de Valentine’s Day, o que eu acho lindo, porque o que fazemos pessoalmente tem um valor - e um amor - sem medida. Priceless.

Mas a data é nova e comercial sim. Foi introduzida no Japão em 1958, por uma companhia de doces e confeitos. Baseia-se em uma história que se passa no século III, quando São Valentim foi condenado à morte, por contrariar o imperador romano Claudius III, que proibiu os casamentos imaginando que assim os homens se alistariam com mais facilidade (muitos temiam por suas famílias e escolhiam não se alistar, óbvio). São Valentim, contrariou a lei, realizou vários casamentos secretos, foi preso e acabou também encontrando o amor, casando-se em segredo com uma moça cega a quem ele curara.

No Valentine’s Day japonês as moças oferecem chocolate para o namorado (marido), e os homens para quem sintam que devem mostrar gratidão ou dever (giri), como os chefes, colegas de trabalho, veteranos (senpais), amigos (será que irmão também? Eu ofereceria!). Interessante que, organizados e metódicos como só eles conseguem ser, até nisto colocaram um significado e valor intrínseco, que deixa clara a atitude (vejam bem, claro para quem tem sensibilidade para notar). Se o dever for pequeno (risos), para os colegas comuns de trabalho, pode ser chocolate simples, os de 100 yen (menos de 1 dolar) e a qualidade do chocolate vai melhorando conforme a importância da pessoa. A educação e o machismo definem se os colegas de trabalho retribuem ou não o “giri choco” (chocolate que é dado por dever, sem ser uma pessoa importante para a moça).

Achei um vídeo do youtube que explica os “obligatory chocolates” e “heartfelt chocolates” melhor:

Como eu trabalhei lá mais no meio de mulheres (na época da fábrica) ou de brasileiros (no jornal), não tive este “giri choco”, até porque o Gui não dava muita brecha para os caras… risos! Mas é uma tradição engraçadinha e levanta o ânimo em pleno inverno. Como disse a Karina, do Meu Japão é assim, “ninguém fica tristinho”, mas as moças tomam o cuidado de escrever “giri” no chocolate que é oferecido por obrigação, para não dar margem a interpretações equivocadas!


Outras visões do Valentine’s Day japonês:

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Feb 3

Não assisti ao vivo nem na TV, porque sinceramente não sou muito fã de carnaval, mas encontrei agora no youtube imagens do desfile que homenageou o centenário da imigração. Posto abaixo:

Primeira parte

Segunda parte

No site da Globo.com tem uma matéria interessante, com direito a vídeo bem editado, mas só é possível assistir lá. O texto, no entanto, eu colo aqui:

(colagem sobre fotos de Marcos Ribolli, do site G1)

Com desfile imponente, Vila Maria homenageia imigração japonesa Escola levou para avenida carro em formato de samurai. Cores fortes e roupas feitas com tecidos vindos do Japão foram apresentados.
Isabela Noronha e Luísa Brito Do G1, em São Paulo

O mistério e a beleza da cultura japonesa foram mostrados em uma explosão de cores e brilho pela Unidos de Vila Maria, terceira escola a desfilar na primeira noite do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo.

A escola, que terminou a apresentação em 62 minutos, fez uma homenagem ao centenário da imigração japonesa, com o enredo “Irashai-Mase [bem-vindo, em japonês], Milênios de Cultura e Sabedoria no Centenário da Imigração Japonesa”.

A Vila Maria levou para a avenida uma mistura de cores fortes e fantasias cheias de detalhes, feitas com tecidos exclusivos vindos do Japão. Nem o presidente da escola, Paulo Sérgio Ferreira, escapou do traje japonês. Uma chuva de papel prateado fez o espetáculo visual ainda mais bonito.

Os 5 mil componentes entraram no Sambódromo do Anhembi com o rosto maquiado. O refrão “A bateria tá aí, vem ver” animou o público, que cantou junto com a escola. Uma chuva de papel prateado fez o espetáculo visual ainda mais bonito. Até o casal de mestre-sala e porta-bandeira, vestido com roupas com grandes plumas azuis, se apresentou com os rostos pintados.

Entre os destaques estava o carro alegórico em formato de um samurai. O abre-alas tinha uma imagem do tori, o portal sagrado da cultura oriental. Vários carros apresentavam bonecos que se movimentavam ao longo da avenida.

A escola foi tão atenta aos detalhes do desfile que até a pele dos tambores dos sambistas possuiam imagens de templos japoneses.

Outro trunfo da escola foi a rainha de bateria, Valeska Reis, de 22 anos, que também é a rainha do carnaval de São Paulo.

Caracterizado como uma gueixa, o drag queen Eudes tentava equilibrar a enorme “peruca” durante a concentração. “É uma roupa estilizada e desenhada para este carnaval”, explicou o carnavalesco da escola, Wagner Santos. Mas ele garantiu que a fantasia não é pesada. “É toda feita no strass e no arame vazado para não pesar”, disse.

Segunda colocada do Grupo Especial de 2007, a Unidos de Vila Maria traz para este desfile cinco carros alegóricos, número máximo permitido pela comissão julgadora. Cada um deles tem, em média, 50 metros de extensão. A exceção é o abre-alas, o maior carro levado ao Anhembi este ano, com 110 metros de comprimento.

Surpresa de madrinha

A madrinha de bateria da Unidos da Vila Maria, a dançarina japonesa Yuka Chan, de 36 anos, fez uma surpresa para o público.

Yuka estava vestida com um quimono e, quando a bateria recuou, ela tirou a roupa e ficou de biquíni. A dançarina mora em Taubaté, mas fica de quatro a cinco meses todos os anos no Japão. “Fiquei muito feliz em ter sido convidada porque gosto muito de samba e do Brasil”, disse.

Ela já desfilou sete vezes em escolas de samba do Rio de Janeiro e, em 2003, saiu pela Rosas de Ouro. Para o desfile da Vila Maria, ela disse estar “ansiosa, mas não nervosa”. A escola de samba tomou muito cuidado com os detalhes. Os integrantes da diretoria desfilam com blusas que imitam quimonos ou camisas de golas altas, no estilo japonês.

O carro abre-alas da Unidos da Vila Maria, chamado “Milênios de Cultura e Sabedoria”, foi dividido na chegada da escola à dispersão para não atrapalhar a saída dos componentes. Com 110 metros, o abre-alas da Vila Maria foi um dos maiores carros entre todas as escolas do Grupo Especial.

Os integrantes da escola correram para retirar quatro grandes bonecos do carro, que saiu da avenida com 34 minutos de desfile.
Com o fechamento dos portões, os integrantes da escola começaram a comemorar aos gritos de “é campeã, é campeã”. O presidente da escola, Paulo Sérgio Ferreira, o Serginho, também estava confiante no título. “Eu acho que é a favorita, os outros que corram atrás”, afirmou.

Com quase 4.900 componentes, a escola fez um rígido controle do tempo para não perder pontos por atraso. Ao longo do desfile, dez diretores de cronômetro marcavam o tempo e se comunicavam via rádio para que as alas evoluíssem no tempo correto.

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Nov 22

FUNDAÇÃO JAPÃO - Agenda

Edição do Saberes dos Sabores reúne gastronomia e arte

“Cores e Sabores” é a última palestra do ano de 2007 da série Saberes dos Sabores, composta de eventos que apresentaram os variados conhecimentos dos “sabores” vistos de forma múltipla, a partir de diferentes pontos de vista, propondo estabelecer um cruzamento entre áreas diversas como etiqueta, moda, história da imigração por meio de palestras, demonstrações, degustações e debates.


O professor e artista plástico Takashi Fukushima

Foto: Revista Made in Japan / Caio Kenji

Nessa palestra, a análise dos “sabores” será realizada pelo professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP) e artista plástico Takashi Fukushima, através da lente da estética, que perfaz uma “degustação visual”. Essa apresentação será realizada através da análise de pratos da culinária japonesa, especificamente da relação forma-conteúdo ou recipiente-alimento, utilizando os conceitos de linguagem, percepção e imagem. Essa relação será exemplificada através das cerâmicas de Kimi Nii, Silmara Watari e Shugo Izumi e gastronomia dos chefs Jun Sakamoto do restaurante do mesmo nome e Shin Koike, do Aizomê e Aun.

Prato do chef Shin Koike

Foto: Sandra Keika Fujishiro

Os chefs e as ceramistas também estarão presentes no evento para falar um pouco sobre a relação forma-conteúdo do ponto de vista artístico, não só de quem faz as delícias culinárias, mas também as belas formas que as agasalham. Não é de hoje que os japoneses são famosos pelo apuro estético e pelo rigor na composição plástica de uma produção, seja ela gastronômica, de arte ou de moda. Este evento é uma rara oportunidade para presenciar a união de artistas plásticos, ceramistas e de chefs de cozinha.


Prato do chef Jun Sakamoto

Foto: Sandra Keika Fujishiro

Serviço:
SABERES DOS SABORES
“Cores e Sabores”

Data: 11 de dezembro de 2007 (terça-feira)
Horário: 19h30
Local: Espaço Cultural Fundação Japão
Av. Paulista, 37- 1º andar - Jardins - São Paulo
Entrada gratuita
É necessário efetuar inscrição prévia.
Favor enviar nome completo e e-mail para: info@fjsp.org.br
Acesso para portadores de necessidades especiais

Participantes:
Takashi Fukushima (artista plástico e professor da FAU-USP)
Jun Sakamoto (chef do Restaurante Jun Sakamoto)
Shin Koike (chef do Restaurante Aizomê e Aun)
Kimi Nii (ceramista)
Silmara Watari (ceramista)
Shugo Izumi (ceramista)

Vagas: 100 lugares
Informações: (11) 3141-0110 / 3141-0843
Realização: Fundação Japão em São Paulo

Informações, fotos e contatos para imprensa:
Erico Marmiroli - (11) 9372 7774 / (11) 3865 0656 - erico.marmiroli@gmail.com
Sandra Keika Fujishiro - (11) 3141 0110 - kei@fjsp.org.br

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