Archive for June, 2008

Jun 28 2008

Guarulhos comemora Centenário da Imigração Japonesa com música sertaneja e escola de samba

Guarulhos

Image via Wikipedia

Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, vai homenagear o país do Sol Nascente neste domingo (29/6). O Festival da Amizade Brasil-Japão, que será realizado no Parque Linear Transguarulhense (Avenida Transguarulhense, s/n, Parque Continental), das 9h às 17h, celebrará o Centenário da Imigração Japonesa.

Entre as atrações está previsto desfile da Escola de Samba Vila Maria, cujo tema neste ano foi a trajetória da comunidade nipônica no país. A escola, inclusive, enviou bonecos usados no Sambódromo paulistano, que estão expostos nas principais vias públicas da cidade. Outro destaque será o show de uma dupla sertaneja de descendentes (Jiro e Eidi).

Para os mais tradicionais, haverá exibições de taikô (tambor), danças típicas e artes marciais e exposições de ikebana (arranjos florais), bonsais (miniaturas de plantas), mangá (história em quadrinhos) e origami (dobradura). Além disso, serão servidos pratos da culinária japonesa, como yakissoba, sushi, guiozá (bolinho frito ou assado recheado com carne ou vegetais), moti (bolinho de arroz) e mandju (doce de feijão).

O Festival da Amizade Brasil-Japão, que integra o calendário oficial de eventos do município, ocorre todo último domingo de junho. A iniciativa tem o apoio de diversas entidades nipônicas, como a Associação Nipo-Brasileira de Guarulhos, Associação Okinawa de Guarulhos, Associação Fukushima Kenjikai de Guarulhos, Yassuragui Home e Casa da Esperança Kibô-no-Iê. Recentemente, foram inauguradas em Guarulhos duas obras da artista plástica Tomie Ohtake — uma no Aeroporto Internacional de Cumbica e outra no Centro Operacional Gopoúva do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).

Zemanta Pixie

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Jun 27 2008

Bonecas Japonesas e Suas Histórias

2 Geisha conversing near the Golden Temple in Kyoto, Japan. Parts of the kimono and the special make-up are clearly visible.

Image via Wikipedia

Quem já teve uma daquelas bonecas lindas, com jeito de Gueisha e guarda-sol na mão ou um bebê nas costas? Eu tinha e amava, era apenas de decoração mas foi destruída de tanto que brincou comigo!

Vi agora que uma exposição no Shopping D está homenagendo o centenário da imigração japonesa com a exposição Bonecas Japonesas e Suas Histórias. Não poderei ir, porque fica só até domingo e estarei em Curitiba neste final de semana, mas quem for passear no shopping e visitar, me mande fotos depois!

A instalação tem flores de cerejeira - árvore símbolo do Japão - e o tori - portal de madeira que dá boas-vindas aos visitantes e significa boa sorte -, além de bonecas vindas de várias regiões do país.

São 12 bonecas que representam os tipos mais tradicionais da cultura japonesa, Hakata, Nihon Nigyo, Maiko, Geisha, Kyo, Gosho, Ningyoo e Saga. Esta última é uma boneca rara vinda de uma pequena cidade próxima a Kyoto.

Os visitantes têm a oportunidade de conhecer detalhes de cada peça e saber mais sobre a história delas. Uma chance para conhecer este lado da tradicional cultura japonesa.

Serviço:

  • Shopping D
  • Grátis.
  • Entre 11 e 29 de junho de 2008.
  • De segunda a sábado das 10h às 22h; domingos e feriado das 12h às 20h.
Zemanta Pixie

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Jun 27 2008

Sobre os nikkeis

Veridiana, do blog 30 & Alguns, fez um post muito interessante no qual fala  que as nikkeis (descendentes de japonês) são as “novas mulatas” . Se eu contar a quantidade de bobagens que escutei em toda vida (antes de estar sempre com marido e filhos, que eu chamo de pequenos guarda-costas, porque eles me protegem de muita coisa) com piadas e cantadinhas de mal gosto sobre gueixas e muito mais… Triste, muito triste. A falta de respeito é tão pesada quanto os estereótipos que envolvem o oriental. Ser quietinha, ser comportada, não ser amistosa, ser timida, ser submissa, enfim, coisas que eu não sou, ninguém é, somos seres mutantes, graças a Deus. E a maioria das nikkeis que eu conheço não é nada disto, são mulheres fortes, lutadoras, inteligentes e capazes, mas que conservam, de alguma forma, a gentileza e a moralidade dos ancestrais. Sabrina Sato é um exemplo do que a mídia faz e do que a beleza precoce - das coisas que eu falei no post Mulher, mídia e consumo - pode fazer com a cabeça feminina.

E Lunna Guedes, do blog Acqua, fez um post sobre música japonesa e J-pop, no qual ela dizia

Me pego questionando se o japonês e o brasileiro não tem em comum a questão de que o que vem de fora não é melhor do que aquilo que está ao seu alcance?

Em minha resposta, falei que a grande surpresa que os nikkeis viveram ao chegar no Japão foi se sentir e assumir brasileiros. Aqui éramos “japoneses” e lá nos vimos “gaijins”. Gaijin, como você deve saber, é estrangeiro e aqui os nipo-brasileiros sempre chamaram os não-descendentes e não japoneses (natos) de gaijin, mesmo sabendo que na verdade os brasileiros, como nós, são nascidos aqui e não “gaijin”. Aqui somos japoneses, lá somos brasileiros e acredito que só a geração dos meus filhos, já bisnetos de imigrantes, conseguirá se sentir verdadeiramente autóctone.

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Jun 24 2008

Série sobre cultura japonesa discute a importância da dança na relação Brasil/Japão

Dentro do ciclo de palestras “Meu Japão Brasileiro”, a CAIXA Cultural (Praça da Sé, 111) promoverá, na quarta, dia 25 de junho, às 19h, um encontro com Christine Greiner, professora do Departamento de Linguagens Corporais e do Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da PUC-SP, para falar sobre a dança japonesa. A entrada é franca.

Com o tema “Desconstruções Culturais”, a palestrante, que também é curadora do evento, falará sobre a dança como uma das mais ricas manifestações da cultura japonesa. A sua descoberta e transmissão no Brasil corresponde a uma história de trocas e contatos culturais muito delicados e complexos.

O ciclo “Meu Japão Brasileiro” vem discutindo, desde fevereiro, a trajetória da cultura japonesa no Brasil. Durante seis meses, às quartas-feiras, das 19h às 21h (a cada duas semanas), especialistas em várias manifestações culturais discutem a relação nipo-brasileira na culinária, na moda e nas artes (veja a programação abaixo).

100 anos de Intercâmbio Cultural

De 1908 até 2008, nosso país passou a abrigar a maior população nikkei fora do Japão e, nos últimos trinta anos, um grande número de brasileiros decidiu conhecer a terra do sol nascente em busca de suas famílias ou de oportunidades de trabalho. Inúmeras experiências nasceram destes encontros e, nos últimos anos, representam muito mais do que a aquisição de adornos e peças de vestuário. São experiências de vida e exercícios complexos de convivência.

O evento “Meu Japão Brasileiro” leva ao público algumas das experiências mais importantes, nascidas destes encontros. Busca escapar dos estereótipos, dando voz aos pesquisadores que se propuseram a conhecer a cultura japonesa em suas diversas formas de modo a transformar a vida, as convicções e os modos de ver o “outro”.

Para apresentar os diferentes pontos de vista, serão realizadas doze palestras que tratam da multiplicidade da cultura japonesa ao mostrar detalhes variados e emocionantes de intricadas experiências culturais referentes a elementos nipônicos arcaicos, modernos, coletivos, históricos e absolutamente íntimos e pessoais. Os temas transitam por linguagens e meios de comunicação diversos como o cinema, a televisão, o teatro, a dança, as gravuras, a caligrafia, a religião e assim por diante. A curadoria é de Christine Greiner e a produção da Clauss Carvalho Produções e Eventos.

As palestras acontecem sempre às quartas-feiras, das 19h às 21h, no Auditório do 6º andar da CAIXA Cultural (Praça da Sé, 111). São 70 lugares para cada palestra e não é necessário fazer inscrição. A entrada é franca. Mais informações podem ser obtidas pelo público através do telefone (11) 3321-4400 ou no site www.caixacultural.com.br.

PROGRAMAÇÃO:

Dia 25

Palestrante: Christine Greiner curadoria

Resumo da palestra: A dança é uma das mais ricas manifestações da cultura japonesa. A sua descoberta e transmissão no Brasil corresponde a uma história de trocas e contatos culturais muito delicada e complexa.

Julho 2008

Vários Japões

Dia 02

Palestrante: Almir Almas

Resumo da palestra: O imaginário brasileiro sobre o Japão é um objeto utilizado e transformado por muitos que se dedicam às variedades da produção artística brasileira. Com este ponto de partida, Almir Almas irá mostras uma seqüência de vídeos que procuram usar, mostrar e reinventar diferentes possibilidades de combinações entre a cultura brasileira e a cultura japonesa.

Sobre os palestrantes:

—Almir Almas é Doutor em Comunicação e Semiótica, professor da ECA-USP e autor da dissertação de mestrado Videohaiku (2000) e da tese de doutorado Televisão Digital Terrestre: Sistemas, Padrões e Modelos (2005).

—Cecília Saito é artista plástica, Doutora em Comunicação e Semiótica, pesquisadora do Centro de Estudos Orientais da PUC-SP e autora do livro O Shodô, o Corpo e os Novos Processos de Significação (2004).

—Christine Greiner é professora do Departamento de Linguagens Corporais e do Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da PUC-SP e coordenadora do Centro de Estudos Orientais da PUC-SP, é pós-doutora pela Universidade de Tóquio e pelo Centro Nichibunken de Kyoto, e autora dos livros Butô: Pensamento em Evolução (1998) e Teatro Nô e o Ocidente (2000).

—Darci Kusano é Doutora em Artes Cênicas e autora dos livros O que é Teatro Nô (1988), Os Teatros Bunraku e Kabuki: Uma Visada Barroca (1993) e Yukio Mishima: O Homem de Teatro e de Cinema (2006).

—José Carlos Lage é cineasta.

—Lucia Nagib é professora titular de cinema mundial na Universidade de Leeds (Inglaterra) e autora dos livros Em torno da Nouvelle Vaque Japonesa (1993) e Nascido das Cinzas: Autor e Sujeito nos Filmes de Oshima (1995).

—Madalena Hashimoto é pesquisadora e vice-diretora do Centro de Estudos Japoneses da USP, docente da Faculdade de Filosofia, Letras & Ciências Humanas da USP, e autora do livro Pintura e Escritura do Mundo Flutuante: Hishikawa Moronobu e ukiyo-e Ihara Saikaku e ukiyo-zôshi (2002).

—Marcela Canizo é graduada em Artes pela Universidade de Buenos Aires, graduada em Cinematografia pelo Instituto Nacional de Cinematografia (Argentina), Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e autora da dissertação de mestrado Orientalismos no Cinema (2006).

—Marcos Reigota é Mestre em Filosofia da Educação (PUC-SP), Doutor em Educação pela Universidade Católica de Louvain (Bélgica), Pós-Doutor pela Universidade de Genebra (Suíça), realizou estágios de pesquisa na Josai International University (Japão) e na Sophia University (Japão), e autor de uma longa pesquisa, ainda não publicada, sobre os bombardeios a Hiroshima e Nagasaki.

—Mauricio Kinoshita é cineasta.

—Mii Saki Tanaka é jornalista, atriz, Mestra em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, Mestra em jornalismo pela Universidade de Sophia (Japão), professora universitária e autora da dissertação de mestrado Sem Medo de Ser Espetáculo-Caso NHK: O Jeito Japonês de se Fazer uma TV Pública (2000).

Patrícia Borges - possui graduação em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo (1992), graduação em Desenho Industrial pela Universidade Guarulhos (1988), mestrado em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (1998) e doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2005). Atualmente é professora celetista do curso de pós-graduação da Universidade Sao Judas Tadeu e professora titular - Faculdades Metropolitanas Unidas, atuando principalmente nos seguintes temas: desenho animado, cinema, animês, semiótica da cultura, teoria da montagem de Eisenstein, linguagens audiovisuais e das novas mídias.

Serviço:

  • O quê: palestra sobre a dança japonesa no ciclo “Meu Japão Brasileiro”, com a curadora Christine Greiner
  • Quando: dia 25 de junho (quarta-feira), às 19h
  • Onde: CAIXA Cultural (Praça da Sé, 111)
  • Quanto: grátis
  • Lugares: 70
  • Informações: (11) 3321-4400 ou www.caixacultural.com.br
  • Realização: CAIXA Cultural
  • Patrocínio: Caixa Econômica Federal

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Jun 22 2008

Centenário da imigração japonesa: tradição cultural se mantém em escolas

Christie´s Images/CORBIS

Aulas em japonês e português, oficinas de taikô (tambor japonês), cursos de mangá, prática de origami, aulas de kung fu, judô, contação de lendas na sala de aula. Tudo isso pode ser encontrado nos currículos de escolas japonesas - ou de influência da cultura oriental - no Brasil.

Na escola Megumi, no Paraná, até os 4 anos as crianças têm todas as aulas em português e japonês. “A partir dessa idade, quando começa a alfabetização, o japonês é estudado nas aulas específicas do idioma”, conta Rute Ayumi Sakae Kronith, coordenadora pedagógica. Dos 160 alunos do berçário à quinta-série do ensino fundamental, cerca de 93 são descendentes de japoneses e 12 não têm traços orientais. Rute é filha do fundador da escola e conta que a filosofia do local está baseada no respeito, na disciplina, em trabalhos de grupo e no saber ouvir - conceitos fortemente presentes na cultura japonesa. “Em nossas aulas, como as de origami, por exemplo, trabalhamos a concentração, o que contribui para deixar as crianças menos agitadas e mais focadas nas atividades”, diz. O comportamento é seguido até mesmo pelos alunos “não-descendentes”, garanta Rute. “Combinamos tudo isso com a extroversão dos brasileiros e, com a mistura, obtemos um equilíbrio”, afirma a coordenadora.

Já o Colégio Montessori Santa Terezinha, em São Paulo, tem, hoje, quase metade dos alunos de origem nipônica. Além de integrar a filosofia e os costumes japoneses ao currículo, a arquitetura da escola também tem influência oriental: a sala destinada a reuniões de pais e leituras é uma antiga casa de chá restaurada. “Sempre prezamos por uma formação humanitária em nosso currículo. E isso inclui as diferenças culturais entre ocidentais e orientais, que vivenciamos diariamente na escola”, diz Valquíria Rodrigues, coordenadora pedagógica. Apesar das pequenas diferenças, mesmo os não-descendentes abraçam a cultura japonesa, de acordo com Valquiria. “As revistas mais lidas entre os alunos são as de mangá e as músicas mais ouvidas, as japonesas”.

Fonte Crescer, matéria de Simone Tinti

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Jun 22 2008

A jornada dos dekasseguis no Japão

Na quarta reportagem da série sobre o centenário da imigração japonesa, nossos repórteres apresentam os dekasseguis. Os nipo-brasileiros que foram tentar a vida no Japão.

A vida que todo aposentado pediu a Deus. Morar na praia e ainda ter um negócio para complementar a renda.

“Eu levo a fama, mas quem faz é ela”, conta o aposentado Hiroshi Wassano.

A casa e o barzinho em Boracéia, litoral norte de São Paulo, foram construídos com o dinheiro que a família Wassano ganhou no Japão.

Foram duas temporadas. Primeiro, pai e mãe sofreram 11 meses em uma metalúrgica. Quando as filhas cresceram, foram mais dois anos e meio de trabalho duro, montando marmitas de madrugada.

“Para quem tem um emprego bom no Brasil, não compensa o sacrifício”, afirmou Hiroshi Wassano.

Mas vá dizer isso para o povo que vive na ponte aérea São Paulo-Tóquio. “Bate saudades, mas tem que trabalhar”, disse o ferroviário Pedro Higashi.

E assim, brasileiros vão aterrissando na segunda maior economia do mundo. Com um poderoso parque industrial, o Japão não tem desemprego e a inflação não chega a 1% ao ano.

A maioria dos brasileiros que veio para o Japão tem uma historia parecida. Vieram pensando em ficar pouco tempo e juntar dinheiro para realizar um sonho em comum. Comprar um carro, por exemplo. Alguns foram ficando e chegaram muito além do próprio sonho.

Quando o comerciante Alexandre Seki chegou, só queria um carrinho. Dez anos depois, tem mais de 30 no estoque. Montou uma loja de automóveis em Hamamatsu, a cidade que mais tem brasileiros no Japão.

No país inteiro, são 300 mil pessoas fechando negócios em português. “Dos nossos clientes, 95% é brasileiro. É como se estivesse no Brasil. Não muda nada, só o poder aquisitivo do brasileiro aqui é diferente. O que ele quiser comprar, ele pode comprar”, afirmou Alexandre.

O regresso à terra dos avós começou no final dos anos 80, ainda no tempo da inflação galopante no Brasil. Sem emprego nem perspectivas, muitos descendentes adotaram a saída dos antepassados, mas na contramão e emigraram em busca de oportunidade.

O Brasil iria aprender mais uma palavra japonesa: dekassegui. “Originariamente, é um termo que japoneses usavam para os trabalhadores que saíam do sul que era pobre e ia para o norte para trabalhar temporariamente. Então, associaram: são os dekasseguis, que vieram do Brasil”, explica a pesquisadora Lili Kawamura.
Vida de dekassegui não é fácil. As fábricas reservam para os estrangeiros as funções que o japonês não quer. São os trabalhos definidos como três K, por causa das iniciais das palavras em japonês. Kitanai (sujo), kiken (perigoso) e kitsui (sofrido).

Quem viaja sozinho, ainda tem que enfrentar o isolamento e a saudade da família. Quando os pais de Osvaldo Asakawa chegaram ao Brasil, uma reunião seria impossível. Faz quatro anos que o assessor parlamentar que virou metalúrgico só vê a mulher e os filhos que ficaram em São Paulo através da internet.

“A única opção que eu tive para sustentar a família foi exatamente isso, fazer o caminho inverso do meu pai”, afirmou Osvaldo.

“A nossa intenção é estar toda a família reunida lá no Japão”, revelou Vanderléia Asakawa, mulher de Osvaldo.

Quem sabe, a família de Osvaldo não tenha o mesmo sucesso da tradutora Lourdes Tiemy Takano e do supervisor de fábrica Moacyr Tadashi Takano. Ele viajou primeiro e depois trouxe a mulher. Lá se vão 18 anos. Tiveram filhos, que hoje não sabem mais falar português.

“Ainda temos a intenção de, um dia, voltar. Temos casa lá, família, mas compramos a casa para eles, eles não querem voltar para o Brasil”, disse Lourdes.

Na casa de dekassegui, o cardápio dá a volta ao mundo em uma refeição, mas é um momento raro. Moacyr não pára em casa. É a rotina pesada de um brasileiro no Japão. “Trabalhava todo dia, hoje também, de segunda a domingo, mas domingo é na parte da manhã. Mas ainda está normal trabalhar os 30 dias”, conta Osvaldo.

Na década de 90, quase 200 mil brasileiros foram trabalhar no Japão. Em 2006, no último levantamento do consulado em São Paulo, foram emitidos pouco mais de 20 mil vistos.

Os paulistanos Viviane e Ricardo Moki Yabiko preparam os passaportes. Cem anos depois da primeira imigração de lá para cá, o jovem casal renova a aposta em um futuro do outro lado do mundo.

“Você é filho de um pai que veio fazer esforço no Brasil. Tem orgulho de seu pai?”, pergunta o repórter.

“Bastante. Da luta que eles tiveram”, respondeu Ricardo. “Espero que meus filhos tenham orgulho quando souberem que eu fui para o Japão fazer isso”.

Fonte: Jornal Nacional onde se pode ver o video inteiro.

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Jun 22 2008

Em discurso, Naruhito fala dos dekasseguis

pr?ncipe Naruhito

O príncipe-herdeiro fez um discurso rápido no Sambódromo e não deixou de falar dos mais de 300 mil brasileiros que moram no Japão. Ele disse que é preciso trabalhar para contribuir com as duas comunidades (os imigrantes japoneses e os dekasseguis). “Espero que minha visita contribua pelo menos um pouco para fortalecer os laços de amizade entre os dois países”, disse.

Começa a maior festa do centenário da imigração, em SP

Postado por Tech & Games G1 em 21 de Junho de 2008 às 14:25

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Mesmo com a chuva fina, cerca de 25 mil pessoas estão no Sambódromo. As apresentações em homenagem ao centenário já começaram. Quem atravessou primeiro a avenida foi um grupo de radio taissô, a ginástica rítmica japonesa.

Tambores e danças tradicionais também animam os imigrantes, descendentes e não-descendentes que estão por aqui.

A presença mais aguardada é a do príncipe-herdeiro Naruhito, que deve chegar por volta de 16h.

Elas querem lutar

Postado por Ao Vivo em 21 de Junho de 2008 às 16:03

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Irreconhecíveis na roupa usada para lutar o kendo, Karen Kimura e Lurika Matsuo deixam a vaidade de lado e nessa hora e só querem saber de ganhar as competições do esporte.

“Ninguém acha estranho a gente lutar. É normal”, diz Karen (à esq.). As duas esperam ganhar o bicampeonato mundial no kendo, que significa literalmente “caminho da espada”.

Carnaval japonês

Postado por Ao Vivo em 21 de Junho de 2008 às 15:44

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No meio da avenida, um bando de homens e garotos de quimono japonês. A mulher ao meu lado pergunta se eles estão de pijama. Não, estão com roupa tradional mesmo e dançando ao lado de um grupo de mulheres o ‘Awaodori’, que é considerado o Carnaval do Japão. O ritmo é bem alegre, descontraído e todos dançam como se estivessem celebrando uma data especial, que, no caso, é o centenário.

‘Karaokê’ não podia faltar

Postado por Ao Vivo em 21 de Junho de 2008 às 15:10

karoake_1.jpg

Em festa japonesa, música ao estilo karokê não falta. Os cantores profissionais Elaine Hara e Lílian Tangoda (as duas na foto) cantaram ao lado de Takeshi Nishimura. As canções, japonesas, claro, fizeram o público levantar.

E toquem os tambores (taikos)

taiko.jpg

taiko2.jpgQuem ouve de longe, sem ver quem e o que está sendo tocado pode até pensar que se trata da bateria de uma escola de samba. O som é forte, bem ensaiado. Mas não. É tão bonito quanto, só que no palco estão sete japoneses que se revezam entre vários taikos (tambores), de todos os tamanhos. O barulho pode ser comparado às batidas do coração, como diz a presidente do grupo, Kazuko Shiomi.

Essas mesmas batidas emocionam mesmo, ainda mais vindas do Amanojaku, um dos mais importantes grupos de taiko do Japão. Eles tocaram nesta quinta (19) na Semana Brasil-Japão, que acontece até domingo no Palácio das Convenções, em São Paulo.

Junto ao som do taiko, os integrantes ainda fazem umas coreografias com os bastões, sem perder o ritmo. O auditório estava lotado e rolou até interação com o público: os artistas ensinaram uma seqüência de palmas e todo mundo tinha que fazer igual. E fez.

Texto e Fotos Marianne Nishihata no G1

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Jun 21 2008

Danças japonesas se modernizam sem perder significado

As danças japonesas surgiram na antigüidade e, apesar de preservar muitas características, se modernizaram. Elas marcam os principais acontecimentos da vida em comunidade e por isso são cheias de significados.

Além da coreografia marcada, a dança típica da colônia exige técnica para tirar som do naruko, um chocalho japonês que tem várias hastes em 45 graus. “Começou com jovens, mas virou febre no Japão inteiro. Desde os pequenininhos até os experientes, todos dançam”, diz a coreógrafa Kumi Amago.

Outro espetáculo muito popular é o “awaodori”, uma espécie de carnaval japonês, organizado durante quatro dias em agosto. A dança inclui vários estilos, todos inspirados na cultura do país. Em ritmos folclóricos que existem há mais de 500 anos, os homens dançam livremente e as mulheres fazem coreografias com movimentos leves e sensuais.

Na cabeça, as dançarinas levam o kassa, um chapéu de palha que lembra um guarda-chuva. Mas o que mais chama a atenção é o tamanco usado pelas mulheres, chamado gueta. Ele é do ano de 1500.

A vestimenta masculina também é rica em detalhes. Nos pés, eles usam o tabi. O quimono tradicional é preso por uma faixa preta amarrada a uma espécie de garrafa de saquê. Além das cores, as danças japonesas são cheias de símbolos, como o shishi, um leão que tem a função de proteger, afastar os maus olhados.
Fonte: G1

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Jun 20 2008

Líder humanista japonês é homenageado em São Paulo

Published by samegui under filosofia

Daisaku Ikeda, líder mundial que defende a paz pelos braços da educação e cultura, será homenageado hoje (20/6) no auditório da Associação Soka Gakkai - BSGI, no Bairro da Liberdade. Seu filho Hiromasa Ikeda veio do Japão especialmente para representar o pai em dois momentos solenes: a entrega da “Salva de Prata” pela Câmara Municipal, por meio do Vereador Adolfo Quintas, e a concessão do título de doutor honoris causa pelo reitor da UniÍtalo, Marcos Antonio Gagliardi Cascino.

Ikeda será homenageado por suas obras sócio-culturais “que evocam o espírito de fraternidade, o desenvolvimento de relações amistosas entre os povos, a segurança, a defesa do meio ambiente, a responsabilidade e a dignidade para o cidadão comum”, descreve o documento de outorga.

Daisaku Ikeda Continue Reading »

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Jun 20 2008

Quem é Naruhito

Their Imperial Highnesses Crown Prince Naruhito and Crown Princess Masako

Naruhito, Príncipe Herdeiro do Japão (??????? Naruhito K?taishi Denka; nascido em 23 de fevereiro de 1960, no Palácio Togu, Tóquio) é o filho mais velho do Imperador Akihito e da Imperatriz Michiko.

Titulado Príncipe Hiro (?? Hiro-no-miya) durante a infância, ele tornou-se o herdeiro aparente do Trono do Crisântemo com a morte de seu avô, o Imperador Showa (Hirohito), no dia 7 de janeiro de 1989.

Educação

Em 1982, Naruhito graduou-se do Departamento de História da Universidade de Gakushuin, especializando-se em história medieval japonesa. De 1983 até 1985, ele estudou em Merton College, na Universidade de Oxford, Reino Unido. Em 1988, completou seu doutorado em Humanidades na Gakushuin, tornando-se um pesquisador convidado dos arquivos da Universidade em abril de 1992. Desde 2003, concede palestras para alunos universitários[1].

Noivado e casamento

O príncipe pediu, como se alega, pelo menos duas vezes a mão de Masako Owada (nascida em 1963) em casamento. Masako era uma então diplomata de vinte e nove anos do Ministério de Relações Exteriores japonês e trabalhava juntamente com seu pai, Hisashi Owada. O Palácio Imperial anunciou o noivado em 19 de janeiro de 1993.

No dia 9 de junho de 1993, o príncipe herdeiro do Japão e Masako Owada casaram-se numa cerimônia xintoísta imperial em Tóquio, com oitocentos convidados e com uma audiência estimada em quinhentas milhões de pessoas ao redor do mundo. Todos os soberanos da Europa compareceram, bem como a maioria dos Chefes de Estado eleitos europeus.

Como conseqüência do casamento, Masako Owada foi titulada “Sua Alteza Imperial a Princesa Consorte do Japão”. Ela é popularmente conhecida apenas como “Princesa Masako”, embora essa forma de tratamento esteja incorreta. O casal estabeleceu residência no Palácio T?g?, em Tóquio.

A princesa Masako teve que desistir de sua carreira diplomática com seu casamento, já que a constituição japonesa não permite que membros da família imperial tenham um emprego.

Filha

O Príncipe Herdeiro e a Princesa Consorte do Japão têm apenas uma filha:

* Sua Alteza Imperial a Princesa Aiko (seu título oficial é Princesa Toshi), nascida no dia 1° de dezembro de 2001.

Passatempos favoritos e interesses

O príncipe Naruhito toca viola e gosta de praticar tênis, jogging, pedestrianismo e montanhismo no seu tempo livre.

Ele já escreveu um livro, intitulado “The Thames And I: A Memoir Of Two Years At Oxford” (ISBN 1-905246-06-4), memórias sobre suas experiências na Universidade de Oxford que foram publicadas em 1992 e que tiveram a colaboração de Charles, Príncipe de Gales.

[editar] Debate sobre sucessão imperial

Em novembro de 2005, um comitê governamental recomendou mudar a Lei de Sucessão Imperial de 1947 para garantir que o primogênito dos príncipes herdeiros, de qualquer sexo, se tornasse o herdeiro do Trono do Crisântemo. A opinião pública debatia uma reforma para possibilitar a ascensão da Princesa Aiko. O então primeiro-ministro, Junichiro Koizumi, comprometeu-se a levar a reforma ao Parlamento.

Entretanto, a gravidez da Princesa Kiko, esposa do Príncipe Akishino, anunciada oficialmente em fevereiro de 2006, mudou os planos. Em setembro daquele ano, nasceu um menino, o Príncipe Hisahito de Akishino, que é o terceiro na linha de sucessão sob a atual lei. O nascimento de Hisahito foi um alívio para membros partidários tradicionalistas e, de fato, desencorajou as propostas que sugeriam a sucessão feminina. Antes de seu nascimento, 84% da população mostrava-se favorável à mudança.

Acredita-se que o debate será continuado e finalizado em um momento apropriado no futuro.

[editar] Funções

O Príncipe Naruhito foi um patrono do Comitê de Jogos Olímpicos Japonês até 1998, quando se tornou membro do Comitê Olímpico Internacional. Ele também tem comissões no exército, na marinha e na força aérea do Japão.

Referências

http://www.kunaicho.go.jp/e03/ed03-03.html

Ligações externas

Fonte: Wikipedia

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