Archive for the '100 anos da imigração japonesa no Brasil' Category

Jun 21 2008

Danças japonesas se modernizam sem perder significado

As danças japonesas surgiram na antigüidade e, apesar de preservar muitas características, se modernizaram. Elas marcam os principais acontecimentos da vida em comunidade e por isso são cheias de significados.

Além da coreografia marcada, a dança típica da colônia exige técnica para tirar som do naruko, um chocalho japonês que tem várias hastes em 45 graus. “Começou com jovens, mas virou febre no Japão inteiro. Desde os pequenininhos até os experientes, todos dançam”, diz a coreógrafa Kumi Amago.

Outro espetáculo muito popular é o “awaodori”, uma espécie de carnaval japonês, organizado durante quatro dias em agosto. A dança inclui vários estilos, todos inspirados na cultura do país. Em ritmos folclóricos que existem há mais de 500 anos, os homens dançam livremente e as mulheres fazem coreografias com movimentos leves e sensuais.

Na cabeça, as dançarinas levam o kassa, um chapéu de palha que lembra um guarda-chuva. Mas o que mais chama a atenção é o tamanco usado pelas mulheres, chamado gueta. Ele é do ano de 1500.

A vestimenta masculina também é rica em detalhes. Nos pés, eles usam o tabi. O quimono tradicional é preso por uma faixa preta amarrada a uma espécie de garrafa de saquê. Além das cores, as danças japonesas são cheias de símbolos, como o shishi, um leão que tem a função de proteger, afastar os maus olhados.
Fonte: G1

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Jun 20 2008

Quem é Naruhito

Their Imperial Highnesses Crown Prince Naruhito and Crown Princess Masako

Naruhito, Príncipe Herdeiro do Japão (??????? Naruhito K?taishi Denka; nascido em 23 de fevereiro de 1960, no Palácio Togu, Tóquio) é o filho mais velho do Imperador Akihito e da Imperatriz Michiko.

Titulado Príncipe Hiro (?? Hiro-no-miya) durante a infância, ele tornou-se o herdeiro aparente do Trono do Crisântemo com a morte de seu avô, o Imperador Showa (Hirohito), no dia 7 de janeiro de 1989.

Educação

Em 1982, Naruhito graduou-se do Departamento de História da Universidade de Gakushuin, especializando-se em história medieval japonesa. De 1983 até 1985, ele estudou em Merton College, na Universidade de Oxford, Reino Unido. Em 1988, completou seu doutorado em Humanidades na Gakushuin, tornando-se um pesquisador convidado dos arquivos da Universidade em abril de 1992. Desde 2003, concede palestras para alunos universitários[1].

Noivado e casamento

O príncipe pediu, como se alega, pelo menos duas vezes a mão de Masako Owada (nascida em 1963) em casamento. Masako era uma então diplomata de vinte e nove anos do Ministério de Relações Exteriores japonês e trabalhava juntamente com seu pai, Hisashi Owada. O Palácio Imperial anunciou o noivado em 19 de janeiro de 1993.

No dia 9 de junho de 1993, o príncipe herdeiro do Japão e Masako Owada casaram-se numa cerimônia xintoísta imperial em Tóquio, com oitocentos convidados e com uma audiência estimada em quinhentas milhões de pessoas ao redor do mundo. Todos os soberanos da Europa compareceram, bem como a maioria dos Chefes de Estado eleitos europeus.

Como conseqüência do casamento, Masako Owada foi titulada “Sua Alteza Imperial a Princesa Consorte do Japão”. Ela é popularmente conhecida apenas como “Princesa Masako”, embora essa forma de tratamento esteja incorreta. O casal estabeleceu residência no Palácio T?g?, em Tóquio.

A princesa Masako teve que desistir de sua carreira diplomática com seu casamento, já que a constituição japonesa não permite que membros da família imperial tenham um emprego.

Filha

O Príncipe Herdeiro e a Princesa Consorte do Japão têm apenas uma filha:

* Sua Alteza Imperial a Princesa Aiko (seu título oficial é Princesa Toshi), nascida no dia 1° de dezembro de 2001.

Passatempos favoritos e interesses

O príncipe Naruhito toca viola e gosta de praticar tênis, jogging, pedestrianismo e montanhismo no seu tempo livre.

Ele já escreveu um livro, intitulado “The Thames And I: A Memoir Of Two Years At Oxford” (ISBN 1-905246-06-4), memórias sobre suas experiências na Universidade de Oxford que foram publicadas em 1992 e que tiveram a colaboração de Charles, Príncipe de Gales.

[editar] Debate sobre sucessão imperial

Em novembro de 2005, um comitê governamental recomendou mudar a Lei de Sucessão Imperial de 1947 para garantir que o primogênito dos príncipes herdeiros, de qualquer sexo, se tornasse o herdeiro do Trono do Crisântemo. A opinião pública debatia uma reforma para possibilitar a ascensão da Princesa Aiko. O então primeiro-ministro, Junichiro Koizumi, comprometeu-se a levar a reforma ao Parlamento.

Entretanto, a gravidez da Princesa Kiko, esposa do Príncipe Akishino, anunciada oficialmente em fevereiro de 2006, mudou os planos. Em setembro daquele ano, nasceu um menino, o Príncipe Hisahito de Akishino, que é o terceiro na linha de sucessão sob a atual lei. O nascimento de Hisahito foi um alívio para membros partidários tradicionalistas e, de fato, desencorajou as propostas que sugeriam a sucessão feminina. Antes de seu nascimento, 84% da população mostrava-se favorável à mudança.

Acredita-se que o debate será continuado e finalizado em um momento apropriado no futuro.

[editar] Funções

O Príncipe Naruhito foi um patrono do Comitê de Jogos Olímpicos Japonês até 1998, quando se tornou membro do Comitê Olímpico Internacional. Ele também tem comissões no exército, na marinha e na força aérea do Japão.

Referências

http://www.kunaicho.go.jp/e03/ed03-03.html

Ligações externas

Fonte: Wikipedia

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Jun 20 2008

Príncipe Naruhito quebra protocolo em visita a São Paulo

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Jun 20 2008

Destino e distância separam família de imigrantes japoneses

A separação de uma família japonesa deveria durar apenas um ano. A idéia era trabalhar no Brasil, juntar dinheiro e voltar para casa. Mas o destino tinha outro plano. E a família, afastada pela distância, nunca mais se encontrou.

A família trabalhava na lavoura e tinha dívidas no Japão. Como muitas outras, decidiu vir trabalhar no Brasil. “A minha mãe falou: ‘Escuta, meu bem, nós têm seis crianças.Você cata esses três, vai lá no Brasil trabalhar um ano, pagar a dívida e você volta’ ”, contou a imigrante Kinko Yanai, conhecida no Brasil como dona Alice.

O pai trouxe as três filhas mais velhas, entre elas dona Alice. “Foi muito triste. Até hoje eu lembro, eu chorei muito e o meu pai disse que não sabia o que fazer. ‘Um ano passa logo, Kinko, não é nada’ “, contou.

A última vez que ela viu a mãe foi no porto de Kobe em 1941. A viagem de navio foi cheia de descobertas, como na primeira parada nos Estados Unidos quando viram negros pela primeira vez. “Eu nunca tinha visto. Aí quando foi lá, veio uma família assim. Família inteira de pessoas diferentes. A gente ficava com os olhos desse tamaninho e aí eles olhava na gente assim e foi muito marcante para a gente, né?”, relembrou.

Um ano se passou, mas a 2ª Guerra Mundial impediu a família de voltar para o Japão. Nem as cartas chegavam mais. “O meu pai quase enlouqueceu, porque ele queria saber da esposa dele, criança que deixou lá.” Foram nove anos de incertezas.

Apaixonada

Depois que a guerra acabou e o pai de Alice juntou dinheiro suficiente para levá-la de volta ao Japão, a jovem já estava com 18 anos. Apesar da saudade da mãe e dos irmãos, Alice decidiu ficar. Ela havia se apaixonada por Mário, um rapaz japonês com quem queria se casar.

Eles se conheceram na lavoura de café no interior de São Paulo. “Um dia meu colega falou para mim que ela gostava de mim, ela gostava de mim. Aí que deu aquela coragem e falei para ela. Declarei o amor e ela disse que também gostava de mim. Assim que nós começamos a namorar, sabe?!”, contou Mario, cujo nome de origem é Atsushi Kamimura.

O casal vendia verduras para pagar a educação dos filhos. Sérgio se formou em arquitetura e foi resgatar as raízes no Japão, onde conheceu os parentes. “A minha avó foi uma emoção muito grande. Ele, noventa e tantos. Ela andava curvadinha, né?!”

A família separada pelo destino e pela distância nunca deixou de manter os laços afetivos. “Até hoje a gente liga, manda carta, foto assim.”

Dona Alice sente falta dos que ficaram, mas é feliz aqui. “Eu lembro. Às vezes, fico muito nervosa assim, mas eu estou conformada, eu estou contente.”, diz Alice. “Uma mulher forte mesmo, que eu admiro, mais forte do que eu”, brinca Mario.

Dona Alice nunca mais viu os parentes que estão no Japão. Aqui em São Paulo, ela vive como uma legítima brasileira. Sabe quais são os pratos preferidos dela? Churrasco e feijoada.

Fonte: G1

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Jun 20 2008

Shintori

A Tradbras, importadora com mais de 40 anos de tradição no mercado, oferece hoje, no restaurante Shintori, em São Paulo a partir das 19 horas para seus convidados, uma palestra sobre a história e curiosidades do saquê, a bebida milenar dos japoneses ministrada pelo somellier de saquê, Celso Ishiy. Entre as personalidades estará o tenista de mesa Hugo Oyama, a Miss Centenário Brasil-Japão, Karina Eiko Nakahara, o deputado federal Walter Ihoshi e a proprietária do restaurante Shintori, Nancy Saeki.

Ao final das apresentações e da palestra será servido um jantar harmonizado com diversos tipos de saquês, entre eles, o saquê homenageando o Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.

Sobre o especialista em saquê, Celso Ishiy

De família de samurais e conhecedor do maravilhoso mundo da bebida, considerada dos deuses pela comunidade nipônica, Celso Ishiy é somellier de saquês e especialista no assunto. Cursos internacionais, como o Sake Basic Course, pela Tatsuuma Honke Brewing, e o Sake Professional Course, na Japan Sake Association, ministrados por John Gautner, enriquecem o currículo do jovem brasileiro de traços orientais.

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Jun 19 2008

Beer for kids?

Vi no rec 6 do blog Super Pérolas.

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Jun 19 2008

Interesse pela cultura pop leva jovens aos cursos de japonês

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Professor Nataniel Shirai dá aulas de japonês no Rio. (Foto: Divulgação)

O fascínio pela cultura pop do Japão motiva jovens brasileiros a aprenderem a falar a língua do país do sol nascente. Os animês e os mangás, respectivamente as animações e as histórias em quadrinhos, são a principal fonte de inspiração para que pessoas que não possuem nenhum laço familiar com o Japão se identifiquem com o país.

A paixão pela cultura contemporânea nipônica levou Rafael dos Santos, de 23 anos, a prestar vestibular para o curso de Letras Português-Japonês da Universidade Estadual do Rio de Janeiro: “Desde pequeno eu tenho interesse em mangás e animês. Quando cresci, comecei a gostar também da música.” O estudante põe em prática as lições que aprende no curso superior dando aula nas turmas do Licom, o centro de ensino de línguas da instituição.

Quando fala sobre o mangá que o ajudou a escolher a profissão de professor, ele lembra de um dos maiores fenômenos criados pela TV japones: “o desenho que me fez gostar de cara do Japão foi ‘Cavaleiros do Zodíaco’. Embora não seja totalmente japonês, pois tem influência da mitologia grega, fez com que eu me interessasse pela cultura.”

Cursos

Além da UERJ, a UFRJ também oferece no Rio de Janeiro o curso universitário de Letras com especialização em japonês. As duas instituições dão oportunidades para quem se interessa em aprender o idioma, mas não quer se profissionalizar no assunto. Os cursos abertos à comunidade oferecem aulas dadas por estudantes do ensino superior a preços baratos. No caso da UERJ, a lotação faz com que, muitas vezes, a disputa por vagas nas turmas seja decidida por meio de um sorteio.

Em São Paulo, a USP também conta com a especialização em japonês no curso de Letras. Por ano, são oferecidas 27 vagas no turno da manhã e outras 28 vagas no período noturno. Em Brasília, a UnB tem 22 vagas para estudantes que buscam a formação de professores da língua.

O professor Nataniel Shirai, de 26 anos, dá aulas de japonês há nove. Aprendeu o idioma com os avós, imigrantes que vieram morar no Brasil. Ele conta que a maioria de seus alunos é jovem. “A maior parte dos estudantes tem idade entre os 10 e os 26 anos. Eles se interessaram por causa dos animês e dos mangás.”

O professor estima que apenas 10% das pessoas que buscam aulas de japonês são descendentes. A admiração pela cultura japonesa provoca situações curiosas nas aulas: “Alguns alunos participam de eventos de cosplay e, às vezes, vão vestidos com adereços de personagens. É um clima diferente de uma turma de inglês ou de qualquer outra língua”.

Bolsa de estudos

Outra importante motivação da procura por cursos de japonês é a busca por incentivos do governo do Japão. “Muitos também se interessam pela língua por causa das bolsas oferecidas pelo Consulado Japonês, que são muito vantajosas”, diz Shirai.

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Bruna Gama (ao centro) estuda o idioma. (Foto: Arquivo Pessoal)

A brasileira Bruna Gama decidiu aprender a língua graças ao fascínio que nutria pelos animês durante a adolescência. “Eu comecei a me interessar pelo idioma vendo desenho. Eu fui vendo tanto que, uma hora, decidi aprender a língua.”

Bruna acredita que a maior dificuldade dos brasileiros é assimilar os mais de três mil ideogramas : “A escrita é a maior dificuldade. Eu não achei a gramática da língua japonesa muito difícil. O vocabulário é mais fácil do que o de muitas línguas.” Suas maiores influências foram os desenhos ‘Yu Yu Hakusho’ e ‘Samurai X’. Para aperfeiçoar a pronúncia do idioma e entrar em contato com nativos, a jovem de 25 anos chegou a cantar no Coral Nipo-Brasileiro e a participar do encontro nacional de corais japoneses, que acontece todo ano no bairro da Liberdade, em São Paulo.

Apesar do crescimento deste mercado, o aprendizado de uma língua tão distante do português ainda causa estranheza em muita gente. “A maioria das pessoas acha bem exótico. Muitos pensam que é um tanto inútil e outros dizem que eu vi desenho animado demais.”, afirma Bruna.

Ela acredita que seu universo cultural se tornou mais amplo: “Cada vez que você se propõe a aprender uma língua, você amplia os seus horizontes. Principalmente com uma língua tão diferente da sua. Eu acho que valeu, tanto como cultura como uma coisa mais prática como pegar um gibi no original e ler um pouco. Eu me sinto um pouquinho mais realizada em conseguir fazer uma coisa tão diferente da minha vida normal.”

Fonte: G1

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Jun 19 2008

Imigração japonesa comemora centenário com palestras sobre cultura

Imagem conceitual

A Associação para Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil promove até o dia 21 de junho a Semana Cultural Brasil-Japão. “Artes do design” é um dos módulos da semana. Hoje, o webdesigner e empreendedor Claudio Sampei fala sobre ‘Mottainai, uma economia para o futuro’, baseado na campanha mundial Mottainai, expressão japonesa que significa desperdício.

Na quinta-feira, dia 19, a designer Sofia Nanka Kamatani demonstrará as técnicas de embalagens tradicionais japonesas como propostas econômicas e renováveis, e a ceramista Hideko Honma falará sobre a cerâmica como objeto utilitário, suas necessidades e a poética que envolve a atividade. Na sexta-feira, dia 20, é a vez da passarela da moda. O estilista Kenzo Takada, precursor da moda do Japão no Ocidente, conta um pouco da sua trajetória no mundo fashion. E para encerrar a semana, Bassy Machado, arquiteta e empresária, mostrará as técnicas de origami aplicadas em embalagens.

Mais informações no site www.centenario2008.org.br. A entrada é gratuita.

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Jun 19 2008

Cultura brasileira atrai japoneses para faculdade de português

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Música brasileira, o contato com dekasseguis (brasileiros que vivem no Japão) e até o futebol atraem japoneses para as faculdades de português. E ao contrário do que se pode imaginar, a maioria dos estudantes não tem parentes no Brasil ou em Portugal.

“Hoje temos 272 alunos no curso de graduação e seis no de pós. A maioria dos alunos é japonesa e apenas 5% são descendentes de brasileiros”, afirmou ao G1 por telefone Ikunori Sumida, professor e diretor do Departamento de Estudos Luso-Brasileiros da Universidade de Estudos Estrangeiros de Kyoto, no Japão.

Segundo o Consulado Geral do Japão no Brasil, pelo menos outras três universidades japonesas também oferecem a graduação em português. São as universidades de estudos estrangeiros Sofia, de Tóquio e de Osaka.

FotoRieko
Rieko Yoshiura e seu dicionário de português (Foto: Arquivo pessoal)

“Nosso curso de português existe há 44 anos e antigamente vinham estudantes interessados em música, futebol. Atualmente temos alunos que já moraram no Brasil porque o pai foi transferido e outros que conviveram com brasileiros em suas cidades”, informou por e-mail Helena Toida, professora-assistente do Departamento de Estudos Luso-brasileiros da Faculdade de Estudos Estrangeiros da Universidade Sofia, em Tóquio.

De acordo com Helena, tem aluno que faz o curso para trabalhar no Brasil e outros que querem se dedicar a ONGs, jornais e TV brasileiros, agências de viagem ou bancos brasileiros operando no Japão. “O que se nota é que há um interesse pela comunidade brasileira cada vez maior, principalmente no que diz respeito à educação dos filhos de dekasseguis”, diz a professora.

Música e alegria brasileira

Rieko Yoshiura, hoje com 29 anos e formada há cinco, não sabia nenhuma palavra de português quando escolheu o curso da Universidade Sofia. “Eu tinha simplesmente interesse na cultura brasileira, como futebol e música. Já pensava em aprender alguma língua estrangeira, então optei pelo português”, conta ela que trabalha na produção de um programa em português para a NHK, uma rádio pública japonesa.

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Sumida foi aluno da 1ª turma do curso da Universidade de Kyoto (Foto: Arquivo pessoal)

Rieko veio ao Brasil pela primeira vez neste ano para fazer um estágio. “Adorei o coração aberto do povo brasileiro, que deixou minha vida no Brasil bem confortável. Profissionalmente, gostei da habilidade em resolver as coisas de forma improvisada, ou seja, do jeitinho brasileiro”, diz em português fluente.

Professor de português básico, história do Brasil, cultura brasileira e estudos lusos na Universidade de Kyoto, Sumida, 59 anos, foi aluno da primeira turma do curso de português da mesma instituição em que leciona e, depois, fez pós-graduação na Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro.

Sumida diz que em 1967, quando ingressou na faculdade, queria conhecer bem a América Latina, que parecia “pacífica e alegre”, e aprender português para se comunicar com os brasileiros. “Durante os meus anos do ensino médio acontecia a Guerra do Vietnã e eu sentia o clima de guerra na Ásia. Sou de Hiroshima de onde muitos saíram para morar no Brasil. Apesar de nenhum dos meus parentes ter ido para o Brasil, senti forte simpatia pelo país como terra de esperança dos meus vizinhos”, diz.

Descendentes de brasileiros também fazem o curso

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Mariângela Ay kagami (de preto) e a prima brasileira (Foto: Arquivo pessoal)

Mariângela Ay kagami, 22 anos, é a única dos cerca de 70 alunos do terceiro ano do curso de português da Universidade de Kyoto que é descendente de brasileiros. Ela é filha de uma nipo-brasileira com um professor de música brasileira japonês e conta que resolveu fazer o curso para poder falar com a família que mora no Brasil.

“Minha mãe falava português e eu entendia muito pouco. Como tenho dupla nacionalidade - brasileira e japonesa - não achava bom não falar português, por isso quis estudar. Além disso, queria me comunicar com meus primos e família no Brasil”, diz Mariângela.

A estudante está desde fevereiro no Brasil hospedada na casa dos tios e estudando na Universidade de São Paulo (USP) em um intercâmbio. Apesar de reclamar do trânsito paulistano e da falta de pontualidade dos ônibus, ela está aproveitando a estadia. “Gosto da alegria das pessoas, os brasileiros são muito simpáticos”, diz.

Fonte: G1

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Jun 18 2008

Chegada dos imigrantes japoneses no navio Kasato Maru faz 100 anos hoje

Foto“Kasato Maru no tootyaku wa kyou de 100 shunen” - Chegada do Kasato Maru completa 100 anos hoje (Foto: Reprodução)

Com ou sem contradições, a data existe. 18 de junho de 1908 é considerado o marco da chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao Brasil. Eles viajaram 52 dias no navio Kasato Maru e atracaram na cidade de Santos, em São Paulo. Reza a lenda que logo que os 781 imigrantes desembarcaram, fogos de artifício pipocavam no céu.

Na verdade, o barulho todo seria de rojões, tão tradicionais na época de festas juninas pelo país. A ‘comemoração’ logo deu lugar às dificuldades na adaptação com o clima, trabalho e costumes do Brasil.

As 165 famílias foram distribuídas em seis fazendas paulistas, a maioria de café. A pele e os rostos das mulheres ficavam vermelhos por conta da colheita, as mãos machucadas pelo trabalho. Muitas se revoltaram contra os maridos que aceitaram a “aventura” de ir ganhar dinheiro do outro lado do mundo.

Os imigrantes realmente acreditavam que conseguiriam ficar ricos por aqui e voltar para o Japão tão logo fizessem suas economias. Ledo engano. As famílias mais acumulavam dívidas do que conseguiam ter lucro e o plano de ir embora ficou distante. O resultado da história é conhecido: a presença nipônica no Brasil não desapareceu, só cresceu e deixou suas marcas na cultura, culinária, economia e tantos outros pontos.

“Jeitinho” e contribuição japonesa

No Japão, o idioma e a escrita são originários da China e foram adaptados. A comida também tem grande influência chinesa. Palavras usadas atualmente, como “resutoran” (restaurante), vêm de outras línguas (no exemplo, do inglês “restaurant”). Ou seja, os japoneses também sabem dar um “jeitinho” em alguns pontos de sua cultura.

Foi isso que eles também fizeram por aqui. Adaptaram seus costumes e tradições e hoje tomam saquê com sal ou comem arroz do tipo japonês (”gohan”) com feijão. Na Amazônia, para se adequar ao solo, introduziram a plantação de pimenta-do-reino e da juta.

A contribuição dos japoneses na agricultura, com técnicas próprias, é das mais importantes na história da imigração. Os produtores hortifrutigranjeiros do Cinturão Verde, que fica a leste de São Paulo, são em sua maioria de origem nipônica.

Mas o ponto que tem sido o maior laço de integração entre Brasil-Japão nos últimos anos é a culinária. Os restaurantes japoneses chegam a ser comparados a churrascarias devido ao número de estabelecimentos.

A aversão ao peixe cru, que os imigrantes comiam no início do movimento migratório, hoje passa longe de muitos brasileiros. E, sim, também houve adaptação. No Japão, o tamanho do sashimi costuma ser maior e quando é feito na frente do cliente, é moldado de acordo com o tamanho de sua boca.

Nas artes e moda, nomes como Tomie Ohtake e Jum Nakao não soam mais tão estranhos aos ouvidos. Da mesma forma que os nomes de personagens de mangas e animes são pronunciados e citados como se fossem pessoas próximas dos fãs da cultura pop japonesa. O movimento inverso também acontece. Artistas, esportistas e muito da cultura brasileira chegam a ser tão cultuados no Japão quanto são por aqui. Samba e futebol nem é preciso comentar. Na leva, vêm a admiração e o fanatismo pelo cantor João Gilberto e tudo o que é música popular brasileira.

Dekasseguis

Japão no Brasil. Brasil no Japão. Os dois mundos existem nos dois países. São mais de 300 mil brasileiros vivendo em terras japonesas e trabalhando em fábricas. Em algumas cidades não parece que você está do outro lado do mundo: tem padaria, restaurante, lojas, escolas e bancos brasileiros.

O movimento dekassegui, que explodiu no começo dos anos 90 e é o inverso ao que os primeiros imigrantes fizeram em 1908, trouxe a oportunidade dos descendentes entenderem mais de onde vêm e como é a cultura que seus antepassados trouxeram para cá. Ao mesmo tempo, aumentou o dilema sobre a identidade.

No Brasil, que tem olho puxado é japonês, mas quando um descendente vai ao Japão, ele é estrangeiro, não é um “legítimo”. Agora, da mesma forma que os imigrantes japoneses trouxeram e fincaram parte de sua cultura por aqui, os dekasseguis fazem isso por lá. Só que dessa vez esses costumes e tradições são mesclados com o que seus antepassados aprenderam no Brasil. É tudo uma grande mistura.

FotoSushi e sashimi se popularizaram na mesa dos brasileiros. (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Frases em japonês

Em homenagem ao centenário da imigração, o G1 publica nesta quarta-feira (18) frases escritas no idioma nipônico. São traduções similares (não são literais) aos títulos de cada reportagem. Por exemplo:

Titulo da reportagem: Sushiman nordestino faz sucesso no Rio e em SP

Frase em japonês: Norudesutinoga washokuni seikou
Tradução: O sucesso do nordestino na culinária japonesa

Titulo da reportagem: Cultura brasileira atrai japoneses para faculdade de português

Frase em japonês: Porutogarugo wo benkyosuru nihonjin tachi

Tradução: Japoneses que estudam português

Titulo da reportagem: Chegada dos imigrantes japoneses no navio Kasato Maru faz 100 anos hoje

Frase em japonês: Kasato Maru no tootyaku wa kyou de 100 shunen

Tradução: Chegada do Kasato Maru completa 100 anos hoje

As frases vão estar nas fotos que ilustram as reportagens na página principal do G1.

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