Mar 21 2008
Papéis de origami mais acessíveis
Atualmente há grande estímulo para as crianças fazerem origami e há tempos não é mais uma coisa de nikkei. O que eu sempre achei difícil foi encontrar papéis parecidos com os do Japão. Recebi um release com propaganda de cartelas vendidas numa papelaria, acompanhadas de fitas coloridas e brilhantes para a montagem de estrelas. O preço me pareceu acessível e vou testar com meus filhos.
Segundo a assessoria, a cartela contém 120 fitas tem preço de R$ 3,60. Para confeccionar o famoso Tsuru ou frutas e flores, os papéis de formato quadrado com médias de 5 cm são ideais. A cartela neste tamanho contém 21 papéis com preço de R$ 3,60.
Para quem tem mais habilidade, os papéis sofisticados de plástico colorido tem espessura de 1,5 cm x 1,5 cm e preço de R$ 6,80.
O bom é que todas as cartelas acompanham manual de instruções.
Você conhece a história do origami?
Origami é a arte japonesa de dobrar o papel. A origem da palavra advém do japonês ori (dobrar) kami (papel), que ao juntar as duas palavras a pronúncia fica “origami”. Geralmente parte-se de um pedaço de papel quadrado, cujas faces podem ser de cores diferentes, prosseguindo-se sem cortar o papel.
No entanto, a cultura do Origami Japonês, que se desenvolve desde o Período Edo, não é tão restritiva acerca destas definições, por vezes cortando o papel durante a criação do modelo, ou começando com outras formas de papel que não a quadrada (rectangular, circular, etc.). Segundo a cultura japonesa aquele que fizer mil origamis teria um pedido realizado.
Conforme se foram desenvolvendo métodos mais simples de criar papel, o papel foi tornando-se menos caro, e o Origami, cada vez mais uma arte popular. Contudo, os japoneses sempre foram muito cuidadosos em não desperdiçar; guardavam sempre todas as pequenas réstias de papel, e usavam-nas nos seus modelos de origami.
Durante séculos não existiram instruções para criar os modelos origami, pois eram transmitidas verbalmente de geração em geração. Esta forma de arte viria a tornar-se parte da herança cultural dos japoneses. Em 1787 foi publicado um livro (Hiden Senbazuru Orikata) contendo o primeiro conjunto de instruções origami para dobrar um pássaro sagrado do Japão. O Origami tornou-se uma forma de arte muito popular, conforme indica uma impressão em madeira de 1819 intitulada “Um mágico transforma folhas em pássaros”, que mostra pássaros a serem criados a partir de folhas de papel.
Em 1845 foi publicado outro livro (Kan no mado) que incluía uma coleção de aproximadamente 150 modelos Origami. Este livro introduzia o modelo do sapo, muito conhecido hoje em dia. Com esta publicação, o Origami espalha-se como atividade recreativa no Japão.
Não seriam apenas os Japoneses a dobrar o papel, mas também os Mouros, no Norte de África, que trouxeram a dobragem do papel para Espanha na sequência da invasão árabe no século VIII. Os mouros usavam a dobragem de papel para criar figuras geométricas, uma vez que a religião proibia-os de criar formas animais. Da Espanha espalhar-se-ia para a América do Sul. Com as rotas comerciais marítimas, o Origami entra na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos.
Divisão
A grande divisão entre a antiga dobragem do papel e a nova surgiu cerca de 1950 quando o trabalho de Akira Yoshizawa se tornou conhecido. Foi Yoshizawa quem criou a idéia da dobragem criativa (Sasaku Origami) e inventou todo um conjunto de métodos que nada deviam ao origami do passado, permitindo dobrar uma série de animais e pássaros. Porém, ainda precisava de duas partes de papel para conseguir animais de quatro patas, o que só viria a ser ultrapassado com a invenção das Bases Blintzed em meados da década de 1950 por outros entusiastas, particularmente o norte-americano George Rhoades. Até lá, apenas era possível dobrar animais muito primitivos, incluindo o tradicional porco.
Porém, o trabalho de Yoshizawa já tinha tido um predecessor: Miguel Unamuno, um filósofo da Universidade de Salamanca.
Matemática:
A prática e o estudo do Origami envolve vários tópicos de relevo da matemática. Por exemplo, o problema do alisamento da dobragem (se um modelo pode ser desdobrado) tem sido tema de estudo matemático considerável.
A dobragem de um modelo alisável foi provado por Marshall Bern e Barry Hayes como sendo um problema NP completo.
O problema do Origami rígido (”se o papel for substituído por metal será ainda possível construir o modelo?”) é de grande importância prática. Por exemplo, a dobragem Miura é uma dobragem rígida que tem sido usada para levar para o espaço grelhas de painés solares para satélites.
Onde encontrar lojas Fujiyama:Release enviado por Word Brasil
- Rua Pelotas, 83 – Loja 196A (Multi Shop Pelotas - Metrô Ana Rosa) - São Paulo (SP) - Tel.: 5576-9451.
- Rua Galvão Bueno, 199 - Liberdade – São Paulo (SP) Tel: (11) 3275-3091.
- Av. Paulista, 525 - Loja 09 (próximo ao Metrô Brigadeiro) São Paulo - SP - Tel.: (11)3284-4109.
- Av. Paulista, 2001 - lj. 64 - Galerias 2001 (Metrô Consolação) Tel. (11) 3253-3360
Popularity: 36% [?]
