May 9

O governo japonês foi obrigado a refazer moedas comemorativas do Centenário e até o dia 28 de maio é possível fazer reservas das moedas de ¥ 500 em homenagem ao Centenário da Imigração. As moedas especiais, estampadas com a imagem do navio Kasatomaru, fazem parte de um kit que contém outras seis moedas, de ¥ 1 a ¥ 500.

A Casa da Moeda do Japão está colocando à venda 142.000 kits, pelo preço de ¥ 2.400 cada e as reservas podem ser feitas por cartão-postal (hagaki). A moeda de ¥ 500 em homenagem ao Centenário da Imigração vai ser lançada oficialmente no dia 18 de junho. A partir desta data, será possível adquirir apenas a moeda comemorativa em bancos e agências dos correios em todo o país.

:: Como fazer a inscrição ::

Envie correspondência para:

  • T539-0049
  • Osaka-shiten
  • Japan Mint
  • Nippaku Kahei Set-gakari

Não esqueça de anexar seus dados:

  • Código postal
  • Endereço
  • Nome
  • Telefone

* Só será vendido um kit por pessoa e se os pedidos ultrapassarem o número de kits disponíveis, haverá sorteio.
* Os sorteados receberão um formulário para pagamento até início de junho.
*Informações: 050-5548-8686, das 8h às 21h, em japonês

Fonte: IPC

Popularity: 6% [?]

May 5

A inauguração de um monumento gigante no centro de Londrina, ao Norte do Paraná, é um dos eventos programados para comemorar o centenário da imigração japonesa ao Brasil, o Imin100. A simbologia da construção vazada remete e festeja o acolhimento de braços abertos pelos brasileiros na época da chegada dos imigrantes ao Brasil e dos paranaenses na ocupação do Norte do estado.

Mas além da cidade, a segunda maior comunidade japonesa no Paraná, atrás apenas de Curitiba, a comemoração se estende a dezenas de municípios paranaenses, dentre eles Rolândia, Apucarana, Umuarama e Maringá.

Calendário

  • Dia 4 – Torneio de futebol Imin 100 anos, em Londrina e o Paraná Matsuri, em Curitiba.
  • Dia 8 – Abertura Design do Japão Hoje 100, em Curitiba.
  • Dia 9 – Festa da Cerejeira, em Apucarana, e Concurso Nacional de Haikai, em Curitiba.
  • Dia 12 – Consultoria Empresarial e palestras para dekasseguis que pretendem ir trabalhar no Japão, em Curitiba.
  • Dia 15 – Exposição de fotografias, em Ponta Grossa.
  • Dia 16 – Apresentação Manjushaka, em Maringá.
  • Dia 23 – Show musical com Minami Kanako e Expo Japão, em Londrina
  • Dia 30 – Sessão criando o Dia Pontagrossense do Imigrante Japonês e jantar típico japonês.
  • Dia 31– Torneio de golfe, em Ponta Grossa.

O principal destaque da comemoração, que já começou e se estende até dezembro deste ano, é a vinda da família imperial, que chega ao Paraná no dia 22 de junho, cinco dias após a data em que os primeiros imigrantes japoneses desembarcaram no Porto de Santos, em 1908. De Londrina, a família imperial vai a Rolândia, Maringá e, depois, a Curitiba, onde inaugura o Parque do Japão.

Em Maringá foi criada uma secretaria municipal extraordinária focada nas comemorações. Encabeçada por Shudo Yasunaga, a cidade viverá um momento de inaugurações, dentre as quais um parque de 100 mil metros quadrados e até um ginásio de esportes para treinamento de excelência em judô. Ele diz que, apesar da comunidade ter em torno de 15 mil pessoas – a terceira maior do Paraná –, ela é considerada uma das mais representativas do Brasil.

As feiras também serão um destaque nos festejos, como afirma Yuichi Oshima, coordenador do Imin100 de Curitiba e vice-presidente da Associação Cultural Nikkei. Na capital paranaense ele destaca o Imin Matsuri, que ocorre em junho no Parque Barigüi. “Além das apresentações culturais tradicionais e das comidas japonesas, que agradam em cheio aos não descendentes, haverá uma exposição de robótica com empresas mundiais de alta tecnologia”, conta.

A tônica da festa da imigração se baseia na idéia de integração. Apesar de ser uma festa da comunidade, ela vem sendo produzida pelas mãos de ocidentais. “Podemos concluir que 70% das pessoas que organizam o evento são de não-descendentes”, como relata Ywao Miyamoto, coordenador geral da Expo Imin100 Londrina. “Não queremos celebrar a saudade ou o sofrimento dos nossos pais e avós nos cafezais, mas sim celebrar o futuro e a integração com os brasileiros”, diz.

Fonte: RPC, envido por e-mail por Simone Zelner.

Popularity: 13% [?]

May 5

Um século depois da chegada do primeiro navio com japoneses a Santos (SP), um levantamento a que o G1 teve acesso mostra que a presença deles no Brasil não pára de cair. Os números são do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão.

A contagem leva em conta japoneses com dois tipos de visto: permanente e de longa permanência (este para estada de até dois anos para trabalho).

Em 1996, eram 89.005 japoneses no Brasil. Em 2006, de quando é o último censo, o número de nipônicos no país já era de 64.802, uma diferença de quase 30%. Entre o período de 1996 e 2006.

A Embaixada do Japão, que repassou o levantamento ao G1, apresentou uma explicação oficial para a menor presença de japoneses por aqui: a morte ao longo dos anos, o que deixa a entender também que o número de novos imigrantes não é suficiente para compensar os que faleceram.

Em tempos de menos nipônicos no Brasil, a professora Yumi Tanabe é uma exceção. Ela trocou Nagoya pelo Rio há oito meses para dar aula de japonês.

“Lá no Japão ensinava também para peruanos, mas me identifiquei muito com os brasileiros e vim para cá”, diz Tanabe, que chegou à Associação Nikkei, onde dá aula o sábado inteiro, por meio de um programa de intercâmbio.

O plano da professora é voltar para casa quando acabar o visto, de dois anos.

Quem não pensa em voltar tão cedo é o artista gráfico Nabuyuki Ogata. Depois de passagens por cidades do mundo inteiro, foi no Rio que ele conseguiu a inspiração que tanto procurava: “Cheguei aqui há oito anos e vi que tinha muitas possibilidades para o meu trabalho. ‘É a natureza ao lado do urbano, a praia ao lado das montanhas. Adoro aqui”, diz Ogata, há oito anos no Brasil.

Fonte: G1

Popularity: 15% [?]

May 5

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, visita hoje às 14h, o prédio do antigo Colégio Campos Salles, no bairro da Liberdade, em São Paulo. Lá será instalado o “Museu da Arte Moderna Nipo-Brasileira Manabu Mabe”. O projeto para criação do Museu foi apresentado ao Ministério do Turismo pelo deputado federal Walter Ihoshi. E agora o Ministério do Turismo estuda a proposta de apoio à iniciativa, tendo em vista que congrega as culturas brasileira e japonesa, em pleno Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. O projeto já tem o patrocínio da Nossa Caixa, Standard Bank, Companhia Energética de São Paulo (CESP) e ABC Brasil (Arab Banking Corporation), por meio da Lei Rouanet, de incentivo à cultura.

A restauração do Colégio Campos Salles, para se transformar no Museu Manabu Mabe, teve início em 2006. A obra tem por objetivo devolver ao prédio as características do estilo eclético Liberty, que tinha quando foi construído, em 1911, pelo arquiteto italiano Giovanni Batista Bianchi.

Manabu Mabe (1924-1997) foi um destacado artista plástico. Com 10 anos, imigrou com a família do Japão para o Brasil. Começou a pintar aos 18. E, aos 35 anos de idade, em 1959, recebeu, durante a V Bienal de São Paulo, o Prêmio de Melhor Pintor Nacional das mãos do Presidente Juscelino Kubitschek. A partir de então, Mabe foi muitas vezes homenageado, inclusive com o Prêmio Braun, na I Bienal de Jovens de Paris.

Suas obras estão expostas em importantes espaços no Brasil e no exterior, como, por exemplo, no MASP, MAM-SP, Museu de Arte Contemporânea da USP, Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAM-RJ, Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. E no The Museum of Contemporany Art, em Boston, e Walker Art Center, Minneapolis, nos Estados Unidos. No Japão, há obras expostas no The National Museun of Art, em Kioto, no The Kumamoto Museun of Art, em Kumamoto, e The National Museun of Art, em Osaka, entre outros.

Popularity: 14% [?]

May 1

Quando cheguei no Japão, apenas dois anos depois do terremoto de Kobe, um programa especial da IPC-Tv (que retransmitia Globo Internacional por lá)  me ensinou várias coisas sobre o que  devia fazer em caso de terremoto (jishin em japonês). Uma das providências que levei mais a sério foi ter um kit terremoto. Nunca usei o meu, mas dizem que manter este kit a mão pode garantir a sobrevivência até que a situação se normalize.

Confira alguns ítens essenciais para o kit-terremoto e monte o seu:

a) Velas
b) Rádio, com pilhas novas
c) Produtos alimentícios em conservas, como enlatados ou desidratados
d) Água, lembrando sempre de verificar a validade
e) Um cobertor impermeável
f) Um fogão portátil e desmontável
g) Uma caixa de primeiros-socorros (anestésico - band-aid, etc)
h) Uma corda resistente
i) Uma lanterna com pilhas novas
j) Cópias dos principais documentos (passaporte, registro de estrangeiro, etc)
h) Caderneta com os telefones de amigos e familiares (caso perca o acesso ao celular)
i) Moedas de 10 ienes (para usar o telefone público)
j) Uma sacola plástica (serve como balde no caso de ter que buscar água)
k) Filme plástico(na falta de água, se cobrir o prato ou o objeto que estiver comendo, poderá ser utilizado várias vezes)
l) Fósforos e isqueiro
m) Tesoura
n) Capa de chuva
o) Papel higiênico

Lembre-se ainda:
a) Caso tenha crianças acrescentar mamadeiras e fraldas descartáveis.
b) Caso haja idoso, acrescentar o que lhe for necessário, tal como remédios, fraldas, etc.

Supermercados e lojas do tipo Home-centers oferecem kits prontos ao preço médio de 10 mil ienes. Mas você pode preparar o seu, de acordo com sua preferência.

Popularity: 24% [?]

Apr 30

Na segunda-feira, 28, uma sessão solene na Câmara Municipal de São Paulo prestou homenagem a jornalistas de origem japonesa e veículos de comunicação da comunidade nipo-brasileira.

O evento reuniu cerca de 100 pessoas, entre homenageados e convidados, e coincidiu com o 100º aniversário da partida do primeiro navio com imigrantes japoneses para o Brasil, o Kasato Maru.

A sessão foi uma iniciativa do vereador Aurélio Nomura, em parceria com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, a Federação Nacional dos Jornalistas e o jornal São Paulo Shimbun, e integra as comemorações do centenário da imigração japonesa para o Brasil.

Foram homenageados 27 jornalistas de origem nipônica que trabalham ou trabalharam em diferentes órgãos de informação da mídia brasileira, seis correspondentes japoneses que atuam no Brasil e 15 veículos de comunicação da comunidade nipo-brasileira.

Ao final da sessão, foi realizada a cerimônia do saquê e servido um coquetel aos presentes. O SJSP foi representado por seu presidente, Guto Camargo, e a FENAJ, pelo diretor Alcimir do Carmo. Acompanharam a sessão o vice-presidente da ABI, Audálio Dantas, e o presidente da Arfoc-SP, Rubens Chiri, entre outros representantes de entidades e instituições.

Homenageados Read the rest of this entry »

Popularity: 27% [?]

Apr 29

Mais de 3 mil membros da colônia japonesa de Bauru e região se reuniram ontem, no Recanto Tenri, para o tradicional Undokai, a festa de confraternização que, ao mesmo tempo que mantém viva a tradição de costumes japoneses, é sinônimo de confraternização entre nipônicos e brasileiros. Neste ano, a festa teve como tema o centenário da imigração japonesa.

De acordo com o presidente do Clube Nipo-Brasileiro de Bauru, Julio Akio Kosaka, a festa tem atraído mais participantes a cada ano, com destaque para a juventude. “Apesar de muita gente ainda estar indo para o Japão, muitos jovens têm se interessado cada vez mais pela cultura japonesa”, destacou.

O Undokai começou a ser realizado em Bauru em 1951, no Horto Floretal. De lá para cá, passou por vários locais e se estabilizou nos últimos dois anos no Recanto Tenri, que ontem se transformou em um pedaço do Japão. Várias gerações estavam presentes à festa, que tem como marca registrada as gincanas realizadas todos os anos, é também um evento que apresenta danças folclóricas e shows de músicas orientais.

Kosaka destacou também que a festa deste ano teve um significado especial por conta do centenário da imigração. Esse tema, aliás tem muito a ver com o objetivo do Undokai, já que atualmente há uma grande integração entre brasileiros e orientais, algo que não ocorria nos primórdios da imigração japonesa no País.

Kosaka lembrou, por exemplo, que vários integrantes do Nipo são brasileiros, alguns sem ligação alguma com os japoneses, mas que gostam dos costumes e da cultura nipônica. “Tanto é que faltou camiseta para os voluntários, porque a procura para trabalhar na festa foi muito maior do que o número de camisetas”, disse.

Miscigenação

Um dos traços marcantes do Undokai, este ano, foi o grande número de brasileiros participando da festa. Vários casais de namorados misturando as raças eram encontrados passeando pelo recanto. Sem falar nas famílias, que uniram as duas culturas em casamento e já levam as novas gerações para o Undokai.

É o caso da família de Shigueo Mário Kawashima, 44 anos. Nissei, ele casou com a brasileira Silvia Kawashima e teve dois filhos, Augusto e Jessica, que já fazem parte de uma nova geração de descendentes.Ontem, a família teve a companhia da irmã de Shigueo, Kazuko K. Kawashima Soares.

Terceiro de sete irmãos, sendo ele o único homem, Shigueo explicou que seus pais chegaram ao Brasil por volta de 1928, sendo o pai da região de Fukuoka e a mãe da região de Tóquio. Ele destacou que hoje em dia a mistura é natural, mas antigamente era muito mais difícil um japonês ou descendente se unir com brasileiros. “Conforme vão passando as gerações, essa integração vai sendo maior”, disse. A esposa de Shigueo faz coro ao marido e diz que não há muita dificuldade em se adaptar à cultura japonesa. “No começo você até estranha os hábitos alimentares, mas depois se acostuma”, salientou.

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru

Popularity: 26% [?]

Apr 26

20080409-pierre01.jpg

As primeiras fotografias profissionais de Pierre Verger (1902-1996) podem ser apreciadas pelo público de São Paulo. A mostra “O Japão de Pierre Verger - Anos 30″, inaugurada dia 19 de abril, é promovida pela Caixa Cultural Sé em parceria com a Fundação Pierre Verger, em homenagem ao centenário da imigração japonesa.

Alex Baradel, curador da exposição e responsável pelo acervo fotográfico da Fundação Pierre Verger, diz que a mostra apresenta os registros do fotógrafo francês feitos em 1934, ano que quando viajou pelo mundo e ficou durante um mês no Japão. Ouça outros podcasts sobre o centenário.

“É uma exposição interessante porque mostra um trabalho que o fotógrafo fez bem no início da carreira. Pierre Verger começou sua carreira em 1932 e essas fotos são as primeiras que ele fez como fotógrafo profissional”, conta o curador.

O curador afirma que os visitantes irão conhecer o lado do trabalho de Verger desenvolvido antes de sua chegada ao Brasil, na década de 40, onde se fixou em Salvador –local em que faleceu.

Baradel conta que se dedica há aproximadamente 5 anos ao projeto para conseguir realizá-lo em 2008, ano em que se comemora os 100 anos da vinda dos japoneses ao Brasil.

Outra exposição, “O Japão de Descamps e Desprez - Anos 90″, também é apresentada no espaço para representar a homenagem da França à imigração japonesa.

Serviço

  • Quando: Até 25 de maio, de ter. a dom., das 9h às 21h
  • Onde: Caixa Cultural (Praça da Sé, 111, tel. 0/xx/11/3321-4400)
  • Quanto: Grátis

P.S. A foto é do blog do Milton Toshiba, que descobri hoje e já linkei no blogroll. :)

Popularity: 43% [?]

Apr 24

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, participou nesta quinta-feira, 24, de uma cerimônia em Tóquio em comemoração aos 100 anos de imigração japonesa para o Brasil. Ao lado de Kohei Uehara, representante da colônia no País, ela recebeu o cumprimento do premiê Yasuo Fukuda (foto). A ministra foi apresentada em nota à imprensa do Ministério das Relações Exteriores do Japão como o nome “mais promissor” do PT para a eleição de 2010, e cumpre nesta quinta-feira uma agenda típica de chefe de Estado, como representante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dilma afirmou nesta quinta-feira que coreanos e japoneses confirmaram a participação no leilão de concessão do trem de alta velocidade que ligará Rio de Janeiro e São Paulo, prevista para o primeiro trimestre de 2009. A ministra afirmou também que o investimento estimado é de US$ 9 bilhões e que a modelagem pode prever a exigência de joint ventures entre empresas vencedoras e brasileiras.

A ministra disse que as empresas japonesas competirão com francesas e alemãs, entre outras. Entre as companhias interessadas está um consórcio formado por Mitsubishi, Mitsui, Toshiba e Kawasaki. Dilma também destacou a alta tecnologia das empresas japonesas e disse que a linha entre São Paulo e Rio de Janeiro terá paradas intermediárias e será uma alternativa a outros meios de transporte, como o avião.

Durante suas reuniões com as autoridades e empresas japonesas, Dilma também falou sobre possíveis transferências de tecnologia do Japão ao Brasil em outras áreas, como nos semicondutores. No entanto, a ministra disse que, para que haja esta transferência, o Brasil deverá fazer um esforço na formação de recursos humanos que absorvam os conhecimentos tecnológicos.

A ministra citou ainda uma licitação que acontecerá na segunda metade deste ano para a dragagem dos doze principais portos brasileiros, do qual participarão empresas japonesas.

Dilma chegou à capital japonesa na noite de segunda-feira e, na quarta-feira, fugiu da imprensa durante todo o dia. A embaixada do Brasil não divulgou sua agenda e jornalistas recebiam a informação de que Dilma não daria entrevistas. A agenda da visita incluiu encontros com quatro ministros: Masahiro Koumura (Relações Exteriores), Akira Amari (Economia, Comércio e Indústria), Tetsuzo Fuyushiba (Terra, Infra-Estrutura, Transporte e Turismo) e Hiroya Masuda (Assuntos Internos e Comunicação).
A nota à imprensa do Ministério das Relações Exteriores do Japão descreveu Dilma como o “braço direito” de Lula e o “número 2″ da administração petista, além de mencionar sua condição de presidenciável. Responsável pela implementação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Dilma também teria reuniões com representantes de empresas privadas e visitaria a central da Companhia Ferroviária do Japão.
Fonte: O Estado de S. Paulo e Efe
Foto: Shizuo Kambayashi/AP

Popularity: 42% [?]

Apr 24

Brasileiros e japoneses reafirmaram hoje sua amizade no centenário da imigração nipônica ao Brasil com um ato solene presidido pelo imperador Akihito, cuja presença ressaltou a importância recíproca atribuída por ambos os países.

Junto com o ato oficial - que além de Akihito contou com a participação de sua mulher Michiko, do príncipe herdeiro Naruhito e das principais figuras políticas do Japão - a comemoração serviu para que as autoridades brasileiras e japonesas busquem uma aproximação econômica bilateral.

Akihito, o primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, o ministro de Assuntos Exteriores japonês, Masahiko Komura e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, se dirigiram com solenidade nipônica aos convidados.

O último discurso foi pronunciado pelo emocionado representante da comunidade japonesa no Brasil, Kokei Uehara, que aos 80 anos disse viver “um dos momentos mais honrosos” de sua vida, pois nunca sonhou “em se dirigir um dia a suas majestades imperiais”.

O imperador Akihito - que visitou o Brasil em três oportunidades, duas quando era príncipe herdeiro - se referiu ao “sofrimento físico e psicológico” dos primeiros imigrantes japoneses em solo brasileiro, que se dedicaram em sua maioria à agricultura.

O chefe de Estado lembrou ainda o esforço feito pela comunidade japonesa de São Paulo durante três anos para prestar assistência às vítimas da Segunda Guerra Mundial no Japão.

O ex-ministro de Exteriores Taro Aso se referiu em discurso às fotos que guarda da época em que seu avô, um ex-primeiro-ministro, viajou ao Brasil, imagens nas quais ele próprio aparece “divertido e alegre”.

Em 1908, o navio Kasato Maru chegou ao porto de Santos vindo de Kobe, no Japão, com 781 japoneses a bordo.

Hoje, 100 anos depois, o Brasil tem a mais numerosa comunidade nikkei (japoneses nascidos fora do Japão ou que vivem regularmente no exterior) com mais de um milhão e meio de pessoas.

Paralelamente, a terceira maior comunidade de brasileiros no exterior está no Japão.

Brasil e Japão celebraram a herança dos pioneiros do Kasato Maru e de muitos outros que uniram dois países culturalmente distantes com laços muito sólidos.

Como exemplo da mestiçagem cultural, dez crianças de ascendência japonesa e brasileira cantaram em coro o clássico de Toquinho “Aquarela” para encerrar um ato iniciado com o som dos respectivos hinos nacionais.

Na recepção posterior, representantes políticos, militares e diplomáticos dos dois países conversaram animadamente e saudaram Akihito e Michiko.

Entre os presentes na recepção, vestidos com uniformes militares, quimonos coloridos e trajes de gala, destacaram ilustres membros da comunidade nikkei, como o empresário e ex-lutador Antonio Inoki, cuja chegada chamou a atenção dos presentes.

Um dos membros mais destacados da reunião foi o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), brigadeiro Junichi Saito, que disse estar “muito emocionado” e lamentou que seus pais não tenham podido comparecer a “uma festa tão significativa”.

O centenário coincide com uma aproximação econômica entre os dois países, com passos como a candidatura japonesa à construção de uma linha de trem de alta velocidade que futuramente ligará Rio de Janeiro e São Paulo.

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que um consórcio formado por Mitsubishi, Mitsui, Toshiba e Kawasaki tem interesse em disputar a concessão desta linha, orçada em US$ 9 bilhões.

Porém, o Brasil não se limita a receber investimento japonês em vários campos, como o siderúrgico e o agrícola.

Há poucas semanas a Petrobras anunciou a compra da refinaria Nansei Sekiyu em Okinawa (sul do Japão) com um investimento de US$ 50 milhões para atender o mercado japonês, além de outros da região, como o filipino e o chinês.

Fonte: Ultimo Segundo - EFE

Popularity: 43% [?]

« Previous Entries

designed by: Website Templates and: Web Hosting Geeks | available free at: Top Wordpress Themes