Dec 27

Benefícios como redução de impostos e verba do governo atraem escolas brasileiras no Japão a tentar o registro de “miscellaneous school”
por Redação Tudo Bem

Governo de algumas prefeituras estão dificultando o reconhecimento de algumas instituições de ensino brasileiras e peruanas para serem registradas como miscellaneous school

Em todo o Japão, apenas cinco instituições de ensino brasileiras foram reconhecidas como miscellaneous school. Os benefícios que essas escolas recebem atraem outras a solicitar o pedido ao governo japonês. Porém, colégios brasileiros e peruanos estão sofrendo com a relutância do governo local em abandonar seus antigos padrões de aprovação, apesar das mudanças nas regras já aprovadas pelo Ministério da Educação do Japão.

Segundo reportagem do jornal Mainichi, uma pesquisa recente do Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia descobriu que as cidades de Saitama, Tochigi e Yamanashi não revisaram seus padrões para reconhecerem essas escolas que atendem estudantes sulamericanos, apesar do relaxamento do critério feito pelo ministro em 2004.

Aluguel
Por esse decreto, prefeitos podem fazer melhorias em escolas cujas construções e dependências sejam alugadas.

O decreto do ministro veio em resposta à dificuldade dessas escolas em adquirir locais adequados para ministrar aulas.

Baseado nesse decreto, prefeitos da região de Tokai, onde há muitas escolas para estudantes sulamericanos, assim como Shiga, Ibaraki e outras prefeituras, suavizaram seus padrões de reconhecimento dessas escolas.

Entretanto, o governo da prefeitura de Saitama ignorou o pedido de três unidades para estudantes sulamericanos que entraram com pedidos em 2005. “Nós apenas autorizamos escolas cujo prédio e dependências são emprestadas pelo governo central ou organizações públicas.”

Tochigi e Yamanashi também exigiram que escolas para estrangeiros tenham seus próprios prédios.

Reações
As reações das prefeituras variaram de promessas – com Tochigi se oferecendo para examinar pedidos através de uma base flexível, seguida por Saitama, que disse estar analisando as novas regras – ao incerto, com a Yamanashi pedindo para que as mudanças dos padrões sejam feitos em “hora mais apropriada”.

Um representante do ministro disse: “nós não podemos dizer que as reações sejam inapropriadas porque as condições para cada governo local são diferentes. Entretanto, nós esperamos que eles sustente o efeito de nossa regulamentação o mais rápido possível”.

Atualmente, há 86 escolas que atendem brasileiros e peruanos em todo o Japão. Dessas, apenas cinco foram reconhecidas como miscellaneous.

A presidente da Associação das Escolas Brasileiras no Japão, Julieta Yoshimura disse: “a menos que nossas escolas sejam autorizadas, nós não podemos reivindicar taxas de dedução ou passes de transporte”. Esses são alguns dos benefícios adquiridos pelas escolas especializadas – encaixam-se nesse perfil escolas internacionais, vocacionais, de habilitação e outras, como a miscellaneous. Elas podem receber verba do governo, ter redução no valor dos impostos e ainda oferecer bolsas de estudos aos alunos carentes. Os estudantes também são beneficiados com carteirinha que dá descontos de 20% a 50% nos transportes coletivos, e receberão um diploma válido no Brasil e no Japão, possibilitando que eles prestem vestibular como qualquer japonês.

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Dec 27

por Redação Tudo Bem<!–

27.12.2007


Para Takashi Nomoto, da empreiteira INC, de Gunma, as perspectivas no mercado de trabalho são boas em todos os setores

As opiniões sobre as previsões do mercado de trabalho para o próximo ano são otimistas. A maioria acredita que as perspectivas serão positivas. Apenas a InterCareer, de Aichi, traça um panorama não muito animador.

Segundo Takashi Nomoto, da empreiteira INC, de (Gunma), as perspectivas no mercado de trabalho são boas em todos os setores. “A tendência para o ano que vem, e para os próximos quatro anos, é de o mercado estar em alta. Em comparação com este ano, com certeza a expectativa para o ano que vem será bem melhor. Isso é devido ao lançamento dos modelos 2008 de carros de várias montadoras”, avalia.

O representante de uma empreiteira localizada em Yokkaichi (Mie) também vê com otimismo o ano de 2008 para os trabalhadores brasileiros. “A economia japonesa está em ritmo ascendente e com perspectivas muito boas. Pelo menos nos setores de eletrônicos e autopeças, não vai faltar emprego e nem disponibilidade de horas extras na maioria das empresas grandes”, arrisca. “No cenário político, os governos do Brasil e do Japão também tendem a se aproximar mais, por causa do centenário da imigração. E isso pode ter reflexos na vida do dekassegui.”


Para Auro Yoiti Kotsubo, da empreiteira InterCareer, de Nagoya (Aichi), as perspectivas não são tão animadoras

Hora extra
Para Jonas Kato, da empreiteira Hamafuji, de Toyohashi (Aichi), as expectativas são positivas. “O mercado de trabalho está aquecido faz tempo, desde o ano passado (2006). Essa tendência deve continuar, pelo menos nas fábricas com quem mantemos contrato. Quer dizer também que o número de horas extras será bom, mas existe um limite estabelecido pela lei trabalhista que não pode ser ultrapassado.”

Otimista, Kato acredita que o bom desempenho terá vida longa: “os setores de eletrônicos e autopeças estão em alta e devem continuar assim. Por exemplo, tem uma empresa que fabrica caixas eletrônicos de bancos que precisará de funcionários por um bom tempo. É que muitos caixas estão sendo substituídos por máquinas com novos recursos e, inclusive, comandos em português. Ou então serão exportados para a China”, explica Jonas.

Estabilidade
Já Daniel Ko Omura, da empreiteira Kowa, de Isesaki (Gunma), prefere não arriscar. “De imediato ainda não temos uma previsão de como será o mercado, mas deve permanecer estável”, conclui.

“A tendência geral é de alta para as empresas de eletrônicos e autopeças, principalmente na segunda metade do ano. Mas ainda é cedo para tentar fazer previsões, porque tudo vai depender do fechamento do ano fiscal das empresas, a ser concluído em abril”, diz o representante de uma empreiteira localizada em Anjo (Aichi). “Também é arriscado querer prever se 2008 será um ano positivo para algum setor de trabalho porque a produtividade varia de empresa para empresa. Aliás, mesmo dentro de uma determinada fábrica, o ritmo depende do produto ou do tipo de peça a ser produzida.”

Pessimismo
Para Auro Yoiti Kotsubo, da empreiteira InterCareer, de Nagoya (Aichi), as perspectivas não são tão animadoras. “Pelo que tenho percebido, este fim de ano está menos produtivo por vários fatores, entre eles a desvalorização do dólar e a alta do petróleo”, explica. “Se a situação não melhorar entre janeiro e fevereiro, não creio que haverá mudanças após o fechamento do ano fiscal. Neste caso, as empresas que tiverem de conter gastos tenderão a fazer duas coisas: contratar mão-de-obra asiática, que é mais barata, ou demitir os trabalhadores mais velhos, entre os quais os brasileiros.”

Kotsubo acredita que os brasileiros tendem a perder espaço para a mão-de-obra oriunda de outros países asiáticos, como China, Viet-nã e Camboja. “De modo geral, o trabalho do brasileiro rende mais, mas a diferença do custo para as empresas é grande. Há vietnamitas que trabalham muito bem por um salário de 70 mil ienes e ficam felizes com 700 ienes por hora extra”, explica. “De qualquer forma, não creio que faltará trabalho para quem é disciplinado e com algum diferencial, como nihongo ou um curso de solda, por exemplo.”

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Dec 27

do ipcdigital.com

Editora japonesa lança livros de estudo para o exame de proficiência com tradução em português

As provas de proficiência em língua japonesa acontecem no dia 2 de dezembro em todo o Japão e em diversos países, inclusive no Brasil. Para os brasileiros que vivem no Japão e se inscreveram para o exame, a editora japonesa Ask, acaba de lançar dois livros com tradução em português e inglês dos exercícios e dicas de estudo para os exames de nível 3 do nooryoku shiken.

A editora Naoko Takahashi, uma das responsáveis pelo projeto, explica que esses são os primeiros livros publicados pela empresa com tradução em língua portuguesa. Ela acredita que um dos motivos do crescente número de brasileiros interessados em estudar a língua japonesa pode estar relacionado ao comentário que surgiu no ano passado, de que a entrada de estrangeiros no Japão seria limitada para pessoas que entendessem o básico do idioma. “Acho que após esse episódio, aumentou o número de brasileiros interessados em estudar japonês, por isso a procura por material em português”, avalia.

A primeira edição, publicada no mês de agosto, traz questões para praticar a gramática e a leitura básica da língua japonesa. Já o segundo livro, lançado em setembro, oferece exercícios e explicações sobre a escrita de 290 kanji, ideogramas da escrita japonesa, além de vocabulários que poderão ser cobrados na prova de nível 3.

O custo de cada livro é de ¥ 1.350 (mais o imposto) e está disponível nas principais livrarias do Japão. O material é vendido apenas em território japonês. A editora Ask ainda não tem previsão de lançar outras versões traduzidas para o português. “Primeiro queremos ver como vai ser a aceitação do público para então pensarmos em outros projetos nesse idioma”, ressalta o editor-chefe da editora Tsutomu Umesaki

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Dec 27

do ipcdigital.com

Brasileiros se preparam para fazer o teste de proficiência do idioma japonês e conquistar o sonhado diploma

O Teste de Proficiência em Língua Japonesa, organizado pela Japan Educational Exchanges and Service (http://www.jees.or.jp/jlpt/en/index.htm), acontece no próximo domingo (2). O teste, chamado em japonês de Nihongo Nooryoku Shiken, é realizado uma vez a cada ano, dentro e fora do Japão. Este ano, a 23ª edição do teste será realizada em 46 países e mais de 127 cidades. No Japão, 37 cidades de 20 províncias servirão como locais de prova. Todos os anos, cresce o número de candidatos que prestam o exame, que visa avaliar a capacitação do candidato em língua japonesa de três formas: no domínio de vocabulário e ideogramas (moji / goi), compreensão auditiva (chookai) e leitura, interpretação de texto e gramática (dokkai / bunpoo).

Portadores de deficiência física, auditiva ou mesmo visual, também podem fazer a prova. Para eles, são feitas algumas adaptações, como ampliação da prova em até 141% para os que possuem deficiência visual parcial, extensão no tempo de duração da prova para os deficientes físicos e até prova em braile para os candidatos com problemas de visão.

O certificado

Obter o diploma do teste de proficiência é mais do que simplesmente um certificado. A aprovação é válida para atestar o nível de conhecimento que uma pessoa tem da língua japonesa, sem ter que expressar em porcentagem, como é comum em classificados de emprego.

“Para procurar emprego vai ser bom”, disse Erick Mazer Yamashita, 18, que resolveu parar de trabalhar para se dedicar ao estudo do idioma. O brasileiro que vive em Yokohama (Kanagawa) quer trabalhar com design gráfico. Ele vai prestar o nível 1, o mais difícil. “Prestar o nível 1 é um desafio e quero ver o quanto eu sei”, comentou. Yamashita estuda todos dias. “Kanji, eu pratico escrevendo várias vezes”, revelou. Para leitura, ele confessa utilizar métodos nada ortodoxos. “Aprendo muita coisa jogando videogame”, confessa. “Também gosto de ficar lendo as propagandas no trem”, completa.

O diploma vai ser útil para outro brasileiro. Fhabio Locatelli Jarno, 23, se formou em design gráfico e já trabalha em uma empresa de mangá, mas segundo ele, ter o certificado do teste de proficiência é bom para constar no currículo. “Quero continuar estudando e trabalhar em uma empresa maior um dia”, disse. “Quem sabe uma Gibli (produtora de clássicos desenhos animados japoneses como Tonari no Totoro)”, sonha.

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Dec 27

do ipcidgital.com

Através da visita ao colégio, os pais podem se preparar melhor para ajudar os filhos na carreira escolar

Na escola primária Mizuho, em Hamamatsu, freqüentam mais de cem alunos estrangeiros

O costume de os pais dos alunos visitarem a escola em um dia normal de aula é chamado de sankanbi. Nesse dia, é possível presenciar na sala de aula como seus filhos se relacionam com os demais colegas, como atuam as professoras e seus métodos de ensino, enfim, como “pais-participantes”, nesse dia eles terão uma avaliação sobre como os estudantes se comportam em classe, sendo também uma oportunidade para conhecer os demais pais dos alunos.

A Escola Primária Mizuho é uma das que reúne mais estrangeiros em seu quadro de alunos. Do total de 856 alunos, 102 são estrangeiros entre os quais, 78 são brasileiros. Os primeiros alunos brasileiros a se matricularem na Mizuho, ocorreu a partir de 1989.

Nair Mikino Saito, brasileira formada em licenciatura, trabalha desde 1998 na Escola Mizuho. Sua função atual é de professora de apoio de estudos. “A escola antes não tinha estrutura para apoiar os alunos que não entendiam o idioma japonês, mas hoje temos um apoio muito bom e os avisos importantes são traduzidos para a língua-pátria”, afirma Nair. “Os alunos que necessitam de aula de apoio freqüentam de três a seis aulas semanais, em pequenos grupos, para aprender o idioma japonês e acompanhar as aulas normais. A essa classe especial chamamos de nakayoshi kyooshitsu e são ministradas durante o período normal das aulas”.

As dificuldades maiores, conta Nair, são enfrentadas pelos alunos que começaram a estudar no Brasil e depois se transferiram para o Japão. “Há 10 ou 15 anos, os pais brasileiros pensavam que era impossível seus filhos avançarem para o colegial ou universidades do Japão”, afirma a professora. “Mas dados recentes, apontam para um número crescente de alunos que prestam exames de admissão para o colegial e, provavelmente, vários desses alunos prosseguirão para as universidades”, acredita a professora.

“O que mais ouvimos dos pais dos alunos é que, por serem brasileiros e não entenderem o idioma japonês, não podem ajudar seus filhos nos estudos. Mas se formos verificar esses estudantes do ginasial e colegial, a grande maioria dos pais também não conhecem o idioma. Portanto, depende muito da força de vontade do próprio aluno. O apoio dos pais é muito importante, mas esse não é o fator essencial. O aluno tem que querer aprender”, avalia Nair.

Panelinha e ijime

Os pais dos alunos estão instruídos para entrarem em contato com a escola, caso os filhos reclamarem de brigas ou maus-tratos (ijime). “Nem sempre o que os filhos falam em casa corresponde à verdade. Muitas vezes são atitudes infantis, mas os pais dão outra dimensão ao assunto. Nesse caso, buscamos um entendimento entre os pais dos alunos envolvidos e se for o caso de pedir desculpas, tomaremos essa providência”, garante a professora de apoio.

O inevitável nas escolas com muitos brasileiros são as panelinhas. “Nos recreios e outras atividades, é comum formar panelinhas entre os brasileiros. Por essa razão, deixam de desenvolver a parte da conversação em japonês, então sempre aconselhamos a integração independente da nacionalidade”.

O próximo passo da Escola Mizuho é adaptar o sistema de envio de informativos e outros comunicados de emergência aos pais estrangeiros, no idioma deles, por meio de email. Esse sistema já vem operando no idioma japonês para os casos de emergências, como saída mais cedo da aula, tufão etc.

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Dec 27

do ipcdigital.com

Brasileiros respondem por cerca de 0,28% do PIB de três províncias de Tokai (Aichi, Gifu e Mie)

Instituto destaca a importância cada vez maior do poder de consumo dos brasileiros na economia regional de Tokai

Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Kyoritsu, localizado em Kani (Gifu), avaliou o poder de consumo dos brasileiros residentes em três províncias da região Tokai (Aichi, Gifu e Mie) e como isso influencia na economia regional.

Dos 110 mil brasileiros registrados nessa região até o final de 2005, um total de 72 mil trabalham. Essa parcela chega a movimentar ¥ 142,8 bilhões no comércio doméstico, o que corresponde a 0,28% do PIB de Tokai. Do total da renda dos trabalhadores, estimada em ¥ 257,5 bilhões, cerca de ¥ 48,2 bilhões são enviados ao exterior enquanto outros ¥ 39,4 bilhões são aplicados em poupanças.

O Instituto destaca a importância cada vez maior do poder de consumo dos brasileiros na economia regional.

Os ¥ 142,8 bilhões gastos pelos brasileiros em consumo na região chega a ser proporcional ao faturamento de um ano da rede de lojas de departamentos Matsuzakaya de Nagoya (Aichi), que no ano fiscal 2006 totalizou ¥ 139,9 bilhões em vendas.

Segundo revelou o chefe de pesquisa do Instituto Kyoritsu, Hiroaki Taga, em comunicado à imprensa, “os brasileiros sustentam a economia de Chubu, tanto pelo lado da produção como pelo consumo”.

:: A influência dos brasileiros na economia de Chubu ::

Número de trabalhadores 72.000 (64.800 em fábricas e 7.200 em outras áreas)
Renda anual individual ¥ 3,60 milhões no setor manufatureiro
¥ 3,36 milhões em outras áreas
Renda total ¥ 257,5 bilhões (¥ 233,3 bilhões no setor manufatureiro e ¥ 24,2 bilhões em outras áreas)
Renda bruta ¥ 230,4 bilhões
Remessas ao exterior ¥ 48,2 bilhões
Poupança ¥ 39,4 bilhões
Consumo doméstico ¥ 142,8 bilhões

Fonte: Instituto de Pesquisa Kyoritsu

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Dec 27

do ipcdigital.com

A fila de espera para realizar os registros de impressões digitais e fotos demora cerca de meia hora

Desde 20 de novembro, data em que a Imigração japonesa começou a realizar os registros de impressões digitais nos aeroportos, um total de 95 estrangeiros tiveram a entrada recusada no Japão. O tempo de espera dura entre 26 a 39 minutos, mas Imigração pretende diminuir “para menos de 20 minutos”, informou hoje (26) o jornal Mainichi.

As impressões digitais são contrastadas com uma lista geral de 800 mil registros, além de 14 mil procurados pela polícia. Dos 95 estrangeiros barrados nos aeroportos, 94 faziam parte de uma lista de deportados. Desses, 77 haviam alterado dados como nome ou data de nascimento nos passaportes, enquanto outros 17 estavam com passaportes falsificados.

Apenas um estrangeiro foi barrado por fazer parte de uma lista de procurados pela polícia.

A Imigração não registrou nenhum caso de estrangeiro que se recusou a registrar as impressões digitais.

Saiba mais:

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Dec 20

Li agora, via google reader, no BLOG DOS QUADRINHOS

Japoneses lêem menos mangás. Mercado migra para mídias digitais

A imagem que se tem no Ocidente é que o mangá, nome dado ao quadrinho japonês, é uma febre em seu país de origem. Reportagem do jornal norte-americano “USA Today”, traduzida hoje pelo UOL, mostra um cenário diferente.

Segundo a matéria, assinada pelo correspondente em Tóquio Paul Wiseman, os quadrinhos têm perdido espaço para as mídias digitais, como celulares, internet e games. Estes seriam a nova febre entre os jovens japoneses.

A reportagem traz alguns números, baseados no Instituto de Pesquisa de Publicações de Tóquio. Houve queda de 4% nas vendas de mangás entre 2006 e 2007.

A redução é ainda maior se vista em comparação com 1995, ano em que as vendas somavam 1,34 bilhão de revistas. Em 2006, o número caiu para 745 milhões de mangás.

De acordo com o jornal, uma parcela do público transferiu a leitura para o aparelho de celular. Isso porque já existe um mercado voltado para mangás na tela do telefone.

As vendas de mangás para serem lidos pelo celular somaram 4,6 bilhões de ienes em 2005. O negócio dobrou no ano passado.

Mesmo assim, especialistas em mangá ouvidos pelo “USA Today” dão a entender que existam ainda outros fatores que estão interferindo nessa queda na leitura dos quadrinhos impressos no Japão.
(…)
leia a matéria completa aqui e neste link a reportagem do jornal “USA Today”.

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Dec 5

Em “Japão – um perto distante”, 13 jovens artistas expõem trabalhos que têm como influência a cultura japonesa pop, contemporânea e tradicional

O Banco Nossa Caixa apresenta a partir de 10 de dezembro a exposição “Japão – um perto distante”. A mostra é uma homenagem do banco ao Centenário da Imigração Japonesa, a ser comemorado em junho do próximo ano. Os visitantes poderão conferir obras de 13 jovens artistas, que abordam o Japão a partir de um olhar ocidental. A exposição acontece no Espaço Nossa Caixa Arte e Cultura até 11 de janeiro. A entrada é gratuita.

As 17 obras da exibição apresentam influências distintas. São fotografias, xilogravuras, impressões digitais, lápis de cor, grafite, estêncil e cerâmicas que reúnem elementos da cultura japonesa pop, contemporânea e tradicional. As peças foram espalhadas harmonicamente num único ambiente e demonstram alguns dos elos entre os dois países.

Com a exposição “Japão - um perto distante”, a Nossa Caixa reverencia a comunidade japonesa, que há cem anos contribui para o desenvolvimento econômico e cultural do país. A mostra é uma das primeiras atividades promovidas na cidade de São Paulo em comemoração ao centenário da imigração japonesa.

Manabu Mabe

A Nossa Caixa apóia também, por meio da Lei Rouanet, a restauração do antigo Colégio Campos Sales, localizado na Liberdade, e sua conversão no Museu de Arte Moderna Nipo-Brasileira Manabu Mabe. O museu será inaugurado em 2008 e fará parte dos eventos comemorativos do centenário da imigração japonesa no Brasil.

O espaço abrigará um acervo considerado por especialistas como um dos mais representativos da arte moderna nipo-brasileira, com obras de artistas como Handa, Tamaki, Tanaka, Susuki, Higaki, Fukushima, Ohtake, Shiró e Manabu Mabe, pintor japonês naturalizado brasileiro, reconhecido mundialmente por seus quadros abstracionistas de cores vivas e grandes dimensões.

Serviço:

  • “Japão – um perto distante”
  • Espaço Nossa Caixa Arte e Cultura
  • Rua Álvares Penteado, 70, 2º Mezanino
  • Segunda a sexta-feira, das 10h às 16h
  • De 10 de dezembro a 11 de janeiro
  • Entrada gratuita

Release da Assessoria de Imprensa da Nossa Caixa


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Dec 5

Jornal Tudo Bem - Grupo incentiva inclusão de brasileiros no shakai hoken

Grupo incentiva inclusão de brasileiros no shakai hoken
Japoneses pedem mudanças no seguro social para que os trabalhadores brasileiros e outros estrangeiros sejam beneficiados de forma mais justa


Representantes do governo (à esq.) recebem documento com as reivindicações de um grupo que promove a integração social

Maior controle sobre a forma de contratação de trabalhadores estrangeiros e meios de incentivo para entrar no shakai hoken (seguro social). Essas foram algumas das reivindicações feitas ao governo japonês por um grupo que visa a integração social. O documento foi entregue quinta-feira 22, em reunião no Ministério de Assuntos Internos e Comunicações, que teve ainda a participação de representantes de outras pastas, como Relações Exteriores e Trabalho.

O grupo, criado em março de 2004 e denominado Conselho de Promoção para Convivência Multicultural (Tabunka Kyousei Suishin Kyougikai), é formado por representantes de seis províncias com grande concentração de estrangeiros – Aichi, Shizuoka, Gifu, Nagano, Mie e Gunma – e a cidade de Nagoya (Aichi).

Segundo Takahiro Niwa, membro que integra o governo de Aichi, não há méritos para os estrangeiros que se inscrevem no shakai hoken. Por isso uma das solicitações diz respeito a criação de acordos com outros países, principalmente no setor previdenciário.

Atualmente, o estrangeiro que paga aposentadoria no Japão e retorna ao país de origem só tem direito de receber o valor equivalente a três anos, mesmo que tenha contribuído por um período maior. Os governos do Japão e Brasil já discutem esse assunto e a expectativa é de que algum acordo saia em 2008.

Ciente das condições de emprego dos trabalhadores, cuja situação não é clara, o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem Estar pretende incentivar o ingresso no shakai hoken, além de trabalhar em conjunto com o Ministério da Justiça para combater o trabalho ilegal.

Em relação à integração, segundo o grupo, o governo tem passado a responsabilidade às administrações regionais. Recentemente, o governo implantou um conselho formado por ministérios envolvidos nos problemas dos estrangeiros relacionados a trabalho, mas parece não se importar com outros assuntos.

O que o conselho pede ao governo

Integração Social
• Dar manutenção ou criar meios que incentivem a formação de uma sociedade habituada a diferenças culturais
• Implantar no Gabinete do primeiro-ministro uma central que promova a convivência multicultural dentro da sociedade

Registro de Endereço
• Criar um sistema que informe com exatidão onde os estrangeiros vivem e em que situação
• Reforma na Lei de Registro de Estrangeiros

Educação
• Auxílio aos alunos estrangeiros que estudam em escolas japoneses e oferta de orientadores que reforcem o estudo
• Incentivo ao ingresso de alunos no colégio, permitindo que os estrangeiros façam os exames de ingresso várias vezes ao ano
• Levantamento sobre a situação das escolas estrangeiras e propostas que contribuam para a educação das crianças

Trabalho
• Administração dos assuntos ligados à contratação de trabalhadores estrangeiros e de como eles conseguem emprego, principalmente os estagiários que trabalham sem ter o visto para esse fim
• Incentivo ao ingresso dos trabalhadores estrangeiros no shakai hoken, criando meios para que eles não se sintam prejudicados em relação ao pagamento da aposentadoria
• Produção de panfletos em vários idiomas sobre a lei que obriga as empresas a passarem dados ao governo sobre os funcionários estrangeiros

Criminalidade
• Criar tratados de extradição com outros países para que os criminosos fugitivos possam ser trazidos e punidos no Japão

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