Jan 31

Imposto vira requisito para renovar visto no Japão
Jornal Tudo Bem

Imposto vira requisito para renovar visto no Japão

Inadimplentes não poderão ficar no arquipélago japonês a não ser que paguem os tributos e obtenham o comprovante de pagamento do imposto residencial

por Claudio Endo, de Shizuoka

19.01.2008

Além de apresentar um atestado de antecedentes criminais, o Japão criou mais um requisito para conceder a renovação de vistos de nikkeis e seus cônjuges. Agora, é preciso anexar aos documentos o comprovante de pagamento do imposto residencial (kazei shoumeisho), tanto para nissei, quanto para sansei. Até então, esse comprovante era exigido apenas do sansei que entrava com pedido de visto permanente.

A idéia de vincular o pagamento do imposto residencial (juuminzei) à concessão do visto partiu do governo de Shizuoka, que em 2006 levou uma proposta ao Ministério da Justiça. Foi sugerida uma alteração na Lei de Imigração, tornando obrigatória a apresentação do comprovante – não apenas em Shizuoka, mas em todo o arquipélago. O governo central, então, decidiu acatar o pedido.

Com essa medida, o Japão quer reduzir o número de inadimplentes estrangeiros. Segundo um levantamento da província de Shizuoka, em algumas cidades como Kikugawa, Kosai, Omaezaki, Kakegawa e Arai a proporção de estrangeiros que devem imposto residencial fica entre os 30% e 50%, em relação ao número total, incluindo japoneses.

Segundo Kouzou Suzuki, chefe do setor de impostos da prefeitura de Hamamatsu (Shizuoka), os estrangeiros da cidade deixam de pagar por ano cerca de 300 milhões de ienes e o índice de inadimplência chega a 44%, sendo que a maioria do grupo de devedores é formada por brasileiros.

O imposto residencial e o sobre veículos (jidoushazei), excluindo os de placa amarela, são de responsabilidade da província. No juuminzei, uma parte da arrecadação é absorvida pelo município. Nos últimos anos, o governo tem feito várias campanhas para incentivar o pagamento dos impostos, mas elas limitam-se aos japoneses, já que muitos estrangeiros não compreendem o idioma. A saída encontrada foi a reforma na lei.

Para Suzuki, a nova medida contribui para a diminuição do índice de inadimplência. Porém, muitos estrangeiros já contam com o visto permanente e estes, teoricamente, não são afetados. Segundo a prefeitura, dos 19.473 brasileiros registrados, 6.918 têm visto permanente e 12.198 contam com visto de longa permanência, dependendo da renovação periódica.

Emitido pelos municípios, o kazei shoumeisho custa, em Hamamatsu, 350 ienes e pode ser solicitado nas sub-prefeituras. Para fazer o pedido de terceiros, é preciso ter uma procuração, cujo formulário está disponível na prefeitura. As pessoas que têm o imposto residencial descontado do salário devem solicitar o hikazei shoumeisho, comprovando que estão em dia com os tributos.

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Jan 24

A Lew’Lara criou para o Banco Real um comercial para a campanha que homenageia a tradição, os valores e a cultura dos nipo-brasileiros, inspirada nos cem anos da imigração japonesa no Brasil. Um detalhe que temos que lembrar é que este banco incorporou o antigo Sudameris, tradicional instituição financeira para as famílias japonesas-brasileiras.
Gosto do comercial do banco que está sendo veiculado atualmente, em que um nikkei aparece “en passent” com uma moça brasileira, assim, sem forçar nem parecer suhiman, simplesmente mais um no meio dos outros clientes… Novamente fico feliz, adoro ver descendentes nos comercias e espero que sempre tenha o bom gosto de não estereotipar ninguém.
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Lew’Lara cria para Banco Real homenagear tradições japonesas

VOX NEWS - 18/1/2008

Os cem anos da imigração japonesa no Brasil estão na nova campanha do Banco Real criada pela Lew’Lara. A ação presta uma homenagem a tradição, os valores e a cultura dos nipo-brasileiros. O comercial mostra uma artista de descendência japonesa usando técnicas de aquarela sobre um papel branco, cujo resultado final é um enorme mapa-múndi.

Segundo Márcio Oliveira, vice-presidente de Operações da Lew’Lara\TBWA, a campanha está alicerçada em valores da tradição oriental como respeito, determinação, disciplina e honra. A campanha é a primeira comunicação de 2008 que o Banco Real desenvolveu especialmente para o centenário da imigração japonesa.

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Jan 24


No final de 2007 eu estava saindo do Shopping Anália Franco e encarei a saída do Anime Dreams. Foi uma experiência única ver todos aqueles cosplay reunidos! Apesar de lembrar deles nas proximidades das estações Shinjuku e Shibuya em Tokyo e ver tantas citações (nem sempre de bom gosto) deles nos seriados americanos, vê-los ao vivo e numa cidade brasileira é uma novidade com a qual ainda não acostumei bem. Mas meus filhos adoram, até porque eles brincam muito de cosplay com suas fantasias de heróis.
Neste final de semana acontece a final da Yamato Cosplay Cup, concurso que escolhe as melhores fantasias e apresentações no palco.
Quem não lembra do que se trata, pode entender melhor esta mania na comunidade Cosplay Brasil. Para os mais corajosos, dêem uma passadinha no SoGo, conjunto de lojas na rua Galvão Bueno, a 50m da estação Liberdade de metrô no centro de São Paulo. Lá, em lojas como a Hellayu! Cosplay pode-se ver como estes jovens levam a sério sua paixão por desenhos animados - animês e mangás - japoneses.
Gostei deste trecho da definição do Wikipedia:

A palavra ‘cosplay’ é uma espécie de abreviação para “costume play” (costume = roupa / traje / fantasia e play = atuar). Ou seja, o cosplayer se caracteriza como um personagem de algum livro, mangá, jogo ou filme que queira homenagear; representa a personalidade deste; e em alguns eventos pode até mesmo competir com outros cosplayers em concursos, embora o grande barato e diversão sejam a exposição e o contato social gerado dentro do ambiente. UM dos principais objetivos deste Hobby é fazer amigos.

Posto abaixo notícia do site da Abril.


Considerado o segundo maior evento do gênero da América Latina, o Anime Dreams chega à quinta edição, que acontece entre os dias 24 e 27 de janeiro no campus Anália Franco da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), em São Paulo. Entre outras atividades, haverá a final da Yamato Cosplay Cup, concurso em que serão escolhidas as melhores fantasias e apresentações no palco e que terá a presença de competidores do Brasil, Chile, Argentina, Paraguai e México. A expectativa é de 40 mil pessoas nos quatro dias de evento. Além da final, estão programados também o campeonato de videogames “Press Start”; um concurso de ilustrações e roteiros; uma exposição de fanzines (publicações independentes de artistas amadores) e o circuito “animekê” (karaokê com músicas de anime). O vencedor do “animekê” irá para final nacional, em julho, que tem como prêmio uma viagem para o Japão. Os ingressos estão à venda e há um pacote promocional para os quatro dias. O campus Anália Franco da Unicsul fica na avenida Regente Feijó, 1295. Ônibus fretados farão gratuitamente o trajeto entre o metrô Carrão e o local do evento. Mais informações no site do Anime Dreams.

Serviço:

  • 5º Anime Dreams
  • Onde: Universidade Cruzeiro do Sul - Unicsul (campus Anália Franco)
  • Endereço: Avenida Regente Feijó, 1295, Tatuapé – São Paulo (ao lado do Shopping Anália Franco)
  • Como chegar: Ônibus fretados e gratuitos fazem o trajeto entre o metrô Carrão e o local do evento
  • Quando:De 24 a 27 de janeiro, das 10h às 20h
  • Quanto:

- Dia 24: R$ 10 (antecipado e caravanas) e R$ 13 (na porta)
- Dia 25: R$ 13 (antecipado e caravanas) e R$ 15 (na porta)
- Dia 26: R$ 15 (antecipado e caravanas) e R$ 18 (na porta)
- Dia 27: R$ 15 (antecipado e caravanas) e R$ 18 (na porta)
- Passaporte para os quatro dias: R$ 40 (apenas ingresso antecipados)

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Jan 17

Esta notícia de que os Japoneses preferem bonecas, que li agora na Made in Japan corroborou o tema do meu texto desta semana no Nossa Via em que comento o Perfil (do lar) internauta.
Sou uma apaixonada por tecnologia, mas vivo esta paixão de forma nostálgica. Um exemplo? Ainda não me desprendi do meu bom e velho desktop. Mas será que um dia vou me apaixonar por minhas máquinas? Acredito que meu perfil como jornalista blogueira não caminha para isto, mas mostra alguns caminhos que a sociedade está trilhando.

Japoneses preferem bonecas
A parceira que tem levado os homens à loucura no Japão não sofre de mudança repentina de humor nem quer discutir a relação. Claro que não é humana
por Redação Made in Japan
17.01.2008

Os relacionamentos sérios podem estar com os dias contados. Pelo menos é o que dizem os fãs das sex dolls, ou bonecas siliconadas, que chegam a preferir esses objetos do que uma mulher de verdade. Mas não é à toa. As garotas de mentira estão cada vez mais parecidas com as reais, inclusive no peso.

Cabeça pode ser trocada a qualquer momento pelo dono da boneca

Atualmente, entre as opções disponíveis no Japão estão as cópias fiéis das atrizes pornôs. Os apaixonados por desenhos japoneses também tem seu espaço, com sex dolls moldadas no estilo mangá – com os tradicionais olhos gigantes e cabelos espetados. Acessórios como maquiagem, roupas e jóias também são vendidos à parte, de acordo com o gosto do cliente.

Bizarro? Ainda tem mais. Os donos chegam a considerá-las a parceira ideal pela fidelidade. Um engenheiro de 45 anos, que usa o pseudônimo de Ta-Bo, morador de Tokyo, explica seu fascínio pelas bonecas. “Elas são 100% minhas”.

Esse estranho comportamento dos homens teria uma explicação, segundo o presidente de uma das fabricantes. Hideo Tsuchiya diz que “nos dias de hoje, as mulheres estão mais dominantes, e elas nem sempre prestam atenção nos homens”. “Mais e mais homens estão se sentindo miseráveis, então estamos fazendo essas bonecas para ajudá-los”, opina. Só resta a dúvida se isso afasta a solidão ou apenas a disfarçam.

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Jan 17

O tema já foi discutido amplamente no início de 2007, mas nada efetivo aconteceu. Agora volta à baila o tema da exigência do domínio da língua japonesa para tirar e renovar o visto e, segundo matéria do Jornal Tudo Bem que posto abaixo, a decisão será anunciada ainda neste ano. O jornal prometia matéria completa na sua edição impressa lançada no dia 18/01 no Japão.

Governo planeja exigir nihongo para visto
Está sendo estudada a exigência do domínio da língua japonesa para tirar e renovar visto; decisão será anunciada ainda neste ano
por Cláudia Emi, de Tokyo

Um pronunciamento na TV feito terça-feira 15 pelo ministro das Relações Exteriores japonês, Masahiko Komura, ressuscitou um assunto que a comunidade brasileira pensava estar enterrado: o domínio da língua japonesa como um dos itens obrigatórios para se obter e renovar o visto de longa permanência no Japão.

Em 2006, o arquipélago contava com mais de 312 mil brasileiros. Desses, 234 mil seriam afetados com a mudança – número de portadores do visto de longa permanência. A alteração refletiria no mercado de trabalho e na contratação de mão-de-obra brasileira no Japão, além de novos dekasseguis no Brasil.

O grupo que estudará os prós e os contras da proposta será formado por membros do Ministério das Relações Exteriores e da Justiça. Embora ainda em estado embrionário, a maneira como será feita a avaliação do idioma não está definida, mas deverá provocar polêmica e incomodar a comunidade brasileira.

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Jan 17

Segundo uma reportagem do Jornal Tudo Bem, o poder de compra dos brasileiros residentes no Japão é alto interessa sobremaneira os empresários japoneses. Em apenas três províncias japonesas pesquisadas, potencial da comunidade verde-amarela é equivalente a 142,8 bilhões de ienes. O estudo foi feito pelo Instituto de Pesquisa Kyoritsu, da província de Gifu, mas incluiu também hábitos de consumo dos brasileiros residentes em Aichi e Mie.
Leia abaixo a matéria.

Os brasileiros têm contribuído significativamente com a economia japonesa. Com o movimento dekassegui, eles preencheram vagas em fábricas quando o país carecia de mão-de-obra. Nesse período, guardavam tudo que podiam e enviavam a maior parte de seus ganhos a seus familiares no Brasil. Agora, mais adaptados à sociedade japonesa e prolongando a estadia no arquipélago, chegou a vez de contribuírem novamente com a economia, mas desta vez como consumidores.

De acordo com um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Kyoritsu, de Ogaki (Gifu), os 72 mil trabalhadores que participaram do levantamento de 2005 e residiam nas províncias de Aichi, Gifu e Mie tinham um poder de compra real equivalente a 142,8 bilhões de ienes.

Apesar de Shizuoka (segunda maior província com brasileiros) não ter sido incluída no estudo, os dados são representativos da comunidade e indicam que esse poder de compra é muito maior quando se pensa no todo, assim como sua contribuição ao Japão, visto que o número de adultos ativos e com emprego é majoritário entre os 312 mil brasileiros registrados no arquipélago.

Perfil
A pesquisa realizada pelo Instituto Kyoritsu é importante pois traz informações adicionais que mostram o perfil do brasileiro nessas três províncias e que costuma se repetir com pouca variação em outras regiões. Tomando-se como base o estudo, sabe-se que esse brasileiro ganhava cerca de 300 mil ienes por mês.

Do total recebido, uma boa mordida, ou o mesmo que 27,6%, era destinada a gastos não relacionados a consumo, como impostos. Outros 8,6% correspondiam a remessas e 12,4% destinados à poupança, o famoso pé-de-meia que força a vinda dos brasileiros ao Japão, mas que diminuiu consideravelmente ao longo dos últimos anos.

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Jan 16


Para comemorar os 100 anos da chegada dos japoneses ao Brasil, a Saraiva promove até o mês de junho eventos ligados à cultura japonesa.
Neste mês, conheça com o empresário Cláudio Ayabe técnicas para vencer o medo e adversidades do cotidiano através do espírito Samurai.
Ayabe é autor de Gambaru - O Poder do Esforço e da Perseverança, obra na qual afirma que todo indivíduo é capaz de superar limitações, de vencer as adversidades e de credenciar-se para usufruir do sucesso profissional e da realização profissional. “Gambaru não é um livro comum. É, antes, o resultado da observação aguçada da vida na grande cidade e da revalorização do código de conduta dos guerreiros japoneses”, enfatiza o autor.

Serviço:

  • Centenário da Imigração Japonesa - Princípios e Valores do Samurai
  • Local: Livraria Saraiva Shopping Paulista
  • Endereço: Rua Treze de Maio, 1.947 - Paraíso - Piso Térreo 13 de Maio - São Paulo - SP
  • Informações: 3289-5873
  • Data: 18/01 às 20h

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Jan 16

G1 Edição São Paulo

Luisa Brito/G1

Achei que o engano era meu, mas não foi, anteciparam as comemorações do ano novo chinês por causa do carnaval. Quem acredita que o carnaval agora muda até o calendário lunar no Brasil?
Um dragão (que simboliza novas energias e forças para o ano que começa) de 20 metros passeou hoje na Paulista oferecendo aos “felizes” uma prévia da festa. A data do calendário lunar para mudança do ano do porco para o rato é 6 de fevereiro.
Abaixo a matéria de Luisa Brito no G1:

Dragão na Paulista, nesta quarta-feira, lembra a chegada do ano novo chinês (Foto: Luisa Brito/G1)
Um dragão de 20 metros, dançando ao som de tambores, antecipou, nesta quarta-feira (16), a chegada do ano novo chinês, que será comemorado do dia 5 para o dia 6 de fevereiro. Os organizadores da terceira festa do ano novo chinês promoveram uma prévia do que o público verá no evento no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. Por tradição, os chineses comemoram a chegada do ano novo de acordo com o calendário lunar, cujas datas diferem do calendário usado no ocidente.

O dragão simboliza novas energias e forças para o ano que começa. Já a cor vermelha significa, na tradição chinesa, a vida. O amarelo, o ouro, o sol único. “Antigamente, na China, na época do imperador, só ele podia usar amarelo, ninguém mais podia, porque o amarelo representa o sol, e só existe um sol para todos”, explica Wynner Kenkaok Ng, um dos organizadores da festa. O novo ano será do rato para os chineses. O animal, o primeiro do calendário, representa iniciativa, inovação e empreendedorismo, segundo Kenkaok Ng.

O evento principal da festa do ano novo chinês será realizado nos dias 26 e 27 no bairro da Liberdade e contará com artesanato e comidas típicas. Os organizadores optaram por fazer a festa antes da data do ano novo devido ao carnaval que neste ano vai coincidir com o ano novo no calendário lunar.

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Jan 16


Matéria da Folha Online

O advogado tributarista Kiyoshi Harada, 66, lança nesta terça-feira o livro “O Nikkei no Brasil”, que retrata a trajetória da comunidade japonesa no país –nikkeis são os japoneses que vivem no exterior ou descendentes nascidos fora do Japão. Para Harada, a imigração no Brasil deu mais certo quem outros países porque, aqui, os japoneses, desde os anos 80, estão efetivamente integrados à sociedade.

“Tem alguns japoneses que ainda vivem na década de 50. Nós temos que acabar com essa idéia de colônia, de formar um grupo étnico fechado. O correto é a dispersão, é a integração com a sociedade brasileira. Ela exerce uma força centrípeta sobre todas as etnias, e aquele segmento que tiver mais força transmite sua cultura.”

Harada ressalta que o sucesso da integração entre japoneses e brasileiros não está ligado ao tempo de convivência. “No México, eles comemoraram o centenário de imigração em 98, mas não há participação da comunidade nikkei na vida nacional. No Havaí a imigração ocorreu no século 19, mas a integração também não é total. Em 2005, na Convenção de Nikkeis, soube que, lá [nos EUA], houve um único senador nikkei. Não há mais nenhum nome expressivo no parlamento. Não há magistrados, ministros, cientistas.”

Em contrapartida, no Brasil, Harada observa que o primeiro vereador nikkei, Yukishigue Tamura, foi eleito em São Paulo ainda em 1947, que o atual comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, é nikkei, assim como o mesa-tenista Hugo Hoyama, brasileiro que conquistou mais medalhas na história dos Jogos Pan-Americanos. E a lista não pára.

“O nikkei sabe que precisa preparar seus descendentes porque, se não houver um deputado, um jurista, um artista, um esportista, um jornalista nikkei, não vamos influenciar nada. Nosso modo de preservação é o aspecto cultural. Meu filho, por exemplo, não fala um ‘a’ no idioma japonês e só tem amigos não-nikkeis, mas detém a cultura japonesa.”

História

Para Harada, a trajetória da comunidade japonesa no Brasil teve quatro etapas. Da primeira fazem parte os imigrantes que chegaram entre o navio Kasato Maru, em 1908, e a 2ª Guerra Mundial. Esse grupo tinha em comum o objetivo da viagem –arrecadar riquezas e retornar ao Japão. Já a segunda começa em 1956, com a retomada da imigração, e dura até 1962. Em comum, eles tinham a busca por uma nova pátria.

Na terceira fase, que vai do ano 1963 a 1980, os imigrantes começam a gozar de conforto no Brasil. Para Harada, a quarta fase começou em 1981 e ainda não terminou –trata-se da total integração com a sociedade brasileira e a transmissão da cultura milenar japonesa.

Preconceito

Harada conta ter sofrido muito preconceito enquanto estudava, na rede pública, em Osvaldo Cruz (662 km a noroeste de São Paulo). “Eu apanhava todos os dias na escola. Mas eu não guardo mágoa. Eu me recordo e rio porque, quando eu podia, eu revidava também.”

Hoje, o advogado formado na Faculdade de Direito da USP e professor de graduação e pós-graduação em faculdades de São Paulo, Goiás e Brasília faz questão de ressaltar a gratidão ao Brasil. “Eu estudei na rede pública e na São Francisco. Se tivesse que estudar em uma faculdade particular, com certeza, não seria advogado.”

Os pais de Harada chegaram ao Brasil de navio, em 1919. Ele nasceu em Marília (444 km a noroeste de São Paulo), mas só tem cidadania japonesa.

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Jan 15

Estréia hoje na Folha Online o site especial sobre os cem anos da imigração japonesa no Brasil, que teve início em 18 de junho de 1908 com a chegada de 165 famílias a bordo do navio Kasato Maru. Com atualizações freqüentes, a página acompanhará toda a programação do centenário.

Em seções fixas, o site terá informações sobre turismo, a trajetória da imigração, a história da família real japonesa, o Japão moderno, ícones da cultura nipônica (como mangás, judô, bonsais, ikebanas), o bairro da Liberdade e ainda consumo e tecnologia.

Em interação com o leitor, será possível enviar fotos, vídeos e histórias de famílias deixadas para trás no Japão e descendentes no Brasil. O especial da Folha Online dará ainda dicas de língua japonesa moderna. Videocasts e podcasts (com atualizações às quartas e segundas e às quartas e sextas, respectivamente) mostrarão personagens e discussões relacionadas à imigração japonesa e ao país.

“O conteúdo é extenso por conta da influência da cultura japonesa”, diz Ricardo Feltrin, editor-chefe da Folha Online e colecionador de mangás (tem mais de 300 exemplares).

Um dos espaços trará receitas e dicas de culinária japonesa do blog Comes & Bebes, do editor de Arte da Folha Online Marcelo Katsuki.

E com atualizações por eventos, a galeria de fotos terá imagens relacionadas ao Japão e às comemorações do centenário, além de um álbum dedicado às imagens do navio Kasato Maru.

O site informa o que é necessário para ir ao Japão (o visto japonês para turistas custa R$ 57) e traz informações sobre o programa que leva brasileiros para trabalhar no país asiático e de como comunicar o nascimento de descendentes.

Documentos

Uma comissão de 150 voluntários, com idades entre 18 e 98 anos, trabalha na digitalização e tradução das certidões de embarque de 210 mil imigrantes de origem asiática que chegaram ao país em 322 navios, entre 1908 e 1972.

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