Archive for April, 2008

Apr 21 2008

Saudade do arroz da terra natal

Por Emanuella Sombra

Completados 100 anos da imigração japonesa no Brasil, os moradores do Núcleo JK preparam seu cinqüentenário. Ao lado de Ituberá e Una, no sul do Estado, receberam os primeiros japoneses na Bahia, bem depois de o navio Kasato Maru ancorar, em 1908, no Porto de Santos. Iludidos pelo enriquecimento rápido, se depararam, aqui, com solos desgastados e pouco produtivos.

O objetivo da parceria Bahia-Japão era justamente desenvolver as áreas abandonadas, além de escoar a população pobre do Sol Nascente para o Novo Mundo. Com passagens financiadas pelo Japão, 172 famílias se aventuraram no escuro – ou melhor, nas duvidosas propagandas do governo local – para, posteriormente, entrar nas estatísticas de migração interna.

Aos 71 anos, a agricultora Tsuneyo Takenami compõe estes números. Com bom humor, ela lembra das circunstâncias da viagem: 45 dias a bordo do Brazil Maru, em 1959, onde as precárias aulas de português distraíam os tripulantes. Ela passava o tempo imaginando como seria o futuro marido, o qual só conhecia de foto. Do casamento arranjado com um compatriota, vindo na primeira leva de rapazes solteiros, ela lembra com um brilho nos olhos.

“Naquela época, Una e Mata de São João só tinham mato”, lembra Tsuneyo, que já morou na região cacaueira. Em Mata, administra ao lado dos filhos uma plantação de verdura orgânica, distribuída entre redes de supermercado de Salvador. O padrão de vida confortável permite, de quando em vez, regressar à terra natal. “Se estou aqui, tenho saudade do arroz do Japão. Se estou lá, sinto falta do feijão brasileiro”, brinca.

João Koji, da associação nipônica em Salvador, estima cerca de 2 mil famílias japonesas vivendo hoje na Bahia. Cidades como Juazeiro e Barreiras fazem parte do êxodo recente, advindo da Região Sul.  Na primeira, com as plantações de uva. No oeste, com soja, milho e café. Barreiras, maior colônia japonesa do interior, sustenta cerca de 250 com a agricultura.

“Em Salvador, a imigração começou basicamente com a criação do Pólo Petroquímico, na década de 70, de pessoas vindas do Japão ou descendentes de São Paulo. Muitos não estão mais aqui, outros se tornaram comerciantes ou pequenos empresários na capital”, explica João Koji.

Fonte: A TARDE On Line

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Apr 19 2008

Não sabe o que é undokai?

Published by Samantha under tradição, undokai

Eu podia contar, mas achei uma explicação tão boa que vou é citar:

Undokai

Uma das melhores traduções que conheço para Undokai é gincana esportiva familiar. Familiar porque participam desde as crianças que já sabem andar até o avô mais idoso. Esportiva porque envolve atividade física - embora não o que primeiro vem à mente quando se menciona “esporte”: nada de futebol, aeróbica, etc. As atividades são aquelas que servem mais para relaxar e se divertir como corrida do ovo na colher, cabo de guerra, rolar no tambor, às vezes um baseball ou softball… E gincana porque são distribuídos prêmios. Geralmente para todo mundo que participa, porque esse é o espírito: confraternização.

O Undokai dura um dia inteiro e costuma ter lugar em maio, quando ainda não faz muito frio e o sol já não é tão forte. As famílias levam o bentô [farnel] de casa como se fosse um piquenique ou compram a comida no local mesmo: sushis, espetinhos, pastel, qualquer coisa que dê para comer com a mão. Bandeirinhas coloridas são estendidas por toda a extensão do campo e várias competições acontecem ao mesmo tempo, então o barulho é razoável ;o) E apitos e criançada correndo e música…

Na minha época [*caham! cof cof cof*] os preparativos começavam meses antes, pra organizar. Correr o Livro de Ouro nas empresas, comprar papel de seda colorido, mandar pra gráfica pra gulhotinar as bandeirinhas, comprar barbante e cola, montar as bandeirinhas, ver quem ia ficar no som, no caixa [onde eu ficava sempre], vixi.
fonte: Pensamentos de uma batata transgênica

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Apr 19 2008

46º Festival Poli-Esportivo Undokai em Mauá

Published by Samantha under undokai

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Por Ademir Médici
A Associação Cultural Nipo-Brasileira de Pedreira, em Mauá, realiza no próximo domingo o 46º Festival Poli-Esportivo Undokai. São provas e disputas individuais e coletivas que reúnem pessoas de todas as idades. A Undokai do Centenário da Imigração Japonesa ao Brasil está marcada para começar às 9h no campo do Jardim Maringá (altura do nº 300 da Avenida Benedita Franco da Veiga).

A Nipo-Brasileira de Pedreira tem uma história que começa antes de a cidade ser elevada a município. Foi fundada em 9 de novembro de 1952, e neste mesmo ano recebeu protocolo de funcionamento da escola junto à Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, iniciando a atividade da escola de ensino da língua e dos costumes japoneses aos filhos dos seus associados.

A Nipo-Brasileira de Pedreira é a mais antiga de Mauá. Reúne hoje 75 famílias japonesas e seus descendentes. Além da Undokai, a entidade promove – ano sim, ano não – o Engueikai, festival de folclore.

O calendário anual da Nipo-Brasileira é completado com atividades do Departamento de Esportes, como tênis de mesa, futebol de salão e gate-ball (idosos), além de excursões, bazar de pechincha e encontros de confraternização com os alunos e familiares, promovendo oficinas de origami, ikebana, brinquedos tradicionais do Japão para manter a união entre familiares e também a milenar cultura japonesa. A antiga escola de ensino do japonês permanece na ativa.

ASSOCIAÇÃO CULTURAL NIPO-BRASILEIRA DE PEDREIRA – Endereço: Rua Dr. João Carlos de Azevedo, 330, Jardim Maringá, altura do nº 3.000 da Avenida Barão de Mauá.

DO JAPÃO AO BRASIL, 100 ANOS DE HISTÓRIA

Kiyoshi Roberto Nagayama (Mauá, 25/10/1952) – Engenheiro-mecânico formado pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial) e com cursos secundários realizados no Ginásio Industrial e Estadual Júlio de Mesquita e ETI Lauro Gomes. Trabalha na Yoki, indústria de alimentos de São Bernardo. Fez carreira de 32 anos na Nakata, de Diadema, onde chegou ao posto de diretor industrial. Há sete anos preside a Associação Cultural Nipo-Brasileira de Pedreira, em Mauá.

Seus pais são japoneses. Hikaru Nagayama nasceu em Fukushima e veio para o Brasil em 1940, diretamente para Mauá. Aqui já residia um irmão de Hikaru , Shinji e Shiguenobu Nagayama. Kiyoko, mãe de Roberto, residia com os familiares na Alta Mogiana, de onde veio para Mauá.

Hikaru e Kiyoko Nagayama casaram-se em Mauá e têm nove filhos: Yuuki, Yuuji, Paulo, Rosa, Maria, Kiyoshi, Lúcia, Tereza e Luiz. Kiyoshi é casado com Odinete Keiko Yano Nagayama. O casal tem dois filhos: Kouki e Nobuyuki, estudantes da FEI.

fonte: Diário do Grande ABC

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Apr 19 2008

Japoneses aprendem português

Published by Samantha under cotidiano no Japão

por Gilberto Yoshinaga


A professora Fátima elogia o esforço dos alunos japoneses nas aulas de português

Depois de um dia estafante de trabalho ou estudo, eles ainda arranjam tempo e disposição para, uma vez por semana, encarar uma sala de aula. São japoneses que, por motivos diferentes, se interessaram em aprender a língua portuguesa. O curso é ministrado em Yokkaichi (Mie) pela professora brasileira Fátima Sakakura.

Apesar de estarem em seu próprio país, boa parte destes japoneses resolveu aprender português por causa do freqüente contato com brasileiros no ambiente de trabalho. É o caso, por exemplo, da professora Aya Kajiura, que leciona no Sasagawa Danchi – conjunto habitacional onde residem milhares de brasileiros. “Nas ruas do Sasagawa é comum ouvir as pessoas conversando em português, porque há muitos brasileiros lá. Por isso, me interessei pelo idioma”, explica ela. “É um idioma difícil, mas pretendo me esforçar bastante nas aulas para poder conversar bem com os brasileiros.”

Iniciativa

A professora Fátima elogia a iniciativa dos alunos japoneses. “Este esforço deles serve de exemplo para os brasileiros que não se interessam em aprender japonês”, analisa ela, que é formada em Letras e começou a lecionar português para japoneses, como voluntária, há 15 anos. Nas explicações das aulas, ela mistura os dois idiomas. “Na verdade, é uma troca: enquanto ensino português a eles, eu também treino meu nihongo. A cada aula, eu ensino e aprendo bastante”, ressalta.

Fascínio pela cultura brasileira
Eu gosto muito de estudar sobre as culturas de vários povos e tenho um fascínio especial pela cultura brasileira. Isso porque o Brasil tem muita miscigenação, uma mistura interessante de várias raças. Por isso, resolvi aprender o idioma português. Gosto muito da música brasileira, com destaque para Azul, da cantora Gal Costa, e é muito legal poder entender a letra em seu idioma original. Ainda não conheço o Brasil, mas pretendo ir para lá um dia.
Naotoshi Mizutani, universitário, estuda português há mais de três anos

Fonte Jornal Tudo Bem

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Apr 19 2008

Hopi Hari será japonês neste final de semana

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O Japan Hari, maior evento voltado à comunidade nipo-brasileira realizado em um parque de diversões ocorrerá no próximo fim de semana, dias 19 e 20, no Hopi Hari. Repleto de cultura, diversão e com uma programação variada, irá comemorar o centenário da imigração japonesa no Brasil. A expectativa é de que aproximadamente 30 mil pessoas visitem o parque nestes dois dias.

Durante o Japan Hari haverá uma programação especial, com o objetivo de fundir o Japão tradicional com o moderno e agradar a todas as gerações participantes do evento.

Haverá apresentações de danças típicas com o grupo Shinsei da Associação Cultural e Assistencial da Liberdade (ACAL), oficinas de culinária japonesa, exposições de painéis temáticos, venda de adereços orientais, exposição de flores e plantas exóticas, performances de rua, show de pop e rock japonês, show de mágica e outras atrações bem curiosas, Continue Reading »

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Apr 18 2008

Casa Imperial divulga data da viagem de Naruhito ao Brasil

fonte: ipcdigital.com

A Agência da Casa Imperial divulgou a data da viagem do príncipe herdeiro Naruhito ao Brasil, programada em junho para participar das cerimônias em comemoração ao Centenário da Imigração japonesa no País.No dia 18 de junho, Naruhito participará do evento oficial em Brasília. Depois o príncipe irá a São Paulo - nos dias 21 e 22 - e Paraná - no dia 27. Também estão programadas visitas ao Rio de Janeiro, segundo informou a Embaixada do Japão no Brasil.

Os primeiros imigrantes japoneses chegaram ao Brasil em junho de 1908, no navio Kasatomaru, que partiu do porto de Kobe (Hyogo).

Atualmente vivem no Brasil cerca de 1,50 milhão de nikkeis, a maior comunidade de japoneses e descendentes fora do Japão.

O comércio entre o Japão e o Brasil, que vem crescendo ano após ano, dobrou em relação aos ¥ 450 bilhões (US$ 4,50 bilhões) de 2002. Os principais investimentos são na área de telefonia celular, tecnologia de televisão e energia, entre outros.

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Apr 17 2008

Era Edo na Pinacoteca

Fotos: Consulado Geral do Japão em São Paulo
Armadura de Toyotomi Hideyoshi e quimono com motivos referentes à natureza

Cerca de 160 peças inéditas no Brasil compõem o acervo da exposição “O Florescer das Cores: A Arte do período Edo” que abre ao público no dia 17 de abril de abril na Pinacoteca de São Paulo. Com a curadoria de Saito Takamasa, da Agência de Cultura do Japão, a mostra traz peças provenientes de mais de 15 museus japoneses.

Os objetos expostos são, em sua maioria, produzidos ao longo do período Edo (1603- 1867), que tem como principal característica a dominação do xogunato Tokugawa (governo militar centralizado) e o isolamento quase completo do Japão em relação ao resto do mundo.

A mostra é dividida em quatro partes e fica em cartaz até o dia 22 de junho. Confira um pouco mais sobre cada módulo:

Os quimonos e os ornamentos do corpo

As vestimentas japonesas de corte plano são mostradas em vários modelos: “kosode” (literalmente, “mangas pequenas”), “furisode” (quimono de mangas longas) e “katabira” (quimono sem forro, feito de cânhamo). Em destaque, a tecelagem, tingimento e as ilustrações que, geralmente, remetem à natureza.

Roupas do teatro kabuki (originário do período Edo e que são marcadas por cores fortes e brilhantes) e do teatro nô (que usa máscaras e vestuários luxuosos) e acessórios como pentes, presilhas e ornamentos confeccionados com diferentes materiais e técnicas artesanais completam essa parte da exposição.

A cerâmica japonesa

Diferentes cerâmicas do período Edo são apresentadas nessa seção. Há as peças coloridas por meio da técnica Sometsuke de Imari, ponto de partida da produção de porcelanas do Japão;peças de Kokutani, com design voltado para o mercado nacional; de Kakiemon, que influenciou a produção de porcelanas na Europa, entre outros.

De outras épocas, destaque para as cerâmicas do período Jomon (iniciado há cerca de 12500 anos) ligadas ao cultivo de arroz. Nesse módulo, numerosas obras são consideradas “Importante Propriedade Cultural” do Japão.

O universo dos samurais

Duas armaduras completas e selas de montaria são o destaque do módulo dos samurais, que mostra as transformações e os aperfeiçoamentos das vestimentas dos guerreiros do Japão feudal.

Nessa seção também é possível apreciar duas espadas que nunca foram expostas na América Latina: uma confeccionada por Bungo-no Kuni Yukihira no século XIII, obra considerada “Importante Propriedade Cultural” do Japão, e outra confeccionada por Masatsume no século XII, considerada “Tesouro Nacional” do Japão.

Os artefatos de laca

Este núcleo traz uma coleção de pequenos objetos chamados inrô, usados para carregar remédios, acompanhados de netsuke (pequenos ornamentos colocados na corda do inrô, e que lhe serviam de contrapeso).

A técnica Makie, que utiliza pó de ouro no processo de envernizamento, está presente em diversos objetos criados para o enxoval de noivas da elite social, como móveis para toaletes femininos, objetos de papelaria e artigos para incenso.

Devido às condições rigorosas de conservação, a exposição será fechada ao público nos dias 13, 14 e 15 de abril para a substituição de numerosas peças. Quem visitar a exposição antes do dia 13 e depois do dia 15 de maio verá dois acervos diferentes.

“O Florescer das Cores: A Arte do período Edo” é organizada pela Agência Cultural do Japão, com o apoio do Consulado Geral do Japão em São Paulo e da Fundação Japão.

Serviço:

  • O Florescer das Cores: A Arte do período Edo
  • Pinacoteca do Estado de São Paulo
  • Praça da Luz, 2 – Luz – São Paulo
  • De 17 de abril a 22 de junho. De terça a domingo, das 10h às 18h
  • R$ 4 e R$ 2 (meia). Grátis aos sábados
  • Tel.: (11) 3324-1000 Site: www.pinacoteca.org.br

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Apr 17 2008

Golfe: Campos de São Paulo e Paraná prontos para a festa da imigração japonesa

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Os greens e fairways brasileiros estão prontos para receber as comemorações pelos 100 anos da imigração japonesa no Brasil. A festa tem início em São Paulo nos dias 19 e 20 em três clubes paulistas: Arujá Golf Clube e PL Golf Club, no Arujá, e Paradise Golfe Clube, em Mogi das Cruzes, ambos na Grande SP.Os jogadores scratch e de handicap index até 12,1 jogarão no Paradise; os de handicap index de 12,1 a 29,1 enfrentarão o Arujá Golf Club. Já os jogadores sêniores terão como palco de disputa o PL Golf Clube.

O torneio será disputado em stroke play em 36 buracos, sendo 18 por dia. A premiação e o jantar de confraternização serão realizados no domingo dia 20 no Nippon Clube (Rodovia Presidente Dutra, km 205,5 – Arujá). Maiores informações podem ser obtidas no site da Federação Paulista de Golfe

- Festa no Paraná

Entre os dias 25 e 27 de abril, Curitiba será sede de um nos maiores eventos de golfe já vistos no país, o Torneio Imin Golfe 100 Brasil – Japão, que reunirá em torno de 500 golfistas do Brasil, Argentina e Paraguai. Eles jogarão em quatro campos – Curitibano, Alphaville Graciosa, Graciosa Country Club e Las Palmas. O PRO-AM do torneio será realizado no dia 27 de abril (domingo), no Clube Curitibano.

A abertura das festividades foi realizada no sábado dia 5, no Bosque São Cristóvão, em Santa Felicidade. A ocasião contou com a presença de várias personalidades da comunidade japonesa, dentre eles Sakae Tamura - da Comissão Imin 100 Golfe, Jorge Yamawaki - presidente do clube Nikkei e da Comissão do Imin 100 do Sul do Paraná, deputado Estadual Luiz Nishimori e o secretario municipal Ruy Hara. O Imin Golfe 100 Brasil – Japão já tem as presenças de dois profissionais confirmadas: Katsunari Takahashi e Kayoko Ikoma.

fonte: FinalSports

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Apr 15 2008

Caixa cultural presta homenagens ao Japão


Uma série de palestras iniciada em 13 de fevereiro está acontecendo, semana sim, semana não, às quartas-feiras até julho na Caixa Cultural. Os eventos ocorrem sempre das 19h às 21h e a entrada é franca.

Entre os temas abordados, estão as telenovelas, os ataques atômicos sobre Hiroshima e Nagasaki, o teatro, a dança e a ilustração japonesa, o cinema nipônico no Brasil, a identidade do nipo-brasileiro e a mistura das duas culturas. Confira a programação abaixo.

PROGRAMAÇÃO:

Abril – O Corpo da Arte

  • Dia 16 – As características e peculiaridades da Shunga, modelo de ilustração e de gravuras japonesas que exprime cenas eróticas e pornográficas, é o tema da palestra de Madalena Hashimoto, pesquisadora do Centro de Estudos Japoneses da USP.
  • Dia 30 – A artista plástica Cecília Saito fala sobre o shodô e sua prática no Brasil.

Maio – O Cinema Japonês no Brasil

  • Dia 14 – Lucia Nagib, professora de cinema mundial na Universidade de Leeds (Inglaterra), fala sobre a produção audiovisual japonesa desde os filmes de arte até os animes.
  • Dia 28 – Autora da dissertação Orientalismos no Cinema, Marcela Canixo fala sobre as diferenças da luz estourada do Cinema Novo e a luz obscurecida do cinema japonês clássico.

Junho – Desconstruções Culturais

  • Dia 11 – Exibição do curta Primavera (2007) em que se discute a identidade nipo-brasileiras dos nikkeis. Bate-papo com a cineasta Mirian Ou.
  • Dia 25 – A descoberta e transmissão da dança japonesa no Brasil é o tema da palestra de Christine Greiner, pós-doutora pela Universidade de Tóquio e pelo Centro Nichibunken de Kyoto.

Julho – Vários Japões

  • Dia 2 – Professor titular da ECA/USP, Almir Almas irá mostrar uma seqüência de vídeos que procuram usar, mostrar e reinventar diferentes possibilidades de combinações entre as culturas brasileira e japonesa.

Serviço:

  • Ciclo de palestras “Meu Japão Brasileiro”
  • Caixa Cultural
  • Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo
  • De 13 de fevereiro a 2 de julho. Sempre às quartas-feiras, das 19h às 21h
  • Entrada Gratuita, não há necessidade de fazer inscrição
  • Informações: Tel.: (11) 3321-4400
  • Site: www.caixacultural.com.br

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Apr 14 2008

Quando vidas se tornam forma: um diálogo com o futuro – Brasil-Japão

flower-house-do-estudio-sanaa.jpgA partir do dia 11 de abril, entra em cartaz a exposição “Quando vidas se tornam forma: um diálogo com o futuro – Brasil-Japão” no MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, sob a curadoria de Yuko Hasegawa, curadora do Museu de Arte Contemporânea de Tóquio.A mostra tem uma programação de atividades que inclui obras que dialogam entre si: 38 artistas, 21 brasileiros e 18 japoneses, expõem trabalhos sobre arte, arquitetura, moda e design. Entre as ligações feitas por Yuko, estão a das obras dos artistas Hélio Oiticica e Atsuko Tanaka e a dos arquitetos Lina Bo Bardi, Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa (estes dois últimos do estúdio Sanaa), entre outros.

Na exposição diferentes peças dos dois países podem ser apreciadas pelo público, como o Luxdelix, vestido confeccionado com sacos de lixo de Jum Nakao, ao lado do tecido A-Poc inside de Issey Miyake. O visitante também poderá ver A Casa de Vidro de Lina Bo Bardi, que estabelece diálogo com a Flower House de Sanaa. Para ver mais peças, não deixe de visitar a galeria de fotos da exposição.

A realização da mostra é da Fundação Japão, juntamente com o Museu de Arte Moderna de São Paulo. A exposição fica em cartaz até dia 22 de junho.

Alunos e professores de 43 escolas da rede pública estadual que aderiram ao Programa Viva Japão poderão fazer uma visita monitorada à exposição, entre os dias 29 de abril e 30 de maio. Trata-se de uma parceria firmada entre a Secretaria da Educação e o MAM. (para saber mais sobre a parceria, clique aqui)

O Programa Viva Japão promove o contato dos alunos da rede pública estadual com a cultura do Japão e integra as ações do Estado para as comemorações do centenário da imigração japonesa ao Brasil.

Serviço:

  • Quando vidas se tornam forma: um diálogo com o futuro – Brasil-Japão
  • Museu de Arte Moderna - Grande Sala e Sala Paulo Figueiredo
    Parque do Ibirapuera - Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3 – São Paulo
  • De 11 de abril a 22 de junho. De terça a domingo das 10h às 18h
  • R$ 5,50. A Entrada é franca aos domingos, durante todo o dia, para crianças até 10 anos e adultos com mais de 65 anos
  • Site: www.mam.org.br

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