Archive for August, 2007

Aug 06 2007

Apareceram os feridos do acidente nuclear

Published by Samantha under Japão

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do blog do Paneta - 03/08/2007

O acidente nuclear provocado pelo terremoto do mês passado no Japão acaba de ganhar vítimas. Depois de duas semanas negando que houvesse algum ferido, a empresa que controla a usina nuclear de Kashiwazaki-kariwa , a Tokio Eletric Power Company (Tecpo) afirmou ontem que nove trabalhadores sofreram queimaduras “leves”. A informação foi passada hoje pelo porta-voz da Tecpo, por email, repondendo a perguntas enviadas na segunda-feira por ÉPOCA. Nem a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), sabia da existência de vítimas do acidente.Um grupo da AIEA chegou ao Japão no final dessa semana para fazer uma avaliação do risco das usinas nucleares japonesas. O acidente aconteceu há duas semanas, quando um terremoto de 6,8 na escala Ritcher destruiu a cidade de Niigata, a dez quilômetros da usina.

As queimaduras relatadas pela Tecpo podem ser um indício de contaminação por radiação. Como houve o vazamento de 1,2 mil litros de água do reator para o mar e um incêndio que colocou em risco a usina por mais de duas horas, é possível que alguns trabalhadores tenham sido expostos a materiais radioativos. “Com todos os danos que podemos ver no local. Já esperavamos que alguns trabalhadores tivessem sido expostos a materiais com índices elevados de radioatividade”, afirmou a Rianne Teule, especialista em energia nuclear do Greenpeace da Holanda. A ativista foi uma das poucas pessoas que visitaram a usina depois do terremoto.

Todas semana cresce o grau de seriedade do acidente. A Tepco que, a princípio negou qualquer tipo de problema com a usina, já aumentou de 51 para 65 os danos na estrutura da instalação. A falta de transparência pode ser uma alerta de que a situação em Kashiwazaki-Kariwa não seja tão confortável quanto as autoridades japonesas afirmam. A princípio, a Tepco negou que o tremor de terra tivesse afetado o local. Uma semana depois a empresa admitiu que houve vazamento de água do reator para o mar. Cerca de 465 tambores com lixo radioativo de baixa contaminação também romperam e ficaram expostos ao ar livre.

A dificuldade de obter informações confiáveis sobre o acidente aumenta a insegurança da população japonesa. O Japão é um dos paises mais dependentes de energia nuclear do mundo. São 55 usinas que geram 33% da energia nacional. O país está em uma das região com mais abalos sísmicos do planeta. O governo local sempre garantiu que as usinas eram resistentes a terremotos, mas não foi o que o mundo viu há duas semanas atrás em Niigata.

O país tem histórico de desinformação sobre a situação das suas usinas nucleares. Em 2002, depois de falsificar laudos de inspeção de segurança a Tepco teve 17 de seus reatores desligados. A falta de transparência é um dos fatores que faz do programa nuclear japonês um risco para todo o mundo. Essa foi uma das causas do desastre nuclear de Chernobyl, na Ucrânia em 1986. Estima-se que milhares de pessoas foram contaminadas por radiação. O temor da população que vive em volta de Kashiwazaki-Kariwa e da AIEA é que aconteça algo similar no Japão.

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Aug 06 2007

A Rosa de Hiroshima (Vinícius de Morais)

Published by Samantha under Uncategorized


Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

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Aug 02 2007

Brasil insiste em acordo com o Japão

Published by Samantha under Uncategorized

Na situação atual, o dekassegui é obrigado a pagar para o sistema previdenciário japonês, mas, ao chegar ao Brasil, não tem direito a contar o tempo de contribuição no Japão

01.08.2007 0h03 - por Redação Tudo Bem

Recentemente, o ministério das Relações Exteriores brasileiro retomou as conversações com o Japão a respeito de um possível acordo previdenciário entre os dois países, de acordo com o ministério.

A questão é uma das que mais preocupam o brasileiro no arquipélago. Na situação atual, o dekassegui é obrigado a pagar para o sistema previdenciário japonês, mas, ao chegar ao Brasil, não tem direito a contar o tempo de contribuição no Japão nos cálculos de sua aposentadoria.

Da mesma forma, se um brasileiro se aposenta no Japão, ele não tem direito a receber aquilo que teria contribuído no Brasil, antes de ir ao país asiático.

“Um acordo previdenciário beneficiaria muito o dekassegui. Muita gente trabalha no Japão sem se preocupar com a seguridade social e, ao voltar para o Brasil, a pessoa se vê desprotegida, sem garantias de uma aposentadoria”, diz Maria Helena Uyeda, presidente da Associação Brasileira de Dekasseguis (ABD).

Para ela, uma boa alternativa seria encarregar um parente no Brasil de continuar contribuindo para a previdência em seu nome. “Mas muito pouca gente faz isso”, admite.

O Brasil já possui acordos previdenciários com dez países (Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Espanha, Portugal, Itália, Grécia, Luxemburgo e Cabo Verde). Um pacto com o Japão, no entanto, ainda parece estar em um horizonte distante.

“Na minha avaliação, isso vai levar ainda mais pelo menos cinco anos”, afirma Masato Ninomiya, pesquisador da questão dekassegui e presidente da entidade Ciate. “Depois que o presidente Lula propôs o acordo, em maio de 2005, ao governo nipônico, os japoneses mandaram uma missão ao Brasil, para verificar como funcionava a previdência no País. Eles analisaram a questão e ela ainda está sendo discutida. É um processo demorado”, diz.

Entraves
Para Ninomiya, a falta de interesse do governo japonês contribui também para a demora. “O Japão tem acordos previdenciários com a Alemanha, Estados Unidos, França, Inglaterra e Coréia. Mas nenhum desses países têm trabalhadores no Japão. Pelo contrário, o Japão tem pessoas nessas localidades.

Eles firmaram pactos para aproveitar aquilo que eles pagaram no exterior”, diz. “O japonês ainda tem que se acostumar com a figura do estrangeiro no país.”

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