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May 15 2008

Cultura Japonesa, Moda e Arte

Seguindo a linha da exposição “Quando vidas se tornam forma: diálogo com o futuro – Brasil-Japão”o MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo) promove um workshop sobre “Cultura japonesa, moda e arte”.

O objetivo do curso, coordenado por Maria Cláudia Bonadio, é observar a importância da estética oriental e da produção dos designers japoneses para a moda internacional e seus diálogos com a arte, do final do século XIX aos dias de hoje. As aulas tratam das utilizações e influências das tradições, cultura e visualidade japonesa em diferentes momentos da história da moda ocidental (inclusive no Brasil); a valorização da materialidade têxtil e o diálogo com a arte, propostos pelos designers de moda japoneses a partir dos anos 1980 e as aproximações entre a moda japonesa contemporânea, cultura pop, arte e tecnologia digital.

SERVIÇO:

  • Workshop MAM-SP: “Cultura japonesa, moda e arte”, coordenação de Maria Cláudia Bonadio
  • Inscrição a partir de abril pelo email cursos@mam.org.br e pelos telefones 5085-1312 e 1313
  • Início: 31 de maio (sábado)
  • Duração • 5 aulas (sábados, das 11h às 13h)
  • Preço: R$ 300 (em até 2x)
  • 30 vagas
  • Público • adulto
  • Local: MAM-SP
  • Endereço: Parque do Ibirapuera, av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 3
  • tel (11) 5085-1300
  • Site: www.mam.org.br

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Apr 17 2008

Era Edo na Pinacoteca

Fotos: Consulado Geral do Japão em São Paulo
Armadura de Toyotomi Hideyoshi e quimono com motivos referentes à natureza

Cerca de 160 peças inéditas no Brasil compõem o acervo da exposição “O Florescer das Cores: A Arte do período Edo” que abre ao público no dia 17 de abril de abril na Pinacoteca de São Paulo. Com a curadoria de Saito Takamasa, da Agência de Cultura do Japão, a mostra traz peças provenientes de mais de 15 museus japoneses.

Os objetos expostos são, em sua maioria, produzidos ao longo do período Edo (1603- 1867), que tem como principal característica a dominação do xogunato Tokugawa (governo militar centralizado) e o isolamento quase completo do Japão em relação ao resto do mundo.

A mostra é dividida em quatro partes e fica em cartaz até o dia 22 de junho. Confira um pouco mais sobre cada módulo:

Os quimonos e os ornamentos do corpo

As vestimentas japonesas de corte plano são mostradas em vários modelos: “kosode” (literalmente, “mangas pequenas”), “furisode” (quimono de mangas longas) e “katabira” (quimono sem forro, feito de cânhamo). Em destaque, a tecelagem, tingimento e as ilustrações que, geralmente, remetem à natureza.

Roupas do teatro kabuki (originário do período Edo e que são marcadas por cores fortes e brilhantes) e do teatro nô (que usa máscaras e vestuários luxuosos) e acessórios como pentes, presilhas e ornamentos confeccionados com diferentes materiais e técnicas artesanais completam essa parte da exposição.

A cerâmica japonesa

Diferentes cerâmicas do período Edo são apresentadas nessa seção. Há as peças coloridas por meio da técnica Sometsuke de Imari, ponto de partida da produção de porcelanas do Japão;peças de Kokutani, com design voltado para o mercado nacional; de Kakiemon, que influenciou a produção de porcelanas na Europa, entre outros.

De outras épocas, destaque para as cerâmicas do período Jomon (iniciado há cerca de 12500 anos) ligadas ao cultivo de arroz. Nesse módulo, numerosas obras são consideradas “Importante Propriedade Cultural” do Japão.

O universo dos samurais

Duas armaduras completas e selas de montaria são o destaque do módulo dos samurais, que mostra as transformações e os aperfeiçoamentos das vestimentas dos guerreiros do Japão feudal.

Nessa seção também é possível apreciar duas espadas que nunca foram expostas na América Latina: uma confeccionada por Bungo-no Kuni Yukihira no século XIII, obra considerada “Importante Propriedade Cultural” do Japão, e outra confeccionada por Masatsume no século XII, considerada “Tesouro Nacional” do Japão.

Os artefatos de laca

Este núcleo traz uma coleção de pequenos objetos chamados inrô, usados para carregar remédios, acompanhados de netsuke (pequenos ornamentos colocados na corda do inrô, e que lhe serviam de contrapeso).

A técnica Makie, que utiliza pó de ouro no processo de envernizamento, está presente em diversos objetos criados para o enxoval de noivas da elite social, como móveis para toaletes femininos, objetos de papelaria e artigos para incenso.

Devido às condições rigorosas de conservação, a exposição será fechada ao público nos dias 13, 14 e 15 de abril para a substituição de numerosas peças. Quem visitar a exposição antes do dia 13 e depois do dia 15 de maio verá dois acervos diferentes.

“O Florescer das Cores: A Arte do período Edo” é organizada pela Agência Cultural do Japão, com o apoio do Consulado Geral do Japão em São Paulo e da Fundação Japão.

Serviço:

  • O Florescer das Cores: A Arte do período Edo
  • Pinacoteca do Estado de São Paulo
  • Praça da Luz, 2 – Luz – São Paulo
  • De 17 de abril a 22 de junho. De terça a domingo, das 10h às 18h
  • R$ 4 e R$ 2 (meia). Grátis aos sábados
  • Tel.: (11) 3324-1000 Site: www.pinacoteca.org.br

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Apr 15 2008

Caixa cultural presta homenagens ao Japão


Uma série de palestras iniciada em 13 de fevereiro está acontecendo, semana sim, semana não, às quartas-feiras até julho na Caixa Cultural. Os eventos ocorrem sempre das 19h às 21h e a entrada é franca.

Entre os temas abordados, estão as telenovelas, os ataques atômicos sobre Hiroshima e Nagasaki, o teatro, a dança e a ilustração japonesa, o cinema nipônico no Brasil, a identidade do nipo-brasileiro e a mistura das duas culturas. Confira a programação abaixo.

PROGRAMAÇÃO:

Abril – O Corpo da Arte

  • Dia 16 – As características e peculiaridades da Shunga, modelo de ilustração e de gravuras japonesas que exprime cenas eróticas e pornográficas, é o tema da palestra de Madalena Hashimoto, pesquisadora do Centro de Estudos Japoneses da USP.
  • Dia 30 – A artista plástica Cecília Saito fala sobre o shodô e sua prática no Brasil.

Maio – O Cinema Japonês no Brasil

  • Dia 14 – Lucia Nagib, professora de cinema mundial na Universidade de Leeds (Inglaterra), fala sobre a produção audiovisual japonesa desde os filmes de arte até os animes.
  • Dia 28 – Autora da dissertação Orientalismos no Cinema, Marcela Canixo fala sobre as diferenças da luz estourada do Cinema Novo e a luz obscurecida do cinema japonês clássico.

Junho – Desconstruções Culturais

  • Dia 11 – Exibição do curta Primavera (2007) em que se discute a identidade nipo-brasileiras dos nikkeis. Bate-papo com a cineasta Mirian Ou.
  • Dia 25 – A descoberta e transmissão da dança japonesa no Brasil é o tema da palestra de Christine Greiner, pós-doutora pela Universidade de Tóquio e pelo Centro Nichibunken de Kyoto.

Julho – Vários Japões

  • Dia 2 – Professor titular da ECA/USP, Almir Almas irá mostrar uma seqüência de vídeos que procuram usar, mostrar e reinventar diferentes possibilidades de combinações entre as culturas brasileira e japonesa.

Serviço:

  • Ciclo de palestras “Meu Japão Brasileiro”
  • Caixa Cultural
  • Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo
  • De 13 de fevereiro a 2 de julho. Sempre às quartas-feiras, das 19h às 21h
  • Entrada Gratuita, não há necessidade de fazer inscrição
  • Informações: Tel.: (11) 3321-4400
  • Site: www.caixacultural.com.br

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Mar 05 2008

Banco Nossa Caixa patrocina série de documentários sobre a história da imigração japonesa no Brasil


Filmes mostram a trajetória dos imigrantes no país - da chegada, a bordo do navio Kassato Maru, no porto de Santos, às dificuldades iniciais e à integração com a cultura brasileira
O Banco Nossa Caixa patrocina a série de documentários “Histórias da Imigração Japonesa”, dirigida por Chico Guariba e produzida pela ONG Ecofalante – entidade sem fins lucrativos que tem por objetivo trabalhar temas voltados à educação, cultura e meio ambiente. O projeto é composto por cinco filmes produzidos para TV e DVD com duração de 24 minutos cada. O lançamento do primeiro deles está previsto para julho. Os demais serão lançados nos meses subseqüentes. Os documentários fazem parte das comemorações do centenário da imigração japonesa no Brasil e marcam o apoio do Banco Nossa Caixa à celebração da data histórica.
A Nossa Caixa investiu R$ 200 mil na iniciativa com respaldo da Lei Rouanet. “Por meio de projetos como esses, o Banco Nossa Caixa homenageia a colônia japonesa, cuja importância é indiscutível no desenvolvimento econômico, social e cultural do estado de São Paulo”, afirma o presidente do banco, Milton Luiz de Melo Santos.
Os filmes apresentam depoimentos de imigrantes e seus descendentes. Os relatos são acompanhados de fotos, vídeos e documentos. Os temas abordados são:
  • “Ser imigrante”
  • “Os imigrantes no campo”
  • “Os imigrantes nas cidades”
  • “As trocas culturais entre Brasil e Japão”
  • “Caminhos futuros”

As dificuldades iniciais em trabalhar em um país com idioma e clima muito diferentes do Japão e outras características culturais muito distintas – a arquitetura, os casamentos, a educação dos filhos, a culinária, as atividades artísticas e esportivas e as inúmeras contribuições à cultura brasileira - são alguns dos aspectos abordados nos filmes.
A produção dos documentários conta com apoio da Bunkyo - Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Assistência Social - e da Associação para Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa.

Participação do público
O público poderá contribuir com a série de documentários patrocinada pelo Banco Nossa Caixa com depoimentos, fotos, vídeos ou documentos relacionados à história da imigração japonesa no Brasil. Para tanto, os interessados deverão preencher até o final de março um formulário, disponível no site www.nossacaixa.com.br. As contribuições serão encaminhadas para análise do documentarista Chico Guariba, da Ecofalante, e as selecionadas serão informadas aos destinatários por telefonema. Aqueles que participarem da produção terão seus nomes creditados nos documentários.

Japoneses no Vale do Ribeira e Sudoeste paulista
A série “Histórias da Imigração Japonesa” foi idealizada a partir do documentário “Os japoneses no Vale do Ribeira e Sudoeste Paulista”, dirigido e produzido no início de 2007 por Chico Guariba e patrocinado pelo Banco Nossa Caixa. O trabalho foi distribuído em julho de 2007 às diretorias de ensino do estado de São Paulo para exibição em escolas públicas estaduais.
O documentário conta a história de um grupo de imigrantes japoneses que, após desembarcar no porto de Santos em 1808, usou trens e pequenas embarcações fluviais para chegar à região do Vale do Ribeira – área isolada e marcada pela intensa presença de mata virgem. No Vale do Ribeira, os imigrantes iniciaram o cultivo do arroz, da banana e do chá.
Muitos imigrantes pretendiam enriquecer no Brasil e, depois, voltar ao país de origem, exatamente como os atuais “dekasseguis”, seus descendentes, que hoje fazem o caminho inverso. Com a Segunda Guerra Mundial (1947), os imigrantes abandonaram a idéia de voltar ao Japão e adotaram o Brasil como pátria.

Outras homenagens
Além de patrocinar a série de documentários, o Banco Nossa Caixa apóia também outras iniciativas em homenagem à colônia japonesa. Entre 10 de dezembro e 11 de janeiro, o banco promoveu a exposição “Japão – um perto distante”, no Espaço Nossa Caixa Arte e Cultura. A mostra foi uma das primeiras atividades promovidas na cidade de São Paulo em comemoração ao centenário da imigração japonesa. Foram expostas 17 obras de 13 jovens artistas que abordaram o Japão a partir de um olhar ocidental registrado em fotografias, xilogravuras, impressões digitais, lápis de cor, grafite, estêncil e cerâmicas. Os trabalhos expressam elementos da cultura japonesa pop, contemporânea e tradicional.
Outro projeto apoiado pelo banco, por meio da Lei Rouanet, é a criação do Museu de Arte Moderna Nipo-Brasileira Manabu Mabe, que ocupará o espaço do antigo Colégio Campos Sales, localizado na Liberdade. A inauguração deve ocorrer ainda este ano. O espaço está sendo restaurado para abrigar um acervo considerado por especialistas como um dos mais representativos da arte moderna nipo-brasileira, com obras de artistas como Handa, Tamaki, Tanaka, Susuki, Higaki, Fukushima, Ohtake, Shiró e Manabu Mabe, pintor japonês naturalizado brasileiro, reconhecido mundialmente por seus quadros abstracionistas de cores vivas e grandes dimensões.

Maiores informações:

  • Assessoria de Imprensa Banco Nossa Caixa
  • Rua XV de Novembro, 111 – 5º andar.
  • São Paulo – SP / CEP – 01013-001
  • Telefones: 11 3244 6246 / 6248 / 6381 - Fax: 11 3244 6624
  • E-mail: imprensa@nossacaixa.com.br
  • Website:www.nossacaixa.com.br

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