Archive for December, 2007

Dec 05 2007

Especialização garante alto salário a dekasseguis

Jornal Tudo Bem - Especialização garante alto salário a dekasseguis

Especialização garante alto salário a dekasseguis
Quem tem trabalho especializado ganha mais; mulheres são cada vez mais freqüentes em cursos para operar empilhadeira

por Gilberto Yoshinaga, de Aichi
01.12.2007

“Tenho amigos trabalhando em transportadoras japonesas e, conforme o mês, eles conseguem ganhar de 400 mil a 600 mil ienes. Por isso, resolvi fazer o curso de operação de empilhadeira e também planejo tirar a habilitação para guiar caminhão. Tenho certeza de que isso vai me abrir novas perspectivas de trabalho. Além disso, é importante adquirir novos conhecimentos para não ficar na mesmice e acabar se congelando num mesmo emprego, sem chance de progredir.”
Luciano Shimamoto, 32 anos, de Anjo (Aichi)

Muitos brasileiros reclamam que mal conseguem guardar dinheiro atualmente, no Japão. Mas há quem tenha encontrado um meio de obter remunerações acima da média. Isso é possível em postos de trabalho especializados, que exigem alguma habilidade específica, como o manuseio de equipamentos de solda, empilhadeira, escavadeira e guindaste, além do “tamakake” (amarração de cargas).

O atual mercado de trabalho japonês não é mais visto como o mesmo eldorado de cerca de 15 anos atrás, quando a média salarial era bastante superior à de hoje e muitos trabalhadores conseguiam economizar de 200 mil a 300 mil ienes por mês.

Para exercer uma dessas funções, é preciso ter licenças específicas, que podem ser obtidas em cursos rápidos – que duram de 11 a 31 horas. O que poucos sabem é que esses cursos possuem versões em português, com turmas criadas especialmente para brasileiros. Relativamente baratos, eles podem custar entre 40 mil e 60 mil ienes junto a empresas brasileiras de assessoria profissionalizante, valores que já incluem o encaminhamento de toda a documentação necessária, o acompanhamento nas aulas e o fornecimento de apostilas em português.

“Muitas empresas japonesas estão à procura dessa mão-de-obra especializada e, por isso, a remuneração é superior”, garante Kiyoshi Yoshikawa, diretor da Brastec Associação – que oferece cursos de especialização há seis anos. Segundo ele, o salário inicial de um soldador pode chegar a 2 mil ienes por hora de trabalho. E, conforme a experiência do trabalhador e seu desempenho, a remuneração pode ser mais vantajosa. “Sei de gente que trabalha com solda e ganha 3,3 mil ienes por hora de trabalho”, diz.

Para Take-shi Ara, da empreiteira BarrierFree, de Nagoya (Aichi), a remuneração superior para a mão-de-obra especializada reflete uma tendência das empresas japonesas. “Neste mercado de trabalho tão dinâmico, trabalhadores com aptidões técnicas são mais valorizados”, analisa. Mas ele lembra que não basta ter a licença em alguma habilidade específica. “Também é importante que o funcionário seja responsável e competente, ou seja, a boa remuneração depende de um conjunto de qualidades.”

OUTRAS VANTAGENS
Além da possibilidade de ganhar mais, o trabalho especializado pode representar outras vantagens. “Na maioria dos casos, são empregos que têm uma rotina menos repetitiva e menos estressante do que a linha de fábrica”, destaca Toshio Tanaka, da empresa Real Service. Em seis anos prestando assessoria em cursos, ele já atendeu centenas de brasileiros, e crê que o interesse pela profissionalização está aumentando. “Cada vez mais, as pessoas estão percebendo a importância de aprimorar seus conhecimentos. E isso inclui as mulheres, que são cada vez mais freqüentes nos cursos de operação de empilhadeira, por exemplo.”

Tanaka lembra que, em alguns casos, há quem já atue em vagas especializadas, mesmo sem a devida formação técnica. “Muitos brasileiros já trabalham com solda ou empilhadeira, mas não fizeram o curso e não têm licença profissional, o que é muito arriscado”, adverte. “Em caso de acidente, eles não têm como reivindicar seus direitos, pois legalmente é como se fossem motoristas dirigindo sem habilitação. O curso oferece essa garantia.”

INICIATIVA
“Quando cheguei ao Japão, há 18 anos, dava para guardar um bom dinheiro. Nos últimos 10 anos, a situação foi piorando”, conta Célio Katsumi Nagaoka, 46 anos, de Kariya (Aichi). Um ano atrás, ele tinha um salário médio mensal de 250 mil ienes trabalhando em fábrica, quando decidiu obter as habilitações para guiar caminhão e operar empilhadeira. A iniciativa deu certo: atualmente, Nagaoka trabalha como caminhoneiro em uma transportadora e ganha de 350 mil a 390 mil ienes por mês. “Além do salário melhor, meu dia-a-dia é bem menos cansativo, posso controlar meu próprio horário e consigo estar mais presente com a minha família.”

CONHEÇA OS PRINCIPAIS CURSOS
Veja alguns detalhes dos cursos de especialização que já possuem versões em português. Os preços médios têm como base o valor cobrado por empresas de assessoria, o que já inclui assistência e acompanhamento em português.

Operador de solda
A licença inclui as três especialidades de solda: MIG, TIG e eletrodo
Curso em português: Seto (Aichi) ou Atsugi (Kanagawa)
Duração: 15 horas de aula (um fim de semana)
Preço médio: 60 mil ienes
Salário médio inicial: de 1,4 mil a 2 mil ienes/hora*

Operador de empilhadeira simples
A licença permite o manejo de cargas de até uma tonelada e, para obtê-la, não é preciso ter carteira de motorista japonesa
Curso em português: Seto (Aichi) ou Atsugi (Kanagawa)
Duração: 11 horas de aula (um fim de semana)
Preço médio: 40 mil ienes
Salário médio inicial: de 1,3 mil a 1,7 mil ienes/hora*

Operador de empilhadeira pesada (fork lift)
Para fazer este curso, é preciso ter carteira de motorista japonesa. A licença permite o manejo de cargas sem limite de peso
Curso em português: Okazaki (Aichi) ou Atsugi (Kanagawa)
Duração: 31 horas de aula (dois fins de semana)
Preço médio: 50 mil ienes
Salário médio inicial: de 1,3 mil a 1,8 mil ienes/hora*

Operador de escavadeira
Para obter esta licença, não é preciso ter carteira de motorista japonesa. As aulas em Seto são ministradas apenas no último final de semana de cada mês e, em Atsugi, há aulas todos os dias
Curso em português: Seto (Aichi) ou Atsugi (Kanagawa)
Duração: 12 horas de aula (um fim de semana em Seto ou em dois dias a escolher, em Atsugi)
Preço médio: 50 mil ienes
Salário médio inicial: de 1,3 mil a 1,8 mil ienes/hora*

Operador de guindaste (crane)
Para obter esta licença, não é preciso ter carteira de motorista japonesa
Curso em português: Seto (Aichi) ou Atsugi (Kanagawa)
Duração: 12 horas de aula (um fim de semana)
Preço médio: 50 mil ienes

Amarração de carga (tamakake)
A licença habilita o trabalhador a preparar cargas, de forma segura, que serão manejadas por guindastes e empilhadeiras
Curso em português: Seto (Aichi) ou Atsugi (Kanagawa)
Duração: 12 horas de aula (um final de semana)
Preço médio: 50 mil ienes
Salário médio inicial: de 1,3 mil a 1,8 mil ienes/hora*

* Valores estimados

Popularity: 6% [?]

No responses yet

Dec 05 2007

Gunma distribui carteira de desconto para famílias com filhos

Jornal Tudo Bem - Gunma distribui carteira de desconto para famílias com filhos
Gunma distribui carteira de desconto para famílias com filhos
Cartão possibilita receber pequenos descontos nos estabelecimentos que tiverem o adesivo do programa; objetivo é incentivar casais a terem filhos

por Karina Morizono, de Oizumi
03.12.2007

A província de Gunma, através dos órgãos municipais, começou a distribuir uma carteirinha de desconto chamada Guchoki Passport para as famílias residentes da província que possuem gestantes ou filhos de até 15 anos. A campanha teve início domingo 18.

Com este cartão, os beneficiários poderão receber pequenos descontos nos estabelecimentos comerciais de Gunma que tiverem o adesivo da campanha.

No adesivo, as lojas vão descrever o tipo de desconto oferecido, que pode variar de um suco grátis para a criança ou até o acúmulo de pontos. Vale lembrar que o desconto varia de um estabelecimento para outro.

As pessoas que se enquadram como beneficiários e ainda não receberam o cartão, podem entrar em contato com a seção de assuntos sociais e da infância (jidou fukushi-ka) da prefeitura onde reside. Em algumas regiões, as carteirinhas estão sendo entregues através das escolas e creches japonesas.

O objetivo deste novo programa é incentivar os casais a terem filhos. Trata-se de uma maneira encontrada pelo governo para ajudar os pais a criarem seus filhos com mais tranqüilidade.

COMO UTILIZAR O CARTÃO
• Ao receber a carteirinha, preencha os campos no verso do cartão com o nome da criança (as gestantes devem preencher após o nascimento), cidade onde reside e ano em que a criança nasceu

• O cartão poderá ser utilizado apenas pela criança (ou gestante) citada e seus familiares. Em hipótese alguma, o cartão poderá ser emprestado para terceiros

• A validade do cartão é até final de março de 2010 e deve ser devolvido na prefeitura local quando a criança completar 15 anos

• Para usufruir dos benefícios, basta apresentar o cartão nos estabelecimentos que fazem parte da campanha

Popularity: 5% [?]

No responses yet

Dec 05 2007

Teste gratuito de HIV em Tokyo

Published by Samantha under cotidiano no Japão

Jornal Tudo Bem - Teste gratuito de HIV em Tokyo

Teste gratuito de HIV em Tokyo
Exames gratuitos para detectar doenças sexualmente transmissíveis estão sendo realizados em Tokyo

por Redação Tudo Bem
05.12.2007

Testes de HIV, clamídia e sífilis estão sendo realizados gratuitamente em Tokyo, até sábado 15. A iniciativa é do governo metropolitano e do centro de consultas em Minami-Shinjuku, em decorrência do aumento de portadores do vírus da Aids na capital.

Para se inscrever, é preciso ligar (atendimento em japonês ou inglês) e agendar o exame previamente para um dia útil ou fim de semana. Há também um serviço telefônico.

Os testes acontecem de segunda sexta-feira, das 15h30 às 20h. Para agendar, ligue no 03-3377-0811, das 15h30 às 19h. Os testes, aos sábados e domingos, acontecem das 13h às 17h. Agendamentos são realizados no mesmo telefone, mas das 13h às 17h.

Os exames acontecem no 3º andar do prédio Tokyo Minami Shinjuku Bldg (no 1º andar, há uma loja de aluguel de carros). O local fica a 3 minutos da saída sul da estação.

Popularity: 2% [?]

No responses yet

Dec 01 2007

Treinamento de socorro após terremoto

Jornal Tudo Bem - Treinamento de socorro após terremoto
Treinamento de socorro após terremoto
Ao deparar com vítimas de um grande terremoto, as pessoas precisam estar preparadas para saber quem precisa de socorro
por Claudio Endo, de Shizuoka

28.11.2007

O treinamento serviu para que os participantes tivessem noção de como avaliar a gravidade de um ferido que foi vítima de terremoto

Quando ocorrer um forte terremoto, a prioridade é buscar sua própria segurança. Mas, ao sair ileso de uma tragédia, cada pessoa torna-se importante para ajudar os vizinhos que ficaram feridos. Para que leigos em medicina possam fazer uma triagem das vítimas que precisam ser atendidas com urgência – em meio a uma multidão de pessoas que pedem socorro –, várias entidades se reuniram para fazer um treinamento de auxílio médico em Hamamatsu (Shizuoka), domingo 11.

A ação foi dividida em duas etapas. Pessoas maquiadas com tinta vermelha (como se fosse sangue) e roupas rasgadas começaram a gritar por socorro. Os participantes tiveram que fazer uma triagem das vítimas que precisavam ser socorridas com urgência.

Segundo instrutores, a primeira providência é verificar se a pessoa pode andar – se puder, é preciso indicar que sofreu apenas ferimentos leves e não precisa de atendimento imediato. A prioridade é atender vítimas gravemente feridas.

Providências
Entre as pessoas que estão deitadas e sem possibilidade de locomoção, a primeira providência é verificar se elas estão respirando, ou se sofreram fraturas e hemorragia. Também é importante verificar o batimento cardíaco.

Depois, durante a triagem médica feita por profissionais, as vítimas são obrigadas a pendurar no pescoço um cartão identificado por quatro cores: vermelho (atendimento emergencial), amarelo (atendimento com possibilidade de espera), verde (apenas para observação) e preto (pessoa já morta). Através das cores, a ambulância ou o hospital saberá quem priorizar.

O vice-presidente da Associação Brasileira de Hamamatsu (Abrah), Marcelo Yoshimura, que assistiu ao treinamento, disse que seria importante a participação de estrangeiros nesse, e em outras atividades promovidas pelas associações de moradores. Segundo ele, os organizadores prometeram convidar brasileiros para fazer parte do treinamento que deve ocorrer no ano que vem.

Popularity: 5% [?]

No responses yet

« Prev

Free WordPress Theme | Online catalogueNihon Nikkei - Movimento Dekassegui Copyright © 2008 All Rights Reserved .

Fechar
Envie por e-mail