Archive for April, 2006

Apr 20 2006

Cronologia: As eras no Japão Para entender melho…

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Cronologia: As eras no Japão
Para entender melhor o Japão atual, é preciso conhecer sua história, desde os períodos remotos. Se retrocedermos no tempo, poderemos chegar até os homens que viveram em cada época e seu estilo de vida… vejamos as eras.

  • Era Jomon - Os homens viviam da caça e pesca, alimentando-se com carnes de veado, porco do mato, atum, salmão, mariscos e frutas como uvas e castanhas. No início, levavam uma vida nômade, descobrindo com tempo, o modo de produzir vasos de barro. Com isso, conseguem conservar e cozer os alimentos. Aos poucos, vão se agrupando e formando aldeias, fixando-se em determinados lugares. Nessa época, não havia nem ricos nem pobres.
  • Era Yayoi - O cultivo de arroz e instrumentos de metal são transmitidos do continente. Com a intensificação das atividades agrícolas, e aumento da populacão, nascem as diferenças sociais, a classe dos ricos e pobres. Pela primeira vez, o Japão é mencionado numa escritura chinesa.
  • Era Kofun - Nesta época, foram construídos muitos túmulos gigantescos em forma de montículos (Kofun), pelos clãs poderosos. Neles foram enterrados muitos objetos de metal, bonecos de barro, pedras preciosas, entre outros tesouros. No início do século 6, o budismo é transmitido ao Japão, sendo introduzida a escrita junto com sutras.
  • Era Asuka - Forma-se a dinastia Yamato, após sucessivas lutas entre os clãs. Em meados do século 7, seguindo o exemplo da dinastia Tang (China), realiza a “Reforma de Taika”, definindo a organização política, o sistema tributário, etc. O príncipe Shôtoku institui os “17 códigos da Constituição”, norteados nas doutrinas de Shintoísmo, Budismo e Confucionismo.
  • Era Nara - o Código Administrativo do Japão é outorgado. O budismo torna-se religião oficial. Por 7 vezes, são enviadas delegações culturais à China para absorver a sua cultura. Ao voltarem, elas divulgam budismo, confucionismo, estratégias militares, músicas tocadas na corte imperial, rituais das cerimônias, e, trazem inclusive inúmeros sutras, imagens de Buda e instrumentos musicais. É compilada a primeira antologia de poemas “Man’yoshu”, são escritos primeiros livros de história do Japão, “Kojiki” e “Nihon shoki”, e ainda, foi editado o primeiro tratado de geografia japonês, o “Fudoki”.
  • Era Heian - Os japoneses começam a criar cultura própria, após ter assimilado durante anos a cultura chinesa. A permissão de apropriação das terras para uso particular dos nobres e dos templos esfacelou o ideal do Código Administrativo do Japão, que era o de Estado controlar o povo e as terras. A criação do “kana” (fonogramas), permitiu o florescimeto da literatura, sendo escrito nessa época, o “Genji Monogatari”, que foi traduzido depois em várias línguas. Foi a época áurea da nobreza, em que foram criadas muitas obras de arte.
  • Era Kamakura - Surgimento da classe dos samurais e estabelecimento do shogunato. O budismo passa a ser cultuado pelo povo também. Os mongóis tentam invadir o Japão por duas vezes, liderados pelo poderoso Khubilai Khan, mas nas duas vezes, o Japão foi salvo por vendavais (kamikaze = vento divino) que dizimaram a frota mongol. Surgem os monges Shinran, Nichiren e Dogen, fundadores das seitas budistas.
  • Era Muromachi - Época conturbada por guerras civis. Durante um curto período, houve até dois imperadores no comando do país. As intermináveis guerras entre os senhores feudais, permitiram a ascenção dos mais fortes, mesmos daqueles de classe inferior. Início do comércio com a dinastia Ming (China), desenvolvendo as atividades econômicas feitas com moedas, importadas da China. Ocorre o primeiro contato com os portugueses que chegam à deriva no sul do Japão, trazendo a arma de fogo e o cristianismo.
  • Era Azuchi Momoyama - Nobunaga Oda e Hideyoshi Toyotomi vencem inúmeras batalhas e conseguem unificar o Japão. Nessa época, os japoneses têm o primeiro contato com países da Europa e recebem influência do cristianismo. Para demonstrar o poder, são construídos grandes castelos, decorados com extremo luxo e requinte. Por outro lado, nessa mesma época, surgem a cerimônia do chá e o teatro Noh, que pregam a elegância da simplicidade .
  • Era Edo - Uma era bastante peculiar em que o país conheceu a paz durante mais de dois séculos. Houve o fechamento dos portos para as nações estrangeiras e a proibição do cristianismo. Para manter o shogunato, a família Tokugawa, adota medidas rígidas e conservadoras, estabelecendo quatro classes sociais distintas: samurais, agricultores, artesãos e comerciantes. O Japão adota a filosofia confucionista e institui escolas nos feudos e templos. A queda do shogunato Tokugawa é provocada por dificuldades internas e pela abertura dos portos.
  • Era Meiji - Com a queda do shogunato Tokugawa e a restauração do poder imperial, faz-se uma ampla reforma. A ocidentalização do Japão ocorre a olhos vistos, tal como a adoção do calendário ocidental. A guerra sino-japonesa e a russo-japonesa implanta patriotismo no povo, reforçando o militarismo. O país passa da economia agrícola para industrial.
  • Eras Taisho, Aisho e Heisei - O Japão passa por amargas experiências nas duas Grandes Guerras Mundiais. Ainda por cima, o povo sofre com danos causados pela natureza - o grande terremoto que atingiu Tokyo e imediações, e outro, mais recente, na cidade de Kobe. Torna-se o único país na face da Terra a ser bombardeado com bombas atômicas. Consegue se erguer da destruição quase que total do país, após a 2ª Guerral, chegando a fazer parte de um dos países mais rico do mundo. Passa por crises econômicas, que estão sendo superadas com a adoção do sistema de network de meios de comunicação eletrônica para produção e distribuição e da tecnologia de micro-electronics (ME) nas várias modalidades industriais.

Para saber mais:
Japão, passado e presente, de José Yamashiro, 1997, Aliança Cultural Brasil-
Japão
O Choque Luso no Japão dos Séculos XVI e XVII, de José Yamashiro, 1989, Instituição Brasilieira de Difusão Cultural
História Cultural do Japão, uma perspectiva, vários autores, 1973, editado pelo Ministério de Negócios Estrangeiros no Japão

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Apr 19 2006

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Direitos do bebê no Japão
No Japão, crianças podem receber ajuda de custo e auxílio médico e as vacinas são gratuitas, se forem aplicadas na idade determinada
O nascimento de uma criança pode representar ao casal o começo de uma nova etapa na vida. Se na gravidez a mãe – e o pai também – já se preocupava em tomar todos os devidos cuidados para uma gestação segura, depois do parto os dois devem estar muito bem informados sobre todos os direitos e deveres que um bebê adquire logo que ele nasce.
Em algumas cidades bem estruturadas, como Hamamatsu (Shizuoka), os órgãos públicos contam com alguns intérpretes brasileiros para poder orientar os pais e produzir um material explicativo em língua portuguesa. Mas em muitas províncias, onde a comunidade não é muito numerosa, as mães que não dominam o idioma japonês acabam se virando sozinhas, como podem, ou recorrendo às informações passadas de boca-a-boca – que nem sempre são corretas.
Os pais que costumam viajar ao Brasil com os filhos, ou crianças que vieram ao arquipélago, devem tomar cuidado com as etapas de vacinação. De uma forma geral, o controle em território japonês é feito através do boshi-techo (caderneta materno-infantil), onde são anotadas todas as vacinas que já foram aplicadas. “Os pais das crianças que vieram do Brasil devem informar as doses que foram tomadas lá, para que sejam anotadas na caderneta”, explica Nancy Ono, intérprete do setor de prevenção do Centro de Saúde de Hamamatsu.
Existem algumas diferenças nos tipos de vacinas entre os dois países. De acordo com Nancy, no arquipélago, existe a DPT (tríplice de difteria, tétano e coqueluche). No Brasil, essa vacina equivale à tetra valente, que além das três doenças combate também a haemophilus influenzae, causadora da meningite. Já as vacinas de sarampo e rubéola são aplicadas separadamente no arquipélago, enquanto que no Brasil as crianças recebem a tríplice viral: sarampo, rubéola e caxumba.
Confira a seguir o que os pais da criança precisam fazer depois que ocorre o nascimento do bebê. Mas vale lembrar que, com exceção da tabela de vacinação, os métodos podem variar de cidade para cidade. Todas as informações foram baseadas em Hamamatsu.
Dicionário de DoençasDifuteria (em katakana) - difteriaFuushin - rubéolaHashika - sarampoHasshofu - tétanoHerupanguina (em katakana) - herpes anginaHyaku nichi seki - coquelucheKekkaku - tuberculoseMizubousou - varicela ou cataporaMizuibo - molusco contagiosoNihon noen - encefalite japonesaOtafukukaze - caxumbaPorio (em katakana) - poliomielitePurunetsu-byou - febre faringo-conjuntivalRingo-byou - erisipela ou eritema infecciosoTeashikuchi-byou - infecção nos pés, mãos e bocaToppatsusei hasshinshou - exantema súbitoYourenkin kansenshou - infecção por estreptococosYuyoji totsuzen shishoukougun - síndrome de morte súbita infantil, ou Sids (do inglês sudden infant death syndrome
LEGENDA DA TABELA* Desde 1º de abril de 2005, a idade regulamentada para receber a vacina BCG passou a ser de 5 meses completos. Sendo assim, a partir dessa data a vacina está sendo cobrada para as crianças que já tiverem completados 6 meses de idade. A vacina BCG é aplicada diretamente, sem necessidade de fazer o teste tuberculínico.
** A pólio é dada somente em duas etapas, na primavera e outono. E não está disponível em hospitais e nem em clínicas. Devem tomar crianças a partir de 3 meses até 7 anos e meio incompletos, que receberão a primeira ou a segunda dose (na medida do possível, a primeira dose deve ser tomada até 1 ano e meio de idade). Medir a temperatura da criança no local, antes de passar pela recepção. Evitar dar comida ou bebida nos 30 minutos que antecedem a aplicação da vacina.
BurocraciaRegistro de nascimentoA primeira providência a se tomar quando uma criança nasce é registrá-la na Prefeitura, mesmo que o pai ou a mãe seja de nacionalidade estrangeira. O registro do nome fica limitado ao uso de letras regulares do alfabeto, kanjis de uso comum, hiragana ou katakana.
Para filhos de estrangeiros ou de mães não casadas legalmente, o prazo de registro é de 14 dias após o nascimento. O processo deve ser feito pelo pai ou pela mãe, mas é possível transferir essa obrigação para um representante através de uma autorização com assinatura ou carimbo do registrante. O registro é feito na prefeitura da cidade onde teve o nascimento ou onde os pais moram.
É preciso apresentar o registro de nascimento, caderneta materno-infantil, carteira de seguro de saúde (somente para os inscritos) e comprovante da nacionalidade dos pais (pode ser o passaporte) com a tradução. Na tradução, deve constar o endereço, o nome e o carimbo do tradutor. Não há cobrança.
Carteira de estrangeiroÉ preciso providenciar a solicitação da carteira de estrangeiro (gaikokujin torokusho), dentro de 60 dias após o nascimento. Além do formulário, é preciso da certidão de nascimento ou o comprovante de nascimento emitido pelo hospital. A carteira de registro de estrangeiro deve ser emitida até 14 dias da data do requerimento.
Visto de permanênciaO visto de permanência do bebê deve ser solicitado no posto de Imigração da jurisdição onde mora, dentro do prazo de 60 dias após o nascimento do bebê.
SaúdeQuatro exames grátisIdade: 4 meses, 10 meses, um ano e meio e 3 anosO exame de um ano e meio é o mais completo, com medição de peso e altura, consulta médica e odontológica e dicas sobre cuidados da criança, alimentação e saúde bucal. Pode ser feito em clínicas credenciadas ou centros comunitários, em dias pré-determinados. Os cartões das quatro consultas vêm anexadas ao boshi-techo.
Auxílio médicoComo conseguir: apresentar o requerimento na Divisão de Família e Infância da Prefeitura (Jido Katei-ka) para conseguir o auxílio médico para crianças (nyuyoji iryohi josei seido).
Como utilizar: apresentar no balcão do hospital a carteira de auxílio médico juntamente com a carteira do seguro de saúde (kokumin kenko hoken ou shakai hoken).Idade: de 0 a 6 anos (até o ingresso na escola primária, em 31 de março)
Valor do auxílio:- nas consultas: 500 ienes por vez (quando inferior a este valor, paga-se o valor da consulta); a partir da quinta consulta é gratuita- nas internações: 500 ienes por dia (exceto o valor de despesas das refeições)
O auxílio não é fornecido em casos de exame de saúde de rotina. Famílias isentas do imposto municipal ou que contribuem um valor inferior a 140 mil ienes por ano de imposto de renda podem requerer o reembolso de parte das despesas médicas.
Auxílio infantilBeneficia as pessoas que têm sob seus cuidados crianças em idade escolar (até 9 anos).Como conseguir: solicitar o requerimento na Divisão de Família e Infância, preencher e entregar no próprio setor
Documentos necessários: carimbo, caderneta bancária em nome do requerente (não pode ser conta do correio) e carteira do seguro de saúde
Valor do auxílio:1º filho 5 mil ienes (mensal)2º filho 5 mil ienes (mensal)3º filho em diante 10 mil ienes (mensal)
Para receber o benefício, há restrições conforme a renda salarial do ano anterior. Se o pedido for recusado,a pessoa pode preencher de novo requerimento nos anos seguintes.
Sids merece cuidadosA síndrome de morte súbita infantil (Sids, do inglês sudden infant death syndrome) é um mal que se caracteriza quando uma criança aparentemente saudável morre subitamente durante o sono, sem motivo aparente. No Japão, cerca de 500 a 600 bebês morrem por ano em decorrência desta doença. Isso significa que de cada 2 mil crianças nascidas, uma morre de Sids. A síndrome atinge principalmente bebês de 1 a 4 meses, mas ocorre também em crianças de até 1 ano de idade.
A causa é desconhecida, mas existem formas de prevenção. Acostume a criança a dormir de costas. Através de pesquisas, comprovou-se que ocorrem três vezes mais casos de Sids quando os bebês costumam dormir de bruços.
O cigarro é um grande fator de perigo para o surgimento da doença. Fumar durante a gravidez dificulta o desenvolvimento do bebê dentro da barriga, além de comprovadamente afetar o sistema respiratório.Outra medida é amamentar a criança no peito. É claro que o leite industrializado não causa a Sids, mas pesquisas indicam que há 4,8 vezes mais chance de surgir a doença em crianças que não foram amamentadas pela mãe.
(C.E. JTB)

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Apr 19 2006

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Saiba como proceder em casos de emergência no Japão
A primeira regra para enfrentar qualquer imprevisto que ofereça risco é manter-se calmo e afastar o pânico, que pode agravar a situação
Os imprevistos podem aparecer para qualquer pessoa e a qualquer hora, mesmo tomando os devidos cuidados. Muitos brasileiros no Japão já devem ter se envolvido em acidentes de trânsito, ou mesmo estar perto de alguém que começou a passar mal subitamente e precisou ser internado às pressas. São situações que trazem pânico e nervosismo e, em função disso, muitas pessoas não sabem o que fazer nesses casos. Quando se trata de um terremoto ou de um incêndio, por exemplo, o desespero aumenta ainda mais.
O ideal é sempre manter a calma e estar preparado para qualquer incidente. Como? Aprendendo sobre as providências a tomar em cada situação. Ser otimista é uma boa característica, mas ser radical a ponto de achar que nada vai acontecer de ruim pode ser prejudicial nessas horas. Confira o guia que o jornal Tudo Bem preparou para tirar as principais dúvidas em casos de emergência:
Internação– Se alguém da família, parente ou amigo começar a passar mal repentinamente, a primeira providência a tomar é chamar uma ambulância através do número 119.
– Se o caso não for muito grave, o paciente pode ser levado ao hospital no próprio carro da família.
– À noite ou nos finais de semana, é preciso verificar antes quais são os hospitais que estão de plantão. Por isso, é sempre bom ter a tabela de plantão que pode ser encontrada nos hospitais e órgãos públicos de saúde.
Acidente de Trânsito– Existem duas providências a serem tomadas. Uma é chamar a polícia (com a ambulância, se houver feridos) e outra é acionar a seguradora (se o carro tiver seguro opcional). Fugir só irá causar mais problemas e a certeza de ser processado por negligência.
– Verifique as condições de segurança do local. Se o acidente acontecer em uma rua movimentada ou uma rodovia expressa, utilize o bastão de alerta (hatsuentou) que todo motorista é obrigado a carregar no carro. O bastão, de cor vermelha, emite fumaça e brilho por mais de cinco minutos e serve para alertar os motoristas de outros veículos. O acessório tem prazo de validade e deve ser trocado após o vencimento.
– O causador de um acidente pode sofrer dois processos:criminal e cível. O primeiro acontece se a polícia achar que houve irresponsabilidade. O motorista pode ir preso, ter a carteira de habilitação apreendida e ir a julgamento. O juiz também pode determinar uma multa.
– O processo cível corre em paralelo e normalmente é movido pela vítima ou por sua família. O acordo entre as duas partes deve ser feito o mais rápido possível porque a boa vontade do motorista pode interferir positivamente na avaliação do juiz.
– O valor da indenização depende de alguns fatores. Em caso de morte, o cálculo é feito a partir dos salários que a vítima receberia se trabalhasse até a velhice, (a média de idade é de 70 anos, incluindo aposentadoria). Como o valor é muito alto, se a pessoa não tiver o seguro opcional terá de trabalhar por um longo tempo apenas para pagar a indenização.
Incêndio- Para acionar o Corpo de Bombeiros, ligue para 119 (de qualquer lugar do Japão) e diga em japonês “kaji desu” (é um incêndio), seguido do endereço. O mesmo número serve para chamar a ambulância. Diga “kyukyu desu” (é uma emergência), acrescentando seu nome, endereço e telefone. Em caso de telefones públicos, não é preciso utilizar moedas ou cartões.
– Nos prédios, acione o alarme de emergência localizado nos corredores ou nas proximidades da escada e do elevador.
– Grite bem alto “tasukete” (socorro) para que os vizinhos possam ouvi-lo.
– O extintor de incêndio pode apagar pequenos focos. Mas se o fogo já estiver atingindo o teto, abandone o local imediatamente. Ao sair, feche a porta e, caso estiver em edifícios, utilize a escada.
– Se presenciar desmaios, verifique se a pessoa está respirando. Se não, tente fazer respiração boca-a-boca enquanto aguarda a chegada da ambulância. Aperte o nariz da vítima e sopre uma vez a cada cinco segundos. Se a pessoa não apresentar batimentos cardíacos, tente reanimá-la colocando as palmas das mãos sobre o tórax e pressionando-o em seguida em ritmo cadenciado. Para cada respiração boca-a-boca, faça cinco vezes o movimento de pressão sobre o tórax.
TERREMOTO– Não saia de casa afobadamente. É importante se proteger primeiro. Entre debaixo de uma mesa. Se estiver usando o fogão, desligue o gás imediatamente. No entanto, se sentir que há perigo, não faça questão de desligá-lo.
– Abra a porta de entrada e prepare o caminho de saída.
– Verifique a segurança da família.
– Verifique se há focos de incêndio. Se houver algum, tente apagá-lo.
– Nunca ande descalço, para evitar ferimentos provocados por objetos perigosos encontrados no chão de sua casa.
– Por causa dos abalos secundários, coloque um capacete, capuz anti-desastre ou, se não tiver, enrole uma toalha para proteger sua cabeça.
– Peque a sacola de emergência que deve estar previamente arrumada, com passaporte, cartão de identificação de estrangeiro (gaijin torokusho), alimentos não-perecíveis, água, rádio, lanterna, pilhas, fósforo, velas, isqueiro, material de primeiros socorros, remédios e outros itens.
– Se houver perigo de maremoto ou desabamento refugie-se imediatamente.
– Depois da família, agora é a vez da vizinhança. Se houver algum foco de incêndio, avisar com voz alta. Tente apagar o fogo com o extintor ou com baldes de água, e peça para que outros o ajudem.
– Aja sem perder a concentração e preste atenção nos tremores posteriores.
– Não chegue perto nem entre em casas inclinadas. Cuidado também com rachaduras e barrancos.
– Faça você mesmo ou sua família o curativo de pequenos ferimentos.
– Ligue o rádio e verifique as informações sobre o terremoto. Não dê ouvidos a boatos.
– Faça o possível para não usar o telefone. Para verificar as informações seguras, utilize o serviço de recados da NTT 171.
– As ruas devem ser reservadas para os veículos de emergência, por isso não utilize o carro para se refugiar.
– Ao sair de casa, deixe um recado por escrito indicando o local de encontro e a segurança dos familiares.
– Na rua, tome cuidado com vidros e placas caídos no chão, máquinas de refrigerantes e muros inclinados.
– Caso você fique preso nos destroços, grite ou faça barulhos como puder para que o resgate possa localizá-lo.
– Se você estiver andando na rua durante um terremoto, proteja sua cabeça com bolsas ou as duas mãos. Entre debaixo de alguma árvore ou algum prédio resistente. Não vire a palma da mão para cima, pois a possibilidade de cortar o pulso nesse momento é grande. Caso não encontre local para se abrigar, encoste-se em alguma parede (evite muros, portões ou prédios em construção).
– Se você estiver em loja de departamentos ou supermercados, saia de perto das prateleiras. Se houver cesta de compras nas proximidades, pegue uma e coloque em sua cabeça protegendo-a. Dirija-se para perto de colunas ou de paredes.
– Não vá apressadamente para as escadas ou escadas rolantes. Siga as instruções dos responsáveis da loja ou de informações transmitidas dentro da loja.
– Se você estiver dentro do elevador, aperte todos os botões e assim que parar, saia imediatamente.
– Se a porta do elevador não abrir, aperte o botão de emergência e aguarde as instruções.
MORTE– Entre em contato com uma empresa funerária (sogiya). Ela vai tomar todas as providências em relação ao translado do corpo, velório e cremação.
– É sempre bom fazer uma pesquisa de preços. O custo médio é de 1,5 milhão de ienes. Algumas empresas oferecem apenas o serviço de cremação por cerca de 100 mil ienes.
– No crematório, será emitido o atestado de cremação (kasou shoumeisho ou shitai kasou kyokasho). Este documento deve ser levado até a prefeitura para a emissão da certidão oficial de óbito (shibou todoke).
– No consulado brasileiro, é preciso levar o formulário de registro de óbito preenchido e assinado em duas vias, certidão oficial de óbito, atestado de cremação, passaporte do falecido e documento de identificação do declarante.

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Apr 19 2006

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Qual o futuro dos seus filhos?
O que você precisa saber para garantir um futuro melhor para seus filhos da pré-escola à universidade

Qual o futuro dos filhos dos dekasseguis? Qualquer resposta que se dê em relação aos próximos passos dos jovens passa pela educação e a família. Vai depender sobretudo da qualidade de ensino que os pais conseguirem garantir. Quem não pensar e planejar a educação dos filhos dificilmente vai vislumbrar um futuro promissor. A educação tem sido o assunto mais discutido entre os especialistas e os governos brasileiro e japonês nos últimos anos. É a área que mais conseguiu avanços, mas a que ainda tem inúmeros desafios pela frente. Cada família tem seus próprios dilemas e busca a sua maneira garantir as melhores alternativas para que o jovem consiga ser feliz. O Jornal Tudo Bem conversou com especialistas de ensino no Brasil e Japão e represen-tantes dos governos dos países para responder a dez perguntas de pais.
1 - É melhor escola brasileira ou japonesa?Essa é a pergunta básica e atormenta a maioria dos pais. Afinal, quem matricula os filhos em uma escola japonesa teme que o filho vire “japonês”. Quem estuda em uma escola brasileira reclama dos valores das mensalidades e ainda não sabe se o filho vai conseguir acompanhar os estudos quando voltar ao Brasil. A resposta que a maioria dos especialistas aconselha é:
[-] Os pais que definiram a volta ao Brasil em dois ou três anos, melhor matricular a criança em escola brasileira.
70 Escolas brasileiras37 Escolas reconhecidas pelo MEC17 Escolas reconhecidas pelo governo japonês
[-] Se não sabe quando retorna, melhor matricular em escola japonesa porque os pais não podem garantir que, quando o filho ficar adulto, vai querer morar no Brasil. O jovem vai ter melhor aceitação pelos japoneses se dominar o idioma quando enfrentar o mercado de trabalho.
2 - Se meu filho estudar em escola japonesa vai “virar japonês”?A escola é um dos principais formadores do caráter de um indivíduo. A história dos próprios filhos dos dekasseguis mostra que as crianças que são matriculadas desde pequenas em escolas japonesas aprendem o idioma rápido e incorporam o jeito japonês de pensar. É um processo inevitável. Afinal, só assim vai se adaptar à sociedade japonesa. Os principais conflitos com os pais acabam ocorrendo na adolescência, quando os filhos chegam a negar a nacionalidade brasileira. É um processo semelhante ao que ocorreu com os nisseis no Brasil. Para se adaptar aos costumes locais, negaram os costumes japoneses.
Os pais, cujos filhos estudam em escolas japonesas, têm obrigação de ensinar o português. O diálogo em casa é importante para manter a identidade do filho.
3 - A escola brasileira no Japão é boa?A existência de 37 escolas reconhecidas pelo MEC e 17 pelo governo japonês são demonstrações da evolução do ensino para os brasileiros. O reconhecimento dos dois governos cria perspectivas de futuro aos jovens. Afinal, mesmo estudando em uma escola brasileira, o jovem pode continuar os estudos caso regresse ao Brasil ou entre em uma universidade japonesa. Mas ainda existem dois desafios enormes e mais básicos: melhorar a qualidade de ensino e reduzir o preço das mensalidades. Em 2002, a pesquisadora Cristina Sanae Matsuzake entrevistou 136 estudantes brasileiros de quinta a oitava série em escolas de Gunma, Shizuoka e Fukui. A dificuldade da pesquisadora começou na aplicação dos testes: havia alunos que não conseguiam sequer compreender o conteúdo das perguntas.

4 - Os jovens podem se tornar semianalfabetos no Japão?Os filhos dos dekasseguis têm a oportunidade de serem pessoas mais globalizadas, pois estão em um país de Primeiro Mundo. Tem chance de dominar até três idiomas. “Há exceções, mas a maioria não domina nenhum idioma perfeitamente. Quando os pais percebem essa dificuldade dos filhos, geralmente na adolescência, é tarde”, diz a professora Nilta dos Santos, que ministra aulas de português em escolas japonesas. É difícil os pais notarem esse problema porque passam muito tempo nas fábricas e os filhos ficam o dia todo na escola. A estrutura de conversa aprendida acaba se limitando aos diálogos do cotidiano. Já na adolescência, “os jovens precisam falar o que sentem e é quando surgem os problemas”.
56.980 brasileiros com menos de 20 anos23.610 brasileiros em idade escolar(ensino básico)
Alunos em escolas brasileiras: 8.400Alunos em escolas japonesas: 6.623Não estudam: 8.5575 - Há chances das mensalidades caírem?O preço médio das mensa-lidades cobradas pelas escolas brasileiras gira em torno de 25 mil ienes (meio período) e 35 mil (período integral). Mas há famílias com dois filhos que desembolsam até 100 mil ienes para pagar todas as despesas com a educação dos filhos. As mensalidades só vai cair se as escolas conseguirem duas vantagens:
[-] Ser reconhecidas pelo governo japonês como “miscelânias”, termo técnico que dá uma série de vantagens para as escolas, incluindo redução de impostos. As escolas brasileiras são consideradas empresas privadas e nenhuma conseguiu ter essa classificação do governo.
[-] Conseguir a utilização de prédios públicos desativados. O governo japonês tem fechado escolas por falta de alunos. Caso as escolas brasileiras tenham autorização para ocupar esses espaços, não precisariam arcar com o valor do aluguel.
Como, por enquanto, as duas condições acima não foram preenchidas não há previsão para redução da mensalidade a curto prazo.
6 - Os filhos dos dekasseguis vão continuar trabalhando em fábricas?Os pais que acreditam que educação é uma despesa e não um investimento vão sofrer as conseqüências em breve. É dever dos pais estimular os filhos a prosseguir os estudos, o que inclui um curso universitário. Ter faculdade não é garantia de sucesso profissional. Mas sem um diploma, as chances se reduzem. No Japão, aqueles que abandonam os bancos escolares quando se formam no ensino médio não tem muitas opções além do trabalho na fábrica. Os pais podem e devem incentivar os filhos a sonhar mais alto. “Os filhos dos brasileiros que dominam a língua japonesa podem ser diretores de empresas e não chefe de linha. Nós temos criatividade e podemos ir além”, afirma a professora Nilta.
7 - Há chances reais dos filhos dos dekasseguis irem à universidade?Hoje a resposta seria não. O caminho de uma universidade japonesa é longo e poucos conseguem o feito. Tanto que aqueles que se formam viram notícias no jornal. A maioria dos alunos brasileiros ainda está despreparado. Além disso, o preço da universidade é alto, o processo seletivo é rigoroso e a maioria dos pais não imaginam que os filhos vão “chegar tão longe” no Japão. Mas há uma tendência das novas gerações começarem a freqüentar as universidades. O próprio governo japonês tem interesse que isso ocorra, pois necessita de mão-de-obra qualificada. Os alunos de escolas japonesas que estão adaptados ao sistema de ensino e contam com o apoio dos pais são os que mais têm chances de conseguir. Os pais que decidiram ficar de vez no Japão são os que costumam incentivar os filhos a seguir adiante com os estudos. “Os jovens que falam as duas línguas recebem convites de empresas para trabalhar, mas estou incentivando para que eles freqüentem uma universidade”, diz a diretora Elica Tozawa, do Nippaku Center. Aqueles que sonham em voltar ao Brasil preferem que os filhos continuem os estudos só após o retorno.
8 - Quem retornar vai conseguir se adaptar ao mercado de trabalho brasileiro?Se o jovem dominar somente o idioma japonês, é provável que não queira nem retornar mais à terra natal dos pais. Há um número crescente de crianças seguindo essa tendência. Já os que estudam em escolas brasileiras ainda sonham em fazer a faculdade no Brasil.
Os que abandonaram as escolas e trabalham na fábrica vão enfrentar dificuldades de adaptação na volta ao Brasil. Não vão conseguir um emprego que pague nem a metade do valor que ganhavam na linha de produção. Experiências recentes mostram que a maioria acaba retornando para as fábricas do arquipélago.
(JTB)

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Apr 19 2006

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Seguro nacional de saúde
Plano cobre gastos médicos do exterior

Os brasileiros que possuem o Seguro Nacional de Saúde pago em dia no Japão contam com um benefício pouco divulgado. Se viajar ao exterior a negócios ou a lazer e tiver problemas de saúde, o seguro cobre as despesas. Para isso deve-se procurar a seção responsável na prefeitura para dar entrada ao pedido de reembolso.
De acordo com Kiminori Iwazaki, da Seção de Seguro Saúde, da Prefeitura de Ota (Gunma), “não adianta solicitar reembolso por uma cirurgia programada no exterior”. Alguns brasileiros chegam a se submeter a procedimentos estéticos no Brasil, o que definitivamente não tem cobertura pelo seguro japonês.Em média, o reembolso é de 70% do valor gasto, assim como já ocorre com as consultas ou cirurgias pagas no Japão. Mas os casos são analisados separadamente.
Iwazaki recomenda aos interessados retirar o formulário antes de viajar. Se for o caso, deve solicitar ao médico preencher a ficha. “Ele deve ser traduzido em japonês e com a assinatura do médico”, orienta. Em outro documento, deve-se apresentar a nota da consulta, hospitalizacão, raio-x, medicamentos etc.
Inscritos
Devem pagar pelo benefício:
[-] Pequenas empresas, agricultores ou pescadores e seus familiares
[-] Trabalhadores em tempo parcial
[-] Pessoas sem planos de empresas
[-] Estrangeiros que pretendem ficar mais de um ano no Japão
[-] Quem está inscrito no seguro da empresa ou vive da previdência não precisa pagar

Conheça os tipos de seguros de saúde no Japão
Os planos públicos disponíveis atualmente cobrem 20% ou 30% das despesas médicas, mas poucos brasileiros estão inscritos em algum deles
No Japão, existem basicamente dois tipos de seguro público: o kokumin kenko hoken (seguro nacional de saúde) e o shakai hoken (seguro social).
O primeiro, pela lei, é destinado a agricultores, autônomos e pessoas que não têm qualificação para entrar no seguro social. A inscrição é feita diretamente na Prefeitura. O seguro cobre 70% das despesas médicas, oferece auxílio-natalidade de 300 mil ienes para partos e auxílio-funeral em casos de morte. O valor da contribuição mensal é baseado no rendimento anual e também varia de acordo com o número de dependentes.
O shakai hoken é o seguro que, por lei, todas as empresas com mais de cinco funcionários devem oferecer, independente da nacionalidade. O valor da contribuição mensal também depende do rendimento anual e fica em torno de 13% do salário (8,5% para o seguro e 4,5% para a aposentadoria). Metade dessa contribuição é paga pelo funcionário e metade pela empresa. A cobertura nas despesas médicas é de 80%. Os dependentes têm cobertura de 70%.Muitos brasileiros não estão inscritos em nenhum tipo de seguro. Em Hamamatsu (Shizuoka), por exemplo, onde a comunidade é formada por quase 15 mil pessoas, apenas 1.806 domicílios utilizam o kokumin kenko hoken, segundo dados da prefeitura de março deste ano.No kokumin kenko hoken, as prefeituras é que fazem a administração. Apesar de existir uma lei que define quem pode entrar ou não, cada município acaba adotando um método diferente. É por isso que em algumas cidades ou regiões os brasileiros conseguem ter acesso ao seguro nacional e em outras não. Um dos requisitos é estar morando no Japão por mais de um ano.

Shakai hoken
O Ministério de Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social havia anunciado no ano passado que tomaria fortes medidas para que as empresas não inscritas no shakai hoken comecem a pagar o benefício. A Lei de Seguridade Social e Aposentadoria prevê punição para os infratores. Mas a realidade é outra e muitas empresas não estão registradas. No ano fiscal de 2002, 96 mil novas empresas iniciaram atividades e, de acordo com um levantamento do ministério, 18% (ou 17 mil empresas) não estavam inscritas.Até então, pelo fato de as empresas poderem sofrer abalos financeiros se começassem a pagar o seguro, o ministério estava direcionando os esforços de recolhimento das taxas apenas das empresas inscritas. Mas, com o escândalo dos políticos que ficaram um tempo sem pagar o seguro nacional e aposentadoria, o governo decidiu também ser mais rigoroso com o sistema de seguro social.A partir de um controle da atual situação dos inscritos, o ministério vai obrigar as empresas irregulares a entrar no seguro. Caso alguma se negue, o governo poderá confiscar a conta bancária dessa empresa e utilizar o dinheiro para pagar a taxa.Porém, a fiscalização rigorosa em relação às empreiteiras - que seriam obrigadas a entrar no shakai hoken depois de registradas, com base na Lei de Intermediação de Trabalhadores Temporários - terá como base inicial a orientação. A Agência de Previdência Social tem uma relação das empresas ilegais, comparada com a lista do Seguro de Trabalho (Rodo Hoken) ou com as novas pessoas jurídicas na lista da Assessoria de Relações Legais.De acordo com a Lei de Reforma Previdenciária aprovada pelo Parlamento, desde outubro a taxa de seguro deve subir todos os anos. Atualmente, é de 13,58% do rendimento anual (sendo metade da empresa e metade do funcionário) e, em 2017, vai chegar a 18,3%.

Kokumin Kenko Hoken
Tratamento médico
Quando ficar doente ou pegar uma doença, basta apresentar a caderneta de saúde no balcão de recepção. O segurado pagará 30% do valor da consulta ou tratamento nos seguintes casos:
Consulta médica, Tratamento Médico, Medicamento e injeção, Internação (exceto a refeição), Visita e acompanhamento médico domiciliar
Valor do tratamento
Se o segurado ficar doente numa viagem e o hospital ou médico onde for se consultar não tiver convênio com o seguro, o valor será devolvido, mas com desconto. O valor pago com material usado para tratatamento (tal como colete ortopédico) será devolvido com desconto, desde que comprovado pelo médico.
Assistência maternidade
Quando a segurada der à luz (inclusive perda de feto de mais de quatro meses) terá o direito à assistência maternidade.
Funerária
No caso de falecimento do segurado, será fornecido o auxílio para aquele que arcou com as despesas do funeral.
Importância máxima das despesas médicas
Se a importância paga no mês pelo segurado ultrapassar o valor máximo, ele deverá procurar o balcão do setor de seguro para requerer a devolução do valor ultrapassado.
Acidente de trânsito
Ao sofrer algum acidente de trânsito, comunique imediamente à polícia e ao Seguro de Saúde Nacional. Mesmo que o acidente tenha sido provocado por uma terceira pessoa, o seguro de saúde poderá ser utilizado. Se em virtude do acidente de trânsito o culpado arcar com as despesas de tratamento médico, ou se houver algum acordo extra-judicial, o segurado não terá direito aos benefícios do seu seguro de saúde.
Sem cobertura
O seguro não atende aos seguintes casos: gravidez normal, parto por razão de aborto, exame de saúde, chek-up (exame médico completo), vacinação, cirurgia plástica, correção da posição dos dentes, acidentes ou ferimentos no trabalho, tratamento medicinal com agulha ou massagem (quando o médico reconhecer a necessidade, o seguro pode ser utilizado), leito, alimentação quando estiver internado, consulta de exame médico além do permitido no seguro.

Shakai Hoken

Assistência médica
Os segurados e seus familiares dependentes poderão receber cuidados médicos em casos de doença e ferimento nos hospitais e clínicas conveniados apresentando a carteira de segurado (Hihokensha-shoo). E enquanto forem segurados, o seguro irá cobrir as despesas de consultas, tratamento, cirurgia, remédios e cuidados durante a internação e outros cuidados necessários até a sua recuperação. O segurado arcará com uma parte das despesas do tratamento médico, pagando 20% ao hospital ou clínica.
Dependentes
Os membros da família que estão como dependentes pagarão 30% (crianças de até três anos incompletos pagarão 20%) nas consultas e 20% nas internações. Uma parte das despesas com remédios, receitados pelo médico nas consultas, deverá ser paga de acordo com a quantidade e o tipo de medicamento.
Sem cobertura
Os exames para emissão de atestado de saúde, cirurgia plástica (estética) e outros não são cobertos pelo seguro. Os acidentes ocorridos durante o trabalho ou no percurso da casa para o trabalho e vice-versa serão tratados pelo Seguro contra Acidente de Trabalho.
Reembolso de despesas elevadas
Se o total das despesas pagas pelo segurado ou pelo dependente a um único hospital ou clínica ultrapassar 72,3 mil ienes num mês, ou se na mesma família houver mais de duas pessoas que tenham gasto mais que o valor, será reembolsada a diferença, que é chamada de “Koogaku Ryooyoo-hi no Shikyuu”.
Internação
Se o segurado adoecer ou sofrer um acidente e não puder receber salário por mais de três dias consecutivos, impossibilitado de trabalhar por estar sob cuidados médicos, a partir do quarto dia será pago um valor equivalente a 60% do valor diário padrão (Hyoojun Hooshuu Nichigaku). O período a que o segurado terá direito ao auxílio é de um ano e seis meses a contar da data em que foi iniciado o pagamento.
Parto
As mães têm direito à Assistência Maternidade de 300 mil ienes por criança (Shussan Ikuji Ichiji-kin) e Auxílio de Licença-maternidade (Shussan Teatekin).
Falecimento
Em caso de falecimento do segurado, será fornecido o Auxílio para o Funeral (despesa com funeral equivalente ao valor da remuneração mensal padrão do segurado falecido). E em caso de falecimento de familiares dependentes será pago 100 mil ienes para as despesas (Kazoku Maisoo-ryoo).
Planos ligados à aposentadoria
Os planos de saúde estão vinculados à aposentadoria: são o kokumin nenkin, no caso do seguro nacional, e o kosei nenkin hoken, no seguro social. As pessoas que estão inscritas nesses dois planos por mais de seis meses podem exigir a devolução de parte do dinheiro recolhido até um período de dois anos após ter deixado o Japão. Para requerer a devolução, é preciso preencher um formulário chamado Dattai Ichijikin Saitei Seikyusho, disponível nos escritórios de seguro social (shakai hoken jimusho) e nas divisões de aposentadoria (nenkin-ka) das Prefeituras.

Kokumin Nenkin

Benefícios
Os contribuintes do kokumin nenkin têm direito à “pensão básica por invalidez” caso sofram algum acidente com sequelas ou adquiram alguma doença antes de se aposentar aos 65 anos. Os valores variam de 67.016 a 83.775 ienes por mês.
Em caso de morte antes dos 65 anos, os dependentes do contribuinte (esposa, filhos e outras pessoas que dependiamdo seu rendimento) recebem a “pensão básica para sobreviventes”. Por exemplo, uma família com esposa e um filho teria direito a receber 86.300 ienes por mês.
Quem pode contribuir
Qualquer pessoa entre 20 e 59 anos de idade que esteja inscrita no seguro nacional de saúde (kokumin kenko hoken). Algumas prefeituras não permitem a inscrição no seguro caso o interessado trabalhe em empresa com mais de cinco funcionários. Por lei, o kokumin kenko hoken é destinado a agricultores, autônomos, desempregados e outras pessoas que não se enquadram na condição de empregado.

Kosei Nenkin

Benefícios
Os contribuintes do kosei nenkin têm direito à “pensão básica por invalidez”. O valor depende da renda do contribuinte.
No caso da “pensão básica para sobreviventes”, o valor é calculado sobre a renda do contribuinte e o número de dependentes (no caso do kokumin nenkin, os valores já estão definidos porque o recolhimento mensal é fixo).
Quem pode contribuir
Qualquer pessoa entre 20 e 59 anos de idade que esteja inscrita no seguro social da empresa (shakai hoken).
A contribuição para a previdência está vinculada ao seguro.
Os brasileiros devem consultar a empresa ou empreiteira para qual trabalham caso queiram se inscrever no shakai hoken.

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Apr 10 2006

Published by Samantha under Uncategorized

Fiscalização do lixo é uma prática enraizada
Seguir corretamente a programação da coleta do lixo torna-se uma das primeiras regras para os estrangeiros… eu experimentei esta preocupação com o lixo muito de perto. Cheguei em Toyohashi, cidade que tem alguns milhares de brasileiros, ouvindo aquela famosa frase: “quer aaspirador de pó, é só procurar no Gomi Grande… Gomi é lixo. A brasileirada tinha o hábito de vasculhar o local onde os japoneses podem, uma vez por mês, acumular o “lixo grande” (móveis estragados ou de pessoas falecidas), aparelhos de audio e video ainda em condições de uso mas já ultrapassados, entre outras quinquilharias. Na verdade, nunca consegui fazer o mesmo, mas me divertia com as histórias de um videocassete que um operário (brasileiro que em sua terra natal era técnico em eletrônica) pegou no lixo, abriu para consertar e encontrou um senhor anel feminino de diamantes travando o funcionamento. No Japão, devido ao alto custo da mão de obra (o mesmo que faz os salários de operários serem tão atraentes para brasileiros) praticamente não há oficinas de conserto de nada, porque consertar sai mais caro do que comprar um novo. E há um grande incentivo para a sociedade consumir, o que gera divisas e empregos.
Outra coisa interessante é que como as bandejas de isopor (que acondicionam carnes, vegetais, etc) são lixo não-incinerável, cuja coleta é geralmente feita só uma vez por semana, nos supermercados há um balcão com saquinhos de lixo (daqueles de rolos, que a gente usa para por frutas) onde as donas de casa japonesas rapidamente se desfazem dos isopores jogando-s no lixo ali mesmo, deixando ao encargo do estabelecimento. Porque já pensou, naqueles “apaatos” e casas pequenos, ainda ter que guardar lixo de isopor por uma semana?

Separar todo o lixo doméstico produzido é uma prática já enraizada no Japão. E, ainda que poucos japoneses misturem o lixo ou o joguem em locais inadequados, a grande maioria é bastante rigorosa com relação ao assunto. Dessa forma, seguir corretamente a programação da coleta para cada tipo de lixo torna-se uma das primeiras “regras” para os estrangeiros que chegam ao arquipélago para fixar residência.
O lixo é dividido em categorias. Há o lixo incinerável, que inclui restos de alimentos, papéis não-recicláveis e tecidos; o lixo não-incinerável, classificação para artigos de plástico, couro, borracha ou vidro, entre outros; o lixo de grande porte, que pode ser incinerável ou não; o lixo tóxico ou perigoso, como é o caso de derivados de petróleo, aerosóis, pilhas e baterias; e o lixo reciclável que, ainda assim, se subdivide entre papéis, latas e garrafas pet. Necessariamente, os sacos de lixo devem ser transparentes ou de cor branca quase transparentes, para que os funcionários da coleta possam identificá-lo e verificar se a separação foi feita adequadamente.
Não é exagero afirmar que os japoneses costumam “vigiar” o lixo de um novo vizinho estrangeiro, para certificar-se de que ele o está separando corretamente. Além de evitar atritos e problemas com seus vizinhos ou mesmo a imobiliária, quem chega de um outro país e demonstra preocupação em seguir essas regras “ganha pontos” e respeito com a vizinhança. É uma forma de demonstrar senso de disciplina e organização, valores diretamente identificados com a sociedade japonesa.
Os japoneses realmente vigiam o lixo e em Tokyo eu e meu marido vimos uma cena engraçada. Os lixeiros (que lá usam roupa super bonita, um uniforme parecido com de policial, com luvas e limpíssimo) estavam olhando num saco de lixo para detectar alguma coisa que identificasse o dono… acharam uma carta e foram lá bater na casa da pessoa e devolver o lixo, porque estava no dia errado. Quando não há ninguém em casa, eles simplesmente escrevem um bilhete explicativo (e meio ameaçador) e grampeiam no saquinho, que é deixado na porta do “infrator”.
Assim como a separação do lixo por categoria é importante, quem chega ao Japão vindo de outro país deve estar atento aos dias da coleta de cada um, informando-se junto à prefeitura local. Geralmente, essa prática é incentivada desde a chegada do estrangeiro. Em Nagoya, cidade que aspira o título de “sociedade da reciclagem”, a prefeitura distribui aos ‘gaijins’, assim que eles chegam, uma espécie de “manual da vida cotidiana”, em que um dos primeiros itens trata do lixo. O manual possui versões em inglês, português, espanhol, coreano, chinês e filipino, e explica como separar o lixo, como informar-se sobre os dias da coleta seletiva em cada bairro e indica os pontos de recolhimento do lixo reciclável.

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Apr 10 2006

Published by Samantha under Uncategorized

Quem não se surpreendeu com esta constatação? Quando morávamos em Tokyo eu achava o máximo aquelas senhoras arrumadíssimas, com maquiagem super bem feita e aventais de seda bordados… e sabe que aqui em casa eu passei a administrar o o-kane? E ainda tem gente que acha que japonês é machista, mas é bem relativo.

Avental, sinônimo de status na sociedade japonesa

Conheça a importância desta peça entre os orientais
O sexo feminino tem o poder de decisão de consumo na família; mercado atento aos gostos das donas-de-casa.
Quanto mais a gente conhece a cultura japonesa, mais se surpreende com alguns pequenos detalhes que fazem diferença no dia-a-dia do Japão. Trata-se de uma peça utilizada pelas donas-de-casa: o avental. Isso mesmo. Esse pedaço de pano, que tem o objetivo de proteger as roupas do preparo dos alimentos, tem um grande significado no costume japonês.O avental representa status na sociedade japonesa. Por isso, é possível encontrar donas-de-casa, principalmente aquelas com mais de 40 anos de idade, que saem nas ruas com essa peça para ir ao banco ou ao supermercado. Desta forma, já está subentendido que essa mulher não trabalha e que administra o lar. As mulheres modernas, no entanto, não estão mais seguindo esse costume.No passado, o avental branco, com mangas e dois laços nas costas, era o mais utilizado pelas donas-de-casa, que também aderiram a modelos com apoio nos braços e somente um laço nas costas. Já o avental que possui formato quadrado ou retangular, que cobre apenas as roupas da cintura para baixo, é utilizado por profissionais que atuam na área de alimentação. Além disso, o sexo feminino tem o poder de decisão de consumo na família. O mercado, portanto, fica atento aos gostos das donas-de-casa que recebem o salário integral dos maridos, geralmente sem tempo para compras do lar. É comum ver as mulheres pagando as contas nos restaurantes tanto que os funcionários já deixam a nota sempre do lado das esposas. Nesse aspecto, o Brasil tem uma tradição mais machista.

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