Mar 24
icon1 Samantha | icon2 Uncategorized | icon4 03 24th, 2007| icon3No Comments »

Como fica o planejamento financeiro da família dekassegui?


Nesta semana uma discussão que considerei muito pertinente aconteceu na comunidade que modero no orkut –e que tem como participantes pessoas interessadas em ajudar os dekasseguis, novos ou antigos. O tema era Fluxo de Caixa Familiar, tratando dos casais ou famílias que moram no Japão como dekasseguis.

A princípio ninguém queria contar como anda o “okane” em sua família, dekasseguis aprendem a ser pouco ufanistas no que diz respeito aos seus ganhos, ainda mais depois dos casos das famílias que sofreram atos violentos em São Paulo em 2005 e 2006, sendo assaltadas em casa quando seus parentes retornaram de um período no Japão. Mas encontramos um jeito de contar e achei pertinente repetir aqui a fórmula encontrada.

Segundo um dos membros, Carlos, “uma regra simples que muitos casais usam sem falar em cifras é que o salário da esposa paga as despesas gerais e o salário do marido é para gastos-extras ou poupança.”

Remeti-me à minha própria experiência, que é minha “baliza” quando modero a comunidade e atendo a dekasseguis. Quando morei no Japão as mulheres ainda não trabalhavam yakin (turno noturno), era só hirukin (turno diurno) e na maior parte do tempo eu fazia pouca ou nenhuma hora-extra. Ainda assim, sempre conseguimos guardar o salário integral do meu esposo, claro, depois de terminar de pagar o financiamento. O segredo, com sinceridade, é uma coisa que faço até hoje: ao receber pago as contas, separo o valor para mercado e passeios até o final do mês e o restante eu guardo para não ficar fácil de gastar. Qualquer coisa sempre podemos usar a poupança, mas é melhor guardar antes que deixar para ver quanto sobra no final do mês. Nas vezes que fiz isto não guardei nada!
Falei nos turnos noturno e diurno. O turno noturno tem adicional de 25% sobre o valor do salário. Como relembrou a Erica na comunidade, os trabalhadores brasileiros no Japão não são mensalistas, são horistas. Ou seja, só recebem se trabalharem. “A maioria dos brasileiros é considerado como mão de obra terceirizada temporária e mesmo que trabalhe por 10 anos na mesma fábrica, quase sempre é intermediado por empreiteiras, que pagam por hora trabalhada. Sem folgas remuneradas, sem férias, sem algumas coisas que temos no Brasil. Quem está contratado de forma mais “estável” (como “shain”), terá direito a yukiu (folga remunerada), mas não é no mesmo formato que conhecemos no Brasil.

Sobre o zangyo (horas-extras)

Outro membro contribuiu informando sobre os salários médios para homens e mulheres com 3 a 4 horas–extras por dia e sem horas-extras, para dar uma noção a quem não foi ainda:

Salário médio mensal

Com zangyo

(3 a 4h/dia)

Sem zangyo

Homens

330 mil

220 mil

Mulheres

200 mil

140 mil

Total

530 mil

360 mil

Segue aqui um esquema dos gastos médios de uma família, para dar uma idéia:

Despesas médias por mês
(casal e dois filhos)

Item

Valor

Aluguel

60 mil

Alimentação

60 mil

Escola

80 mil (40 mil por filho)

Convênio médico

35 mil

Gás

15 mil

Luz

6 mil

Água

4 mil

Total

260 mil

Obs: Se tiver carro, considere 3 mil por semana de combustível e licenciamento a cada dois anos de 70 mil ienes.

Enfim, no Japão, ou no Brasil, o importante é ter metas em comum (no caso do casal) e conseguir sempre visualizar os custos, de forma franca e objetiva, se possível criando uma planilha para organizar as despesas no papel. A revista Época afez uma ampla reportagem sobre o tema na edição de 29 de janeiro de 2007, que pode até ser útil para quem está no Japão considerar como estão estes gastos com educação, saúde, banco, no Brasil.

A Erica, que é mãe de 3 meninas, considerou alguns pontos sobre escola:

“No caso dos gastos com escola, a mensalidade é de 50 mil por filho (escola brasileira) e 6 mil (escola japonesa).

Creche cobra 50 mil por criança (creche brasileira) e 5 a 40 mil por criança (creche japonesa, que considera uma % da renda familiar).

Se optar por creche ou escola japonesa para economizar….
Tenha em mente que elas não atendem sábados, muitas não tem horário extendido (precisa se perto do trabalho) e o principal: se a criança fica mal a direção nliga pedindo que busque o filho.
Feriados? Escola e creche japonesas não funcionam em feriados… mas muitas fábricas funcionam.
Ou seja, a mãe precisa trabalhar em serviço flexível, que permita essas saídas esporádicas e essas faltas em feriados e dias de atividades coletivas na escola/creche.

Passo-a-passo para economizar
Siga os passos abaixo e veja como obter um resultado positivo no final do próximo mês.
Passo 1 - Visualização de custos
Economizar é aprender a gastar com mais eficiência. Para isso, é preciso por as despesas no papel. Com uma planilha de custo fica mais fácil controlar.
Passo 2 - Estabeleça metas
Qual a sua renda mensal? A partir de seu rendimento, quanto você pretende economizar por mês? Os especialistas recomendam fixar um valor do que guardar apenas o que sobrar no fim do mês. Quem esperar guardar só o que sobrar corre o risco de não ter nada. A meta diz que é preciso economizar 10% do salário por mês. Para o padrão dos salários dos dekasseguis (250 mil ienes), o ideal seria poupar 40% (100 mil ienes). Mas há os que economizam até 70% do salário.
Passo 3 - Corte de custos
Se o salário diminuir e você quiser guardar o mesmo valor, só há uma alternativa: corte de custos. Para saber o que cortar, eleja o que é prioritário entre suas despesas. Você pode descobrir que há gastos que podem ser reduzidos ou eliminados.
Passo 4 - Otimização de custos
Refletir sobre seus gastos é uma boa oportunidade para verificar se não é possível otimizar seus custos. Busque alternativas.
Passo 5 - Tenha objetivos
Você sabe o que fazer com o dinheiro economizado? Ou está apenas economizando para “garantir o seu futuro”?
O que vai adiantar guardar dinheiro, mas sem ter um planejamento do que fazer? A pergunta que cada brasileiro deveria saber responder é: quanto tempo você vai precisar trabalhar para guardar o suficiente para cumprir o seu objetivo final? Sem saber responder isso, a economia em si perde o sentido.

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Mar 21
icon1 Samantha | icon2 benefícios, dekassegui, empreiteira, salário | icon4 03 21st, 2007| icon3No Comments »

Saiba avaliar os benefícios das empreiteiras
Com a economia aquecida e a escassez de mão-de-obra para determinadas vagas, o mercado de trabalho japonês tem vivido um momento de oportunidades. Na corrida para preencher os postos de trabalho vagos, muitas empreiteiras têm reduzido suas exigências e oferecido “atrativos” extras. Apesar da aparente “mina de oportunidades”, nem sempre os atrativos oferecidos são tão vantajosos. Muitos dos benefícios possuem “entrelinhas” que impõem uma série de condições. Além disso, um benefício é interessante para um perfil de trabalhador. Em alguns casos, os trabalhadores só tomam conhecimento dessas entrelinhas depois de terem aceito o novo emprego. Com o intuito de orientar o trabalhador sobre as melhores escolhas a fazer e quais cuidados tomar, o Jornal Tudo Bem esmiúça alguns desses atrativos oferecidos pelas empreiteiras.
Para o tantosha da área de auto-peças Rogério Fuji, além do aquecimento do mercado, o “êxodo” dos trabalhadores que aproveitam o final de ano para ir para o Brasil também motiva a escassez de mão-de-obra. Na opinião de Fuji, muitas das vagas que possuem “atrativos demais” são as que poucas pessoas querem.
Já o colega Milton Minoru, conta que, além do prêmio de assiduidade, a empreiteira tem oferecido um prêmio de apresentação para os atuais funcionários que levam amigos ou parentes. “É um estímulo para o nosso atual funcionário e ajuda a ‘filtrar’ candidatos”, explica ele. “Começamos a pagar o prêmio há poucas semanas, e já estudamos aumentar o valor.”
Em meio a tantos e distintos atrativos oferecidos pelas empreiteiras, alguns cuidados devem ser tomados pelos candidatos. Um deles é avaliar detalhadamente as entrelinhas dos benefícios oferecidos, que podem conter exigências ou condições demais, e tirar todas as dúvidas possíveis antes de assinar o contrato de trabalho. Outro é comparar os benefícios e o salário oferecido por uma empreiteira com as condições anunciadas por outra que lide com a mesma fábrica – ou serviço semelhante.

As vantagens para cada perfil

[-] Solteiros
Solteiros que não possuem dependentes, são mais “livres” para aceitar determinados benefícios. No caso da moradia, o custo é sempre mais elevado para quem mora sozinho do que para um casal ou uma família que divide o mesmo teto. Da mesma forma, o shakai hoken pode representar um custo mensal excessivo para quem quer poupar dinheiro rapidamente ou possui compromissos financeiros – remeter dinheiro para o Brasil, por exemplo.

[-] Casais/famílias
O aluguel de apartamento, sem vínculo com o emprego, é uma opção que oferece maior segurança e estabilidade. Para quem tem crianças, as creches podem ser vantajosas, desde que sua forma de trabalhar inspire confiança. Quem possui dependentes (crianças com menos de três anos ou idosos acima de 70 anos) deve analisar que o shakai hoken pode ser muito vantajoso em caso de eventual necessidade. Já para os casos de férias remuneradas e viagens, é preciso tentar negociar com a empreiteira a possibilidade de coincidir datas.

[-] Pessoas com mais de 45 anos
Para quem vive sozinho, a questão da moradia assemelha-se à situação dos solteiros – deve-se avaliar os prós e contras e estudar o orçamento mensal. Nesta faixa etária, o shakai hoken pode ter de ser acionado com maior freqüência e não deixa de oferecer segurança financeira, no caso de algum problema de saúde.

Os “atrativos” e suas “entrelinhas”

1 - Aluguel
Há empreiteiras que ajudam a alugar um imóvel, processo que costuma ser complicado para estrangeiros.
Fique atento: é preciso ter mais de três meses de trabalho e a escolha do imóvel deve ser feita num consenso entre a empreiteira e o funcionário – o que pode não ser tão simples.

2 - Apartamento
O imóvel fornecido pela empreiteira livra o funcionário dos processos das imobiliárias. Outra vantagem é que o imóvel dispõe de mobília básica.
Fique atento: a ocupação do imóvel está atrelada ao vínculo do trabalhador com o emprego. Em caso de demissão, o imóvel deve ser desocupado dentro de um prazo, muitas vezes, insuficiente para providenciar outra moradia.

3 - Creche
Para quem tem filho(s) pequeno(s), usar a creche da empreiteira pode ser vantajosa por causa da localização e facilidade de contato. A mensalidade varia de 30 mil a 50 mil ienes, com descontos para quem tem mais de um filho.
Fique atento: nem sempre as creches possuem estrutura e profissionais com a qualificação desejada. Todo cuidado é pouco no processo educacional e a recomendação é conhecer a fundo a creche antes de colocar seu filho lá.

4 - Férias remuneradas
Apesar de serem garantidas pela legislação, as férias remuneradas de dez dias por ano para todos os funcionários que cumprem pelo menos seis meses de trabalho não são dadas por todas as empreiteiras. Elas ainda são vistas como um “benefício”.
Fique atento: nem sempre o período coincide com os dias que o funcionário deseja ter. Para parentes ou casais que trabalham em uma mesma fábrica, as férias podem ser concedidas em datas diferentes – o que dificulta o planejamento de uma viagem.

5 - Kits de “sobrevivência”
Algumas empreiteiras oferecem brindes, como panela de arroz, futon e aquecedor, ou “kits de sobrevivência” (mantimentos e artigos de limpeza e higiene).
Fique atento: no caso dos eletrodomésticos, o uso está atrelado ao vínculo com o emprego. Em caso de demissão, poderá ser cobrado pelo desgaste desses bens.

6 - Mudança gratuita
Algumas empreiteiras oferecem mudança gratuita do funcionário, de regiões específicas do Japão. Outras oferecem o benefício para moradores de qualquer parte do arquipélago.
Fique atento: a concessão do benefício exige que o funcionário trabalhe um período mínimo de três a seis meses. Mas ele deve aceitar a proposta antes de conhecer o emprego oferecido.

7 - Passagem para o Brasil
Para “segurar” os funcionários nos empregos e evitar o “pinga-pinga”, há empreiteiras que oferecem a passagem aérea de volta
para o Brasil.
Fique atento: o benefício só será recebido se cumprir um longo período de contrato – de dois a três anos. Isso significa que, para receber o “prêmio”, terá que recusar propostas melhores de trabalho.

8 - Prêmio de admissão
Conforme a vaga postulada, algumas empreiteiras oferecem prêmios de admissão, que vão de 10 mil a 70 mil ienes.
Fique atento: o prêmio só é pago depois de o trabalhador cumprir um período mínimo de contrato, entre um e seis meses. Algumas parcelam
o pagamento.

9 - Prêmio de apresentação
Há empreiteiras que oferecem prêmios para quem apresentar um amigo ou parente e for admitido para determinados postos
de trabalho.
Fique atento: o prêmio só é pago se a pessoa indicada cumprir de três a seis meses de trabalho. Deve-se confiar na pessoa a indicar, pois o mau rendimento poderá “queimar o filme” de quem
a apresentou.

10 - Prêmio de assiduidade
Funcionários assíduos que não faltam e não chegam atrasados, podem receber prêmios por isso. O valor médio mensal é cerca de 10 mil a 15 mil ienes.
Fique atento: algumas empreiteiras são tolerantes, mas outras cortam parte do prêmio ou seu valor integral, independentemente do motivo da falta ou atraso (exemplos: doença, luto, tufão).

11 - Shakai hoken
Um número cada vez maior de empreiteiras tem incluído os trabalhadores no shakai hoken, seguro-saúde que cobre 80% das despesas médicas, entre outros benefícios (a edição da semana passada do Jornal Tudo Bem traz uma reportagem especial sobre
o assunto).
Fique atento: apesar de ser um plano eficiente, o shakai hoken consome 13,58% dos rendimentos do trabalhador e, futuramente, este percentual deverá aumentar. É preciso, também, verificar as restrições e entrelinhas do seguro.

12 - Sorteios
Ocasionalmente, nos períodos de economia aquecida (como o atual), algumas empreiteiras promovem sorteios entre os novos funcionários admitidos. Há prêmios variados: dinheiro, aparelhos eletroeletrônicos e até passagens para o Brasil.
Fique atento: o direito de concorrer a tais prêmios também exige que se cumpra certo período de contrato, que pode variar de três a seis meses. É preciso certificar-se da idoneidade
dos sorteios.

13 - Transporte para a fábrica
Para dar comodidade aos funcionários e ter a garantia de que não chegarão atrasados, há empreiteiras que oferecem transporte de
ida e volta.
Fique atento: se o veículo for transportar um número elevado de funcionários, o primeiro do trajeto de ida deverá sair de sua casa muito tempo antes do início do expediente – e o benefício poderá acabar trazendo transtornos. O mesmo ocorre com o último a ser deixado em casa.

14 - Viagens
Há empreiteiras que oferecem viagens, uma vez por ano, a pontos turísticos ou parques temáticos do Japão.
Fique atento: algumas empreiteiras lidam com um sistema de pontuação que, mais tarde, é revertido em viagens. Este sistema possui exigências que nem sempre são detalhadas, quando o benefício é oferecido.

15 - 30% de horas extras
Há empreiteiras que oferecem 30% de adicional de horas extras. Ou seja, 5% a mais do que estabelece a legislação
do Japão.
Fique atento: verifique se o salário pago por hora não está abaixo do mercado ou o serviço que vai ser executado é mais pesado que a média. Outra recomendação é saber se os 30% serão pagos por um tempo determinado ou se continuarão valendo por um longo período.

(JTB)

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Mar 21
icon1 Samantha | icon2 dekassegui, emprego, estabilidade | icon4 03 21st, 2007| icon3No Comments »
Vale a pena ter estabilidade no emprego?
Novamente esta é uma série que vi no Jornal Tudo Bem, como a que tratava do Mapa do Emprego no Japão.

Vale a pena ter estabilidade no emprego?
Em época de mercado aquecido, os brasileiros ficam atentos a salários maiores. Mas nem sempre é a melhor escolha. Saiba o que fazer
Quando as ofertas de emprego começam a surgir com força, as empreiteiras saem rápidas em busca de mais trabalhadores, que por sua vez, ficam mais ouriçados com perspectivas de novas oportunidades. A questão que surge agora é: vale a pena mudar de emprego? O que é mais importante: largar tudo por um salário maior ou manter a estabilidade no emprego?
Antes de pedir demissão do atual emprego pela primeira oportunidade aparentemente irrecusável, siga as dicas abaixo para tomar a melhor decisão:
1 - Não haja por impulso. Pare e reflita. Você tem certeza de que quer mudar de emprego?
2 - Você tem alguma garantia de que o novo emprego é realmente melhor do que o atual?

estabilidade X zangyo
A principal moeda, no entanto, que se deve ser levada em consideração, é a estabilidade. Quem pensa só no curto prazo não sai do lugar. É aquele que dá um passo para frente (com a ilusão de que está fazendo um ótimo negócio), mas acaba dando dois para trás.
Exemplo: Quem ganha 1,2 mil ienes e faz três horas extras por dia ganha, em média, 352,5 mil ienes por mês. Quem mudar de emprego para ganhar 100 ienes a mais por hora, vai ganhar 30 mil ienes por mês a mais. Só vale a pena trocar se houver garantias de que as condições favoráveis serão mantidas por, no mínimo, três meses.
Outra dica importante é consultar alguém que já trabalha na fábrica para saber como são as oscilações do setor ao longo do ano e o ambiente do trabalho.
Estabilidade X Zangyo
No início do movimento dekassegui, no final da década de 80, havia estabilidade e zangyo ao mesmo tempo. Hoje, o mercado de trabalho sofreu uma profunda transformação. Devido às constantes oscilações econômicas, nem sempre é possível conciliar as duas situações. Quando há estabilidade, falta hora extra. O inverso também é verdade: quando há hora extra, falta estabilidade. Por isso, muitas vezes, os brasileiros são obrigados a escolher entre um e outro.
Quem quer um trabalho que dê estabilidade?
Quem quer um trabalho que dê estabilidade?
1 - Os jovens casais que possuem filhos pequenos.
Como geralmente eles assumem compromissos financeiros, moram em casas alugadas por conta própria, tem creches ou escolas próximas, preferem a segurança de ficar em um mesmo emprego.
2 - Os homens que estão há mais de cinco anos e já conhecem as oscilações do mercado.
São os veteranos. Mesmo sendo mais velhos (acima de 35 anos), continuam sendo disputados pelas empreiteiras, pois são considerados funcionários experientes, “fiéis às empresas” e também “responsáveis”.
Quem pensa em ganhar mais dinheiro?
Quem pensa em ganhar mais dinheiro?
1 - Geralmente os jovens solteiros (ou casais sem filhos) que não se importam em até mudar de províncias distantes.
Quem tem o gaijin toroku cheio de alterações de endereço são classificados como “aventureiros” pelas empreiteiras. É difícil essas pessoas ganharem um voto de confiança e são alvos de marcação cerrada. Mas conseguem emprego fácil pois preenchem os requisitos exigidos pelas empresas (são jovens e com carteira de motorista).
10 Razões para ter estabilidade
10 Razões para ter estabilidade
1 - O funcionário que troca muito de emprego não é muito valorizado pelas empregadoras
2 - As empreiteiras não confiam em quem muda de emprego
3 - Em caso de demissão em massa, as fábricas preferem manter quem é “fiel” à empresa
4 - Há fábricas que não contratam pessoas que mudam muito de emprego
5 - Quem muda de emprego, pode ficar até 40 dias sem receber o próximo salário
6 - Fica mais fácil planejar as economias em um emprego que é estável
7 - Existe o risco do salário maior no novo emprego ser apenas temporário
8 - Quem fica mais tempo em uma empresa, adquire experiência no setor
9 - Competência, produtividade e estabilidade são os principais requisitos para conseguir aumento de salário ou subir de cargo
10 - Quem fica mais tempo na mesma fábrica, pode conseguir “regalias” (como sair de férias, ainda que não remuneradas, e voltar ao mesmo emprego).
10 motivos para garantir estabilidade no emprego
10 motivos para garantir estabilidade no emprego
1 - Desde o início, demonstrar responsabilidade com o trabalho e não “amolecer” com o passar do tempo
2 - Ter interesse em aprender rápido o serviço e desempenhá-lo cada vez com mais eficácia
3 - Cumprir prazos e roteiros de trabalho sem atraso
4 - Seguir as regras de comportamento para cada seção da empresa e respeitar a hierarquia de trabalho
5 - Demonstrar atenção e companheirismo com os colegas, principalmente os recém-chegados e que ainda estejam aprendendo a realizar o novo serviço
6 - Não “tirar proveito” de tolerâncias, como atrasos ou faltas por motivo de doença
7 - Não desobedecer regras da empresa como estender o horário de almoço mesmo trabalhando bastante
tempo
8 - Estudar a língua japonesa para não ter problemas de comunicação. Às vezes, o chefe pode achar que o funcionário não está seguindo as ordens quando, na verdade, o brasileiro não entendeu direito as instruções
9 - Não discutir com os superiores japoneses
10 - Estar sempre disposto a fazer horas-extras ou trabalhar nos finais de semana
Um mapa da estabilidade - Autopeças
Um mapa da estabilidade - Autopeças
A abertura de vagas no setor também varia conforme as oscilações da economia, mas os postos de trabalho mais complexos, que exigem certa prática e experiência, podem significar estabilidade. O problema é que boa parte delas é considerada “pesada” e destinada a trabalhadores até a faixa dos 45 ou 55 anos - e é a partir dessa idade que a maioria dos brasileiros se preocupa mais com a estabilidade. Mas, mesmo para os mais jovens, a estabilidade no setor é possível, desde que o “espírito gambatte” seja colocado em prática e o rendimento do trabalho não caia com o tempo de casa.
Dependendo da empresa que produz peças para determinado modelo de carro, a oferta está maior do que no ano passado, com trabalhadores sendo contratados para o mês de setembro. Há funcionários que estão há mais de dez anos na mesma empresa, criando raízes na comunidade.
um mapa da estabilidade - Alimentação
Alimentação
Apesar de alguns alimentos serem mais ou menos consumidos conforme a época do ano, as empresas do setor alimentício podem ser consideradas as que oferecem maiores chances de estabilidade, principalmente para as mulheres. No entanto, por conta de o trabalho ser considerado leve e fácil, os salários também não costumam ser muito apreciados pelos trabalhadores brasileiros de modo geral, que às vezes usam as empresas de alimentos como “quebra-galho”, até que consigam empregos de remuneração melhor. Pode-se afirmar que isso acaba gerando uma considerável rotatividade de mão-de-obra no setor, o que motiva as empresas a incentivarem a estabilidade.
um mapa da estabilidade - eletrônicos
Eletrônicos
Apesar de sua produção estar sujeita aos altos e baixos da economia, o setor de eletrônicos não pára. Por conta disso, é possível adquirir estabilidade em suas fábricas, principalmente nas vagas que exigem certa prática e experiência, em que a rotatividade de funcionários pode significar prejuízos representativos para as mesmas. Já as vagas temporárias, como o nome diz, não oferecem estabilidade - ainda que o bom desempenho dos funcionários deste regime possa representar a efetivação no quadro de funcionários, indiferente de faixa etária.
Nagano
As fábricas que não dependem de lançamentos de produtos (chips e lentes de câmeras, por exemplo) garantem estabilidade. Outras, como componentes para máquinas de pachinko, nem tanto.
As constantes evoluções tecnológicas fazem com que os produtos saiam de linha de uma hora para outra. Até a fábrica se ajustar a um novo produto, os funcionários são dispensados e outros serão contratados posteriormente.

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Mar 19
icon1 Samantha | icon2 IR, imigrantes, malas | icon4 03 19th, 2007| icon3No Comments »

Dicas para imigrantes

(do blog Destino: Canadá)

Declaração de saída definitiva do país

É normal imigrantes só pensarem na vida no outro país… Mas antes de deixar o Brasil temos muitas coisas a cumprir com a lei. Uma delas é a declaração de saída definitiva.

Segundo o site da Receita Federal, esta declaração é obrigatória para quem se retira do país em caráter definitivo ou passa à condição de não-residente no Brasil quando sai do território brasileiro em caráter temporário. Isso é para fins tributários, pois você não vai mais estar aqui para pagar os impostos locais.

Prazo
A declaração deve ser entregue à Receita Federal até a data da saída do Brasil. Se não for feita antes da saída, deve ser feita até 30 dias após completar 12 meses consecutivos de ausência do Brasil.

Detalhe: se a data de saída for antes do prazo da declaração de Ajuste Anual (Imposto de Renda), na declaração de saída você também deve declarar o IR relativo ao ano base anterior, ou seja, 2006.

Como entregar a declaração
Pra quem já está acostumado com o Imposto de Renda, é simples. Tem que baixar o programinha no site da Receita, preencher normalmente (informações da saída + IR) e enviar pela internet ou entregar em disquete numa unidade da Receita Federal.

Mais informações no site da Receita Federal, aqui e aqui.

Como fazer as malas?

Começamos hoje a fazer as malas. Mal comecei a separar as roupas e já fiquei estressada. Eu diria que esta é a pior parte de uma viagem. Já é difícil quando é turismo, que dirá fazer malas para uma mudança internacional? Afinal, são três vidas que terão que caber em seis malas.

Uma das nossas estratégias é distribuir as roupas em mais de uma mala. Se uma delas extraviar, não ficamos sem roupas ou sapatos. Não sei se é o melhor jeito, já que fica mais difícil saber onde está o quê dentro das malas.

Uma coisa muito importante é a identificação das malas. Como o Gean disse, parece que todas as pessoas do mundo têm uma mala preta. (Na verdade, ele menciona 80% das pessoas, eu que tô jogando pra cima o número). Ainda vamos colocar as famosas etiquetas com nome e endereço, mas isso é pro fim da semana.

Peguei algumas dicas na Internet também:

  • Identifique as malas tanto na parte externa como interna.
  • Se usar cadeados, guarde chaves extras em lugares diferentes. E não esqueça o código do cadeado.
  • Ao despachar a bagagem, verifique no comprovante se o destino impresso é o seu.
  • Objetos pontiagudos e cortantes, como tesouras e lâminas, devem ser despachados na bagagem. Isso também evita dor-de-cabeça nos detectores de metais.
  • Na sua bagagem de mão, coloque uma muda de roupas, todos seus documentos, endereços, telefones e dinheiro. No caso de viagens longas, não esqueça de levar um livro, ou palavras-cruzadas pra passar o tempo.
  • Quem viaja com crianças pequenas deve levar brinquedos, cadernos e lápis de cor, para distrair a criança durante o vôo.
  • Levando remédios, não esqueça de levar a receita do médico também.
  • Coloque produtos de higiene pessoal embalados em plásticos e dentro de uma nécessaire impermeável.
  • Reserve o fundo da mala para sapatos de salto alto e as laterais para sapatos sem salto. Dentro dos sapatos aproveite para colocar meias e cintos enrolados, isso vai economizar espaço na bagagem.
  • Para as calças, coloque metade da calça aberta, coloque roupas por cima e “feche” com a perna da calça por cima das roupas, como se fosse um sanduíche. Isso evita de amassar muito a calça.
  • Enrole blusas como rolinhos.
  • De preferência, compre malas com rodinhas, para ajudar no transporte.

Parte dessas dicas eu peguei neste documento em PDF no site Enjoytur, e outras dicas no site da CP4. A maioria das dicas que se encontram na Internet falam apenas de viagens de turismo e negócios, claro.

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Mar 18
do Paraná Shimbum

Câmara Municipal de Curitiba homenageia Claudio Seto


Denise Somera
Seto foi ao Japão aos 9 anos de idade e estudou noTemplo Myoshinji, em Kyoto

No dia 15 de março a Câmara Municipal de Curitiba deu a Cláudio Seto o título de Cidadão Honorário de Curitiba. Conhecido na comunidade japonesa da cidade, é difícil descrever Seto em uma só profissão. Ele é jornalista, fotógrafo, organizador há mais de 10 anos dos matsuris da capital, quadrinhista, chargista, primeiro brasileiro a desenhar e publicar mangás (na década de 60), pesquisador da cultura japonesa e também da imigração no Brasil, sem contar seu trabalho como artista plástico e aprendizado em várias artes tradicionais japonesas.
O currículo de Cláudio Seto é vasto, assim como seu conhecimento sobre as tradições, mitologia e cultura japonesa. Nasceu em 1944 em Guaiçara, cidade que o homenageou como Comendador em novembro do ano passado. Lá, Seto foi vereador e presidente da Câmara entre 1972 e 1973. Para receber a homenagem em Curitiba, Cláudio Seto (que foi batizado como Chuji Seto Takeguma) foi indicado pelo ex-vereador e atualmente deputado estadual Rui Hara, que considera importantíssima sua contribuição para a cultura e para a comunidade japonesa da cidade. “O Seto é referência na comunidade nipo-brasileira de Curitiba, trabalhando na divulgação das nossas tradições e hábitos. Hoje somos considerados referência nos matsuris graças ao seu trabalho”, diz Hara.
O jornalista é conhecido por seu bom humor, simpatia e trabalho pela comunidade. Conforme o site de cultura pop Omelete, Seto também será homenageado com um documentário, com o foco na sua produção em quadrinhos (ele é autor de diversos personagens, como Maria Erótica, Katy Apache, O Samurai de Curitiba, entre outros). A editora Mythos, também de quadrinhos, estuda a possibilidade de lançar um álbum com as histórias de Seto publicadas nos anos 70.

História – Cláudio Seto foi morar no Japão com 9 anos e lá, durante 3 anos, estudou noTemplo Myoshinji, da seita Zen, em Kyoto. Nos finais de semana, visitava em seu estúdio Osamu Tezuka, “o pai do mangá”. Voltou ao Brasil com 17 anos e trabalhou em São Paulo na Editora Edrel, publicando histórias de ninjas e mangás, antes mesmo destes termos serem conhecidos no Brasil. Na década de 70 veio para Curitiba, onde reside até hoje. Foi colunista e colaborador do jornal Paraná Shimbun por vários anos e atualmente é editor do jornal Garça da Sorte e Planeta Zen, além de pesquisador no censo da comunidade nipo-brasileira, em parceria com a jornalista Maria Helena Uyeda e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Mar 9
icon1 Samantha | icon2 Uncategorized | icon4 03 9th, 2007| icon32 Comments »


Estas crianças aí acima mostrando seu passaporte brasileiro são apátridas da Suíça.
Apátridas porque eles nasceram fora do Brasil, de pai ou mãe brasileiros, mas em país que aplica o Jus Sanguinis, ou seja, não concede cidadania aos nascidos em seu solo, a cidadania é passada pelo pai ou mãe. O Brasil, magnânimo e generoso país de imigrantes, aplica o Jus Solis (como os EUA e Canadá), concedendo cidadania aos que nascem aqui e até aos que são pais de filhos nascidos no Brasil, como vemos acontecer com vários imigrantes bolivianos e chineses atualmente.
Há muita discussão sobre o tema e controvérsia (como pode nosso país aceitar gente de fora e não conceder cidadania plena aos nossos?) e histórias como a de uma familia que eu conheço, em que o pai já nasceu na Suíça, vive lá a vida mas com cidadania italiana (dos pais dele) e a filha, nascida lá também tem apenas a cidadania italiana. A menina, de 4 anos, é filha de uma brasileira e suíço, nasceu e mora em Berna, mas só tem passaporte e cidadania italianos. Se ela tivesse nascido no Japão e de pais brasileiros, como estaria?
A questão é tema de luta de várias entidades e de alguns jornalistas que, como eu, mesmo não sendo pai/mãe de apátrida, assumiu a luta. Em países como o Japão, onde meu filho mais velho quase nasceu (vim para o Brasil com 6 meses de gestação) a questão é ainda mais complicada, pois a comunidade é muito grande (cerca de 380 mil brasileiros vivem lá) e o país adota o Jus Sanguinis.
Falo sobre o tema em minha coluna dekassegui desta semana e convido todos a opinarem e visitarem os sites dos grupos que se formam em todo planeta.

A mudança começou em 7 de julho de 1994, quando foi suprimido do Artigo 12 da Constituição Federal o trecho que afirmava ser brasileiro nato todo filho de “pai brasileiro ou mãe brasileira nascido no Exterior”. Em seu lugar, ficou estabelecido que as crianças nascidas no exterior seriam brasileiras “desde que viessem a residir no Brasil e optassem em qualquer tempo pela nacionalidade brasileira”.
Assim, sem voltar para cá a tempo, as crianças filhas de brasileiros nascidas no Exterior a partir do dia 7 de junho de 1994 perderão seu passaporte aos 18 anos se estiverem vivendo no Exterior e precisarão requerer a nacionalidade brasileira se estiverem vivendo no Brasil? O que antes era nacionalidade nata, agora é provisória.
Nos passaportes de crianças nascidas no Exterior após essa data é possível se ver um carimbo com o seguinte escrito: “Passaporte concedido nos termos do artigo 12, inciso C da Constituição.”
Se você tem algum filho nessas condições, saiba que mesmo tendo sido registrado no Consulado Brasileiro e posteriormente registrado no Brasil, mesmo assim a nacionalidade não é garantida. Na certidão de nascimento do Brasil consta uma observação (pode ser parecida, depende do cartório), dizendo: “O registro do nascimento só valerá como prova da nacionalidade brasileira desde que o(a)registrando(a) opte, a qualquer tempo, pela nacionalidade brasileira na Justiça Federal”. Fica-se esperando que ele complete 18 anos, para ir ao Brasil e declarar na Justiça Federal sua vontade de ser um brasileiro.
Como o Japão (e também a Suíça, Alemanha e outros países) não dá a nacionalidade aos filhos de estrangeiros que nascem em seu territórioo que vale então é o Jus Sanguinis. Pais brasileiros, filhos brasileiros. O jovem que não tem a nacionalidade japonesa e que aos 18 anos terá seu passaporte retirado pelo Consulado brasileiro se tornará um Apátrida, sem país. Onde vigora o Jus Solis, como nos Estados Unidos e o próprio Brasil, o jovem não será um apátrida, mas perderá a dupla nacionalidade, deixará de ser brasileiro e se tornará só americano.

Em 13 anos o que já foi feito?

Já existe uma Emenda Constitucional, a 272.00, para se restituir a nacionalidade brasileira nata aos brasileirinhos nascidos no Exterior. Segundo essa Emenda não será preciso ir viver no Brasil para ser brasileiro, bastará ser filho de pai brasileiro ou mãe brasileira e ter feito o registro de nascimento no Consulado brasileiro.
Essa Emenda está encalhada em Brasília, na Câmara dos Deputados há sete anos esperando ser votada, sendo que faltam cinco anos para serem retirados os primeiros passaportes dos filhos de emigrantes nascidos em 1994 pelo mundo todo. Daqui a 5 anos haverá cerca de 300 mil crianças no mundo todo nessas condições.
* Em todo mundo há comunidades formadas para informar e manter todos os emigrantes unidos na busca de mudanças em prol da causa. Se quiser entrar em alguma delas procure pela comunidade base, a do movimento pioneiro que luta há mais de dez anos, é a dos Brasileirinhos Apátridas. Se você está no Japão, procure por Brasileirinhos no Japão, filiada aos Brasileirinhos Apátridas.
Para quem quiser saber mais sobre o tema, faça contato com o grupo do Japão, no blog Apátridas no Japão.

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