Dec 01 2006

Era Asuka A Era Asuka (593–710) não é apenas uma s…

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Era Asuka
A Era Asuka (593–710) não é apenas uma subdivisão da Era Kofun, como pensam alguns historiadores. É um período importante da história japonesa, em especial da arte e da cultura do país. Foi nessa Era que floresceram obras de arte búdicas de relevante valor artístico. A transição de uma nação orientada pelo credo xamanista para uma nação institucionalizada, norteada pelas doutrinas confucionista e budista, em que grandes clãs começaram a substituir tumbas monumentais por templos budistas aconteceu na Era Asuka. São templos construídos com extremo requinte, com imagens de Buda que são verdadeiras obras de arte. Entre esses, destaca-se o templo Hôryû-ji (607), construído totalmente em madeira, considerado patrimônio da humanidade desde 1993.Na Era Asuka, a corte de Yamato, proveniente da região de mesmo nome (atual Nara e suas imediações), foi solidificando sua estrutura política, dominando os demais clãs. A figura central do Ôkimi (Grande Soberano) liderava a corte de Yamato. Clãs possuíam a função de ministros. Criaram-se cargos distintos, que passaram a ser hereditários, transformando-se de nação de caráter mágico-ritualístico, do tempo da rainha Himiko, para a de estrutura administrativa que se aproxima da moderna. Quando a soberana Suiko (592–628) tomou posse, em fins do século VI, seu sobrinho, o príncipe Shôtoku (574–622) tornou-se regente e, junto com o poderoso clã Soga-no-Umako, desenvolveu uma política para consolidar o sistema governamental do país. Assim, no ano de 603, foi criado, pelo príncipe Shôtoku, o Kan’i jûnikai (doze graus de hierarquia burocrática), para a valorização de burocratas. Em 604, ele instituiu o Kenpô Jûshichi-jô (17 Códigos da Constituição), mais preceitos morais norteados nas doutrinas de, principalmente, Budismo e Confucionismo. Com o objetivo de absorver o novo sistema político e cultural mais avançado, foram enviadas à China (na época, governada pela dinastia Sui) cinco missões de estudiosos e monges, o chamado kenzui-shi (missão a Sui, em japonês “ -Zui”).Com a morte do príncipe Shôtoku, o clã Soga aumentou seu poder. Insatisfeito com isso, o príncipe Naka-no-Ôoe (mais tarde, imperador Tenji), em conspiração com Nakatomi-no-Kamatari (posteriormente Fujiwara-no-Kamatari), destruiu o clã Soga (645) e, consultando aqueles que tinham ido estudar na China (na época, governada pela dinastia Tang), iniciaram a reforma política para construir uma nação sólida. Essa reforma ficou conhecida como Reforma de Taika, pois nesse ano foi instituído o sistema de nengô, nome dado a certo período de anos e adotado até hoje. O primeiro nengô foi da era Taika (645–650).A Reforma de Taika transformou os terrenos de propriedade particular da família imperial e dos clãs em propriedade pública. O povo (agricultores) também passou ao controle do poder central (imperador). Instituiu-se, assim, um novo sistema de controle nacional, bem como de cobrança de impostos, feito pelo registro de família (koseki).Com a morte do imperador Tenji, iniciaram-se as guerras pelo poder, vencidas pelo imperador Tenmu, que continuou com a reforma política e o fortalecimento do poder imperial. Sua sucessora, a imperatriz Jitô, instalou-se na região de Asuka (planície de Nara) e concluiu a reforma em 701 (primeiro ano da Era Taihô), que chamou de Taihô Ritsuryô, originando o sistema político norteado por ritsu (judiciário) e ryô (legislativo), que perdurou por muito tempo.O sistema político ritsuryô determinou o poder ao imperador, instituiu oito ministérios, cujos ministros foram escolhidos dos grandes clãs que despontaram desde a época da Reforma de Taika. A eles, foram atribuídos direitos, inclusive o título de nobreza, que passou a ser hereditário, criando, assim, classes sociais distintas. O Japão foi dividido em 60 koku (circunscrições), e cada koku foi subdividido em gun (comarcas); os gun, em pequenos ri (vilas). Cada koku era governado por um kokushi enviado pela capital, que, por sua vez, indicava os clãs para a administração do gun (gunji) e do ri (richô).O ritsu estabelecia cinco penalidades de acordo com a gravidade do crime, sendo a mais leve a pena de açoite, e a mais pesada a pena de morte. Os crimes leves eram julgados pelos chefes da comarca (gunshi); e os graves, pelos ministros, ou mesmo pelo imperador. No norte da ilha de Kyushu, foi instalado, excepcionalmente, o dazaifu, para a defesa nacional, assim como para governar toda a ilha.A cada seis anos, a corte renovava o koseki (registro de família), atribuindo a todo indivíduo a partir de 6 anos de idade a sua parcela de arrozal (kubunden), que era devolvida à corte por ocasião de sua morte para sua redistribuição. Os agricultores, além de pagar imposto por seu kubunden, eram recrutados para prestar serviços em obras diversas e obrigados a prestar serviço militar. Em 710, foi construída uma nova capital em Nara, a oeste da atual cidade de mesmo nome, iniciando-se a Era NaraVista aérea do templo Hôryû-ji: a construção de madeira mais antiga do mundoPríncipe Shôtoku, estadista revolucionário responsável pela criação de um novo sistema político e pela construção de vários templos budistas, como o Hôryû-ji

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