May 9

O governo japonês foi obrigado a refazer moedas comemorativas do Centenário e até o dia 28 de maio é possível fazer reservas das moedas de ¥ 500 em homenagem ao Centenário da Imigração. As moedas especiais, estampadas com a imagem do navio Kasatomaru, fazem parte de um kit que contém outras seis moedas, de ¥ 1 a ¥ 500.

A Casa da Moeda do Japão está colocando à venda 142.000 kits, pelo preço de ¥ 2.400 cada e as reservas podem ser feitas por cartão-postal (hagaki). A moeda de ¥ 500 em homenagem ao Centenário da Imigração vai ser lançada oficialmente no dia 18 de junho. A partir desta data, será possível adquirir apenas a moeda comemorativa em bancos e agências dos correios em todo o país.

:: Como fazer a inscrição ::

Envie correspondência para:

  • T539-0049
  • Osaka-shiten
  • Japan Mint
  • Nippaku Kahei Set-gakari

Não esqueça de anexar seus dados:

  • Código postal
  • Endereço
  • Nome
  • Telefone

* Só será vendido um kit por pessoa e se os pedidos ultrapassarem o número de kits disponíveis, haverá sorteio.
* Os sorteados receberão um formulário para pagamento até início de junho.
*Informações: 050-5548-8686, das 8h às 21h, em japonês

Fonte: IPC

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May 1

Quando cheguei no Japão, apenas dois anos depois do terremoto de Kobe, um programa especial da IPC-Tv (que retransmitia Globo Internacional por lá)  me ensinou várias coisas sobre o que  devia fazer em caso de terremoto (jishin em japonês). Uma das providências que levei mais a sério foi ter um kit terremoto. Nunca usei o meu, mas dizem que manter este kit a mão pode garantir a sobrevivência até que a situação se normalize.

Confira alguns ítens essenciais para o kit-terremoto e monte o seu:

a) Velas
b) Rádio, com pilhas novas
c) Produtos alimentícios em conservas, como enlatados ou desidratados
d) Água, lembrando sempre de verificar a validade
e) Um cobertor impermeável
f) Um fogão portátil e desmontável
g) Uma caixa de primeiros-socorros (anestésico - band-aid, etc)
h) Uma corda resistente
i) Uma lanterna com pilhas novas
j) Cópias dos principais documentos (passaporte, registro de estrangeiro, etc)
h) Caderneta com os telefones de amigos e familiares (caso perca o acesso ao celular)
i) Moedas de 10 ienes (para usar o telefone público)
j) Uma sacola plástica (serve como balde no caso de ter que buscar água)
k) Filme plástico(na falta de água, se cobrir o prato ou o objeto que estiver comendo, poderá ser utilizado várias vezes)
l) Fósforos e isqueiro
m) Tesoura
n) Capa de chuva
o) Papel higiênico

Lembre-se ainda:
a) Caso tenha crianças acrescentar mamadeiras e fraldas descartáveis.
b) Caso haja idoso, acrescentar o que lhe for necessário, tal como remédios, fraldas, etc.

Supermercados e lojas do tipo Home-centers oferecem kits prontos ao preço médio de 10 mil ienes. Mas você pode preparar o seu, de acordo com sua preferência.

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Apr 21

mario_bros.jpg

Eu achei uma graça, mas a Claudia Midori, do Comidinhas, achou meio esquisito e postou dizendo:

Japonês faz cada coisa… Ontem a Regina passou para mim esse link! Claro que não ia perder a oportunidade de colocar aqui no Comidinhas essa coisa… nem sei como chamar esse bentô com a cara do Mario Bros!”

O que vocês acham?

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Apr 19

por Gilberto Yoshinaga


A professora Fátima elogia o esforço dos alunos japoneses nas aulas de português

Depois de um dia estafante de trabalho ou estudo, eles ainda arranjam tempo e disposição para, uma vez por semana, encarar uma sala de aula. São japoneses que, por motivos diferentes, se interessaram em aprender a língua portuguesa. O curso é ministrado em Yokkaichi (Mie) pela professora brasileira Fátima Sakakura.

Apesar de estarem em seu próprio país, boa parte destes japoneses resolveu aprender português por causa do freqüente contato com brasileiros no ambiente de trabalho. É o caso, por exemplo, da professora Aya Kajiura, que leciona no Sasagawa Danchi – conjunto habitacional onde residem milhares de brasileiros. “Nas ruas do Sasagawa é comum ouvir as pessoas conversando em português, porque há muitos brasileiros lá. Por isso, me interessei pelo idioma”, explica ela. “É um idioma difícil, mas pretendo me esforçar bastante nas aulas para poder conversar bem com os brasileiros.”

Iniciativa

A professora Fátima elogia a iniciativa dos alunos japoneses. “Este esforço deles serve de exemplo para os brasileiros que não se interessam em aprender japonês”, analisa ela, que é formada em Letras e começou a lecionar português para japoneses, como voluntária, há 15 anos. Nas explicações das aulas, ela mistura os dois idiomas. “Na verdade, é uma troca: enquanto ensino português a eles, eu também treino meu nihongo. A cada aula, eu ensino e aprendo bastante”, ressalta.

Fascínio pela cultura brasileira
Eu gosto muito de estudar sobre as culturas de vários povos e tenho um fascínio especial pela cultura brasileira. Isso porque o Brasil tem muita miscigenação, uma mistura interessante de várias raças. Por isso, resolvi aprender o idioma português. Gosto muito da música brasileira, com destaque para Azul, da cantora Gal Costa, e é muito legal poder entender a letra em seu idioma original. Ainda não conheço o Brasil, mas pretendo ir para lá um dia.
Naotoshi Mizutani, universitário, estuda português há mais de três anos

Fonte Jornal Tudo Bem

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Apr 9

Quando eu cheguei lá, há dez anos, uma notícia destas surpreenderia - e muito. Mas agora noto que está ficando comum… enfim, está acontecendo o fenômeno inverso dos nossos antepassados.

Mais brasileiros compram imóveis
Aumento do número de brasileiros que adquirem imóvel próprio estimula imobiliárias e construtoras a oferecerem produtos personalizados
por Gilberto Yoshinaga, de Aichi
Dekasseguis estão gastando mais para ter uma boa qualidade de vida, segundo Shinichiro Nakao, diretor de vendas de uma construtora em Aichi
Falta de perspectivas no Brasil, adaptação ao Japão, facilidade de financiamento e sensação de ‘desperdício’ ao pagar aluguel. Os motivos que levam brasileiros a comprar casa própria no Japão são diversos, mas o fato é que, nas províncias em que a concentração brasileira é mais representativa, este mercado não pára de crescer.
Em consulta a algumas construtoras japonesas, o jornal Tudo Bem traçou um perfil médio dos brasileiros que compram casas no Japão.
Na grande maioria dos casos, são famílias que estão no arquipélago há pelo menos cinco ou dez anos, e não pretendem retornar ao Brasil tão cedo. Ou, em alguns casos – que não são raros –, já decidiram fixar residência no arquipélago e retornar para o Brasil “apenas a passeio”.
A matéria completa está na edição 787 (impressa e vendida em territorio japonês) do jornal Tudo Bem.

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Feb 15

Valentine´s Day é uma das datas “estrangeiras” comemoradas com mais entusiasmo no Japão. O calendário japonês tem feriados bem diferentes dos nossos porque tem outra cultura e não é permeada de datas cristãs, mas o dia de São Valentino se tornou uma data simbólica para mostrar sua gratidão (ô coisa japonesa, não? Até imagino a pessoa curvada falando “arigatô gozaimasu”) e eventualmente seus sentimentos.

Mas lá, mais do que dia de dar presentes, é dia do chocolate. Como não tem Páscoa (data cristã, não é feriado), São Valentino acaba sendo um Coelhinho. Um não, dois. Explico: nesta data as moças oferecem chocolate aos rapazes. Se o homem corresponder ao sentimento, seja ele de gratidão, amor ou dever (já explico abaixo), ele retribui com chocolates brancos um mês depois, no dia 14 de março, o White Day.

As lojas ficam cheias de chocolates de todos os preços, com enfeites de corações, como mostro acima. Não é feriado e, como acontece no nosso Dia dos Namorados, há quem discuta a data afirmando que é só comercial. Ainda assim, as mulheres se esmeram e há muitos programas de TV para ensinar a preparar o chocolate caseiro (tezukuri), que é o melhor presente de Valentine’s Day, o que eu acho lindo, porque o que fazemos pessoalmente tem um valor - e um amor - sem medida. Priceless.

Mas a data é nova e comercial sim. Foi introduzida no Japão em 1958, por uma companhia de doces e confeitos. Baseia-se em uma história que se passa no século III, quando São Valentim foi condenado à morte, por contrariar o imperador romano Claudius III, que proibiu os casamentos imaginando que assim os homens se alistariam com mais facilidade (muitos temiam por suas famílias e escolhiam não se alistar, óbvio). São Valentim, contrariou a lei, realizou vários casamentos secretos, foi preso e acabou também encontrando o amor, casando-se em segredo com uma moça cega a quem ele curara.

No Valentine’s Day japonês as moças oferecem chocolate para o namorado (marido), e os homens para quem sintam que devem mostrar gratidão ou dever (giri), como os chefes, colegas de trabalho, veteranos (senpais), amigos (será que irmão também? Eu ofereceria!). Interessante que, organizados e metódicos como só eles conseguem ser, até nisto colocaram um significado e valor intrínseco, que deixa clara a atitude (vejam bem, claro para quem tem sensibilidade para notar). Se o dever for pequeno (risos), para os colegas comuns de trabalho, pode ser chocolate simples, os de 100 yen (menos de 1 dolar) e a qualidade do chocolate vai melhorando conforme a importância da pessoa. A educação e o machismo definem se os colegas de trabalho retribuem ou não o “giri choco” (chocolate que é dado por dever, sem ser uma pessoa importante para a moça).

Achei um vídeo do youtube que explica os “obligatory chocolates” e “heartfelt chocolates” melhor:

Como eu trabalhei lá mais no meio de mulheres (na época da fábrica) ou de brasileiros (no jornal), não tive este “giri choco”, até porque o Gui não dava muita brecha para os caras… risos! Mas é uma tradição engraçadinha e levanta o ânimo em pleno inverno. Como disse a Karina, do Meu Japão é assim, “ninguém fica tristinho”, mas as moças tomam o cuidado de escrever “giri” no chocolate que é oferecido por obrigação, para não dar margem a interpretações equivocadas!


Outras visões do Valentine’s Day japonês:

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Feb 15

Os Feriados Nacionais e Comemorações/CANAL HAMAMATSU

Feriados Nacionais

1° de Janeiro Ano Novo (Oshoogatsu) 3ª segunda feira do mês de Julho - Dia do Mar (Umi no hi)
2ª segunda-feira do mêsJaneiro Maioridade 3ª segunda feira do mês de Setembro - Dia dos idosos (Keiro no Hi)
11 de Fevereiro Fundação do Japão (Kenkoku kinenbi) feira do mês de Setembro - Dia dos idosos (Keiro no Hi) Equinócio de Outono (Shubun no Hi)
21 de Março (ou próximo) Equinócio da Primavera (Shumbun no hi) 2ª segunda-feira do mês de Outubro Dia do Esporte (Taiiku no Hi)
3 de Maio Dia da Constituição (Kenpo kinembi)
3 de Novembro Dia da Cultura (Bunka no Hi)
4 de Maio Feriado do Povo (Kokumim no Kyujitsu) 23 de Novembro Dia do Trabalhador (Kinrou Kansha no Hi)
5 de Maio Dia das Crianças (Kodomo no Hi)
23 de Dezembro Aniversário do Imperador (Tennou no Tanjoobi)

Datas Comemorativas


Ano Novo (Oshoogatsu) “Oshoogatsu” quer dizer Ano Novo, e é comemorado nos três primeiros dias ou na primeira semana do mês de Janeiro. A entrada da moradia é enfeitada de “Kadomatsu” (Arranjo feito com pedaço de bambu e pinheiro); “Shimekazari” (corda de palha trançada com enfeites de papel) e “Kagamimoti” (Omoti de Ano Novo em forma de espelho redondo).
No primeiro dia do mês de janeiro existe o hábito de visitar o templo para desejar felicidades e uma boa entrada de ano. Para as crianças, é dado uma mesada que é chamada de “Otoshidama” pela boa conduta e comportamento do ano que passou; não esquecendo também dos cartões de Ano Novo recebidos como cumprimento do Ano Novo.
Maioridade A 2ª segunda-feira do mês de janeiro é comemorada a “Maioridade” (Seijin no Hi) pelos jovens que estão completando 20 anos. A maioria das mulheres participa de “Kimono” na Cerimônia . Nesta data adquire-se o direito ao voto. E a partir de então é permitido fumar e beber bebidas alcoólicas.
Setsubum É o dia anterior ao primeiro dia da primavera (Rishun), de acordo com o calendário solar.Enter Na noite do dia 3 de fevereiro, as pessoas abrem as portas das moradias e gritam: “Oniwa soto” (Fora os demônios - azar, coisas ruins). “Fukuwa Uchi” (Bem vinda a felicidade - sorte, coisas boas)! Joga -se grãos de soja na entrada da casa e come-se a quantidade de grãos de soja conforme a idade da pessoa, desejando, assim, uma ano com muita saúde.
Festival das Bonecas
(3 de março)
É o dia do Festival das Bonecas, também chamado de Festival das Meninas. Neste dia é comemorada e desejada a felicidade futura das meninas. Nas moradias comemora-se expondo o conjunto de bonecas próprias , vestidas com trajes tradicionais, juntamente com flores de pêssego, a bebida chamada “Shirozake” feita de arroz fermentada ,“Hinarare” e “Hishimochi” que fazem parte da tradição neste dia.
Início da Primavera
(Haru no Higan)
Comemora-se no dia 21 de março ou em data próxima. Conforme o calendário, neste dia, o período do dia e o período da noite são iguais. Três dias antes do “Shunbum no Hi” e três dias depois, em um total de 7 dias, é chamado de Equinócio da Primavera (Haru no Higan).

Higan

“Higan” significa, na religião Budista, o “outro lado”. Neste período, os espíritos dos ancestrais retornam para visitar os familiares. É tradicional a presença do sutra na cerimônia das residências e a visita ao túmulo familiar.
Dia das crianças 5 de Maio. No dia das crianças é comemorado e desejado que o menino da família se desenvolva com bastante saúde e cresça forte. Nas moradias comemora-se expondo o conjunto de bonecos próprios, vestidos com trajes tradicionais e para espantar os males colocam flores de Shoubu. No quintal das casas são colocados os mastros com peixes (carpas) de pano chamado “Koi Nobori” e faz parte da tradição comer doce de “Chimaki e Kashiwamochi” neste dia.
Festival das Estrelas
(Tanabata)
O Comemorado no dia 7 de julho, Festival das Estrelas é uma combinação da tradição chinesa com a japonesa. O festival comemora a lenda do encontro de uma vez por ano de duas estrelas apaixonadas, o “Kengyu” e a “Shokujo”, que foram separados pelo lago Amanogawa. No quintal é colocado um galho de bambu e para enfeitá-lo são pendurados papéis coloridos em cinco cores onde são escritos os pedidos e poemas. Na cidade de Sendai e Hiratsuka é comemorado o grandioso Festival de Tanabata.
A admiração da Beleza da Lua Comemora-se a noite de lua cheia decorando o local com gramínia japonesa. Oferece-se o saquê (bebida alcoólica) e Dangô (doce japonês) para a lua e curte-se a noite de outono.
Equinócio de Outono 23 de setembro ou data próxima. Nesse dia ou durante esse período, muitas pessoas visitam o túmulo da família.
Dia do Esporte 2ª segunda-feira do mês de Outubro. Comemora-se as Olimpíadas de Tokyo realizadas em 1964. Tem o objetivo de criar simpatia e motivação ao esporte com muita saúde.
A Festa dos Meninos e da Meninas
(Hiti·Go·Sam)
Comemora-se no dia 15 de novembro os sete, cinco e três anos de idade. É comemorado no ano em que os meninos comemoram três e cinco anos, e meninas três e sete anos de idade. Os pais vestem as crianças com trajes tradicionais ou ocidentais e visitam o templo para rezar, desejando a felicidade dos filhos. Estes três números são considerados os números da sorte no Japão.
O Último dia do Ano No último dia do Ano, faz-se a limpeza geral da moradia, para receber o Dia do Ano Novo. Quando bater as 24 horas em ponto soam as badaladas de sino, em um total de 108 badaladas. Segundo o Budismo, as badaladas servem pra expulsar os “108 desejos maus” que todos nós temos.

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Feb 3

Triste, muito triste!


Dekassegui morre asfixiado em fábrica - Jornal Tudo Bem

04.02.2008

O brasileiro Nelson Yataka Kawatake morreu asfixiado em um acidente de trabalho no Japão. O incidente, que ocorreu em meados de janeiro, se deu porque a roupa do operário ficou presa a pregos expostos em uma máquina rotativa de papel, que, então, o puxou.

João Roberto, filho de Kawatake, chegou sexta-feira 25 com as cinzas do pai, em Monte Sião, a 480 km a sudoeste de Belo Horizonte. O enterro foi feito no local, cidade natal da vítima.
Katawake morava no arquipélago havia 17 anos. Ele era filho de pais japoneses e tinha 13 irmãos. Deles, oito foram para o país dos seus ascendentes para trabalhar.

De acordo com a família, o brasileiro planejava voltar definitivamente ao Brasil dentro de dois meses. Ele tinha como objetivo usar o dinheiro que acumulou no Japão para cuidar de uma lavoura de café.

Perícia
O acidente ocorreu na noite do dia 24, na fábrica de papéis Sanko, localizada na cidade de Fuji (Shizuoka). Como o brasileiro estava sozinho no local, não se sabe exatamente como se deu a morte. Perícia realizada determinou o fato como acidente de trabalho. Com isso, mulher e quatro filhos deixados por ele terão direito a indenização.

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Jan 31

Imposto vira requisito para renovar visto no Japão
Jornal Tudo Bem

Imposto vira requisito para renovar visto no Japão

Inadimplentes não poderão ficar no arquipélago japonês a não ser que paguem os tributos e obtenham o comprovante de pagamento do imposto residencial

por Claudio Endo, de Shizuoka

19.01.2008

Além de apresentar um atestado de antecedentes criminais, o Japão criou mais um requisito para conceder a renovação de vistos de nikkeis e seus cônjuges. Agora, é preciso anexar aos documentos o comprovante de pagamento do imposto residencial (kazei shoumeisho), tanto para nissei, quanto para sansei. Até então, esse comprovante era exigido apenas do sansei que entrava com pedido de visto permanente.

A idéia de vincular o pagamento do imposto residencial (juuminzei) à concessão do visto partiu do governo de Shizuoka, que em 2006 levou uma proposta ao Ministério da Justiça. Foi sugerida uma alteração na Lei de Imigração, tornando obrigatória a apresentação do comprovante – não apenas em Shizuoka, mas em todo o arquipélago. O governo central, então, decidiu acatar o pedido.

Com essa medida, o Japão quer reduzir o número de inadimplentes estrangeiros. Segundo um levantamento da província de Shizuoka, em algumas cidades como Kikugawa, Kosai, Omaezaki, Kakegawa e Arai a proporção de estrangeiros que devem imposto residencial fica entre os 30% e 50%, em relação ao número total, incluindo japoneses.

Segundo Kouzou Suzuki, chefe do setor de impostos da prefeitura de Hamamatsu (Shizuoka), os estrangeiros da cidade deixam de pagar por ano cerca de 300 milhões de ienes e o índice de inadimplência chega a 44%, sendo que a maioria do grupo de devedores é formada por brasileiros.

O imposto residencial e o sobre veículos (jidoushazei), excluindo os de placa amarela, são de responsabilidade da província. No juuminzei, uma parte da arrecadação é absorvida pelo município. Nos últimos anos, o governo tem feito várias campanhas para incentivar o pagamento dos impostos, mas elas limitam-se aos japoneses, já que muitos estrangeiros não compreendem o idioma. A saída encontrada foi a reforma na lei.

Para Suzuki, a nova medida contribui para a diminuição do índice de inadimplência. Porém, muitos estrangeiros já contam com o visto permanente e estes, teoricamente, não são afetados. Segundo a prefeitura, dos 19.473 brasileiros registrados, 6.918 têm visto permanente e 12.198 contam com visto de longa permanência, dependendo da renovação periódica.

Emitido pelos municípios, o kazei shoumeisho custa, em Hamamatsu, 350 ienes e pode ser solicitado nas sub-prefeituras. Para fazer o pedido de terceiros, é preciso ter uma procuração, cujo formulário está disponível na prefeitura. As pessoas que têm o imposto residencial descontado do salário devem solicitar o hikazei shoumeisho, comprovando que estão em dia com os tributos.

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Jan 17

O tema já foi discutido amplamente no início de 2007, mas nada efetivo aconteceu. Agora volta à baila o tema da exigência do domínio da língua japonesa para tirar e renovar o visto e, segundo matéria do Jornal Tudo Bem que posto abaixo, a decisão será anunciada ainda neste ano. O jornal prometia matéria completa na sua edição impressa lançada no dia 18/01 no Japão.

Governo planeja exigir nihongo para visto
Está sendo estudada a exigência do domínio da língua japonesa para tirar e renovar visto; decisão será anunciada ainda neste ano
por Cláudia Emi, de Tokyo

Um pronunciamento na TV feito terça-feira 15 pelo ministro das Relações Exteriores japonês, Masahiko Komura, ressuscitou um assunto que a comunidade brasileira pensava estar enterrado: o domínio da língua japonesa como um dos itens obrigatórios para se obter e renovar o visto de longa permanência no Japão.

Em 2006, o arquipélago contava com mais de 312 mil brasileiros. Desses, 234 mil seriam afetados com a mudança – número de portadores do visto de longa permanência. A alteração refletiria no mercado de trabalho e na contratação de mão-de-obra brasileira no Japão, além de novos dekasseguis no Brasil.

O grupo que estudará os prós e os contras da proposta será formado por membros do Ministério das Relações Exteriores e da Justiça. Embora ainda em estado embrionário, a maneira como será feita a avaliação do idioma não está definida, mas deverá provocar polêmica e incomodar a comunidade brasileira.

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