Nov 27

Jornal Tudo Bem - Dekassegui mochileiro dá volta ao mundo

Dekassegui mochileiro dá volta ao mundo
Cansado da rotina da fábrica, brasileiro decide mochilar e percorre 25 cidades de 13 países


Fascinado pela Grécia, Gonçalves passou mais de duas semanas no país.
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Em um trem, o brasileiro conheceu Satoru, um japonês deficiente que se tornou seu amigo

Ao completar 10 anos de trabalho no Japão, cansado da rotina na fábrica e determinado a quebrar o gelo de alguma forma, num certo dia de abril deste ano Moacir Araújo Gonçalves, 33 anos, decidiu visitar os familiares no Brasil. Antes, porém, queria conhecer alguns países. Sem um planejamento traçado, colocou uma mochila nas costas e, quando percebeu, já havia percorrido 25 cidades de 13 países, durante quase três meses.

Fascinado por analisar as diferenças culturais entre os povos, o brasileiro, que reside em Chita (Aichi), começou sua aventura por Hong Kong e Macau, e depois pegou um vôo para Paris. Então, saiu pela Europa sem destino certo. “Depois da França, conheci a Holanda, Alemanha, Suíça e Áustria, sempre observando o mapa e decidindo para onde ir”, conta Gonçalves. “Da Áustria, eu pretendia seguir para a República Checa e, depois, Polônia, Suécia, Dinamarca, Letônia e Lituânia. Mas, ainda na Áustria, perdi um trem e decidi ir para onde o trem seguinte rumaria. Resultado: ao invés da República Checa, segui para a Hungria.”

O imprevisto mudou totalmente o itinerário do brasileiro, que depois seguiu para Romênia, Turquia, Grécia, Itália e Espanha, onde finalizou sua excursão pela Europa. “O mais interessante é que eu me propus a fazer algo e fiz. Devo muito disso ao total apoio da minha esposa Karina e das minhas filhas Rafaela e Isabela”, destaca. “Acho que muitos brasileiros se aprisionam ao trabalho no Japão porque pensam apenas no dinheiro. Eu fiz essa viagem para me desprender dessa rotina e provar para mim mesmo que sou capaz de cumprir uma meta, por mais louca que ela possa parecer.”

Uma boa surpresa da viagem foi ter conhecido Satoru, um japonês portador de deficiência física, morador de Kobe (Hyogo), dentro de um trem, no caminho entre Áustria e Hungria. “Quando eu o vi, me interessei em fazer contato, porque já passei mais de três meses numa cadeira de rodas quando sofri um acidente de moto e sei como é difícil. Ele ficou surpreso porque o abordei em japonês, fizemos amizade e eu ofereci ajuda”, lembra. “De certa forma, essa foi uma maneira de retribuir toda a gratidão que tenho pelo Japão. Além disso, ganhei um amigo que prometeu visitar minha casa.”

Cultura
Apaixonado por Arte, o aventureiro viu muitas relíquias históricas, em visitas ao Museu do Louvre (França), ao Museu Picasso (Espanha) e à Capela Sistina (Itália), entre outros pontos. Amante de livros, também refletiu sobre passagens históricas, ao conhecer Istambul (Turquia), Atenas (Grécia) e Roma (Itália). “Não quero ficar me gabando desta viagem. Meu propósito é mostrar que qualquer dekassegui é capaz de fazer o que eu fiz, desde que se liberte de alguns medos e acredite na própria capacidade de realizar algo que deseja”, filosofa.

Gonçalves comenta o aprendizado que teve com a viagem. “Em todos os lugares, há pessoas boas e ruins. Além disso, percebi que o comportamento e as reações de cada um a determinadas atitudes dependem da formação cultural”, reflete. “Por exemplo, os alemães são muito enérgicos e, numa primeira impressão, pensei que eles eram rudes comigo. Mas percebi que esse é o jeito deles. Da mesma forma, talvez um japonês pode achar que o meu jeito de falar é meio agressivo.”

O brasileiro já tem novos desafios em mente: “tenho muita curiosidade de conhecer Austrália, África do Sul, Quênia, China, Israel e Egito”, finaliza.

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Nov 27

Jornal Tudo Bem - Apoio financeiro para educação de estrangeiros

Apoio financeiro para educação de estrangeiros
Governo japonês decidiu iniciar um projeto de apoio ao ensino do idioma japonês para estudantes estrangeiros

De olho no aumento da demanda de alunos estrangeiros nas escolas públicas, o Ministério da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia do Japão decidiu iniciar um projeto de apoio ao ensino do idioma japonês para esses estudantes que freqüentam o shogaku, chugaku e koukou. Até então, essa tarefa ficava a cargo das associações comunitárias, de acordo com reportagem do jornal Yomiuri.

O projeto consiste em apoiar as ações das associações comunitárias, através de concessão de verba para a contratação de funcionários fixos, fluentes em japonês e em outras línguas estrangeiras. O objetivo é ampliar o número de aulas com tradução simultânea, ou as aulas especiais de japonês.

Segundo pesquisas realizadas pelo Ministério, em maio de 2006 haviam 70.936 alunos estrangeiros freqüentando as escolas públicas. A pesquisa apontou que, desse total, 22.413, distribuídos em 5.475 escolas, não compreendiam as aulas por desconhecerem a língua japonesa. Esse número indica um aumento de 8,3% em relação a 2005 e tende a aumentar a cada ano.

A principal razão reside no aumento repentino de imigrantes, provenientes, principalmente, da América do Sul. De fato, separados por língua pátria, a pesquisa mostrou que os três maiores grupos de estudantes estrangeiros são os que falam português (38%), seguidos pelos que falam chinês (20%) e os de língua espanhola (15%).

Dentre esses alunos, há exemplos tristes que resultaram da dificuldade de se comunicar em japonês, como a não adaptação à vida escolar, problemas de comportamento e até mesmo atos criminosos.

Diante da preocupação com o crescimento dos problemas que envolvem os estudantes estrangeiros, provocados pela incompreensão do japonês, o Ministério decidiu apoiar as ações das associações comunitárias. Cerca de 1,96 bilhão de ienes do orçamento de 2008, está reservado para disponibilizar aproximadamente 1,6 mil profissionais capacitados pelo Japão.

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Nov 26

selo_cultural_185x125.jpg Ceila Santos, coordenadora do Desabafo de Mãe, convida-nos a reforçar uma rede de familias leitoras, lendo livros infantis com as crianças e contando, num desabafo informal, como foi. Ela diz: “Não estamos em busca de críticos literários, mas de gente como a gente de carne e osso que esteja disposta”.

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Nov 23

História da Liberdade
Encontrada no site
www.culturajaponesa.com.br

:: História do Bairro da Liberdade

RUA CONDE DE SARZEDAS

Em 1912 os imigrantes japoneses passaram a residir na rua Conde de Sarzedas, ladeira íngreme, onde na parte baixa havia um riacho e uma área de mangue.

Um dos motivos de procurarem essa rua é que quase todas tinha porões, e os aluguéis dos quartos no subsolo eram incrivelmente baratos. Nesses quartos moravam apenas grupos de pessoas. Para aqueles imigrantes, aquele cantinho da cidade de São Paulo significava esperança por dias melhores. Por ser um bairro central, de lá poderiam se locomover facilmente para os locais de trabalho.

Já nessa época começaram a surgir as atividades comerciais: uma hospedaria, um empório, uma casa que fabricava tofu (queijo de soja), outra que fabricava manju (doce japonês) e também firmas agenciadoras de empregos, formando assim a “rua dos japoneses”.

Em 1915 foi fundada a Taisho Shogakko (Escola Primária Taisho), que ajudou na educação dos filhos de japoneses, então em número aproximado de 300 pessoas.

Em 1932 eram cerca de 2 mil os japoneses em São Paulo. Eles vinham diretamente do Japão e também do interior, após encerrarem o contrato de trabalho na lavoura. Todos vinham em busca de uma oportunidade na cidade. Cerca de 600 japoneses moravam na rua Conde de Sarzedas. Outros moravam nas ruas Irmã Simpliciana, Tabatinguera, Conde do Pinhal, Conselheiro Furtado, Tomás de Lima (Hoje Mituto Mizumoto), onde em 1914 foi fundado o Hotel Ueji, pioneiro dos hotéis japoneses em São Paulo, e dos Estudantes.
Os japoneses trabalhavam em mais de 60 atividades, mas quase todos os estabelecimentos funcionavam para atender a coletividade nipo-brasileira.

A Expulsão

A vida não era fácil para os imigrantes japoneses que viviam em São Paulo, mas havia trabalho, comida e moradia. Nos anos 20 e 30, eles já estavam integrados à vida da cidade. Havia jogos de beisebol nos fins de semana, as crianças podiam estudar em escolas de ensino do idioma japonês. Podia-se saborear comida japonesa nas pensões e ler publicações em japonês.

Em julho de 1941, o governo ordenou a suspensão da publicação dos jornais em língua japonesa. Com o início da guerra no Pacífico, em 1942, o governo de Getúlio Vargas rompeu relações diplomáticas com o Japão, fechando o Consulado Geral do Japão (fundado em 1915 na rua Augusta, 297). No dia 6 de setembro, o governo decretou a expulsão dos japoneses residentes nas ruas Conde de Sarzedas e Estudantes. Somente em 1945, após a rendição do Japão, é que a situação voltou à normalidade na região.

Os Jornais Japoneses

Em 12 de outubro de 1946 foi fundado o jornal São Paulo Shimbun, o primeiro no pós-guerra entre os nikkeis. Em 1º de janeiro de 1947 foi a vez do Jornal Paulista. No mesmo ano foi inaugurada a Livraria Sol (Taiyodo), ainda hoje presente no bairro da Liberdade, que passa a importar livros japoneses através dos Estados Unidos. A agência de viagens Tunibra, inicia as atividades no mesmo ano.
Uma orquestra formada pelo professor Masahiko Maruyama faz o primeiro concerto do pós-guerra em março de 47, no auditório do Centro do Professorado Paulista, na Avenida Liberdade.

O Cine Niterói

Em 23 de julho de 1953, Yoshikazu Tanaka inaugurou na rua Galvão Bueno um prédio de 5 andares, com salão, restaurante, hotel e uma grande sala de projeção no andar térreo, para 1.500 espectadores, batizado de Cine Niterói. Eram exibidos semanalmente filmes diferentes produzidos no Japão, para o entretenimento dos japoneses de São Paulo.
A rua Galvão Bueno passa a ser o centro do bairro japonês, crescendo ao redor do Cine Niterói, tendo recebido parte dos comerciantes expulsos da rua Conde de Sarzedas. Era ali que os japoneses podiam encontrar um cantinho do Japão e matar saudades da terra natal. Na sua época áurea, funcionavam na região os cines Niterói, Nippon (na rua Santa Luzia – atual sede da Associação Aichi Kenjin kai), Jóia (na praça Carlos Gomes – hoje igreja evangélica) e Tokyo (rua São Joaquim – também igreja).

Em abril de 1964 foi inaugurado o prédio da Associação Cultural Japonesa de São Paulo (Bunkyô) na esquina das ruas São Joaquim e Galvão Bueno.

Associação dos Lojistas

Em 1965 foi fundada a Associação de Confraternização dos Lojistas do Bairro da Liberdade, precursora da Associação Cultural e Assistencial da Liberdade – ACAL, sob a presidência de Yoshikazu Tanaka, para defender os interesses do bairro perante as autoridades municipais e estaduais. Com a crescente criminalidade do bairro, promovem encontro com os responsáveis pela Secretaria de Segurança Pública, Polícias Civil e Militar.

A Liberdade passa a ser o local de visita obrigatória para todos os visitantes da cidade. Em 1967, o bairro recebeu a visita do então Príncipe Herdeiro Akihito e da Princesa Michiko, hoje o Casal Imperial do Japão.

Na década de 60, as atividades e os interesses dos japoneses em São Paulo foram conduzidas pela Associação Cultural Japonesa (hoje Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa) e pela Associação dos Lojistas, pois eram as duas entidades mais representativas da comunidade.

Nova Urbanização

O ano de 1968 representou o início das mudanças no bairro. A Diametral Leste-Oeste obrigou o cine Niterói, marco inicial da prosperidade do bairro, a se mudar para a esquina da avenida Liberdade com a rua Barão de Iguape (atualmente funciona no local o Hotel Barão Lu). A rua Conselheiro Furtado, que era estreita, foi alargada, diminuindo a força comercial do local. Além disso, com a construção da estação Liberdade do metrô, na década de 70, alguns pontos comerciais das ruas Galvão Bueno e na Avenida Liberdade desapareceram.

A Liberdade deixou de ser um reduto exclusivo dos japoneses. Muitos deixaram de residir na região, mantendo apenas seus estabelecimentos comerciais. Com isso, o bairro passou a ser procurado também por chineses e coreanos.

Além e lojas, restaurantes e bares orientais, o bairro passou a oferecer outros atrativos. A praça da Liberdade é utilizada como palco para manifestações culturais, como o bon odori, dança folclórica japonesa. Os palcos dos cinemas japoneses passaram a receber também artistas e cantores japoneses.

Graças à iniciativa da Associação da Liberdade, o bairro recebeu decoração no estilo oriental, com a instalação de lanternas Suzurantõ. Em 1973, Liberdade foi vencedora do concurso de decoração de ruas das festas natalinas.

Em 28 de janeiro de 1974, a Associação de Confraternização dos Lojistas passou a ser chamada oficialmente de Associação dos Lojistas da Liberdade. Seu primeiro presidente, Tsuyoshi Mizumoto, buscou a caracterização do bairro oriental. A Feira Oriental passou a ser organizada nas tardes de domingo, com barracas de comida típica e de artesanato, na praça da Liberdade.
No dia 18 de junho de 1978, por ocasião da comemoração dos 70 anos da imigração japonesa no Brasil, iniciou-se a prática do Radio Taissô, na praça da Liberdade. São dezenas de pessoas que fazem uma sessão diária de ginástica.

Nas décadas de 80 e 90, pequenas mudanças ocorreram no bairro. As casas noturnas foram gradativamente substituídas por karaokês, uma nova mania que começava a tomar conta do bairro. As principais atividades culturais da Liberdade são realizadas com a promoção da ACAL e fazem parte do calendário anual do município:

Abril – Hanamatsuri – Festival das Flores, em conjunto com a Federação das Seitas Budistas. O desfile do grande elefante branco carregando o pequeno Buda acontece no sábado.

Junho – Campenato de Sumô da Liberdade – grande campeonato com atletas de todo o país. Realiza-se aqui a seleção dos atletas juvenis que representarão o Brasil no Campeonato Mundial de Sumô. A arena (dohyo) e as arquibancadas são montadas em plena praça da Liberdade.

Julho – Tanabata Matsuri – Festival das Estrelas, em conjunto com a Associação Miyagui Kenjinkai. As principais ruas do bairro são enfeitadas com bambu e grandes enfeites de papel simbolizando as estrelas. Os visitantes colocam um pedaço de papel com pedidos.

Dezembro – Toyo Matsuri – Festival Oriental. Apresentação de várias manifestações culturais do oriente. O bairro recebe o Nobori, coloridas bandeiras verticais.

Dezembro – Moti Tsuki – Festival de Final do Ano. O arroz é socado em pilão para a confecção do moti (bolinhos de arroz) que é distribuído aos presentes para dar sorte. Sempre no dia 31 de dezembro.


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Nov 22
Chanoyu
icon1 Samantha | icon2 Uncategorized | icon4 11 22nd, 2007| icon3No Comments »

Chanoyu

CHANOYU- Cerimônia do Chá

I. HISTÓRIA

A cerimônia do chá, conhecida como “chanoyu” em Japonês, é um passatempo estético peculiar ao Japão que se caracteriza por servir e beber o “matcha”, um chá verde pulverizado.
De acordo com a história registrada, o chá foi introduzido no Japão, cerca do século 8, originário da China onde o chá era conhecido desde o Período da Dinastia Han Oriental (25-220DC). O “matcha”, conforme é usado na cerimônia do chá de hoje, ainda não era conhecido naquela época. Não foi senão no fim do século 12 que o “matcha” foi trazido ao Japão vindo da China da Dinastia Sung. Todavia, o chá era muito precioso e embora usado principalmente como bebida, era considerado, também, remédio.
O costume de beber “matcha”, gradativamente, difundiu-se não só entre os sacerdotes de Zen, mas também no seio da classe superior. A partir de cerca do século 14, o “matcha” também era usado num jogo chamado “tocha”. Tratava-se de um divertimento de salão no qual os convidados, depois de provarem de várias xícaras de chá produzido em diversas regiões, eram chamados as escolher a taça contendo o chá da melhor região produtora de bebida. Os que acertavam na escolha recebiam prêmios. Como esse jogo se tivesse tornado moda, as plantações de chá começaram a florescer, especialmente no distrito de Uji, nas proximidades de Kyoto, onde o chá de melhor qualidade ainda é produzido.
O “tocha”, gradativamente, converteu-se numa mais tranqüila reunião social no seio da classe superior e os prêmios não mais foram conferidos. O objetivo tornou-se então o gozo de uma atmosfera profunda na qual os participantes provavam o chá enquanto admiravam pinturas, artes e artesanato da China, mostrados num “shoin” (estúdio). Simultaneamente, sob a influência de formalidades e maneiras que regulavam a vida cotidiana dos “samurais” ou guerreiros que constituíam, então, a classe dominante no país, surgiram certas regras e procedimentos que os participantes de uma reunião de chá deveriam obedecer. Assim desenvolveram-se os fundamentos da “chanoyu”.

Ao fim século 15, um plebeu chamado Murata Juko, que dominou esta arte da “chanoyu” que se popularizara no seio da classe superior, propôs outro tipo de chá cerimonial, mais tarde denominado “wabicha”, que ele baseou mais nas sensibilidades japonesas alimentadas pelo espírito do budismo de Zen. Foi durante o período Momoyama, na segunda metade do século 16, que Sen-no-rikyu, finalmente, estabeleceu a “wabicha” com a forma com a qual a “chanoyu” é realizada hoje.
Mais ainda, o desenvolvimento das maneiras cotidianas da maioria dos japoneses tem sido influenciado basicamente por formalidades como as que são observadas na cerimônia “chanoyu”. Como resultado disso, é costume bastante difundido ente as moças antes do casamento receber aulas nessa arte a fim de cultivar a postura e o refinamento oriundos da etiqueta da “chanoyu”.
Após a morte de Sen-no-rikyu, seus ensinamentos foram transmitidos aos seus descendentes e discípulos. À época de seus tataranetos, três diferentes escolas - a escola Omotesenke, a escola Urasenke e a escola Mushakoji-senke - foram fundadas e continuam em atividade até hoje. Entre elas, todavia, a mais ativa e de maior número de seguidores, é a Urasenke. Ela é chefiada, presentemente, pelo senhor Soshitsu Sen, o 15° descendente do fundador. Algumas das escolas iniciadas pelos discípulos de Rikyu incluem a escola Enshu, fundada por Kobori Enshu, a escola Sekishu, criada por Katagiri Sekishu, e a escola Sohen, estabelecida por Yamada Sohen. Estas escolas diferem entre nos detalhes das regras mas conservam a essência da cerimônia que o grande mestre instituiu. Esta essência tem sido transmitida até os dias de hoje sem oposição e o respeito pelo fundador é um elemento que todas têm em comum.

A “chanoyu”, assim desenvolvida, é algo mais que uma forma refinada de refresco. Seu objetivo e essência dificilmente podem ser expressos por palavras. Ajudaria lembrar que a cerimônia foi desenvolvida sob a influência do budismo de Zen cujo objetivo é, em palavras simples, purificar a alma do homem, confundindo-a com a natureza. Além disso, a “chanoyu” é a materialização do empenho intuitivo do povo japonês pelo reconhecimento da verdadeira beleza na modéstia e simplicidade. Termos como calma, rusticidade, graça, ou frase “estética da simplicidade austera e pobreza refinada”, podem ajudar a definir o verdadeiro espírito da “chanoyu”. Por exemplo, as regras rigorosas da etiqueta da “chanoyu”, que podem parecer penosas e meticulosas à primeira vista, são, de fato calculadas, minuto por minuto, a fim de obter a mais alta possível economia de movimento e, na verdade, agrada aos iniciados assistir a sua execução, especialmente quando realizada por mestres experimentados.
A “chanoyu” tem desempenhado um importante papel na vida artística do povo japonês, de vez que, como atividade estética, envolve a apreciação do cômodo onde é realizada, o jardim a ele contíguo, os utensílios utilizados no servir o chá, a decoração do ambiente como um rolo suspenso ou um “chabana”(arrojo floral para a cerimônia do chá). O desenvolvimento da arquitetura, jardinagem paisagística, cerâmica e artes florais para a cerimônia do chá. O espírito da “chanoyu”, representando a beleza da simplicidade e da harmonia com a natureza, moldou a base dessas formas tradicionais da cultura japonesa.

II. Uma “chanoyu” típica.

Há muitas maneiras de realizar uma cerimônia de chá de acordo com a escola que o anfitrião pertence. Elas também variam de conformidade com a ocasião e a estação. Nos elementos essenciais, todavia, há uma semelhança básica.

1.Material e utensílios exigidos

1) A “sukiya” ou a casa de chá
É costume muito antigo ter uma pequena casa, denominada “sukiya”, especialmente construída para “chanoyu”. Ela consiste de uma sala de chá (cha-shitsu), uma sala de preparo (mizu-ya), sala de espera (yoritsuki) e de um caminho ajardinado (roji) que leva à entrada da casa de chá. A casa, geralmente, é localizada numa seção arborizada especialmente criada para esse fim no jardim propriamente dito.

2) Utensílios
Os principais utensílios são a “cha-wan”(tigela de chá), o “cha-ire”(recipiente do cha), a “cha-sen”(vassourinha de chá feito de bambu) e o “cha-shaku”(concha de chá feita de bambu). Via de regra, esses utensílios são valiosos objetos de arte.

3) Trajes e acessórios.
Roupas de cores discretas são preferidas. Em ocasiões estritamente formais, os homens vestem quimono de seda, de cor firme, com três ou cinco brasões de família nele estampados e “tabi”, brancas ou meias tradicionais japonesas. As mulheres trajam conservador quimono blasonado e também “tabi”, nessas ocasiões. Os convidados devem trazer um pequeno leque dobrável e uma almofada de “kaishi” (pequenos guardanapos de papel).

2. A cerimônia propriamente dita.

A cerimônia do chá regular consiste 1) da primeira sessão na qual uma refeição ligeira, denominada “kaiseki”, é servida, 2) da “nakadachi”ou breve pausa, 3) da “gozairi”, a parte principal da cerimônia, onde o “kaicha” ou chá de textura espessa, é servido e 4) da ingestão do “usucha” ou chá de textura fina. Toda a cerimônia consome cerca de quatro horas. Freqüentemente, apenas o “usucha” é servido, o que requer cerca de uma hora.

1) A primeira sessão

Os convidados, cinco ao todo, reúnem-se na sala de espera. O anfitrião comparece e os conduz pelo caminho ajardinado até a sala de chá. Num determinado lugar do caminho há uma bacia de pedra cheia de água fresca. Ali elas lavam as mãos e a boca. A entrada para a sala é muito pequena o que obriga os convidados a rastejar para atravessa-la numa demonstração de humildade. Ao entrar na sala, que é provida de fogareiro fixo ou portátil para a chaleira, cada convidado ajoelha-se à frente do “tokonoma” ou nicho e faz uma reverência respeitosa. Em seguida, com o leque dobrável diante de si, ele admira o rolo suspenso na parede do “tokonoma”. A seguir, olha do mesmo modo o fogareiro. Quando todos os convidados concluírem a contemplação desses objetos, eles tomam seus assentos, com o principal no lugar mais próximo do anfitrião. Depois que o anfitrião e os convidados trocarem cumprimentos, a “kaiseki” é servida, com os doces terminando a leve refeição.

2) “Nakadachi”

Por sugestão do anfitrião, os convidados retiram-se para o banco de espera existente no jardim interno próximo à sala.

3) “Goza-iri”

Um gongo de metal próximo à sala é tocado pelo anfitrião para assinalar o início da cerimônia principal. È costume fazer soar o gongo cinco ou sete vezes. Os convidados erguem-se e ouvem atentamente o som. Depois de repetir o Rito de purificação na bacia, eles entram novamente na sala. Os biombos de junco suspensos do lado de fora das janelas são retirados por um assistente a fim de tornar mais claro o ambiente. O rolo suspenso desaparece e, no “tokonoma”, há um vaso com flores. O receptáculo para água fresca e o recipiente de cerâmica para o chá estão em posição antes que o anfitrião entre trazendo a tigela de chá com a vassourinha e a concha de chá dentro dela. Os convidados examinam e admiram as flores e a chaleira exatamente como fizeram no início da primeira sessão. O anfitrião retira-se para a sala de preparo e logo retorna com o receptáculo para água servida, a cocha e o descanso para da tampa da chaleira ou cocha. Em seguida, o anfitrião limpa o recipiente de chá e a concha com pano especial denominado “fukusa”, fazendo o mesmo com a vassourinha na tigela de chá contendo água quente tirada da chaleira. O anfitrião esvazia a tigela, despejando a água no receptáculo de água servida e limpa a tigela com um “chakin” ou pedaço de tecido de linho.
O anfitrião ergue a cocha de chá e o recipiente e põe “matcha” (três conchas para cada convidado) na tigela e tira uma concha cheia de água quente da chaleira, pondo cerca de um terço dela na tigela e devolvendo o que sobrou à chaleira. A seguir, ele bate a mistura com a vassourinha até que se transforme em algo que lembre uma muito grossa sopa de ervilha verde tanto na consistência como na cor. O chá feito é denominado “koicha”. O “matcha” usado aqui é feito de folhas tenras de plantas de chá com idade de 20 a 70 anos ou mais. O anfitrião coloca a tigela no seu lugar apropriado, junto ao fogareiro, e o convidado principal desloca-se de joelhos, para pegar a tigela. O convidado faz uma reverência com a cabeça, para os outros convidado e põem a tigela na palma de sua mão esquerda, sustentando um dos lados dela com a direita. Depois de tomar um gole, ele elogia o sabor da bebida e, em seguida, toma mais dois goles. Limpa a beirada da tigela onde bebeu com o “kaishi” de papel e passa a tigela para o segundo convidado que bebe e limpa a tigela tal como o fez o convidado principal. A tigela é então passada para o terceiro convidado, e, seguida, para o quarto, até que todos os cinco tenham partilhado do chá. Quando o último convidado termina, ele entrega a tigela ao convidado principal que a devolve ao anfitrião.

4) Cerimônia com “usucha”

O “usucha” difere do “kaicha” na circunstância de que primeiro é feito de plantas tenras com a idade de apenas 3 a 15 anos. Ele proporciona uma mistura espumosa.
As regras seguidas nessa cerimônia são semelhantes as da “kaicha”, sendo, as seguintes, as principais diferenças:
a) O chá é feito individualmente para cada convidado com duas a duas e meia conchas de “matcha”. Espera-se que cada convidado beba toda a sua porção.
b) O convidado limpa a parte da tigela que seus lábios tocaram com os dedos da mão direita e, em seguida, limpa os dedos dela com o “kaishi” de papel.
Depois que o anfitrião retira os utensílios da sala, ele faz uma reverência silenciosa com a cabeça para os convidado, dando a entender que a cerimônia terminou. Os convidados deixam a “sukiya”, despedido-se do anfitrião.

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Nov 22

FUNDAÇÃO JAPÃO - Agenda

Edição do Saberes dos Sabores reúne gastronomia e arte

“Cores e Sabores” é a última palestra do ano de 2007 da série Saberes dos Sabores, composta de eventos que apresentaram os variados conhecimentos dos “sabores” vistos de forma múltipla, a partir de diferentes pontos de vista, propondo estabelecer um cruzamento entre áreas diversas como etiqueta, moda, história da imigração por meio de palestras, demonstrações, degustações e debates.


O professor e artista plástico Takashi Fukushima

Foto: Revista Made in Japan / Caio Kenji

Nessa palestra, a análise dos “sabores” será realizada pelo professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP) e artista plástico Takashi Fukushima, através da lente da estética, que perfaz uma “degustação visual”. Essa apresentação será realizada através da análise de pratos da culinária japonesa, especificamente da relação forma-conteúdo ou recipiente-alimento, utilizando os conceitos de linguagem, percepção e imagem. Essa relação será exemplificada através das cerâmicas de Kimi Nii, Silmara Watari e Shugo Izumi e gastronomia dos chefs Jun Sakamoto do restaurante do mesmo nome e Shin Koike, do Aizomê e Aun.

Prato do chef Shin Koike

Foto: Sandra Keika Fujishiro

Os chefs e as ceramistas também estarão presentes no evento para falar um pouco sobre a relação forma-conteúdo do ponto de vista artístico, não só de quem faz as delícias culinárias, mas também as belas formas que as agasalham. Não é de hoje que os japoneses são famosos pelo apuro estético e pelo rigor na composição plástica de uma produção, seja ela gastronômica, de arte ou de moda. Este evento é uma rara oportunidade para presenciar a união de artistas plásticos, ceramistas e de chefs de cozinha.


Prato do chef Jun Sakamoto

Foto: Sandra Keika Fujishiro

Serviço:
SABERES DOS SABORES
“Cores e Sabores”

Data: 11 de dezembro de 2007 (terça-feira)
Horário: 19h30
Local: Espaço Cultural Fundação Japão
Av. Paulista, 37- 1º andar - Jardins - São Paulo
Entrada gratuita
É necessário efetuar inscrição prévia.
Favor enviar nome completo e e-mail para: info@fjsp.org.br
Acesso para portadores de necessidades especiais

Participantes:
Takashi Fukushima (artista plástico e professor da FAU-USP)
Jun Sakamoto (chef do Restaurante Jun Sakamoto)
Shin Koike (chef do Restaurante Aizomê e Aun)
Kimi Nii (ceramista)
Silmara Watari (ceramista)
Shugo Izumi (ceramista)

Vagas: 100 lugares
Informações: (11) 3141-0110 / 3141-0843
Realização: Fundação Japão em São Paulo

Informações, fotos e contatos para imprensa:
Erico Marmiroli - (11) 9372 7774 / (11) 3865 0656 - erico.marmiroli@gmail.com
Sandra Keika Fujishiro - (11) 3141 0110 - kei@fjsp.org.br

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Nov 21

Karaokê ganha documentário exibido nesta terça no GNT - O Globo Online

soltando a voz

Karaokê ganha documentário exibido nesta terça no GNT

Plantão | Publicada em 20/11/2007 às 09h20m

Giovani Lettiere - O Globo Online

Sidney Magal participa do documentário do GNT 'Strangers in the night'. Foto Divulgação GNT

RIO - A música “Sandra Rosa Madalena”, de Sidney Magal é uma das mais executas em karaokês pelo Brasil, mas o aparelhinho favorito dos que adoram cantar, pasmem, reprovou o intérprete do sucesso, que amargou nota 8 com a observação “você ainda pode melhorar”. Estas e outras histórias curiosas sobre o karaokê estão no documentário “Strangers in the night O mundo do karaokê”, de Luis Evandro, que estréia nesta terça-feira no canal a cabo GNT, às 23h30.

Clique aqui e veja um aperitivo do documentário ‘Strangers in the night - O mundo do karaokê’

- Fui levado a um bar com karaokê pela primeira vez por um amigo que alterna manias. Curti muito o ambiente e percebi como as pessoas eram interessantes. Os personagens já estavam prontos para um documentário - explica Luis Evandro, 38 anos, em seu primeiro doc cultural, já que antes só fizera esportivos.

- Como uma coisa que está presente na vida de tanta gente pelo menos uma vez na vida nunca havia sido documentada? Brasileiro adora cantar. Percebi que havia um buraco aí. Assim que apresentei a idéia no GNT, a direção adorou. Pesquisaram durante um semana e se espantaram com o fato de não haver nada sobre o tema - acrescentou Luis, que participou do concurso “Pitching GNT 2006″ e teve seu projeto escolhido entre outros 400.

O documentário é centrado nos personagens. Luis percebeu que só o tema karaokê não seria suficiente para um filme inteiro.

- Os personagens foram fundamentais. Descobrimos gente que se conheceu e se casou num karaokê. Alguns assumem a personalidade dos artistas quando cantam. Outros só soltam a voz numa mesma música há anos. Percebi ainda que alguns têm uma realão de diversão com o karaokê, os que vão quatro vezes por ano, por exemplo. Já muitos têm uma relação de paixão, de fanatismo mesmo - contou o diretor.

Ana Maria Braga participa do documentário do GNT 'Strangers in the night'. Foto Divulgação GNT

Para mostrar que não eram “malucos” só anônimos, o Luis Evandro contou com a participação de celebridades, como Sidney Magal, é claro, Ana Maria Braga, Léo Jaime e Gianne Albertoni, por exemplo.

- A Ana Maria começou a se interessar por karaokê depois que foi a um restaurante no bairro japonês de São Paulo, a Liberdade. Os amigos insistiram muito para que ela cantasse, mas ela recebeu notas ruins. Obsecada por uma melhor performance ela não se desgrudou do microfone até as 4 da manhã, quando ganhou uma boa nota. Daí comprou um aparelho para ter em casa e chegou a ter um quadro sobre karaokê em seu programa - relatou o diretor.

As notas do aparelho, segundo Luis, são dadas tendo como base intensidade e ritmo. A afinação não é considerada.

- Geralmente, quem é cantor profissional, interpreta a música, daí acaba não seguindo o ritmo imposto pelo aparelho. Por isso muitos cantores levam nota baixa mesmo. Foi o que aconteceu, além do Sidney, com o Léo Jaime. Ele e o jogador Ronaldo fizeram uma aposta. Os dois cantaram músicas de Léo, mas Ronaldo cantou gritando e tirou uma nota melhor do que o próprio Léo, que odeia cerveja mas teve que tomar uma - antecipa Luis.

O karaokê chegou ao Brasil na década de 80, mas segundo Luis Evandro, ele só se popularizou em 1999, quando foram mostradas imagens de craques da Seleção brasileira cantando durante concentração em um hotel de Foz do Iguaçu. Depois virou febre, com direito a um quadro no “Domingão do Faustão” e as vendas de aparelhos se multiplicaram. Mas o diretor do documentário não considera que hoje em dia haja uma febre de karaokê.

- É muito pontual. Em algumas épocas, sim. É cíclico, indo e voltando novamente, mas tem uma base grande que se mantém. A maioria só vai quando está na moda. São Paulo é, por conta da imigração japonesa e lá o karaokê é uma febre, o lugar com mais adeptos. Está mais presente no Sudeste e Sul do Brasil. No Nordeste não pegou muito - explica.

Soninha Francine e Léo Jaime participam do documentário do GNT 'Strangers in the night'. Foto Divulgação GNT

O Japão, que inventou e disseminou o jeito diferente de cantar, ocupa boa parte do documentário. Três pesquisadores mergulharam fundo no universo oriental.

- Aqui, o karaokê é um misto de farra com diversão. No Japão é levado mais a sério. Há muitos concursos e amenizam a rigidez do povo japonês, supercompetitivo - contou.

Mas curiosamente, um dekassegui - brasileiro descendente de japoneses - venceu o maior concurso do país, transmitido ao vivo pela TV NHK. Joe Hirata foi o primeiro estrangeiro a abocanhar o prêmio em 49 anos, tendo vencido 8 mil participantes. Joe foi entrevistado em São Paulo, para onde se mudou depois de uma promissora carreira na Terra do Sol Nascente. Hoje ele canta no ritmo sertanejo.

O nome do documentário vem da música homônima de Frank Sinatra. Luis pediu a Sidney Magal que cantasse uma música do americano e sugeriu “My way”, mas o cantor foi contra e soltou a voz em “Strangers in the night”.

- Acabou virando sinônimo do documentário. Pessoas mostrando um lado que pouco se conhecia. Pessoas estranhas que surgem nos cantos da noite e se tornam conhecidas por apenas cinco minutos, enquanto estão no palquinho do karaokê cantando. Logo depois, já são desconhecidas novamente - sintetiza Evandro, que já tem dois projetos engatilhados para a TV.

Documentário “Strangers in the night - O mundo do karaokê”. Terça-feira, dia 20 de novembro, às 23h30. Reapresentações: sexta, às 15h; na madrugada de sexta para sábado, dia 24, às 3h, e no domingo, dia 25, às 6h

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Nov 21

Jornal Tudo Bem - Entenda o fichamento de brasileiros no Japão

Entenda o fichamento de brasileiros no Japão
Registrar tanto a impressão digital, quanto a fotografia, é simples, mas pode acarretar em fila de espera

Os brasileiros que entrarem no Japão a partir de 20 de novembro terão que deixar suas impressões digitais e fotografia registradas na Imigração, no momento do desembarque no aeroporto. A medida, promulgada em março de 2006, visa barrar a entrada de terroristas no arquipélago e afetará todos os estrangeiros, não importa a nacionalidade.

O procedimento é bem simples, mas o problema maior no início da implantação do sistema pode ser a fila de espera. Todos os brasileiros com idade acima dos 16 anos terão de passar pelo procedimento, não importa o tipo de visto que possuam, se são portadores do re-entry ou se são considerados cidadãos japoneses.

Os únicos que estão liberados do procedimento obrigatório são os portadores de visto permanente especial, categoria na qual os brasileiros não se encaixam (ver detalhes ao lado), profissionais que estão no país com status de residência como diplomata ou oficial do governo e estrangeiros convidados por órgãos do governo japonês.

Para os brasileiros, a medida não causa problemas maiores a não ser a fila de espera, mas a notícia foi mal recebida pela imprensa estrangeira no Japão, como ficou claro na entrevista coletiva de quarta-feira 24, em Tokyo, com representantes da Imigração.

Uma das principais queixas recai sobre a exigência do fornecimeto de dados pessoais somente pelos estrangeiros, colocando todos como potenciais terroristas. Vale lembrar que um dos mais recentes atentados cometidos no arquipélago, com gás sarin no metrô da capital japonesa, foi organizado por membros da seita Aum, todos japoneses religiosos fanáticos. A segunda queixa é quanto à inconstitucionalidade, como apontou uma das maiores associações de advogados do Japão, a Japan Federation of Bar Associations. Além de ferir a Constituição do Japão, também é contra o que está previsto nos termos que rege os Direitos Civis e Políticos internacionais.

O procedimento da coleta de impressões digitais não é exclusiva ao Japão. Ele já é adotado em aeroportos americanos, desde o atentado que colocou no chão as duas torres do World Trade Center, e sabe-se que a União Européia também estuda implantar o mesmo sistema, apesar de não ter divulgado nada oficial.

TIRE SUAS DÚVIDAS

1 Para quem vale a mudança?
Todos brasileiros com idade acima dos 16 anos

2 Quem não precisa registrar suas impressões digitais e fotografia?
Portadores do visto de residentes permanentes especiais (na maioria, chineses, coreanos e taiwaneses nascidos fora do Japão antes da Segunda Guerra Mundial e cujos pais são japoneses), profissionais que estão no país com status de residência como diplomata ou oficial do governo e estrangeiros convidados por órgãos do governo japonês

3 A medida vale apenas para aeroportos com vôos internacionais?
Não, também será feita nos portos japoneses que recebem navios de rotas internacionais

4 Moro no Japão, mas viajarei ao Brasil. O que preciso apresentar ao retornar ao arquipélago?
Passaporte, re-entry e cartão de desembarque são pedidos pela Imigração. É bom levar o gaikokujin toroku

5 Como é o registro das impressões digitais e da foto?
Basta seguir as orientações exibidas em um terminal dentro das cabines já instaladas no Aeroporto Internacional de Narita. O terminal também indicará ao passageiro, quando a fotografia será tirada

6 Posso recusar e não ser “fichado”?
Não, quem se recusa será brigado a voltar ao país de origem – não vai entrar no Japão

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Nov 19

Li no excelente Burajiru!

Erica faz um tratado sobre a possibilidade de se fazer curso superior em língua brasileira no Japão, além da faculdade de administração de Brasilia, já citada aqui. Ela conta que “temos mais duas universidades online que admitem estudantes no Japão e Angola: a Universidade Católica de Brasília, e a Faculdade Interativa COC.” Leia no post dela sobre os preços e cursos disponíveis.

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Nov 18

Jornal Tudo Bem - Complexo brasileiro celebra 10 anos no Japão

Complexo brasileiro celebra 10 anos no Japão
O Shopping Villanova, um dos primeiros complexos de lojas brasileiras no Japão, em Aichi, completa este mês uma década de existência


Shopping Villanova completa 10 anos e prepara festa para as famílias brasileiras

Um dos primeiros complexos de lojas brasileiras no Japão, o Shopping Villanova, de Komaki (Aichi), completa este mês uma década de existência. E, no ritmo de comemoração, o empreendimento prepara para domingo 25, uma grande festa para o público, com enfoque especial nas famílias brasileiras. A Editora JBC, que publica o jornal Tudo Bem, estará presente na festa com uma promoção especial de livros.

“Não é uma simples festa, é um momento histórico para todos os dekasseguis, porque celebra os 10 anos de uma conquista da comunidade brasileira”, afirma Nelson Haruo Yuzawa, o MC Haru, responsável pela organização das comemorações. “Por isso, faremos uma festa direcionada para as famílias brasileiras, principalmente as crianças. O objetivo é oferecer um domingo bastante agradável para a comunidade.”

MC Haru explica que o aniversário do Shopping Villanova terá diversas atrações, entre elas a discotecagem de DJ Maurício e a animação da irreverente Nega Maluca – que comandará muitas brincadeiras junto às crianças e adultos que estiverem presentes. “Também vamos oferecer muitos doces e bolo e, para as crianças haverá passatempos bem típicos do Brasil, como dança da cadeira, caça ao tesouro e outras atividades recreativas”, acrescenta.

Com uma cartela gratuita, o público também poderá participar de um bingo que promete distribuir vários prêmios, que variam desde bichos de pelúcia e perfumes a eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos. “A última rodada dará um prêmio de 100 mil ienes”, assegura MC Haru. “Além disso, as lojas farão várias promoções e distribuirão brindes no dia.”

ESTRUTURA
Atualmente, fazem parte do Shopping Villanova as agências Nichiyu International e City Tour, a churrascaria Tertullia Grill, a loja de produtos brasileiros Villanova Import Shop, a butique Carysma Modas, a lanchonete Tia Vone, a locadora Double B, a transportadora Suzan Mudanças e o salão de cabeleireiros Zen Studio Hair. Anexo ao prédio principal, há também a auto-escola Driver’s School e um posto de assistência para estrangeiros da organização sem fins lucrativos (NPO) Koryunet. O complexo de lojas possui cerca de 80 vagas de estacionamento.

SHOPPING VILLANOVA
Quando: 25/11, das 11h às 17h
Local: Shopping Villanova, em Komaki (Aichi)
Como chegar: o complexo de lojas fica na rodovia 41, próximo ao cruzamento com a rodovia 155 e à saída das vias expressas Tomei e Meishin
Tel: 0568-74-3826

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