Jun 19 2008

Escola infantil mantém tradições alfabetizando em japonês

Published by samegui at 9:21 am under colônia japonesa, criança, cultura, educação, escola

A maioria dos imigrantes japoneses tenta manter viva a cultura dos seus ancestrais. A nova geração aprende na escola a tradição e a língua da pátria dos avós. Em uma escola de educação infantil na Vila Mariana, na Zona Sul da capital, o japonês é o idioma mais ouvido na sala de aula. Tanto nas músicas quanto nos ensinamentos: a alfabetização é feita em português e também em japonês.
A escola tem 90 alunos, de quatro meses a 6 anos de idade. São quase todos descendentes de japoneses, ou nasceram no Japão e vieram com os pais para o Brasil. Apenas um aluno foge desse padrão. Com dois anos, Victor é a única criança que não tem descendência oriental da escolinha.

“Escolhi uma escolinha japonesa por causa da cultura, da disciplina, em especial. Eu acho que a educação e o respeito aos mais velhos na cultura japonesa, ela é muito forte. Então eu acho que além da segunda língua é o respeito, o respeito acima de tudo”, conta a arquiteta Lizandra Selecrodi, mãe do menino.

Para a maioria dos pais, o que vale é manter a tradição. “Como descendente de japoneses eu acho muito importante que ela conheça a cultura japonesa, e aqui ela tem oportunidade de ter contato com as tradições, com a escrita japonesa. Eu acho que é legal ela manter as raízes”, explica Regina Miura, assistente de comércio exterior, mãe de uma das alunas.

A coordenadora da escola, Saniy Yoshinaga, acredita que quanto mais cedo as crianças começarem a aprender o idioma e a cultura japoneses, melhor. “A criança tem muita facilidade de aprender, não só línguas, mas muitas coisas”.

Toda essa facilidade é bem vinda na hora de estudar uma língua tão diferente do português. O japonês usa três sistemas de escrita. O hiragana e o katakana representam os sons. Ao todo são 92 fonogramas. Além deles, há os kanjis de origem chinesa que representam palavras e somam mais de 2 mil símbolos. Para complicar, as três formas são usadas ao mesmo tempo.

É difícil, mas não impossível. As crianças da escola atestam o desafio, ao contarem que não preferem um ou outro idioma, mas gostam dos dois.

Fonte G1

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