Apr 27

Hinamatsuri

Inicialmente, não se tratava de uma festa de meninas? Comemorada no dia 3 de março, Hinamatsuri – ou festa das meninas – é a data em que se ora pelo crescimento das garotas. Muitas vezes, a data é vista como o oposto ao dia dos meninos (Tango no sekku, data em que se ora pelo crescimento dos meninos – comemorado no dia 5 de maio). De fato, os delicados bonecos que marcam esta festa (bonecos que representam o casal imperial da Era Heian e seus serviçais), a cor rosa do tapete que forra as prateleiras onde se enfileiram os bonecos, a cor vermelho-claro das flores de ameixeira colocadas junto aos bonecos e a sua imagem visual remetem à imagem das meninas. Entretanto, buscando a sua origem, passamos a vislumbrar a forma original desta atividade, que não se limitava apenas às meninas.
Como era esta festa antigamente? Para sabermos mais sobre esta comemoração em épocas remotas, podemos pesquisar a data em que se celebra a Hinamatsuri.
Dia 3 de março: Era costume chinês realizar purificações dando prioridade às datas em que o número do mês e do dia eram coincidentes. Assim como o dia 5 de maio (5/5), o dia 3 de março (3/3) era considerado um dia importante dentro do calendário de atividades do palácio imperial.
Bonecos: A origem dos bonecos estaria nos chamados hitogata (folhas em formato de homem, para as quais se transferiam as impurezas ou os azares, jogando-os à correnteza dos rios), amagatsu ou houko (colocados nas cabeceiras de recém-nascidos para absorver as doenças e os azares deles). De qualquer forma, eram relacionados às purificações, crenças religiosas e feitiçarias.
Flor de pêssego: Desde a Antiguidade, a flor de pêssego era vista na China como possuidora de poderes de proteção. Há na mitologia japonesa também uma passagem na qual a divindade Izanagi foge do mundo dos mortos (impureza), atirando pêssegos contra os perseguidores. Juntando todas estas palavras-chave, começamos a enxergar a verdadeira natureza da festa de Hinamatsuri, que tem um aspecto de magia para purificar-se de impurezas e azares. A partir do início da Era Edo, quando surgiram os bonecos luxuosos e delicados como os atuais, a atividade teria sido associada à brincadeira de bonecas das meninas, passando a ser entendida como festa das meninas. Mesmo hoje em dia, apesar de toda a transformação sofrida no modo de vida, mais de 90% das mães japonesas têm o desejo de participar da tradição dos hinaningyo (bonecos de hinamatsuri) com suas filhas.
Personagens de desenhos animados e quadrinhos japoneses ligados aos hinaningyoÀ primeira vista, não parecem ter nada em comum os hinaningyo e os personagens que atuam nos desenhos animados e nos quadrinhos. Entretanto, surpreendentes pontos em comum estão na psicologia daqueles que os procuram e no forte arraigamento de seu significado. De acordo com uma pesquisa realizada por um grande fabricante de brinquedos, os japoneses buscam nos personagens dos desenhos animados a tranqüilidade, o desejo de proteção, o desejo de transformação e a fuga da realidade. Estes sentimentos têm algo em comum com o que se deseja em relação aos hinaningyo. De acordo com o resultado dessa mesma pesquisa, 60% das pessoas de ambos os sexos, com idades entre 50 e 60 anos e 84% da totalidade dos japoneses possuem algum tipo de produto com personagens de desenhos animados e quadrinhos. Os bonecos japoneses trazem, normalmente, uma imagem de refinamento, mas investigando o solo fértil que gerou a tão popular Kitty, ou a moda dos Pokémons, talvez cheguemos aos bonecos hinaningyo.

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Apr 27
Hinamatsuri
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Apr 27
E o dia dos meninos?
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Bushido

No dia 5 de maio é comemorado o Dia das Crianças. Antigamente, a data era reservada para se orar pelo crescimento saudável dos meninos. Assim, desejando que os meninos cresçam fortes como um samurai, os pais enfeitam a casa com miniaturas de guerreiros, elmos e armaduras, ostentando no quintal o koinobori, carpas de tecido flutuantes ao vento, pedindo que as crianças não se entreguem diante de situações adversas - assim como as carpas sobem o rio contra o fluxo das águas. Há também o chamado shobuyu (ou banho de íris aromático) que se trata de banho de ofurô (banho de imersão), onde se colocam folhas de íris aromático. Assim, acreditava-se que maus fluidos seriam eliminados protegendo de doenças, pelo ano todo, as crianças que nele se banharem. Shobu, o nome da planta, possui a mesma pronúncia de shobu , outra palavra que significa “espírito guerreiro”, e por ser uma planta da estação, foi estabelecida essa relação. Atualmente, a data é feriado nacional, festejada tanto por meninas como por meninos. Recentemente, um filme produzido em Hollywood, intitulado O último samurai, obteve no Brasil um grande sucesso.
Filosofia do Samurai - Ideal do Samurai
Uma conhecida frase contida em Hagakure (1716), o livro sagrado do samurai (de Tsunetomo Yamamoto - 1659-1719 - súdito do feudo de Saga), diz: “A filosofia de bushi está na morte”. Isso significa que “mesmo sendo chamado de morte fútil, quando estiver no limiar entre a vida e a morte, deve-se posicionar para o lado da morte. Não há necessidade de pensar se essa atitude seria fiel ou infiel, leal ou desleal. Simplesmente ensina-se para escolher a morte. Bushido é pensar toda manhã na sua forma de morrer, imaginando somente a sua imagem gloriosa na morte, e assim eliminar o apego em relação à vida”. Afirma, ainda, com frieza, que “esse mundo é como se fosse um boneco mecanizado.”No seu livro intitulado Budo Shoshinshu (introdução à filosofia de samurai), Daidoji Yuzan (1639-1730 - estrategista) explica também que “desde o primeiro até o último dia do ano, deve-se preparar ininterruptamente para a morte. Concentrando-se na morte, não se desviará do caminho da fidelidade e da lealdade, podendo livrar-se de todos os males e infortúnios. Estará fisicamente livre de doenças e calamidades, terá longevidade, aprimorando-se o seu caráter e incorporando virtudes.” Mesmo Miyamoto Musashi (mestre em esgrima - 1584-1645), que nunca sofrera uma derrota em toda a sua vida, escreveu que “deve-se dominar firmemente o caminho da tática de luta, estudar bem a arte marcial, compreender plenamente o correto modo de ser de um samurai, cultivando-o diariamente, e com empenho, a força da mente e do pensamento, sem que sua mente se iluda, e compreender que ao se transpor as nuvens da ilusão encontrará o verdadeiro vazio.” Por que se exigia dos guerreiros uma moral tão rígida assim? Diz-se que o motivo está no fato de ter sido o modo de viver de um samurai um modelo dentro da sociedade feudal. Apontam os historiadores que, se pensarmos com base na democracia atual “a fidelidade ao seu senhor resulta em progresso moral, no controle da nação e na paz social, sendo construído sob a sensação de unidade entre a natureza e a moral, vindo a ser um estudo sobre o ensinamento feudal que coloca os espíritos humanos em formas a fim de moldá-los.” Como mostra o filme O último samurai, a imagem daquele que, por “fidelidade”, batalha e sucumbe diante de modernos armamentos e grandes exércitos, daquele que trabalha dedicando toda a sua força, emocionou e provocou compaixão de um soldado estrangeiro.
O senso de belo do samurai
Os samurais tomavam banho de ofurô ao se despertar, raspavam os cabelos do alto da cabeça para fazer o tradicional penteado, perfumavam os cabelos, aparavam as unhas dos pés e das mãos, lixavam-nas com pedra-pomes, e por fim, as poliam com uma erva chamada koganeso para dar brilho. Preocupando-se com a sua aparência, diziam que o samurai “deve procurar trazer sempre junto de si o rouge. Assim, ao acordar depois de uma embriaguez ou quando a aparência do rosto estiver apática, poderá aplicá-lo no rosto. Para manter sempre a sua aparência digna, deve sempre olhar-se no espelho.” Dizem também que o amor ideal de um samurai é aquele secreto, apontando para o caminho do homossexualismo ao invés de um amor entre sexos opostos. Dizem que o amor sumamente belo é aquele não declarado até o fim, sendo revelado somente após sua morte. Ao partir para uma guerra, o samurai perfumava o seu elmo e a armadura e partia com uma leve maquiagem. O elmo e a armadura, não teriam sido objetos de utilidade prática, e sim objetos de arte na busca do belo.

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Apr 27

Hina ningyoo - Bonecos do Dia das Meninas

Ainda lembro destes “brinquedinhos” à venda logo que cheguei ao Japão. Eu estava lá a menos de um mês e repentinamente todas as lojas tinham este altarzinho, como me pareceu na época. Adorei. Queria até ter comprado um, acabei não comprando, mais um dos arrependimentos. Mas também, não tenho uma menina (exceto eu mesma) para comemorar. Terei que ficar com as birutas de peixes, mas isto é outra história!

No dia três de março comemora-se Hinamatsuri, festa dos bonecos ou festa das meninas, que também é chamada de Momo no sekku, festa sazonal do pêssego, data em que todos oram pelo crescimento sadio e feliz das meninas. Hina significa filhotes recém-nascidos de pássaros, mas também pode representar pequenos bonecos chamados de hina ningyoo.
História
Os bonecos, colocados em ambientes internos como enfeites, surgiram como uma forma de diversão de mulheres e crianças da corte, dentro do palácio imperial. A partir da segunda metade do século 17, a prática começou a ser apreciada também pelos populares. Inicialmente era algo simples confeccionado em papel ou tecido, mas com o desenvolvimento da arte de confeccionar bonecos, ganhou a pompa dos enfeites compostos em sete degraus. Existiu até uma lei proibindo a confecção de bonecos demasiadamente luxuosos. Os “enfeites de bonecos” não só festejavam a saúde e a felicidade, como também eram uma forma de expressar o sentimento dos pais da época, que desejavam um casamento feliz e repletos de bens. Ao nascer uma menina, ela ganhava dos avós maternos o conjunto de bonecos que levava também como parte do enxoval de casamento.
Produção artesanal
A província de Saitama é a primeiro em produção, ficando Shizuoka em segundo lugar. Dizem que para se tornar artesão de hina ningyoo são necessários pelo menos 10 anos. Os rostos, cores e formatos das vestes dos bonecos hina ningyoo variam conforme a época. Os preços variam muito desde os mais caros que superam um milhão de ienes (cerca de 27.500 reais), até os de 10 mil ienes (275 reais). Os mais luxuosos possuem sete prateleiras e os mais simples somente o boneco imperial. Hoje em dia, por questão da limitação de espaço nas residências, os micro-bonecos em caixas de vidro fazem mais sucesso do que um conjunto de sete prateleiras.

Sete degraus
• Dairibina Composto pelos bonecos de Imperador e Imperatriz dispostos no degrau superior, tendo ao fundo um biombo dourado e com lanternas de seda em ambos os lados. Atualmente o boneco masculino fica posicionado à esquerda de quem olha e o feminino à direita, contrário do que ocorria até no Período Meiji. Dizem que a alteração se deve a influência das famílias imperiais européias.
• Sannin-kanjo O degrau imediatamente abaixo é ocupado por damas da corte, que possuem objetos para servir a refeição como concha e mesas individuais.
• Gonin-bayashi O terceiro degrau a partir de cima é ocupado pelos músicos, indispensáveis em cerimônias e festividades. São cinco bonecos com instrumentos como tambores, flauta e vocalista.
• Segurança No quarto degrau posicionam-se os guerreiros que defendem o palácio: um jovem e um ancião de cabelos brancos, portando cada qual arco e flecha.
• Acompanhantes No degrau inferior estão os três serviçais que portam o guarda-sol do imperador, calçados, etc.
• Pertences No último degrau são dispostos o carro de boi, a liteira, a arca para roupas, a penteadeira, a caixa de costura, peças para cerimônia de chá, tabuleiros para jogos, instrumentos musicais como koto e shamisen, utilidades para cozinha como panelas, um verdadeiro e completo enxoval de noiva.
• Árvore divina Do lado direito do degrau inferior também é colocada a cerejeira, considerada uma árvore divina, e no lado esquerdo a laranjeira silvestre, símbolo da continuidade da vida.

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Apr 27

Oyatsu - O lanche da tarde japonês

Eu confesso que até hoje faço esta horinha, osanji, com meus filhos… lembro das minhas avós, dos manjus da Batian e da minha tia Ayako, do onigiri de sekihan com goma. Hum, tomemoooo oishiii como diria o Enzo. Delícia. E para ajudar, tive umas aulinhas, poucas, de doces japoneses no Junshin, o youchien que os meninos frequentavam em Curitiba!

Foi a partir do século 17 que o povo japonês pode ter as suas três refeições diárias regularmente, até mesmo a camada mais popular. Com maiores disponibilidades na vida cotidiana, surgem além das principais refeições, outras iguarias mais elaboradas nos lanches ao invés de uma simples batata cozida no vapor.O lanche da tarde se chama “oyatsu” porque, pelo horário antigo, entre duas e três horas da tarde era dito yatsu (oito), sendo chamados de oyatsu também os doces servidos nesse horário, termo que é utilizado ainda hoje. O lanche pode também ser chamado de osanji (três horas). Atualmente existe uma grande variedade de doces japoneses e ocidentais. Falaremos de alguns doces típicos e tradicionais do Japão, que hoje em dia são comprados prontos, que combinam com o chá japonês.

Kushi Dango Dango são bolinhos em formato redondo. Sua massa é feita de farinha de arroz misturada à água, sendo cozidos no vapor, colocando 3 ou 4 deles num espeto e servidos com caldas ou anko (pasta de feijão azuki cozido com açúcar). O mais procurado é o mitarashi dango que é levemente assado e servido com um molho doce preparado a base de shoyu (molho de soja). Fora este, há inúmeras variedades como dango com anko , enrolados em nori (folha de alga marinha) e shoyu ou molho

doce de shoyu com gergelim preto, entre outros, com preços variando em torno de 100 ienes (cerca de R$ 2,65).
Sembei Sembei são bolachas feitas com uma mistura de farinha de arroz e água, que após ser bem amassada é aberta e cortada em formas circulares ou quadradas e assadas em grelhas ou chapas de ferro, ou ainda fritos. No Período Edo era mais comum temperá-los com sal ou shoyu. Aos poucos foram surgindo os sembei de sabor gergelim, nori, gengibre, camarão ou amendoim. São muito procurados como produtos representativos de cada região e para levar de presente ao retornar de viagens. É muito bom comê-los apreciando o som crocante.
Taiyaki Este doce consiste numa massa assada em formas com formato de tai (pargo) com recheio. O mais gostoso é saboreá-lo ainda quente, assoprando-o. É o doce mais procurado no inverno. Custa 150 ienes (R$ 4) cada. O taiyaki exportado do Japão para a Coréia é chamado de Bun´oban, e dizem que, em épocas de crise, aumenta o número de vendedores de taiyaki. Dizem que ainda hoje é um doce muito apreciado. Em São Paulo, é mais conhecido o dorayaki (formato de dora, ou seja, gongo).
Ohagi Cozinha-se o arroz comum misturado com mochigome (arroz para se fazer mochi), socando-o para obter a massa e fazendo-o no formato redondo, e cobrindo-os em seguida com uma camada de anko, kinako (farinha de soja açucarada) ou gergelim. É também uma iguaria servida no equinócio de primavera e outono em que se cultua a alma dos falecidos. Isto porque acreditava-se que o feijão azuki utilizado na cobertura possuia poderes para expulsar os maus espíritos. O nome de “ohagi” se deve ao fato de os grãos da cobertura lembrarem as flores de hagi , que florescem em outono. O ohagi é também chamado de botamochi por ser parecido com as flores de botan (peônia) que florescem na primavera.
Kashiwamochi As folhas de carvalho são tidas como auspiciosas porque as mais velhas não caem antes que brotem as mais tenras, e por isso são tidas como símbolo da continuidade da família. Os mais antigos utilizavam-nas como guarnição para os alimentos oferendados a Deus. Kashiwamochi consiste no bolinho feito de pasta de farinha de arroz comum com formato de meia-lua, recheado de anko e coberto com folha de carvalho. Tanto na aparência como no paladar, pode-se apreciar o sabor da natureza. Substituindo a folha pela de cerejeira e dando uma cor rosada à massa, o doce passa a se chamar sakuramochi.
Bolos e chocolates Com a ocidentalização do modo de vida, os doces servidos também tendem para bolos, chocolates e cremes, mas para se saborear acompanhados do chá japonês, o melhor mesmo são os doces tradicionais do Japão. Experimente, com certeza, irá gostar !

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Apr 27


Omamori
Engraçado estes pequenos amuletos, cresci usando eles e acreditando piamente na sua eficácia! Minha mãe era preletora da Seicho-no-Ie e ela fazia “forma humama” todo mês para nós, aí a Batian fez uma correntinha com saquinho de crochê que a gente colocava no espcoço e só tirava para tomar banho!Até hoje eu confesso que tenho uma sutra para proteção do lar que ganhei quando casei, não consegui me desfazer, levei para o Japão, trouxe de volta, mas fica aqui. No Brasil, minha avó (que era descendente de portugueses e católica) usava uns santinhos,quando ela faleceu tinha tanto santinho na bolsa que ficou um para cada neto. Assim, de um jeito ou de outro, acho tudo normal! E como são bonitinhos.

Os japoneses possuem o costume de visitar o santuário xintoísta próximo às suas residências no ano novo e oram para o bem da família, dos parentes, da nação e do mundo. Esse ano, com certeza, devem orar para que o 2004 seja, ao menos, um pouco melhor que o ano turbulento que se passou, com atividades terroristas e guerras. Nos santuários são vendidos amuletos e talismãs que foram purificados. Levamos os amuletos para casa e o conservamos com zelo.
Proteção Divina”Omamori” são amuletos em tamanho reduzido, colocados em saquinhos, contendo nomes de divindades e palavras de oração para proteger dos maus espíritos e catástrofes. Os benefícios mais comuns são: proteção no trânsito, aprovação no exame vestibular, sucesso nos negócios, bom parto, proteção contra doenças e azares. Os mais estranhos ficam por conta de talismãs denominados “tama no koshi” para quem deseja se casar com uma pessoa rica, “kyugi tokon omamori” para os que querem se sair bem em esportes que utilizam bola, amuletos de panda para os que desejam se tornar famosos, entre outros. Dizem que até os jogadores profissionais de futebol os possuem. Quanto aos formatos, são muito variados, tendo amuletos no formato até de alças portáteis, selos e de personagens famosos. O gosto dos japoneses pelos talismãs é surpreendente.
Origem em QuiotoAntigamente os talismãs não eram colocados em saquinhos; eram folhas de papel com dizeres como : “proteção no lar”, “cuidado com fogos”, “sucesso nos empreendimentos”, etc, que eram afixados nos compartimentos da casa como santuários, cozinhas, banheiros. Não era algo para carregar junto de si. Era também usual escrever o desejo numa fina tábua de madeira que ao quebrar, protegia a pessoa dos danos.O Japão tinha o Xintoísmo como religião oficial do país na época da guerra, porisso, quando os soldados se apresentavam para ir à guerra, os santuários ofereciam a eles os talismãs de “sorte na batalha e regresso a salvo”. Os familiares costuravam o talismã nas fardas dos soldados e oravam para que retornassem sãos e salvos da guerra. No pós guerra, os comerciantes de Nishijin, Quioto, tiveram a idéia de confeccionar talismãs colocados em saquinhos de belos tecidos Nishijin, vendendo-os aos templos e santuários de todo o país. O resultado foi um sucesso. As encomendas alcançam o pico entre novembro e janeiro. A história dos tecidos Nishijin é antiga, datando de século 7. O bicho-da-seda e as técnicas de tecer seda foram trazidos por viajantes vindos do continente, que presentearam o imperador e os nobres com suntuosos tecidos de primeira qualidade. O Período Muromachi é marcado por designs inovadores, destacando-se as vestimentas do teatro Nô. No século 19 passa ao declínio, mas a partir da Revolução Meiji (1868) a tecelagem Nishijin foi reativada com a introdução de novas técnicas trazidas do ocidente. Os suntuosos quimonos de seda são objetos caros, fora do alcance da população, mas a sua beleza pode ser apreciada em talismãs que utilizam pequenos retalhos do tecido. Podem ser encontrados com brasões de cada santuário ou templo e em variadas estampas.
Variam conforme a épocaCom a chegada do período de grande crescimento e a difusão do automóvel, os talismãs para automóveis cresceram em número. Em seguida, chegou a era dos bebês do pós-guerra que provocou uma grande procura pelos talismãs para bom parto e, com o crescimento das crianças, a procura direcionou-se para os talismãs para aprovação nos exames, obtenção de um bom emprego e casamento. Dizem que atualmente há talismãs até para telefones celulares eletrônicos.Até para os japoneses que andam na vanguarda da alta tecnologia, parece que existe afinidade com o desejo de receber proteção divina e o gosto pelas miniaturas próprio dos japoneses.

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Apr 27

Tokonoma
Com a ocidentalização do modo de vida no Japão, as moradias sem nihonma, o aposento em estilo japonês, estão aumentando, mas algumas pessoas querem manter pelo menos um tokonoma, que é local onde se expõe pergaminho e flores ou cerâmica.
Inicialmente chamado de oshiita, o tokonoma tratava-se de uma parte embutida na parede do aposento voltado ao quintal, e que era reservado para fins ornamentais, ficando a parte de baixo cerca de 10 cm mais alto que o piso, com aproximadamente 4 metros de fachada e 60 cm de profundidade. No local colocavam-se rolos com transcrições de sutras e caixas com apetrechos para caligrafia. Não só o detalhe arquitetônico como também o local onde se colocava na parede a gravura de Buda, com as três peças (castiçal, pote para incenso, vaso para flores) era também chamado de oshiita. Mas, não há comprovações de que este tenha sido o início de tokonoma. A palavra também designava um local sagrado onde se cultuava Deus, e era considerado falta de respeito subir no local. Posteriormente passou-se a colocar nesse local objetos ou quadros artísticos para apreciar. Devido a isso, os visitantes conduzidos à sala onde há tokonoma devem primeiramente elogiar o kakejiku (o objeto ou a flor ou pergaminho) ali colocados para depois acomodar-se no assento indicado. Assim determina a etiqueta. Tokonoma passou a ser utilizado pela classe popular a partir do meados do Período Edo, século 18.
DetalhesÉ chamado de shoin a janela corrediça com papel nos caixilhos, adjacente ao tokonoma. Era entrada de luz natural para leitura de sutras e livros. Tokowaki trata-se de prateleiras ornamentais fixados nas adjacências do leito. São constituídos de chigaidana (prateleiras) ou fukurotodana (pequeno armário para guardar utensílios da cerimônia do chá) com os mais elaborados designs. Tokobashira é o pilar de madeira utilizado entre o leito e o tokowaki, sendo o símbolo de destaque do aposento japonês. Por isso são utilizadas madeiras nobres como hinoki (cipreste).
QuintalQuando se realiza o sonho da casa própria, todos encomendam um aposento japonês com tokonoma, mas o espaço acaba sendo utilizado para colocar o guarda-roupa ou butsudan (oratório budista).Sakai Ryoko, professora da Faculdade Seika de Kyoto, diz o seguinte: “O tokonoma para nós é um importante espaço para onde voltamos a nossa mente. É como se fosse um quintal em miniatura, onde sentimos as belas sensações sazonais de kachofugetsu (belezas da natureza). Ao colocar na parede algo que seja do nosso gosto, colocar no vaso as flores da estação, e no momento em que ficamos de frente com esses elementos, qual será o pensamento que fluirá na nossa mente ? Para nós que vivemos na era moderna, muitas vezes levados pelos ambientes e informações, talvez seja este o momento de cultivarmos o sentimento de amor ao tokonoma”.Talvez tenhamos a aprender com a estrutura psicológica dos japoneses do passado que transportaram divindades e a natureza para dentro de casa no pequeno espaço chamado tokonoma.

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Apr 20

Desenvolvimento japonês
Origem do cultivo de arrozPor volta de século III A.C., devido às dificuldades enfrentadas em torno da política da Dinastia Han (atual China), muitos chineses migraram para o Japão, atravessando a Península Coreana. Esses chineses introduzem no Japão o cultivo de arroz. Assim, aos poucos, os nativos do arquipélago deixam a vida nômade de caça e pesca, e começam a fixar residência. As primeiras moradias fixas consistiam em covas rasas, cobertas com sapê. Pode-se dizer que foi o primeiro marco da revolução no campo.Logo, o cultivo do arroz foi ganhando terreno, e, ao longo dos 100 anos seguintes, passou a predominar como a principal atividade econômica das regiões de Kinki(1), Kanto(2) e Tohoku(3). Em 1943, foram descobertas 12 habitações nas escavações arqueológicas de Toro (província de Shizuoka) e, nos arredores do arrozal ali localizado, encontraram-se canais, celeiros de palafitas, poços e utensílios feitos de madeira. Um detalhe curioso é que nas pilastras dos celeiros havia uma espécie de aba de proteção estrategicamente colocada junto ao celeiro, a fim de impedir a entrada de ratos. Até a descoberta das ruínas de Toro, embora houvessem algumas citações em Koji-ki e Nihon-shoki (registros históricos escritos no século 8) referentes às habitações, utensílios e estilo de vida da época, tudo não passava de lenda, pois não existiam provas concretas. Porém, através dos vestígios de arrozais encontrados nas escavações de Itatsuki, na cidade de Fukuoka, em 1980, pode-se deduzir que os homens da Era Yayoi utilizavam enxadas de madeira para arar a terra, fazer valetas e caminhos, jogavam sementes na terra, e na colheita, ceifavam as espigas com facas feitas de pedra. Sabe-se que eram cultivados também trigo, sorgo e soja, entre outros.
Os vasos em estilo Yayoi e utensílios de cobreReceberam a denominação de vasos em estilo Yayoi, porque os primeiros foram descobertos no bairro de Yayoi. Caracterizam-se por serem mais finos, duros e possuírem menos adornos do que os vasos da Era Jomon. Os seus formatos diferem conforme o seu emprego, ou seja, se são destinados para cultos religiosos, cozimentos, conservas, recipientes para água ou alimentos.A partir dessa era, começam a surgir utensílios de ferro, cobre, etc. O ferro foi utilizado para fazer instrumentos agrícolas, facas, espadas, lanças e entre outros. Os espelhos de cobre encontrados nas tumbas de grandes clãs foram utilizados, inicialmente, como presentes e como um dos objetos sagrados para cultos religiosos. Os sinos de cobre também foram utilizados como parafernália de cerimônia religiosa, ou talvez, também como instrumento musical. Na superfície dos sinos observam-se as mais variadas figuras que nos levam a ter idéia da vida daquela época, tais como: homens caçando, mulheres sovando os cereais no pilão e as palafitas que serviam como celeiro ou depósito. A escolha de cobre para cunhar lindas figuras parece ser comum em quaisquer civilizações.
Os cadáveres nos contamNa sociedade cuja atividade principal é o cultivo de arroz, naturalmente, com o tempo, acabam-se criando a classe dos mais favorecidos e a dos menos favorecidos. À medida que a diferença entre os pobres e os ricos se acentua, surgem a classe dominante e a dominada que vão se agrupando e formando aldeias, que por sua vez se unem em pequenos países. O surgimento das diferenças sociais é o momento também do início das lutas pelo poder. As valas em volta da aldeia comprovam as lutas entre as aldeias. Além disso, foram encontrados esqueletos humanos com pontas de flecha feitas de pedras trespassando os ossos.Nas tumbas dos clãs foram encontrados também muitos objetos de adornos feitos de jade, ágata, ouro, cristal ou argila, com orifícios na parte superior para passar um cordão.Pelas análises dos ossos encontrados nas escavações, podemos supor que os homens das remotas épocas também sofriam dos males semelhantes aos que enfrentamos hoje, como fratura dos membros, sinusite, poliomielite e artrite, etc. Ainda, segundo os antropólogos, o índice de sobrevivência de indivíduos de até 15 anos era de 40%. Conseqüentemente, a idade média de vida, tanto para o homem como para a mulher, deveria ter sido de 20 a 30 anos. Além disso, pelas arcadas dentárias é possível supor que as mulheres arrancavam os dentes incisivos e caninos quando se casavam ou na segunda núpcia.Um dos fatos do final da Era Yayoi que podemos saber com certeza é sobre o país chamado Yamatai-koku e a sua rainha Himiko que consta no registro da China intitulado Gishiwajin-den . Sobre essa poderosa rainha, falaremos na próxima edição.

Nota1- A região de Kinki compreende as províncias de: Quioto, Osaka, Hyogo, Wakayama, Nara, Mie e Shiga.2 - A região de Kanto compreende as províncias de: Tóquio, Kanagawa, Saitama, Gunma, Tochigi, Ibaraki e Chiba. 3 - A região de Tohoku compreende as províncias de: Fukushima, Miyagi, Iwate, Aomori, Yamagata e Akita.

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Apr 20

A criação do mundo segundo a mitologia japonesa
Era Glacial
Cada povo tem a sua mitologia. Porém, ela foi sendo eliminada das salas de aula, pelo fato de não ter uma fundamentação científica. A mitologia japonesa já não consta mais nos livros didáticos da história do Japão publicados após a Segunda Guerra Mundial.Alguns estudiosos não concordam com essa posição de se banir totalmente a mitologia dos livros de história, acreditando que ela faz parte do desenvolvimento da humanidade. Como exemplo, temos o antropólogo Claude Lévi-Strauss, que atuou como professor na Universidade de São Paulo. Ele explicou racional e matematicamente a lógica da mitologia. Assim, o tema mitologia tem sido reconsiderado sob o ponto de vista de “sistema de pensamento universal da humanidade = pensamento primordial”.Segundo o professor Masakuni Kitazawa, “a mitologia é expressão da forma como os povos lidavam com a natureza que os cercava, o seu clima, condições geográficas, ambiente e o universo.” Os deuses, os heróis, assim como o espelho, a espada, o corvo, a canforeira, e outros elementos, foram a maneira que os antigos encontraram para codificar racionalmente os seus pensamentos. Ele ainda afirma: “Mesmo que a mitologia seja esquecida pelos seus povos, enquanto o clima, as condições geográficas e o ambiente que os envolve não mudarem também, a lógica contida na mitologia continuará a agir no subconsciente do indivíduo e delinear o pensamento dos povos.”

A criação do mundo
Os deuses começaram a habitar primeiramente em um lugar chamado Takamagahara. Quando chegou a sétima geração desses deuses, o deus chamado Izanagi, ou o Pai do Céu, e a deusa chamada Izanami, ou a Mãe da Terra, receberam do Senhor do Céu uma lança e, sobre uma ponte flutuante do céu (Ama-no-ukihashi), mexeram o mar com essa lança. Das gotas de sal que caíam e se solidificavam, formou-se uma ilha chamada de Onokoro. Os dois desceram até a ilha, escolheram a coluna celeste e construíram um palácio. Izanami deu uma volta na coluna celeste e, ao ver Izanagi, falou: “Que homem bonito!”. A seguir, Izanagi disse: “Que mulher bonita!”. E assim os dois se tornaram um corpo só e começaram a criar outras ilhas. Porém, quando olharam para elas, perceberam que não estavam muito boas. Então, voltaram ao céu para consultar os outros deuses. Eles explicaram aos dois que não é bom que uma mulher dite as primeiras palavras. Assim, o casal retornou ao palácio e, dessa vez, foi Izanagi quem dirigiu as primeiras palavras à Izanami. Unidos dessa forma, começaram a nascer belas ilhas, uma após a outra. Primeiro nasceu a ilha de Awaji, depois a de Shikoku, em seguida a de Honshu e as demais, totalizando oito ilhas. Além delas, Izanami procriou o Deus da Montanha, do Mar, do Vento, e mais 35 deuses. Ao dar à luz ao seu último deus, o Deus do Fogo, morreu queimada.

O mundo dos mortos
Não conseguindo esquecer Izanami, Izanagi vai até o mundo dos mortos para encontrá-la. Izanami fica feliz e deseja muito retornar à Terra, mas pede a Izanagi para não olhá-la até que o Deus da Morte lhe dê permissão para retornar. Ansioso demais para revê-la, Izanagi quebra a promessa e acaba olhando para sua amada. Qual não foi o seu susto! O corpo dela estava coberto de vermes e com oito tipos de trovão. Assustado, Izanagi começa a fugir. A mulher tenta aprisioná-lo enviando a tropa dos deuses do trovão. Na fuga, Izanagi apanha três pêssegos e atira-os contra os perseguidores, que são afugentados pelo seu poder mágico. Ele fecha a entrada do Mundo dos Mortos com uma pesada rocha que demandaria a força de mil homens para removê-la. Bastante irada, Izanami roga uma praga, dizendo de trás da rocha: “Para me vingar de você, matarei por dia, 1 mil homens do seu país!”. Izanagi retruca: “Então farei com que nasça 1,5 mil crianças por dia!”.

O nascimento da deusa do Sol, AmaterasuIzanagi purifica o seu corpo maculado por ter ido até o mundo dos mortos, através de outros relacionamentos. Nessa ocasião também nasceram muitos deuses. Por último, enquanto ele lavava seu rosto, do olho esquerdo nasceu a Deusa Amaterasu (a Deusa do Sol) a quem concede o domínio de Takamagahara e, do olho direito nasce Tsukuyomi-no-mikoto, a quem concede o domínio da noite, e do nariz nasce Susano-no-mikoto a quem concede o domínio do mar. Para a Deusa Amaterasu, ele ofereceu um colar feito de pedras. Com o nascimento desses deuses, que fornecem energia para o sol, para a lua e para o mar, dando-lhes vida e movimento, iniciam-se as atividades do universo. A Deusa Amaterasu é a figura central e de maior importância na mitologia japonesa. Foi ela quem deu origem à família imperial. Ela é cultuada no Templo Ise, pertencente à família imperial. Até antes da Segunda Guerra, os japoneses acalentavam o desejo de visitar o local menos uma vez na vida. Não por ser o templo da família imperial, mas para rezar e pedir por uma farta colheita à deusa Amaterasu, fonte da vida, ao Deus da Água Sarutahiko, e à Deusa dos Cereais, Toyouke.

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Apr 20

O Alvorecer do Japão
Era Glacial
Há mais de 10 mil anos atrás, quando a Terra ainda era coberta por grossa camada de gelo, o Japão ainda estava ligado ao continente asiático. Nessa época, os homens chegaram até o extremo leste do continente asiático atrás dos mamutes e outros animais, manejando lanças e arpões com pontas de pedra. Eles moravam à sombra das rochas ou nas cavernas. Ao longo dos anos, foram criando língua e cultura em comum, formando o povo japonês.
Era Jomon
Com o fim da Era Glacial, há cerca de 10 mil anos, o nível da água do mar foi subindo, e com isso, o Japão foi separado do continente, formando o arquipélago japonês. À medida que a Terra foi se aquecendo, os mamutes e outros animais gigantescos vão sumindo, e os veados, porcos do mato e outros animais menores vão aumentando. Como são animais mais ligeiros, os homens começam a utilizar muito o arco e a flecha. Além dos animais, eles se alimentavam de frutas, castanhas, peixes e mariscos. Os homens começam a produzir utensílios de barro, inicialmente utilizados para cozinhar alimentos e, mais tarde, para armazenar e conservar alimentos. A maioria dos utensílios dessa época possui ornamentações (MON) impressas com leve pressão de cordas (JÔ ou NAWA) sobre a sua superfície. Daí o nome Jomon, ou seja, ornamentações de marcas da corda.Os homens passam a se agrupar, cavam covas e, sobre elas, armam tetos cobertos com sapé nos locais propícios à caça e pesca, formando pequenas aldeias. Na época não havia distinção entre ricos e pobres. Todos dividiam os alimentos que provinham da natureza. Assim os homens respeitavam e ao mesmo tempo temiam a fúria da natureza. Para aplacar a fúria, eles criam rituais. Eram animistas, acreditando na existência de alma em tudo, nos rios, nas montanhas, nas pedras, etc.Com a crescente migração do povo altamente desenvolvido do continente asiático, o Japão conhece o cultivo de, inicialmente, trigo e sorgo, e posteriormente, arroz. Encerrando assim, a era Jomon.
As relíquiasAlém de utensílios de uso prático, como vasos, potes e tijelas, os homens da Era Jomon produziram muitos bonecos de animais e homens, assim como estatuetas de terracota, que provavelmente foram utilizados para rituais, cerimônias ou ainda como amuletos.

fotos:
1 - Vaso do início da Era Jomon - as rachaduras indicam que o vaso foi feito sobrepondo os rolos de barro.
2 - Vaso de meados da Era Jomon - foram encontrados nas escavações arqueológicas muitos vasos com as “asas” nas bordas em forma de chamas.
3- Boneco com feição de uma coruja (mimizuku-gata doguu) - fins da Era Jomon Boneco com 3 coques no alto da cabeça e brincos incrustados nas orelhas, talvez a moda da época ?

Enquanto isso no mundo…
• As pequenas nações em volta do Rio Nilo são unificadas, surgindo a civilização egípcia (3000 anos A.C.). Eles criam o calendário, que subdivide o ano em 365 dias.• Entre o Rio Tigre e o Rio Eufrates surge a civilização mesopotâmica(2350 anos A.C.). Eles criam letras cuneiformes, sistema de 7 dias da semana, leis, etc.]• Às margens do Mar Mediterrâneo e suas ilhas costeiras surge a civilização grega. Deixa legados inestimáveis de obras de arte que data de século 11 A.C. a século 1 A.C.• No século 1 A.C. os romanos dominam a região do Mar Mediterrâneo e estabelece o império romano. Asfaltaram as ruas com paralelepípedos, criaram sistema de canalização das águas.• Às margens do Rio Indu, há aproximadamente 2500 anos A.C., nasce a civilização Indu, sendo invadido pelos arianos, o povo é submetido ao rígido sistema hierárquico de castas.• Nas bacias do Rio Amarelo habitavam o povo Han, mais tarde unificado por dinastia Han (206 A.C. a 220 D.C.). Criam muitas obras de bronze, e os ideogramas.• Surge o filósofo chinês Confúcio (551 A.C. a 479 A.c.)• Surge Sidarta Gautama(463 A.C. ? a 383 A.C.?), o Buda, fundador do Budismo.• Construção da grande Muralha da China (iniciada em 202 A.C. e estendida até a dinastia Ming) , com aproximadamente 2.400 km.• Nasce em Belém, Jesus Cristo (4 A.C.? a 30 D.C.?)

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