Oct 30

Do Fatos & fotos de viagens

Dicas para viajar confortável em Avião

(ops, é impossível viajar confortavelmente em avião, exceto em primeira classe!)

1 Não deixe de registrar equipamentos eletrônicos de valor no guichê da Polícia Federal antes de embarque, depois do check-in, supondo que você não despachou os valores, claro. Esse procedimento evita que ao retornar você tenha seu produto taxado como importação.

2 Se você tem máquina fotográfica (não dessas portáteis, mas as mais valiosas), filmadora, lap top, palm top e outro eletrônico importado, vá até o guichê da Polícia Federal no eeroporto, preencha a “Guia “Registro de objetos estrangeiros” e registre seus equipamentos. Você só rpecisará fazer isso uma vez. Guarde junto do Passaporte pra quando precisar mostrar toda vez que viajar.

3 Tentar ludribriar a Receita Federal (Alfândega) é mico. Se vai comprar algo acima de 500 Dólares, prepare-se para declarar e pagar o imposto de 50% do que exceder esse valor (se vc não declarar, ao passar pela luz vermelha, acresça mais 20% de multa!). Pode ser até que o agente vá com a sua cara e te libere de pagar o imposto! E não adianta esconder porque suas malas passarão pelo Raio X e nada escapa dele. Faça suas contas antes de viajar, verifique os preços dos produtos que deseja comprar e acresça neles o valor do Imposto de Importação (sem a multa, claro, porque vc. vai decalrar direitinho…). Assim você saberá se vale a pena comprar lá fora ou aqui. Lembre-se que nem sempre é mais barato lá fora. Aqui você paga em reais, em geral pode parcelar e ainda tem a garantia no Brasil.

4 Apresente-se 3 horas antes do horário previsto para o vôo no balcão da Cia Aérea. Eles recomendam 2 horas, eu, 3. Especialmente em viagens aos Estados Unidos.

5 Marque seu assento antecipadamente.

6 Prefira assentos no corredor aos na janela. Você terá maior mobilidade e incomodaré menos os passageiros vizinhos.

7 Os melhores lugares pra quem gosta de esticar as pernas são os assentos junto às saídas de emergência;

8 A bordo, o ar condicionado é muito forte. Leve sempre um agasalho leve;

9 O ar das cabines é extremamente seco, por isso, hidrate-se, beba muito líquido;

10 Não beba bebidas alcoólicas. O álcool resseca ainda mais a pele e o corpo;

11 Leve colírio Lacrimaplus, que tem a composição igual à da lágrima humana. Não tem contra-ndicaçãos ao contrário dos colírios com cloreto de sódio, que ressecam ainda mais;

12 Leve soro para o nariz. Ajuda a evitar o ressecamento;

13 Viajando com crianças, leve sempre coisas que elas gostam, tais como livrinhos e canetas pra colorir, joguinhos e até DVD portátil, carrinhos, bonequinhos, etc, para distraí-las. Pense numa viagem de 10 horas confinada num avião. Vale até jogo da velha, jogo da forca, porrinha, jogo da memória e tudo mais pra ajudar a distrair os pequenos. Só não valem aqueles joguinhos eletrônicos com som ligado. Ninguém merece criança chata. Nem mesmo os pais.

14 Seja compreensivo com a eventual irritação de seus filhos, mas não seja permissivo com eles ao ponto de deixá-los fazer o que quiseem e perturbarem todos os demais passageiros;

15 Os assentos sitados na direção das asas dos aviões sofrem menos os efeitos das turbulência. Isso vale para os que enjoam ou têm medo. Lembre-se SEMPRE: turbulência Não derruba avião! (na proximavez que estiver numa estrada, abra a janela do carro e bote sua mão espalmada, com a palma virada para o chão, e sinta que ela balança ao sabor do vento. A turbulência é exatamente esse efeito, o avião vencendo a resitência ao ar.)

16 Leve uma mini farmácia pra vcê e para seus filhos;

17 Leve uma mini necessaire para vc e seus filhos, com itens básicos de higinene pessoal em embalagens pequenas;

18 Dor de ouvidos. É comum sentir-se dor de ouvido durante o vôo, especialmente na decolagem e no pouso, devido às alterações rápdias de pressão do ar, o que é bastante comum nas crianças. Se isso ocorrer, simule bocejos (quanto mais aberta a boca, melhor), simule mastigação, inspire e segure o ar o mais que puder e solte-o lentamente, um pouco de cada vez, abra e feche a boca repetidas vezes, (escancarando mesmo, até sentir um ‘estalo’ na mandíbula e no ouvido), masque chicletes e repita alternadamente esses procedimentos;

19 Inchaço dos pés. Por permanecermos muito tempo sentados, os pés e pernas sofrem por causa da má circulação e retenção de líquidos. Mexer os pés várias vezes durante o vôo, ficar de pé e caminhar, botar um pé de cada vez sobre o assento (como se fosse sentar cruzando as pernas) e massageá-los, ficar de pé e fazer relaxamento e distensão (como os atletas corredores), enfim, exercitar as pernas e os pés da melhor maneira que encontrar, é a solução. Novamente: evite sapatos apertados.

20 Náuseas, enjôo… Eu jamais senti isso, mas sei que é comum, muitas vezes associada ao estresse medo de avião. Primeiramente, evite o álcool e hidrate-se, não leia, coma pouco e alimentos leves e, por fim, tome um remédio que vocÊ colocou previamente em sua mini farmácia de bordo.

21 Além de etiquetar sua bagagem, etiquete seu filho também. Ponha nele uma carteirinha contendo informações pessoais, endereço, destinos, datas, telefone celular, e tudo mais que ajudar vc a encontrá-lo caso se perca dele. Ensine-o a como proceder em caso de perder-se. Uma boa dica é dizer a ele que apenas você deve procurá-lo, não o inverso. Determine que ele pare e fique no lugar até vc encontrá-lo;

22 Evite sapatos apertados. Leve meias descartáveis para andar descalço pelo avião sem ter que se calça a cada vez que levanta. (se vc não gostar de andar descalço, leve uma legítima “havaianas”;

23 Leve caneta esferográfica para preencher os formulários de imigração e alfândega no avião. Faça isso assim que recebê-los para ter tempo de tirar dúvidas e, esquecendo-se, não ter que fazer isso no desembarque;

24 Vista-se confortavelmente (mas não precisa ir de bermuda, camiseta e chinelo!);

25 Leve seu Tocador de MP3 (se tiver um). CD players não são permitidos;

26 Reconfirme seu próximo vôo (ou seu vôo de retorno). É obrigação de todo passageiro reconfirmar seu vôo com pelo menos 48 horas de antecedência. A Cia. aérea poderá cancelar sua reserva. Assim sendo, vale sempre chegar com bastante antecedência ao aeroporto no caso de não ter efetuado a confirmação. O Conciérge (Portaria) de qualquer hotel pode fazê-lo por você, mediante apresentação de cópia de seu bilhete;

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Oct 30
Dicas de bagagem
icon1 Samantha | icon2 dicas de viagem | icon4 10 30th, 2007| icon3No Comments »
Do Fatos & fotos de viagens

A Bagagem de Mão no avião

O transporte de bagagem gratuita obedece regras interanacionais estabelecidas pela IATA (International Air Transportation Association).

A bagagem de mão - também chamada de “bagagem de cabine” - é toda aquela carregada por você para o interior da aeronave, seja mochila, mala ou saco. É considerada como bagagem não registrada , sob a inteira responsabilidade do passageiro.

A soma das dimensões ( altura, largura e comprimento ), não pode ultrapassar 115 centímetros e seu peso não pode exceder 5 quilos. Portanto, vc pode levar uma dessas malas de rodinhas, com dimensões apropriadas e regulamentadas para caber no interior dos bagageiros acima dos assentos e mais uma bolsa de mão, mala ou equipamento que possa ser acomodado embaixo do assento do passageiro.

Outra sugestão é que você não despache itens como remédios, jóias, dinheiro, documentos, chaves, celulares, eletrônicos e objetos frágeis e de valor. Leve-os consigo na bagagem de mão, obedecendo sempre peso e tamanho permitidos.

As Cias. aéreas têm sido especialmente rígidas na fiscalização das dimensões e peso, muitas vezes exigindo que vc pese também a mala de mão ao despachar sua bagagem e realizar o check-in e, ainda, colocá-las num gabarito para verificar se suas dimensões encontram-se dentro do padrão.

Recomendo consultar os sites das Cias. aéreas no capítulo “Bagagem”. Lá você ficará a par de tudo o que é permitido, as regras e as dicas para evitar transtornos e despesas adicionais.

Da bagagem em geral:

Antigamente um passageiro em vôo internacional podia despachar apenas uma mala, gratuitamente. Hoje esse limite é de duas malas, com peso máximo de 32 kg cada uma e dimensões máximas de 158 cm (62 polegadas) cada.

O Sistema Por Peça (Piece Concept) independe da casse da passagem (Econômica, Executiva, Primeira) e é aplicada igualmente para adultos e crianças para e de destinos como Estados Unidos/ Canada, entre América do Sul e Europa/ Oriente Médio/ África do Sul; entre o continente americano (área 1) e o continente asiático via pacífico.

Todavia, é muito importante lembrar que mesmo vc fazendo um vôo internacional, se voar internamente (domesticamente) por países para onde for, estará sujeito às regras de vôos domésticos para efeito de franquia de bagagem. Isso quer dizer que vc pode carregar duas malas, das mesmas dimensões, porém com 23 kg cada uma, apenas. E mesmo em vôos internacionais entre países, dependendo da classe de sua passagem, poderá ter apenas 20 kg de bagagem, sem pagar excesso, que pode custar até 20 euros por quilo! Portanto, pergunte ao agente de viagens ou à cia. aérea sua franquia de bagagem.

Programe-se para não exceder esse peso/volume em vôos domésticos, caso contrário pagará por excesso nos vôos internos.

Outra dica importante é não exceder o peso máximo por mala, isto é, não aianta carregar uma com 42 kg e outra com 22 porque o peso total permitido (64 kg) não é a soma dos dois volumes, mas sim o máximo permitido por volume. Distribua bem sua bagagem entre as malas e lembre-se de retirar “peso-morto”, como embalagens, shampoo e sabonete, etc. Livre-se de tudo o que não for necessário na hora de arrumar sua mala. Posos garantir que é um exercício gostoso vc radicalizar, como se estivesse tentando bater um record eliminando coisas absolutamente desnecessárias.

Despachar bagagem pode sair mais barato, mas aos custos devem-se somar os gastos com despachante aduaneiro, armazenagem e liberação na alfândega. E sua bagagem será despachada em avião de carga.

No entanto você pode despachar quantas malas quiser, pagando por isso, evidentemente, ao custo de US$ 75 a US$ 100 por cada mala de até 32 kg cada uma, igualmente dentro das dimensões permitidas (158 centímetros cúbicos).

Nenhum pacote ou caixa poderá ser despachado como bagagem, salvo se estiver dentro de uma mala. Assim, se vc adquirir qualquer aparelho eletro-doméstico ou eletrônico, compre uma mala de baixa qualidade (do tipo daquelas de muambeiros do Paraguai) e ponha nela os produtos devidamente protegidos. Estando dentro das dimensões e peso estabelecidos, nenhum problema.

Recomendo consultar os sites das Cias. aéreas no capítulo “Bagagem”. Lá você ficará a par de tudo o que é permitido, as regras e as dicas para evitar transtornos e despesas adicionais.

  • Use malas com rodinhas (quanto menos aparentes as rodinhas, mais embutidas, mais duráveis serão as malas).
  • Evite malas com rodízios fraquinhos e pés plásticos muito proeminentes. Eles quebram-se facilmente.
  • Seja light: use embalagens pequenas para artigos de toalete.
  • Use cadeados com segredos (os de chave serão inutilizados caso sua bagagem necessite ser aberta pela segurança de aeroportos e vc. chegará com suas malas abertas)
  • Verifique se os hotéis dispõem de secadores de cabelos e ferro elétrico.
  • Nunca despache valores, jóias, remédios e câmeras. Carregue-os na mala de mão.
  • Em princípio, se não puder carregar todas as suas malas você mesmo, pense na possibilidade de não encontrar carregadores em hotéis, estaçãos de trêm e ônibus. Estando sozinho, pense na possibilidade de carregar apenas aquilo que você mesmo consiga transportar.
  • Mais do que nunca as Cias. aéreas estão exigindo que as bagagens tenham peso e medidas determinados, especialmente aquela que embarcará com você na cabine. A soma das dimensões (altura, largura e comprimento) dessa bagagem não pode ultrapassar 115 centímetros e seu peso não pode exceder 5 quilos.
  • Consulte os sites das Cias. aéreas e verifique os tipos e dimensões das bagagens que podem ser despachadas sem custo.
  • A gratuidade de bagagem despachada é de 2 malas de 158 cm e 32 kg por passageiro, em vôos internacionais e de 23 kg para cada uma das 2 malas, em vôos domésticos (inclusive no exterior)
  • Use identificadores de bagagem (dois para cada mala, no mínimo) e fitas coloridas (preferencialmente de duas cores em cada mala) para distinguir sua bagagem facilmente.
  • Recomendo o uso de cintas protetoras que “abraçam” as malas, como segurança contra abertura acidental dos fechos.
  • Ponha em apenas uma mala todas as compras feitas no exterior, o que facilitará a sua vistoria ao passar por alfândegas. Guarde todos os recibos de compras dos produtos para comprovação eventual ao regressar ao país e ter sua bagagem verificada pela polícia aduaneira.

Gabarito para medir mala para interior de avião.

  • Você pode despachar quantas malas desejar, de até 32 Kg cada, em viagens internacionais, ao custo de US$ 80,00 por mala. Toda mercadoria despachada em caixas e embalagens pagará preços diferenciados (e bem mais caros), calculados segundo critérios de “carga”, não de bagagem.
  • Uma mochila dessas de trekking é muito útil para usar durante os passeios que fizer, em viagem. Nela você pode botar pequenas compras que fizer durante o dia, equipamento fotográfio, guias, mapas, etc. Evite carregar muito e pense light quando for colocar o conteúdo de sua mochila, porque ao longo do dia excesso de peso pode detonar sua coluna. Recomendo o uso de um pequeno cadeado (com segredo, não com chave) no fecho da bolsa principal.
  • Leve uns sacos plásticos auto-selantes, tipo Zip-loc. Tenho certeza de que você os achará muito úteis.
  • Travesseiro? Eu não tenho vergonha de carregar um, daqueles leves e mais finos, de espuma! NADA melhor do que uma noite bem dormida.
  • Canivete suíço e/ou mini-kit de ferramentas de viagem (multi-tool). Evite qualquer tipo de ferramenta ou canivete que possa assemelhar-se a uma arma. Isso é óbvio em viagens aéras porque vc. Sequer embarca até com tesourinha de unhas, mas em viagens internacionais de trem, na Europa, por exemplo, isso pode ser um problema em checagem de bagagem de mão ao se cruzar fronteiras, por exemplo.
  • Abridor de latas/garrafa múltiplo, o mais leve possível.
  • Calço de borracha para porta (pode parecer besteira, mas dependendo do lugar onde você estiver hospedado ele será uma ótima trava de segurança.
  • Brindes: leve canetinhas, CDs, chaveiros e tudo mais que você puder imaginar, se tiver que presenteara alguém. Funciona muito bem com porteiros de hotéis, recepcionistas, camareiras, motoristas, guias e, especialmente, com crianças.
  • Chaves de casa (para não ficar na rua na volta pra casa!).

Como arrumar malas

Ponha os objetos mais pesados no fundo da mala, onde ficam as rodinhas. Sapatos, eletrônicos, necessaire, etc;

Levando mais de uma mala, ponha apenas roupas numa e calçados, eletrônicos, mini-farmácia, cosméticos, necessaire, adaptadores de tomadas, pilhas, equipamento fotográfio (exceto a câmera), etc, separadamente das roupas;

No fundo da mala bote calças de maneira a que ocupem toda a superfície do fundo, arrumando de maneira a que a cintura de uma coincida com as pernas de outra. Eu não recomendo dobrar no meio a ropua, e sim extendê-la ocupando o máximo do fundo da mala, dobrando apenas o que sobrar;

Acima dessas, camisetas e bermudas, shorts e roupas que pesem mais e amassem menos;

Distribua as roupas tentando ocupar toda asuperfície da mala;

Depois de botar as ropuas acima (as mais pesadas e que amarrotem menos) passe o elástico sobre elas para fazer uma nova camada de roupas;

Camisas e camisetas, blusas, saias eu recomendo que sejam postas ma a uma em sacos plásticos transparentes. Na hora de vc. pegar a roupa será muito mais fácil encontrá-la.

À medida que for tendo que re-arrumar a(s) mala(s), ponha as roupas sujas no fundo da mala. Tire todo o conteúdo dela e distribuas as roupas abertas, sem dobrar, ocupando o máximo possível da área útil da mala e depois feche por cima da última peça de roupa suja o elástico divisório, arrumando acima dele o restante da roupa limpa, da mesma maneira que arrumou da primeira vez;

casacos, paletós e capas devem ser abotoados e postos abertos, evitando ao máximo as dobras;

Lembre-se de colocar sempre na parte superior, sobvre as demais roupas, as mais leves, para que não amassem. Sempre que arrumamos as malas o fazemos com elas na posição horizontal, mas nunca as carregamos assim. Portanto, todas as coisas pesadas deverão ficar no fundo e na parte onde ficam as rodinhas.


A DIFÍCIL ARTE DE FAZER AS MALAS

Por Betina Monteiro

Matéria da Revista Viagem e Turismo de Novembro de 1995

Extraído da Coleção Viagem e Turismo em CD (Edição 2004)

Idéias, dicas e conselhos para melhorar a delicada relação entre o turista e suas incômodas companheiras de viagem

Não é à toa que mala, substantivo simples, feminino e singular, virou adjetivo. E de conotação pejorativa. Com alças ou rodinhas, ela é, disparado, o principal estorvo na vida dos viajantes. E a explicação para isso é simples: a mala tolhe a liberdade. Exemplos disso vêm da própria história desse objeto-de-carregar-coisas. Antigamente, usavam-se baús, enormes e pesadíssimos, que levavam de tudo: de roupas a talheres porque, afinal, as viagens eram quase mudanças (São Paulo ao Rio em uma semana, lembra-se?). No museu Vuitton, nos arredores de Paris, podem-se ver algumas destas curiosidades: malas-armário, malas-leito, malas-bar, malas-tudo. Hoje, as malas são infinitamente menores, mas ainda não diminuiu o tamanho do incômodo que elas trazem. E ele é diretamente proporcional ao tamanho da mala. Geralmente, exagerado.

É que, na dúvida entre um sapato e outro, normalmente levam-se os dois - e, depois, que alguém sente na mala para puxar o zíper! “O segredo está em usar o preto como cor básica”, ensina o estilista Walter Rodrigues, que também recomenda, para os homens, camisas e camisetas brancas, um blazer, uma roupa mais arrumada (para um compromisso súbito), um calçado confortável e outro mais elegante. Preto, é claro.

A mala feminina também pode ser bem resolvida com peças básicas de cores neutras: branco, preto, cinza ou marrom, no inverno; e branco e azul-marinho no verão. Não esquecer um tailleur e um básico tubinho preto. A jornalista Olga Krell, especialista em etiqueta e viajante assídua, leva sempre duas malas: uma na mão, com os sapatos, maquiagem, artigos de higiene e até um guarda-chuva. Já a professora Marta Dietrich mudou definitivamente o jeito de preparar a mala depois de, um dia, chegar no Marrocos sem ela. Era domingo, estava tudo fechado e não havia roupas ocidentais à venda. O jeito foi avançar na bagagem do marido e tentar adaptar. Do sufoco, Marta tirou a lição: misturar as roupas do casal em todas as malas.

A experiência pessoal ajuda, mas pequenos truques podem virar regras infalíveis de rapidez e boa organização na hora de fazer as malas. Nécessaires, por exemplo, são ideais para acomodar e localizar rapidamente produtos de higiene e beleza, remédios, bijuterias e outras miudezas. Levar sacos plásticos vazios para colocar a roupa suja é fundamental. E, para amassar menos, ternos e blazers devem ser dobrados do avesso.

Tão importante quanto arrumar bem uma mala é protegê-la. Alguns cuidados são obrigatórios: pendurar fitas coloridas ou marcá-las com adesivos; identificar (por fora e por dentro) com nome, endereço e telefone; e fechar todas com cadeado. Em nome da segurança, o must do momento é a plastificação. Em seis aeroportos do país, já se pode embalar a mala com o sistema Protec Bag, que além de evitar que ela se suje ainda é uma barreira extra às violações. Cada volume lacrado custa cerca de 12 reais.

Qualquer providência é útil, porque uma mala extraviada é problema na certa e o valor reposto nunca cobre todo o prejuízo. O seguro padrão das companhias aéreas prevê uma indenização de apenas 20 dólares por quilo. E, como regra geral, uma mala pode levar até 20 quilos, sua estimada bagagem valerá, no máximo, 400 dólares - com certeza um valor insuficiente para se comprar de novo tudo o que havia nela. Pode-se, no entanto, fazer um seguro extra no ato do check-in. Basta preencher uma declaração do conteúdo da mala e combinar o valor do seguro e do prêmio. Mas atenção: jóias, relógios, cheques de viagem e outros objetos de valor não têm cobertura. Por isso mesmo, a técnica em defesa do consumidor do Procon, Cláudia Mungioli, recomenda: nunca despache o que não se poderá substituir, como jóias de família e outros objetos queridos.

Se, com todos os cuidados, a esteira girar e sua mala não aparecer, reclame no balcão da companhia aérea e tente um acordo com a empresa, baseando-se, se for preciso, até em notas fiscais de compras. Em último caso, entre com um processo via Procon. Só entre janeiro e abril, o órgão recebeu 699 consultas diretamente ligadas a serviços prestados na área de turismo: 80 viraram processos.

Na prática, todo mundo conhece pelo menos alguém que já perdeu uma mala. Gente como o casal Ilka e Ricardo Cohen, que dançou em 1 800 dólares numa bagagem extraviada no trecho Los Angeles-Nova York-São Paulo. Depois de muita briga, eles conseguiram uma indenização de 638 dólares da American Airlines - pouco, é bem verdade, mas pelo menos mais do que teriam direito pelas regras vigentes. Mas, se voltar para casa sem a mala já é uma catástrofe, pior é chegar a um lugar estranho sem ela.

Vestindo roupas leves e com apenas um casaquinho na mão, a jornalista Rosângela Zorzo notificou a Alitalia, ainda na aeroporto de Roma, de que sua mala não chegara e, surpresa, descobriu que legalmente a companhia teria trinta dias para tentar localizar a bagagem antes de ressarci-la - e o pior é que era verdade. Conclusão: traumatizada, Rosângela nunca mais despachou uma mala, apesar dos problemas na hora de embarcar no avião. Nessas horas, não há quem não compartilhe do sonho do publicitário Washington Olivetto: “Poder viajar sem malas”.

É claro que se você seguir à risca os conselhos desta reportagem certamente evitará alguns aborrecimentos, tanto ao preparar quanto ao despachar uma mala. Mas, apesar disso, não se iluda: uma mala (no substantivo) é e será sempre uma mala (no adjetivo).

DICA-1

Bom senso:

a arma da boa arrumação Regra número um para uma mala bem-feita: a quantidade de roupas e o tamanho da mala devem combinar. Roupas de mais ficam amarrotadas, de menos, acabam se embolando.

DICA-2

Enrolar antes, para não desamassar depois camisetas de algodão e blusas de linha, dobradas e enroladas, não amassam. A dica vale também para meias, cintos e gravatas.

DICA-3

Sapatos ganham acomodação especial acondicionados em saquinhos de tecido, os sapatos devem ser colocados nos cantos.

DICA-4

Praticidade e elegância viajam juntas mulheres que não abrem mão da elegância e não querem ter trabalho devem abusar das peças de microfibra, que não amassam. E nunca levar roupas de linho.

DICA-5

Para vestir, é só desdobrar camisas: abotoadas, dobradas como novas e sobrepostas com as golas alternadas. As calças, com bolsos vazios, ficam no fundo.

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Oct 27

Jornal Tudo Bem - MEC anuncia novidades para escolas e alunos brasileiros no Japão

MEC anuncia novidades para escolas e alunos brasileiros no Japão
Provas de matemática e português para estudantes no arquipélago e censo escolar podem ser adotados a partir do próximo ano

Cláudia Emi/JTB
Comissão do MEC encaminhará sugestões sobre o que poder ser melhorado nas escolas

A comissão do MEC (Ministério da Educação) concluiu este mês sua viagem ao Japão. O grupo visitou 21 escolas brasileiras, duas escolas japonesas com ensino bilíngüe e mais os locais onde foram aplicadas as provas do exame supletivo. A missão aproveitou e também anunciou três novidades para o próximo ano.

A primeira é a realização da Prova Brasil aos estudantes da 4º e 8º séries que vivem no Japão. A avaliação de conhecimentos de educação básica, com questões de português e matemática, já é aplicada desde 2006 aos estudantes de cursos públicos e particulares no Brasil. “É um instrumento importante para a escola e para a comunidade escolar, porque faz com que ela se enxergue comparativamente em relação às outras escolas no Brasil”, diz Cesar Callegari, do Conselho Nacional de Educação, órgão subordinado ao MEC.

A segunda novidade é a participação de todas escolas brasileiras do Japão no censo escolar (ou Censo de Educação Básica), com o fornecimento de informações como a infra-estrutura das instituições, quadro de professores e alunos, entre outros itens. Espécie de banco de dados, esse “arquivo” serviria para, a longo prazo, promover melhorias no ensino do estudante. A terceira é a possibilidade de se implantar os exames supletivos online, aumentando conseqüentemente o número de candidatos que poderiam realizar os exames no arquipélago.

Escola uno
Natalício Freitas, da Coordenação do Ensino Fundamental da Secretaria de Educação Básica, visitou a Escola Uno, de Hamamatsu (Shizuoka). Segundo ele, a instituição estava correta do ponto de vista curricular e funcionando normalmente. A escola, após críticas de um grupo de mães que reclamaram das condições fornecidas às crianças, realizou algumas mudanças.

“As escolas brasileiras no Japão têm um projeto pedagógico adequado àquilo que o governo brasileiro exige”, comentou Calligari, lembrando também que se muitas escolas foram instaladas em prédios adaptados, que nem sempre correspondem às expectativas dos pais, por outro lado também há outras instituições que hoje estão bem equipadas com quadras esportivas e bibliotecas.

Cláudia Baena, das Relações Exteriores do MEC, disse: “No regresso ao Brasil, vamos escrever uma carta, um documento de registro, para cada uma destas escolas com nossa observação, fazendo algumas sugestões eventuais para que algum aspecto possa ser melhorado. Não vimos nenhuma escola em situação crítica e que merecesse notificação dando um prazo de melhoria para não perder a homologação.” Cláudia também acrescentou que este ano foi motivo de comemoração, com registro de 30% de aumento no número de candidatos dos exames supletivos.

Números do supletivo
Em 2006
628 candidatos

Em 2007
913 candidatos

Hamamatsu
81 do ensino fundamental e 325 do ensino médio

Oizumi
86 ensino fundamental
226 médio

Ueda
35 fundamental e
88 médio

Na Penitenciária de Fuchu (Tokyo) e de Kurobane (Tochigi) e na Escola de Disciplina de Menores de Kurihama (Kanagawa)
72 inscritos no total

Reportagem: Cláudia Emi

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Oct 25

Outubro 25, 2007

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Bárbara Nomura, da Folha Obara

A Associação Cultural e Esportiva Nipo Brasileira de Indaiatuba (ACENBI), realizou a festa de comemoração de 60 anos de fundação, no último domingo, dia 14 de outubro. A festividade foi feita entre os associados na Sede Social da própria entidade. Na ocasião, o presidente da ACENBI, Edson Miyamoto, fez um discurso e apresentou a Cápsula do Tempo, que será aberta no ano de 2047, quando a fundação completar 100 anos.

A comemoração de aniversário recebeu o nome de “Diamante” devido às bodas de diamante celebrado no oriente, quando um casal completa 60 anos de união. Para a ACENBI, não é diferente, pois esta trajetória deu-se por um belo casamento entre o Brasil e Japão.

O presidente disse sobre a importância da entidade se modificar para acompanhar o novo ritmo de vida e assegurar o interesse de todos, principalmente agora que cultura japonesa está em evidência, “sendo assim também é necessário manter o nosso maior tesouro, que é o ensino dos mais velhos, a honra e o caráter acima de tudo”, destacou Miyamoto.

O presidente da Câmara em exercício, o vereador Maurílio Gonçalves Pinto (PDT), diz sentir o quanto é gratificante a comemoração dos 60 anos. “Hoje as culturas não têm mais separação, e a comunidade japonesa desta cidade consegue mostrar, separar a cultura, e ensinar, o que é muito bom para aprender, garantindo as tradições. Todo este trabalho é muito gratificante”, diz.

Na abertura oficial os presentes na mesa de solenidade puderam falar a respeito do aniversário e o que esperam daqui a 40 anos. Estava presente também, o presidente da Associação Cultural Nipo Brasileira de Campinas, Tadayoshi Hanada - representando o presidente do Bunkyo de São Paulo. Hanada disse em seu discurso que as associações são irmãs, sendo que “o Nipo de Campinas tem 56 anos, portanto temos a ACENBI como uma irmã mais velha”.

Cápsula do tempo e o Censo
A idéia de transmitir às gerações futuras mensagens sobre a atual Associação fez surgir a Cápsula do Tempo, feita de aço inox, que será deixada intacta 1,50 metro abaixo do solo do Centro Esportivo da Associação.

Durante a festividade os associados puderam deixar cartas com destinatário, fotos, jornais, sonhos, preocupações e pequenos objetos. Para quem não teve a oportunidade de depositar uma mensagem, a Cápsula permanecerá aberta por duas semanas. Posteriormente será colocada próxima ao Monumento de Aniversário de 50 anos da Associação.

Para as comemorações foi feito um censo, e de acordo com o presidente Miyamoto, a cada aniversário de dez anos é feito este recenseamento, “isto para sabermos se houve crescimento de famílias japonesas em Indaiatuba, e também para ver as novas características dos associados”, explica.

O recenseamento da colônia é feito em forma de mutirão, onde cada grupo de associados se divide e passa nos bairros da cidade, e no “boca a boca” perguntam se as pessoas conhecem famílias japonesas. O resultado é divulgado no livro de comemoração de aniversário. Os itens avaliados são: quantas pessoas vivem na zona urbana e rural, a qual geração pertence (primeira a quarta, ou mestiço), a profissão e quantos são em homens e mulheres.

Outras atividades
Após os discursos das autoridades, foi feita uma homenagem aos fundadores da ACENBI, e aos presidentes. Para o ex-presidente, Yamaki Takashi, que dirigiu a entidade entre 1995 e 1996, a colônia cresceu de forma certa. “Só houve melhoramento. É preciso sempre agradecer aos que por aqui passaram e aos que vão continuar a tradição”.

As apresentações culturais foram realizadas durante o almoço. Tiveram a participação do coral das senhoras, de danças e karaokê. A apresentação que encantou a platéia foi o Nitigo Soran, sendo reapresentado pelos jovens no final do evento.

História da Associação
Em 1947, dentro da Fazenda Pau Preto, foi criada a entidade japonesa, “Associação Japonesa Ituana” já que na época Indaiatuba era ligada a Itu. O objetivo inicial era de unir as famílias para uma convivência mútua e de preservação da cultura.

Além disso, foi criada a Escola de Língua Japonesa. Em 1952 o nome da entidade é modificado para Associação Japonesa de Indaiatuba, e neste mesmo ano, práticas esportivas como o beisebol foram implantadas. No ano seguinte foi construída a primeira sede da associação dentro da Fazenda.

Entretanto, nos anos seguintes, as famílias se aproximaram mais da área central da cidade e, ao final da década de 1950, a Prefeitura Municipal cedeu um terreno à comunidade, onde foi construída a nova sede. Dez anos depois a Associação passou a se chamar Esporte Clube Nipo Brasileiro.

Na década de 1960 e início de 70, através de rendas obtidas por festas e por doações feitas pelos associados, a comunidade compra um terreno para construir o centro esportivo.

Foi então em 1982 que houve a mudança de nome para Associação Cultural e Esportiva Nipo Brasileira de Indaiatuba. Atualmente a entidade possui 250 famílias associadas, totalizando 790 pessoas.

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Oct 23

Outro post interessante da Erica, do blog Burajiru.

Biblioteca no Japão (prá brasileiro ler).

Sempre quis falar aqui no blog sobre livros, e resolvi que o dia iria ser hoje.
Eu gosto muito de ler, sou do tipo que na falta de um livro lê até mesmo lista telefônica e flyer de pizza. A um tempo atrás, se eu não lesse algum livro minutos antes de me deitar, o sono não vinha (hoje tenho a insônia controlada, graças a Deus).
Continua aqui com horários de funcionamento e outros detalhes.

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Oct 22

A principal medida é reduzir a carga horárias dos trabalhadores com idade entre 30 a 40 anos

19.10.2007 14h01 - por Redação Made in Japan

O governo pretende diminuir a carga horários dos trabalhadores na faixa dos 30 e 40 anos para dedicarem mais tempo à família.

A série de medidas proposta pelo por um comitê tem como propósito aumentar a taxa de natalidade no Japão. O comitê é formado por representantes dos sindicatos e grupos empresariais, ministros do Gabinete e outros especialistas.

Uma das metas é reduzir pela metade, em dez anos, a porcentagem de trabalhadores cuja carga horária é de 60 horas ou mais por semana. Em 2006, esse número é de 10,8%.

Outro objetivo é aumentar o percentual de trabalhadores homens com licença para cuidar dos filhos em 10%, representando um aumento de 0,5%.

O relatório de propostas enfatiza que é necessário mudar o padrão de trabalho no país para manter a vitalidade da sociedade.

Para compensar a diminuição de horas trabalhadas entre homens de 30 e 40 sem afetar a economia, o governo pretende incentivar mulheres e idosos terem mais representatividade no mercado de trabalho.

Uma das medidas é aumentar de 69% a 72% o número de mulheres entre 25 e 44 anos trabalhando em dez anos. Para pessoas entre 60 e 64 anos, o número de empregados deverá aumentar 79% a 80% para homens e 41% e 43% para mulheres, em dez anos, dos atuais 67% e 39, respectivamente.

Em 2006, homens com crianças menores de 6 anos gastaram em média um hora por dia cuidando dos filhos. O governo pretende aumentar esse número em 2 horas e meia.

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Oct 22

Acredita-se que as reproduções tiveram início em 2002, quando os três começaram a trazer, do Brasil, cópias de filmes americanos

21.10.2007 1h23 - por Redação Tudo Bem
gilberto yoshinaga
Alguns títulos de DVDs piratas que são comercializados entre a comunidade brasileira no Japão

Sábado 13, a polícia de Toyama prendeu três brasileiros acusados de infringir a lei de direitos autorais por reproduzir e comercializar DVDs. Policiais encontraram, na casa dos detidos, cerca de dez mil itens que incluem DVDs piratas, aparelhos de vídeo e computadores. Estão detidos Armando Hideo Miki, 54 anos, Vinícius Miki, 20 anos, e Mauro Masami Kawano, 45 anos, todos com residência em Kanagawa.

As informações da polícia indicam que em meados de maio deste ano, os acusados teriam reproduzido e comercializado uma versão pirateada do filme Uma noite no museu, para um brasileiro residente em Takaoka (Toyama), por 700 ienes. A encomenda seguiu por takkyubin.

Outros títulos também eram copiados, como Piratas do Caribe, Miami Vice e Rocky. Eles eram legendados ou dublados em português. Suspeita-se que eles tenham reproduzido filmes que ainda não entraram em cartaz nos cinemas japoneses. A polícia estima que o trio atua desde 2002, e tenha lucrado de 400 milhões a 500 milhões de ienes.

As investigações tiveram início em maio, após denúncia recebida pela delegacia de Imizu. Nos apartamentos foram encontrados vários aparelhos que eram utilizados para reproduzir uma grande quantidade de DVDs.

Acredita-se que as reproduções tiveram início em 2002, quando os três começaram a trazer, do Brasil, cópias de filmes americanos, legendados ou dublados, além de gravações de programas brasileiros. Suspeita-se que eles divulgavam a mercadoria enviando, via fax, uma lista com os títulos para as lojas de produtos brasileiros.

Terça-feira 16, a delegacia de Yachiyo (Chiba) prendeu Aparecido Yoshimi Hasebe, 51 anos, proprietário de uma loja de produtos brasileiros, também acusado de infringir a lei de direitos autorais.

Investigações indicam que Aparecido mantinha em seu estabelecimento um estoque com cerca de 14 mil DVDs piratas, de 11 títulos. A polícia suspeita que o brasileiro alugava os DVDs a 250 ienes e os vendia a 600 ienes.

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Oct 22

Atualmente conhecido em todo o mundo como talismã da sorte e, particularmente, como talismã que atrai fregueses para casas comerciais, o Maneki-neko, o gatinho sentado que tem a patinha levantada, tem diferentes lendas a respeito de sua origem, conforme região do Japão. Esta é uma das versões do lado leste do Lago Biwa, na região central do Japão.

Conta a lenda que quando o lorde guerreiro Ii Naotaka (1590~1659) voltava do cerco e tomada do Castelo de Osaka, após ter comandado 3,2 mil homens e se destacado na Batalha de Tennoji, em março de 1615, surpreendido por uma chuva repentina, abrigou-se em baixo de uma árvore próximo do Templo Gotokuji, em Setagaya.

Gotokuji, na época, era um templo decadente, com pouca freqüência de fiéis e, portanto, muito pobre. No templo, vivia um monge budista e uma gata de nome Tama. Solitário, o monge conversava com a gatinha lamentando quase sempre a situação de penúria do templo.


Salvo pelo gato: raio atingiu a árvore no local em que Naotaka estava encostado

– A situação está cada vez pior. Hoje, nem temos arroz para comer. Bem que você podia dar uma ajuda para melhorar nossa situação, em vez de ficar dormindo o dia inteiro.

Esperando a chuva passar sob a árvore, Ii Naotaka olhou para o velho templo e viu um gato sentado sobre suas patas traseiras e acenando com a pata dianteira levantada. O samurai ficou encantado pela habilidade do bichinho e foi em direção do templo para ver de perto a façanha.

Quando Naotaka chegou junto ao templo, um raio fulminante atingiu a árvore exatamente no local em que ele estava encostado. O guerreiro imediatamente percebeu que aquele gesto do gato havia salvado sua vida. Então, entrou no templo para rezar em agradecimento à graça recebida.

No salão principal, havia várias goteiras, e todo o templo estava em condição lamentável. Naotaka fez oferenda de todo o dinheiro que carregava ao altar, comentando com o monge que a sabedoria de Buda iria usar aquele dinheiro para reformar o templo. Após esse episódio, Naotaka passou a freqüentar o Gotokuji, e o local tornou-se, então, o templo oficial da família de Ii Naotaka. Conseqüentemente, tornou-se um local próspero e visitado por todas as pessoas do feudo.

Para homenagear o gesto de Tama, que tanta sorte trouxe ao templo e salvou a vida de Naotaka, foi esculpido e colocado no local uma estátua da gata com a mão levantada. As réplicas em miniaturas da estátua, que eram distribuídas no Templo Gotokuji como lembrança, tornaram-se, mais tarde, amuleto da sorte, com o nome de Maneki-Neko.

Outra versão

História também bastante conhecida, surgida nos meados da Era Edo (1615~1868), conta que existiu, no bairro de Imado, em Edo (hoje Tóquio), uma velha senhora que tinha um gato de estimação. A velhinha estava em péssimas condições financeiras, porque, devido à idade avançada, não conseguia arranjar um trabalho para garantir seu sustento.

Numa determinada ocasião, a situação ficou tão crítica, que ela não tinha mais como alimentar seu gatinho. Então, conversando com o bichinho, disse:

– É com o coração partido que terei de abandonar você. Devido à minha condição de extrema pobreza, não tenho como continuar lhe alimentando.

Depois, com lágrimas nos olhos e barriga roncando, a velhinha foi dormir. Em seu sonho, o gato apareceu e disse:
– Molde minha imagem em barro, que trará muita sorte a você.

No dia seguinte, ela resolveu fazer uma estatueta do gato, conforme o sonho havia sugerido. Enquanto ela moldava o barro, o gato estava “lavando a cara” com gestos exagerados e, achando engraçado, a velhinha resolveu moldar o bichinho com a pata levantada. Nisso, passou uma pessoa em frente de sua casa e, achando interessante, quis comprar a estatueta. Como estava dias sem comer, a velhinha vendeu a estatueta e comprou comida para ela e o gato. Assim, de barriga cheia, resolveu fazer outra estatueta para deixar como talismã da sorte. Porém, apareceu outra pessoa e comprou a segunda estatueta

Quanto mais a velhinha fazia estatuetas, mais aparecia gente para comprá-las. Com isso, ela mudou de vida e nunca mais passou necessidades. E a estatueta da sorte passou a ser conhecida como Maneki-Neko.


Claudio Seto, 60 anos, foi ao Japão quando tinha nove anos para estudar no Templo Myoshinji, da seita Zen, em Quioto. Após três anos, prosseguiu seus estudos religiosos e de cultura japonesa em Kyushu, no monte Ehiko-san, no templo de mesmo nome, pertencente à seita Shugêndô. No período em que ficou no Japão, Seto mergulhou na história do Japão e aprendeu muitas artes como: haiku, tanka, shodô, kadô, kendô, ninjutsu, mangá, kyudô e bonsai. Ao voltar ao Brasil, com 17 anos, Seto trabalhou como argumentista e desenhista de história em quadrinhos em São Paulo, editor de revistas em Curitiba, chargista, ilustrador e editor. Atualmente trabalha também nos jornais Tribuna do Paraná e O Estado do Paraná. É editor do Jornal Garça da Sorte e da revista Planeta Zen.

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Oct 22
Código de conduta dos guerreiros orientais promove sucesso diante das dificuldades do dia-a-dia

(Texto: Suzana Sakai/NB | Fotos: Divulgação)

Em um mundo de alta competitividade, no qual o sucesso nos negócios torna-se uma verdadeira questão de sobrevivência, um código de conduta milenar do oriente ganha destaque: o bushido.

Trata-se dos princípios de honra e vida seguidos à risca pelos guerreiros orientais e que garantia o sucesso em muitas batalhas.

Segundo o autor do livro O Samurai – A busca da iluminação pelo caminho da espada, Wagner Cunha, o código dos guerreiros orientais era motivado por três virtudes importantes na vida de um homem: honra, lealdade e valor. “Eles observavam a vida como um fluxo sucessivo de acontecimentos e jamais, sob hipótese alguma, maculavam sua honra”, afirma.

Estratégias

Tanto nas grandes batalhas como no mundo business, o planejamento estratégico é de suma importância. Conhecer o adversário é uma das táticas mais utilizadas pelos empresários e que foi muito aplicada pelos samurais. No entanto, diferente do mundo dos negócios, os guerreiros orientais prezavam muito seus princípios éticos. O respeito com o próximo, a confiança estabelecida pela palavra, garantiam a eles o sucesso nas batalhas.

O autor do livro Gambaru – O poder do esforço e da perseverança, Cláudio Ayabe, afirma que um dos princípios mais importantes do bushido era honrar a palavra empenhada. “Para um guerreiro, falar e fazer eram a mesma coisa. Portanto, cumprir uma promessa era uma boa estratégia”, argumenta.

Ayabe ressalta ainda que em um mundo moderno e tão carente de ética, as empresas prosperariam muito mais se pudessem contar com homens mais honestos. “O que faz um ser humano subir na vida, entre outras coisas, é a confiança, a credibilidade”, explica.

Um caso na prática

Quem acredita que o bushido é um código que funciona apenas na teoria pode se surpreender ao descobrir que um dos grandes impérios industriais do planeta emergiu por meio do código de conduta dos guerreiros orientais.

O fundador da Matsushita Eletric, Konosuke Matsushita, estabeleceu alguns princípios, baseados no bushido, para a administração de sua empresa. Como resultado, um negócio familiar, que contava com apenas dois empregados, expandiu-se para o mundo inteiro, com 300 companhias e mais de 250 mil empregados.

Desde o começo de sua empresa, Matsushita deu evidência a qualidade no atendimento ao cliente e a eficiência e qualidade na produção.

Entre os princípios adotados na Matsushita Eletric, destacam-se a observação dos detalhes, o conhecimento tácito e a disciplina constante na educação, fatores marcantes no código de conduta dos samurais.

O exemplo japonês

Muitos leitores devem se perguntar como o bushido, um código tão antigo, pode se expandir pelo mundo e tornar-se um verdadeiro guia para o mundo dos negócios. A resposta é simples. Basta observar o processo de recuperação do Japão após a Segunda Guerra Mundial.

O país, até então praticamente destruído, conseguiu se recuperar e ainda se transformou em uma grande potência de forma razoavelmente rápida. Esse eficaz processo de recuperação atraiu muitos olhares que, a partir de então, começaram a conhecer o código de conduta dos guerreiros orientais, cujos princípios motivaram os japoneses mesmo após os ataques nucleares.

Cunha considera a reconstrução do Japão como o maior exemplo de aplicação do bushido. “O país foi reconstruído conforme os preceitos disciplinares do povo japonês até se tornar a segunda maior potência mundial. O espírito do povo japonês é indomável, eles não desistem”, conta.

Ayabe concorda. “O Japão tornou-se a segunda maior economia do planeta em menos de 30 anos, graças ao espírito de luta que foi herdado dos guerreiros.”

O bushido em sua vida
Questionados sobre como o bushido pode ser aplicado em nosso dia-a-dia os autores Claudio Ayabe e Wagner Cunha apontaram algumas práticas que podem ser aproveitadas no cotidiano. Confira o quadro comparativo.
Claudio Ayabe
Wagner Cunha
Trabalho
Um guerreiro é muito frio. No trabalho, seja racional, frio como a neve. É preciso concordar quando é certo concordar e discordar quando é certo discordar, acima de qualquer coisa prevalece à razão sempre. Um guerreiro tem perseverança para não desistir jamais, por mais difíceis que sejam os problemas cotidianos, e disciplina para seguir as metas pretendidas, independentemente das dificuldades com as quais vier a se deparar.
Relacionamentos

Um guerreiro é carismático. Não adianta falar vários idiomas e fazer muitos cursos, se não tiver carisma. Sem carisma, jamais a pessoa será um líder de verdade. Um guerreiro é honesto e íntegro para não se corromper durante o caminho, qualquer que seja a situação ou a privação que esteja enfrentando.
Conduta
Um guerreiro é muito calmo. Controle suas emoções. Gritaria, arrogância e grosseria são sinais que indicam imaturidade. Um homem realmente maduro é sempre calmo e sereno. É “sangue-frio mesmo em situações complicadas. Um guerreiro possui uma boa conduta para não manchar a sua honra, elevar o nome da sua família, servir de exemplo e viver sua plena verdade.
Sentimento
Um guerreiro é muito sincero. Não se ilude com resultados passageiros. Somente um trabalho feito com sinceridade produz a realização pessoal e a felicidade. Um guerreiro também é justo. Respeita quem estiver em situação inferior e trata com admiração quem estiver em situação igual ou superior. Jamais tira proveito das pessoas. Um guerreiro possui sentimento de lealdade para não trair seu próprio coração, as suas crenças e jamais deixar de observar a sua verdade. Um guerreiro é corajoso para tentar e não desistir jamais, a fim de realizar todos os seus projetos.
Aprenda mais sobre o bushido
O código de conduta dos guerreiros orientais é alvo de diversos pesquisadores, que frequentemente publicam livros sobre o tema. Alguns tornaram-se bastante famosos, servindo inclusive como guia no mundo dos negócios. Confira algumas ficas de leitura:

• O Código Samurai: O livro é considerado como leitura obrigatória para empresários, executivos e investidores. A obra retrata a reconstrução do Japão após a Segunda Guerra Mundial e a transformação em grande potência através da utilização do código de conduta dos samurais.

• O livro dos Cinco Anéis: A obra traz estratégias escritas pelo famoso samurai Miyamoto Musashi.

• A Arte da Guerra: Trata-se de um dos mais famosos livros sobre a sabedoria oriental. A obra traz um manual de estratégias utilizado pelos guerreiros chineses.


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Oct 22

Convivência dos japoneses com a natureza possui tanto tempo quanto a própria civilização

(Fotos: Divulgação)

Os tradicionais jardins japoneses constituem um dos pontos representativos da cultura nipônica, sendo reconhecidos por sua beleza e complexidade singulares em qualquer parte do mundo.

Os jardins japoneses, como os conhecemos hoje, construídos a partir de diversos conceitos estéticos e religiosos, tiveram sua origem a partir do período auge da aristocracia japonesa, a Era Heian (794~1185). Mas, na verdade, a convivência dos japoneses com o manuseio da natureza possui tanto tempo quanto a própria civilização. Desde a pré-história do arquipélago (Era Yayoi, 300a.C.~300d.C.), quando o homem primitivo tomou consciência da agricultura, fixando-se em pequenas vilas, a disposição da paisagem natural passou a influenciá- lo e por ele ser influenciada. Como resultado desse processo, os jardins expressam a relação do homem com a natureza, a qual foi sendo concebida e aprofundada, com o passar do tempo, por meio de conceitos espirituais, estéticos e intelectuais.

A jardinagem concentra concepções religiosas

Para que se entenda o real significado desse tipo de jardim, é necessário que se compreenda a peculiar relação dos japoneses com os elementos da natureza, uma vez que, para eles, além de ser a origem da vida e da terra onde vivem, a natureza também compreende a morada das divindades (kami). Segundo a crença religiosa japonesa, o Xintoísmo (Shinto) define a origem do Japão e de seu povo por meio de divindades que controlam a vida e as forças naturais (a história da formação do Japão e de seu povo foi concebida a partir da compilação de mitos antigos denominada Kojiki, ou Relatos de Fatos do Passado). Dessa forma, localidades exóticas como cachoeiras, árvores anciãs ou grandes rochas, representações muito freqüentes na arte da jardinagem, podem ser consideradas sagradas, por simbolizarem a morada das divindades naturais.

Ideogramas e Significados


niwa

sono

Teien

As palavras que, na língua japonesa, costumam ser mais usadas para denominar “jardim” são niwa e sono, ambas registradas pela primeira vez em literatura na primeira compilação poética japonesa, do início do século VIII, chamada Man’yôshû. O primeiro ideograma denomina um território não controlado pelo homem, de característica mais natural, e o segundo um território cercado, uma natureza de característica mais controlada. O interessante é que ambos os ideogramas podem ser usados juntos, tomando a pronúncia chinesa Teien, que siginifica não apenas a palavra “jardim”, mas também expressa um conceito básico da arte da jardinagem: o equilíbrio entre a beleza natural e aquela construída pelo homem.

A jardinagem, como uma arte propriamente dita, foi introduzida ao Japão pela China e Coréia, nas Eras Asuka (552~710) e Nara (710~794), períodos marcados pela grande importação de conceitos religiosos e culturais. Essa importação ocorreu por meio da vinda ao Japão de alguns especialistas nessa arte, como o imigrante coreano Michiko Takumi, citado na compilação histórica Nihon Shoki (Crônicas do Japão, datada do início do século VIII), como um artista que construiu um jardim no Japão no século VII, chamando a atenção do povo japonês para a beleza dessa arte.

A jardinagem que concentra concepções religiosas e intelectuais passou a se desenvolver a partir desses períodos, tomando diferentes significados e formatos. Na edição 411, veremos uma pequena descrição histórica dos principais tipos de jardins, seus conceitos de construção e significados.


Esse tipo de atividade possui mais de mil anos de desenvolvimento

Convivência dos japoneses com a natureza possui tanto tempo quanto a própria civilização

(Foto: Divulgação)

A arte de se criar jardins, introduzida ao Japão por volta dos séculos VI ou VII, por meio de imigrantes chineses e coreanos, tomou forma e conceitualizações mais definidas durante os tempos áureos dos palácios da aristocracia da Era Heian (794~1185). Seus jardins eram construídos na parte sul da propriedade (nantei) e a sua principal característica era o grande espaço aberto, normalmente coberto com areia branca, parte pela limpeza estética proporcionada por esta, e parte para facilitar uma grande variedade de eventos realizados pelos aristocratas, como recitais de poesia e torneios de arco e flecha. Contudo, o que mais chama atenção neste tipo de jardim é a presença de uma grande lagoa com uma ilha no centro. Esta ilha era ligada às extremidades por pontes. De fato, como é possível se ver na literatura, naquela época, uma das palavras para a denominação “jardim” era shima (ilha). E como essas lagoas também eram utilizadas para passeios em pequenas embarcações, esse tipo de jardim é conhecido atualmente como Chisen Shûyû Teien, ou Jardim de passeio na lagoa.

Histórias e fábulas

Mais tarde, o idealismo da Era Heian tornou-se realidade. Durante as Eras feudais de Kamakura (1185~1333) e Muromachi (1333~1568), os jardins mais construídos no Japão eram aqueles provenientes dos conceitos do Zen-Budismo. Estes são chamados de kare-san-sui (literalmente, seco-montanha-água), nome que alude à composição deste jardim, que cria um cenário metafórico de montanhas e águas (rios ou mares), sem que nenhuma água real seja utilizada. A areia do chão é varrida, representando o fluir das águas, e as pedras dispostas de forma que remetam a montanhas. Esse tipo de jardim, normalmente possui uma extensão pequena, não sendo próprio para que se passeie por ele, mas sim para que seja explorado mentalmente. Muitas fábulas Budistas podem ser transmitidas pela disposição de seus componentes e sua confecção e manutenção é, geralmente, tida como um exercício de meditação para os monges Zen, os quais consideram manter o jardim limpo e organizado um meio de manter a alma pura e concentrada.

Durante o fim da Era Muromachi e toda a Era Azuchi Momoyama (1569~1600), a construção de outro tipo de jardim se tornou comum: o jardim voltado para a cerimônia do chá. Com o desenvolvimento desta prática e sua constante realização pelos guerreiros e aristocratas, um tipo de jardim que configurasse apropriadamente as casas de chá se tornou necessário. Dessa forma, o jardim do chá, ou roji (caminho), é famoso por ser encontrado na entrada das casas de chá. Suas principais características são as pedras no chão, que demarcam o caminho da rua à casa (tobi-ishi), e as luminárias de pedra (ishidôrô), ambos elementos típicos da jardinagem japonesa. Esse tipo de jardim tinha como objetivo preparar psicologicamente seu visitante para a prática do chá, pois é um caminho que o acalma e o concentra até a entrada no estabelecimento.

Cultura e beleza

Durante a Era Edo (1603~1867), houve uma grande urbanização do país e algumas pessoas melhores colocadas socialmente passaram a viver em cidades (chônin). Por isso, a construção de amplos jardins foi se tornando impossível, e a arte da jardinagem acabou sendo levada para dentro de casa. Os chamados jardins tsubo (uma medida de espaço de 3,3 metros), pois concentravam toda a beleza e a conceitualização dos grandes jardins num espaço restrito, dentro de um cômodo aberto, são resultado desses fatores. Sua principal característica é a concentração de diversos elementos de tipos anteriores de jardins, para a apreciação visual e a ponderação mental por parte de seus apreciadores, sejam eles os donos do jardim, seus convidados ou clientes. Além disso, ostentam cultura e beleza.

Embora tenhamos nos restringido apenas a esses tipos de jardins, há diversos outros jardins japoneses, pois esse tipo de atividade possui mais de mil anos de desenvolvimento e sua beleza e complexidade são amplamente estudadas e apreciadas por curiosos de todo o mundo..


Colaboradoras: Pedro Ferreira Perrenoud Marques
Revisão: Profa. Dra. Junko Ota
Coordenação: Koichi Mori.
Crédito: Bolsistas de Toyama 2005/2006, curso de Língua e Literatura Japonesa (FFLCH/USP).
Tel.:
(11) 3091-2426 (secretaria), 3091-2423 (biblioteca)
Assessoria técnica: Patrícia Izumi. Centro de Estudos Japoneses/USP.
Site: www.fflch.usp.br/dlo/cejap

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