Sep 26

Estudantes estrangeiros encontram no Japão chance de se aprimorar no mercado de trabalho
Do ipcdigital.com
O Japão tem ampliado o leque de oportunidades de trabalho disponíveis para a crescente comunidade estrangeira no país, diferente do tradicional destino das fábricas adotado por boa parte dos brasileiros que imigraram nos últimos anos. A prova disso é que o número de estudantes de outros países que foram empregados por companhias japonesas bateu recorde em 2006, segundo o Bureau de Imigração do Ministério da Justiça. No ano passado, 8.272 estrangeiros encontraram emprego fixo no Japão, o que dá um aumento de 40% em relação ao exercício anterior.
Essa abertura de mercado não está passando despercebida por brasileiros como Leandro Teixeira, 27, que em 2005 saiu de Minas Gerais para fazer mestrado na área de engenharia de materiais no Japão e hoje tem um contrato com a multinacional Mitsubishi. “Na época, deixei meu emprego porque fiquei interessado em uma pesquisa que estavam desenvolvendo na Universidade de Tokyo, sobre a minha área de estudo. A Mitsubishi é uma das patrocinadoras desse projeto”, detalha o estudante, que no futuro pretende voltar ao Brasil para aplicar o que está aprendendo no país. Segundo Leandro, atualmente não há tecnologia suficiente sobre seu tema de pesquisa no Brasil.
De acordo com o ministério, cerca de 70% dos estrangeiros que foram contemplados com um contrato em terrritório nipônico, em 2006, encontraram vagas de trabalho nas indústrias, em setores como comércio exterior e negócios. Nas empresas que lidam com informática, essa quantidade chegou a 1.140, enquanto 479 pessoas obtiveram trabalho em instituições educacionais.
“Quando cheguei, havia discriminação contra estrangeiros e não tinha demanda nas empresas. Agora é diferente”, destaca Robson Hayashida, 31, que chegou ao Japão em 1996 para fazer o colegial técnico e acabou se graduando em engenharia da computação, para posteriormente obter o título de mestre pela Universidade de Tokyo.
Atualmente, Hayashida trabalha para uma companhia inglesa que atua em pesquisas sobre células-tronco, a ABCAM. Antes de ingressar no atual emprego, ele também foi funcionário da empresa japonesa NEC. “Penso em voltar para o Brasil no futuro, mas para abrir meu próprio negócio”, acrescenta.
Os brasileiros representam hoje a terceira maior comunidade estrangeira do Japão, com cerca de 312 mil pessoas - o equivalente a 15% dos residentes de outras nacionalidades. No entanto, quase 90% das vagas de trabalho disponíveis para estudantes são aproveitadas por profissionais de nacionalidade asiática, segundo o Bureau de Imigração.
Os chineses foram os mais bem-sucedidos nos pedidos de troca de visto no ano passado, cerca de 6 mil ao todo - o que representa um crescimento de 43,3% em relação ao ano de 2005. Em seguida estão os sul-coreanos (944) e taiwaneses (200), que obtiveram altas de 26,4% e 19%, respectivamente.

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Sep 25

Culinária japonesa vive “boom” de doces e sorvetes de chá verde

16.02.2007 14h00 - por Redação Made in Japan

Made in Japan

O chá verde é, imediatamente, associado a uma bebida quente, amarga, para ser tomada sem açúcar, certo? Não é bem assim. A mais nova onda gastronômica do Japão, que já influencia o Brasil e outros países, é a utilização do matchá – uma variação nobre do chá verde em pó – em todos os tipos de doce tanto japoneses como ocidentais. No verão, além de saborear o chá verde gelado, outra opção refrescante é o sorvete verdinho de matchá.

É impressionante a quantidade de guloseimas contendo matchá nas lojas e restaurantes japoneses, começando pelos mais tradicionais como dango, daifuku, sembei, youkan. E não pára por aí, pois o chá verde já virou ingrediente de doces originários da culinária ocidental como bolo, chocolate, pudim, cookie e assim infinitamente.

As alternativas geladas também fazem sucesso, como o sorvete simples ou misturado com bolo ou manjû. O sabor levemente amargo e o aroma agradável combinados com doce proporcionam um sabor suave que cativa o paladar dos consumidores.

A demanda por chocolate de chá verde matchá na véspera do Valentine Day (Dia dos Namorados no Japão) é tão grande que some das prateleiras das lojas que o disponibilizam no arquipélago.

As encomendas de bolo de natal de chá verde também vêm aumentando a cada ano. Até a famosa marca de sorvete Haagen-Daz lançou o sabor Green Tea no Japão. Em recente visita ao país, Victória Beckham, ex-Spice Girls e esposa de David Beckham, relatou que seu filho mais velho, Brooklyn, adorou o sorvete de chá verde. Mas quem quer provar a guloseima gelada não precisa ir até o arquipélago. Aqui no Brasil alguns restaurantes japoneses possuem a sobremesa em seus cardápios.

Outra opção é preparar o sorvete em casa mesmo, com um produto semipronto, como por exemplo, o Nissin Green Tea Ice, que é encontrado em lojas especializadas. O preparo é muito simples e leva apenas ovos e leite, além do pozinho que já contém matchá e outros ingredientes para o sorvete.

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Sep 25

Apresentador do “Fantástico” passará três semanas no país produzindo matérias focadas no centenário

Tokyo - ipcdigital.com

A contagem regressiva para o aniversário de cem anos da imigração japonesa no Brasil, que será comemorado em junho de 2008, acaba de atrair mais um rosto conhecido da tevê brasileira para se aventurar em território nipônico. Depois de Serginho Groisman, do Altas Horas, quem agora desembarca na Terra do Sol Nascente é Zeca Camargo, repórter e apresentador do Fantástico, também da rede Globo.

Zeca Camargo tem gravações marcadas em Tokyo, Kyoto, Toyama e Okinawa ( )

Nas próximas três semanas, ele explorará os quatro cantos do país com o intuito de conhecer o seu lado moderno, as suas tradições e a diversidade dessa cultura milenar.

“Queremos mostrar a culinária do Japão, a moda, a cultura em geral”, destaca o repórter, que passará os próximos dias produzindo matérias não só na capital japonesa, Tokyo, mas também em províncias como Kyoto, Toyama e Okinawa, sempre acompanhado por uma equipe da IPCTV.

“Tenho uma curiosidade especial em conhecer Okinawa, sempre me disseram que é um lugar super interessante”, comenta Zeca, que começou a sua aventura explorando o caos urbano de Tokyo nos bairros de Shibuya e Omotesando, onde conferiu a vida noturna da cidade e o movimento dos “fashionistas” de plantão.

Questionado sobre as suas primeiras impressões acerca da capital nipônica, o apresentador do Fantástico mostrou que, apesar de já ter explorado todos os continentes do planeta na série “A Fantástica Volta ao Mundo”, exibida em 2004, sempre consegue se surpreender nas novas viagens. “Tokyo é um lugar onde é possível ver tradição e modernidade ao mesmo tempo. Talvez lembre um pouco Hong Kong”, arrisca ele, alegando estar impressionado com a vibração da cidade, onde esteve apenas de passagem nos anos de 1998 e 1999.

Para os que já estão curiosos em conferir o resultado final da passagem de Zeca pelo Japão, ele adianta que o trabalho só irá ao ar no primeiro semestre do ano que vem, justamente com os preparativos para o centenário da imigração. A matéria completa da visita dele ao país, contendo detalhes da programação do apresentador do Fantástico, poderá ser conferida na próxima edição do jornal International Press.

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Sep 24

Senado promulgou emenda que assegura a nacionalidade brasileira de crianças nascidas no exterior

23.09.2007 0h25 - por Redação Tudo Bem

Célio Azevedo/Agência Senado
Renan Calheiros (ao centro), ao lado de Arlindo Chinaglia, preside sessão que promulgou PEC 272 dos brasileirinhos apátridas

Agora os pais brasileiros que vivem no Japão já podem respirar mais aliviados. As Mesas da Câmara e do Senado promulgaram na tarde de quinta-feira 20, em sessão solene do Congresso Nacional, a emenda constitucional que assegura a nacionalidade a todas as crianças filhas de brasileiros nascidas no exterior.

A emenda 54/07 assegura o registro, em consulados, de filhos de brasileiros nascidos em países estrangeiros. Estima-se que a medida, segundo a relatora da PEC, a deputada Rita Camata (PMDB-ES), beneficiará de 200 mil a 300 mil crianças nascidas nos últimos 12 anos, no Japão e no mundo, que não puderam fazer os registros como brasileiros.

Segundo o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), essa medida é necessária porque há muitos casos em que filhos de brasileiros nascidos no exterior não podem ser registrados como brasileiros, a não ser que pelo menos um dos pais “esteja no exterior a serviço da República Federativa do Brasil”.

Essa emenda altera um dos incisos do artigo 12 da Constituição Federal, que diz que todos os filhos de brasileiros nascidos fora do País precisariam, a partir da revisão da lei, morar no Brasil antes de completarem 18 anos. Após atingirem a maioridade, deveriam procurar a Justiça para solicitar o reconhecimento da nacionalidade brasileira, caso contrário seriam considerados apátridas.

A sessão do Congresso Nacional foi presidida pelo senador Renan Calheiros.

Documentação
Os filhos de brasileiros que nasceram no exterior depois de 7 de junho de 1994 ainda não precisam trocar seus passaportes ou suas certidões de nascimento para ter a nacionalidade brasileira reconhecida. As assessorias de imprensa do Senado e do Ministério das Relações Exteriores declararam ao jornal Tudo Bem que por enquanto, nada será mudado. Ou seja, os passaportes e as certidões de nascimento dessas crianças continuarão validadas, sem a necessidade de trocá-las para ter a nacionalidade brasileira reconhecida.

As assessorias não esclareceram, porém, se o carimbo que consta nos passaportes irá acarretar em algo ou se será simplesmente ignorado pelos órgãos competentes, nem se ainda há a possibilidade de mudanças nos documentos futuramente.

Direito de sangue
Há quase dois anos, brasileiros residentes em dez países iniciaram o movimento Brasileirinhos Apátridas, para reivindicar a mudança na lei. Desde então, o assunto retornou à pauta dos parlamentares. Em junho deste ano, abaixo-assinados coletados por emigrantes brasileiros foram enviados a Brasília. Do Japão, partiram cerca de 2,2 mil assinaturas.

Em países como os Estados Unidos, a questão era quase desconhecida pelos brasileiros, pois todas as crianças lá nascidas são consideradas americanas. É o jus soli (direito de solo), quando a nacionalidade é reconhecida segundo o lugar de nascimento. A situação era mais crítica em países onde os filhos de brasileiros não podiam reivindicar nem a cidadania destas nações, devido as leis locais, e nem a brasileira, devido à emenda constitucional de 94, como é o caso do Japão, além da Suíça e da Alemanha.

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Sep 24

Bruno Kubo de 18 anos foi o grande campeão

24.09.2007 1h58 - por Redação Tudo Bem

Claudio EndoClaudio EndoClaudio Endo

Apesar de tímido, o brasileiro Bruno Kubo, 18 anos, soltou a voz e conquistou o primeiro lugar do Latino Nodojiman, a versão para estrangeiros da América Latina do tradicional concurso de karaokê promovido pela emissora estatal NHK em comemoração ao centenário da imigração japonesa no Brasil. O evento foi realizado domingo 16 em Toyohashi (Aichi).

Bruno escolheu a música Sakura, do cantor pop Naotaro Moriyama, e conquistou a preferência dos quatro jurados do concurso: o escritor Ryosuke Kakine, a atriz Saya Takagi, o compositor Masaaki Hirao e Fumio Ota, diretor geral da NHK de Nagoya (Aichi).

“Foi o primeiro concurso que participei e não esperava ganhar”, disse o brasileiro, que mora em Matsuzaka (Mie), onde trabalha e estuda à noite em um colégio japonês.

A NHK premiou outros dois candidatos também brasileiros. Edson Wakiuchi, 30 anos, que cantou o enka Bokyojonkara, de Takashi Hosokawa, e Toshio Hatano, 29 anos, com a música Love Is…, de Ryuichi Kawamura.

A inscrição contou com 99 latinos, sendo 77 brasileiros, que enviaram fitas com uma música gravada. Desses, 12 foram selecionados para a final de domingo (dez brasileiros, uma peruana e uma paraguaia).

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Sep 18
Publicado em 14/9/2007 20:04:48


Leitora pergunta sobre os procedimentos para evitar a bitributação

ipcdigital.com

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Moro no Japão há 17 anos. Estou retornando ao Brasil e gostaria de saber o que é necessário fazer para evitar a bitributação. (Cláudia, via email)

Por Etsuo Ishikawa*

O Brasil tem acordos e convenções com diversos países com o objetivo de evitar a tributação dupla. Desde janeiro de 1967, os salários e outras remunerações que residentes no Japão recebem podem ser isentos de imposto no Brasil.

A permanência do cidadão brasileiro deve ultrapassar mais de 12 meses contínuos no país e o contribuinte deve solicitar à Receita Federal, antes da sua viagem, uma certidão que comprove a quitação de tributos federais e da saída definitiva. O brasileiro que não apresentou a declaração de saída definitiva fica sujeito ao pagamento mensal do imposto (carnê-leão), no qual deverão ser incluídos os rendimentos do Japão nos primeiros 12 meses. Após esse período, o brasileiro passa a ser considerado não-residente no Brasil, estando assim sujeito às normas do imposto de renda no Japão.

Ao retornar, após um período superior a um ano de trabalho no Japão, o brasileiro deverá levar uma declaração de tributos (nozeishoomeisho sono ichi) e a declaração de rendimentos (nozeishoomeisho sono ni), que são obtidas junto à Secretaria da Receita Federal. Nestes documentos, é preciso ter a observação: “para efeito de evitar a dupla tributação”. Como todo documento oficial japonês, para que tenha valiadade no Brasil, eles deverão ser autenticados junto ao Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão (Gaimusho), no setor consular (ryoji sabisu shitsu shoumeihan) e, posteriormente, legalizado no consulado do Brasil.

Outra forma de comprovar os rendimentos e a quitação dos tributos sobre a renda é o gensen chooshuuhyoo. Este documento é normalmente entregue aos funcionários entre dezembro e janeiro pela empregadora. É preciso formalizá-lo junto a um notário japonês registrado no consulado e no próprio consulado.

No retorno ao Brasil, de posse de um desses dois documentos, a pessoa deverá submeter o material a um tradutor juramentado e apresentar a declaração comprovando o período trabalhado, o rendimento e o respectivo recolhimento do imposto sobre a renda no Japão.

*Dr. Etsuo Ishikawa, consultor, advogado licenciado para atuar no Japão, faz parte do Conselho de Cidadãos e da Ordem dos Advogados do Japão, e preside a Associação Brasileira de Hamamatsu (ABRAH)

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Sep 17


do ipcdigital.com<!– Publicado em 14/9/2007 Calçado de plástico que fez grande sucesso neste verão é apontado como causa de 40 acidentes no país Uma menina de cinco anos teve fratura em um dedo no pé. Além dela, pelo menos mais 39 pessoas sofreram acidente por causa da sandália de plástico da marca norte-americana Crocs e outros calçados semelhantes, entre junho e agosto deste ano. Conforme o levantamento feito pelo Instituto Nacional de Tecnologia e Avaliação (Nite, sigla em inglês), os acidentes aconteceram devido ao enroscamento da sandália no vão entre o degrau e a parede lateral da escada rolante. O Ministério da Economia e Indústria alerta os usuários sobre o risco e os aconselham a tomar cuidado na hora de subir pela escada rolante. Dos 40 acidentes ocorridos em 11 províncias, entre elas, Tokyo, Kanagawa, Aichi e Fukuoka, que chegaram ao conhecimento do instituto, houve sete casos com ferimentos. Outros 33 casos não chegaram a ferir os usuários. O acidente mais grave aconteceu no dia 28 de agosto na estação de Tokyo da JR. A vítima de cinco anos estava subindo de escada rolante, quando a ponta do tamanco de um pé ficou preso entre o degrau e a parede lateral. A garota estava na no canto de um dos degraus. Devido ao enroscamento, ela teve as unhas de três dedos do pé esquerdo arrancadas, além de sofrer uma fratura. No mesmo dia, outra menina de 4 anos foi vítima de um acidente semelhante na estação de Tachikawa (Tokyo), da JR, e teve a unha do dedão do pé esquerdo arrancada. Segundo o Nite, grande parte das vítimas são crianças pequenas. Dos casos registrados por idade, houve 26 acidentes que envolviam crianças de 2 a 10 anos. Cerca de 80% das vítimas estavam com o calçado de plástico da marca Crocs ou imitações. O Ministério da Economia e Indústria está investigando a relação das sandálias com os acidentes.

Suspeita-se que a causa esteja nas resinas utilizados na fabricação das sandálias , por serem materiais que se enroscam facilmente nas cavidades da escada rolante. O instituto alerta para as pessoas não ficarem nos cantos dos degraus para evitar o enroscamento das sandálias.
A sandália Crocs foi desenvolvida nos Estados Unidos em 2002 e hoje é vendido em mais de 40 países do mundo. Este calçado feito de um tipo de resina com alta aderência e famoso pela grande variedade de cores chegou ao mercado japonês no final de 2005. O produto se tornou um fenômeno no Japão este ano, vendendo cerca de 2 milhões de pares. Além da sandália, a marca produz outros tipos de sapatos com o mesmo material. O modelo mais popular chamado Cayman para adulto custa ¥ 3.990. Tamanhos menores, para crianças, são vendidos por ¥ 2.980.

Segundo informou o jornal Yomiuri, a Crocs Asia Private Ltd., que comercializa as sandálias no Japão, confirmou que dos 40 acidentes registrados pelo Nite, 18 envolviam os autênticos da marca. A empresa promete estudar as medidas para diminuir o risco de acidentes, mas nega a possibilidade de recolher os produtos.

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Sep 14

do IPC Digital, texto de Maria Yokoya

YOUCHIEN

youchien-fuukei.jpgO ensino infantil no Japão é opcional. Há creches e pré-escolas.

As crianças são matriculadas nas creches (hoikuen) porque as mães trabalham. Por isto o ingresso depende de quando a mãe opta por trabalhar. Já na pré-escola (yochien), geralmente tem início em abril com a criança com três anos de idade.

Tanto no hoikuen como no yochien, em setembro há um evento esportivo chamado undokai, e as crianças que serão matriculadas no ano seguinte, em abril, participam de uma atividade de pegar bandeiras (hata hiroi). Existem outras atividades para ir acostumando as crianças no novo ambiente.

Há também reuniões para preparar o ingresso no ensino infantil. Nestas reuniões, os professores orientam quanto aos materiais necessários para uso na escola e aproveitam para tirar as dúvidas das mães. A criança terá uma vida escolar. Para isto é necessário materiais correspondentes. A criança irá brincar, almoçar, dormir, brincar, brigar, se sujar, tudo normal num dia a dia das crianças, mesmo em casa.

Pensando nisto e dependendo da instituição serão solicitado vários materiais, uniformes, sacolinhas para uso individual. Providenciar todo o material solicitado e enviar de acordo com as explicações recebidas. Lembre de deixar uma reserva, uma poupança para estes gastos.

Além de preparar materiais é necessário preparar o espírito das crianças também. E muitas vezes das mães também. Ficar três anos com a criança diariamente e numa determinada época, estimulada por adultos, a criança vai para um outro ambiente, não deve ser nada fácil.

É o início da socialização. A criança irá conviver com outras crianças, com outros adultos, com professores habilitados. Como mãe só nos resta acreditar. Acreditar que a criança irá enfrentar esta nova situação. Acreditar nos profissionais da instituição onde optou matricular o filho.

SHOGAKKO

first-day-at-school.jpgO ensino fundamental é obrigatório para os pais japoneses e opcional para os pais estrangeiros.

As crianças estrangeiras tem o direito à educação, por isto podem ser matriculadas em escolas públicas japonesas.

O shogakko corresponde ao antigo primário, sendo da primeira a sexta série.

Muitas famílias não tem previsão de quando retornar ao Brasil. Mas tem certeza que irão retornar. A minha orientação neste caso de dúvida é planejar a frequência das crianças na escola até a formatura, dando um ponto final numa etapa da vida escolar. Caso a família resolva retornar para o Brasil, antes da formatura, não tem problema. O principal foi ter estimulado a criança estudar neste período todo.

Crianças com seis anos podem ser matriculadas no Comitê Educacional da prefeitura onde reside.

Após as férias de verão, as escolas iniciam a preparação de ingresso escolar. Lembro que no ano passado foi três vezes à escola, entre agosto e fevereiro.

Como no yochien-hoiken, existe o hata hiroi, no evento esportivo (undokai), as crianças que ingressarão em abril, também participam do undokai. Para isto, em agosto há a primeira reunião para explicar sobre esta atividade.

Em novembro, as crianças foram submetidas a exames médicos e as mães fizeram os pedidos de uniformes e outros materiais.

Em fevereiro, houve explicações de como seria a cerimônia de ingresso (nyugaku shiki) e compra dos materiais.
A escola explica quais os demais materiais devem ser providenciados.

Diferente do Brasil, no primeiro dia de aula em abril é realizada uma cerimônia (nyugaku shiki) bem formal no ginásio de esportes (taiikukan) da escola. As crianças vão vestidas formalmente, de vestido e de terninho. As mães também se vestem bem formalmente. Isto marca o início da vida escolar da criança.

O ingresso no shogakko preocupa, por ser um ambiente novo, com pessoas novas. Muitas mães japonesas também ficam preocupadas.

CHUGAKKOchogakku.jpg
O ensino fundamental é obrigatório para os pais japoneses e opcional para os pais estrangeiros. As crianças estrangeiras tem o direito à educação, por isto podem ser matriculadas em escolas públicas japonesas.

O chugakko corresponde ao antigo ginásio, sendo da primeira a terceira série. Muitas famílias não tem previsão de quando retornar ao Brasil. Mas tem certeza que irão retornar. A minha orientação neste caso de dúvida é planejar a frequência das crianças na escola até a formatura, dando um ponto final numa etapa da vida escolar. Caso a família resolva retornar para o Brasil, antes da formatura, não tem problema. O principal foi ter estimulado a criança estudar neste período todo.

Após a formatura do shogakko, as crianças passam para o chugakko. Na cerimônia de formatura do shogakko, as crianças já vestem o uniforme do chugakko. As aulas são ministradas por professores de cada disciplina. Há provas com notas. Há também o “bukatsu”, atividade extra-curricular esportiva, cultural, que a própria criança escolhe e participa. Esta fase coincide com a entrada na adolescência.

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Sep 12

lei-de-transito-japoensa.jpgDo IPC Digital

(clique sobre a imagem para ler as mudanças)

Penas para motoristas pegos dirigindo sob efeito do álcool podem chegar a 15 anos de detenção

A nova Lei de Trânsito do Japão, vigente desde setembro de 2007, tem entre seus objetivos diminuir os acidentes de trânsito com vítimas causados por motoristas alcoolizados. As punições para quem for surpreendido dirigindo sob influência de álcool são mais severas. Em certos casos, como negligência no trânsito em caso de acidentes, as penas previstas podem chegar a 15 anos de detenção.

Os condutores que forem flagrados dirigindo após o consumo de álcool serão punidos com uma pena que pode chegar a três anos de prisão em regime fechado e pagamento de multa de até ¥ 500 mil.

Em casos de acidente, se o condutor que estiver sob influência do álcool não prestar socorro e fugir, poderá ser submetido a uma pena de até dez anos de prisão, além de receber uma multa de ¥ 1 milhão. Em caso de morte da vítima, esse tempo passa a ser de 15 anos. A lei anterior previa cinco anos de detenção e o pagamento de multa de até ¥ 500 mil.

Punições para passageiros

Além disso, a nova lei também prevê punições até mesmo para os passageiros, independente ou não de possuírem carteira de habilitação. O carona corre o risco de receber multa ou ser até mesmo preso por oferecer bebida ao motorista ou permitir que a pessoa embriagada dirija o carro. Nessas situações, a multa pode variar de ¥ 300 mil a ¥ 1 milhão e a pena de dois a cinco anos de prisão.

Outra mudança é em relação aos motoristas que se recusarem a realizar o teste do bafômetro (que detecta o nível de álcool no sangue do condutor). De ¥ 300 mil, a multa passa a ser de ¥ 500 mil e, além disso, o motorista poderá ficar até três anos preso.

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Sep 11

do IPC Digital

Se encerram no dia 11 de setembro as inscrições para o exame de proficiência na língua japonesa
No Japão, a prova deste ano está marcada para o dia 2 de dezembro nos seguintes locais: Hokkaido, Miyagi, Tochigi, Saitama, Chiba, Tokyo, Kanagawa, Toyama, Nagano, Shizuoka, Aichi, Gifu, Kyoto, Osaka, Hyogo, Okayama, Hiroshima, Kagawa, Fukuoka, Oita e Okinawa.
A taxa do exame custará ¥ 5.500 mil, e o preço do formulário será ¥ 500 (disponíveis em livrarias e também podem ser solicitados diretamente à editora Bonjinsha, por telefone).
Os testes são divididos em três partes: escrita e redação, audição, e gramática e interpretação de texto. Os níveis são divididos em quatro categorias, do 1 ao 4.
Informações no site da Japan Educational Exchanges and Services:
Telefone: (03) 3263-3959

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